Sombra

Foto de Vágner Dias

Quem me dera ser .

Como se em chamas podes se arder,
Feito uma chuva de estrelas, que não pode reluzir
Num sonho que não fora sonhado
Encantado sem saber o que fazer em
Mero esboço de poemas devassos,
Sou em sonhos alma de poeta
Em seus olhos, a sombra do meu ser
Perdido, em corpo de gente em chamas
Quem me dera um dia me encontrar
Estando longe, sinto-me presente
No silêncio do teu olhar!

Meras Palavras

Foto de Marilene Anacleto

Desvendar Mistérios - 5

QUAL É A CARA DA MORTE?

Uma sombra a convidar
Para a fuga das dores.
Uma luz a reclamar
Vivência repleta de amores,
Que não queríamos dar.

Ou, quem sabe, a Clara Luz,
De cujo mergulho fugimos,
No peso de nossa cruz:
O mergulho na verdade
Que à divindade conduz.

Só sei que ficamos irados,
Quando vai chegando a hora,
E achamos todos culpados.
Evitamos seguir a Senhora
Que nos mostra o “outro lado”.

Acontece que ela nos chega
Em momentos vários da vida,
Em que ficamos às cegas:
Momentos de transformação,
Dos quais não temos saída.

Mas, à transformação final,
Do nosso estágio na Terra,
Não podemos fugir do sinal.
Tenha o rosto que quisermos
A Senhora da Transformação
Não nos fará nenhum mal.

Marilene Anacleto

Foto de Arnault L. D.

Tua boca

Tua boca...Ah! Essa tua boca...
É como um fruto prenunciando sabores,
Como uma sombra no dia lhe cobrindo em capuz,
E despertando o real atras da cortina da luz!

Tua boca... Ah! Essa tua boca...
É como a névoa que encobri o aporte,
Que desvia, que leva a deriva do norte,
Que também sinaliza, na estrada da sorte.

Tua boca... Essa tua boca rara...
Pincelada rubra de crepúsculo, clara de verdade,
Tornou-se brilhante, uma taça que transborda,
Flor emergida no pomar da vontade.

(Este poema foi inspirado no poema "Teus olhos", de Carmem Lucia.
um abraço Arnault )

Foto de Marilene Anacleto

Enquanto ...

Enquanto gangues disputam o poder,
Dormimos frente à TV.

Enquanto damos atenção ao noticiário,
Perdemos a vida, perdemos o horário.

Enquanto passa o carro com som de estremecer,
Liberamos toxinas de raiva que nos fazem morrer.

Enquanto nos surpreende tudo o que nos cerca,
A nossa casa fica de janelas abertas.

E já não sabemos quem somos e do que gostamos,
E já não sentimos paladares e prazeres.

E temos medo do toque, de coisas e pessoas.
E nos assustamos com a sombra da noite de lua.

Frente ao transeunte nos enjaulamos,
Frente aos conhecidos, os braços cruzamos.

Procuramos assuntos externos, pequenas lutas,
Para ser possível, de nós mesmos, procurar uma fuga.

Enquanto damos importância a tudo lá fora,
O Eu que Eu Sou, se pudesse, já teria ido embora.

Marilene Anacleto

Publicado em: http://rotadaalma.spaces.live.com/
Publicado no site http://www.itajaionline.com.br/colunas/marilene/marilene.htm, em 14/03/06

Foto de Marilene Anacleto

Desvendar Mistérios - 4 -

O QUE DEVO FAZER PARA ACHAR A MINHA VERDADEIRA POESIA?

O meu não encontro nos outros.
Aquietar-me, aprofundar-me,
No atual e no barroco.

Deixar fluir minhas asas,
Vagar sobre águas claras
E por cachoeiras raras.

Permitir-me ser a águia
Que, do infinito mais alto,
Percebe que tudo é nada.

Fazer, da música, o balanço
Que equilibra, na dança,
A vida e suas nuanças.

Dançar, na dança das árvores,
Mesmo com o corpo parado,
A chama, que no corpo arde.

Flutuar em suaves mundos,
Descer nos vales profundos,
Entre ângulos suaves e agudos.

E, quando enfim, encontrar-me,
Absorver, da ressonância, o pulsar
Que tudo une e faz vibrar.

A minha poesia é minha,
E, encontro-a também no outro
Porque não vivo sozinha.

O outro é meu espelho:
Mostra-me o que não vejo
Ou o que não queira ver.

SInto, no canto do vento,
A riqueza e o lamento
Do que vive ao relento.

Busco, na sombra, o sol,
Desvencilho-me do normal,
Aprecio, somente, o natural.

E, no claro azul infindo
Reconheço-me infinito
Neste mundo dualístico.

Marilene Anacleto
15/08/01

Foto de raziasantos

Só Seu Amor me Faz Viver!

Hoje voltando a nossa casa no campo.
Caminho enquanto o frio toma meu corpo.
Vejo o quanto preciso de você!
Hoje penso tanto em nós dois que não podia
Deixe de estar aqui.

As lembranças são tão fortes que sinto você ao meu lado.
Você toma minha mão e juntos passavam entre as flores que plantamos.
Os roseirais, floridos, as margaridas brancas, e o perfume dos jasmins:
Exala seu perfume tornado mais forte, sua presença.

Como fundo musical o canto do rouxinol.
Ás águas espumantes da nossa cachoeira onde nos banhávamos ao pôr do sol.
Enquanto a chuva molha meu rosto ela esconde as minhas lagrimas.
Você era tão carismático como um protagonista de um best-seller.

Agora meu corpo insiste em encontrar o chão.
Eu preciso tanto de você só você me conhece como á própria mão.
Você era a encarnação do verdadeiro amor combativo, um símbolo entre nós.
Independente másculo, maravilhoso, invejado pelos homens e desejado pelas mulheres.

Sua ausência me tornou uma ave sem ninho, um céu sem estrelas.
Não tenho mais chão, sem você sou apenas uma sombra na solidão.
Hoje vim aqui pra te dizer sem você não posso viver.

A saudade que sinto e indescritível só seu amor me fazia viver.
Tento entrar em nossa casa a sala vazia, nosso quatro o nosso leito
Que jamais tive coragem de deita-me sem você.
Criamos nosso ninho com partículas de amor.
Hoje sinto a dor da perda do único amor.
A sua simpatia, seus carisma, e beleza interior.
Jamais vou encontrar ainda que encontre outro amor.
Hoje vim aqui pra te dizer sem você não sei viver.
Só seu amor me faz viver!

Foto de Wilson Numa

Meu pecado

Quero me confessar mas apenas para ti
Porque meu pecado foi não te amar de verdade
Hoje choro e te peço que fiques comigo
Eu estarei contigo para qualquer coisa
Apenas quero ter-te e mais ninguém
Quero ser seu escudo, tua sombra
Quero ser o que tu quiseres que eu seja
Estarei onde queres que eu esteja
Por ti eu dava a minha vida, nunca te poderei esquecer
Então vou ver se te consigo reconquistar
Para acalmar a minha vida, é tudo tão aborrecido
Sem você aqui, sem você não vejo razões para viver
Tornava-me na Fera se não estivesses aqui para ser
Bella, perdia-me completamente até você aparecer
Encontrar-me-iam perdido nos meus pensamentos
Deitado durante a noite na rua, só tu podes me salvar
Podes ser minha Heroína, para me impedir que estrague
Minha vida e tudo isso farias com um único BEIJO....

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Muito Além da Rede Globo - Capítulo 1

O amor.
Sentimento, ilusório para os mais esclarecidos da sombra da fatalidade.
O amor.
Algo que não se mede pela beleza, já que meu amor e o seu porquê é grande por você não ser, não ter e sim estar, viva no meu no meu bem querer, não por te ver, e sim por te sentir presenciar.
O amor não tem réguas, não tem rédeas.
Então pra que descrição ou discrição, nesse amor que eu te desejo.

Foto de Allan Sobral

Poesia por Poesia

Da poesia o poeta,
Do poeta a tristeza,
Vou da tristeza a alegria,
Da alegria, deixo a sombra de um sorriso,
Meu sorriso espelha a alma
Pois minh'alma, simples calma,
Minha calma simples canta,
Do meu canto faço versos,
Dos meu versos Poesia.

Allan Sobral

Foto de Odir Milanez da Cunha

O TREM DO TEMPO - POEMA

O TREM DO TEMPO
Odir, de passagem

O que é tempo, afinal?
Sequência de sombra e luz,
O madeiro de uma cruz
começo, meio e final.
É a história no jornal
que na memória nos vem.
A crença de ir além
desde o tempo de criança,
tendo certa semelhança
com uma viagem de trem.

Começa bem vagaroso,
dos trilhos seguindo a trilha,
depois vai acelerando
até correr à vontade.

Se não quebra ou descarrilha,
vai maquinando a missão.
Estação por estação,
sem cometer desatino,
lá vai o tempo criança
carregado de esperança
rumo às rotas do destino!

Quando chega ao entroncamento,
a rota vai permutando,
vai mudando o pensamento
e a carga, de vez em quando.

O trem agora é capaz
de correr mais livremente.
Ele agora é um rapaz,
tem a vida pela frente.
Leva sonhos de futuro,
leva um pouco de saudade
e, enquanto na vida passa,
dos túneis clareia o escuro
e escurece a claridade
nas cortinas de fumaça.

Lá vai o trem em seu leito
de trilhos presos ao chão.
Ele agora é homem feito
e leva, em cada vagão,
angústias, desilusão,
pressa, preço e qualidade,
nervosismo, ansiedade,
disputa, perda e vitória.
Planos prontos na memória,
a despesa, o capital,
temores de não dar certo...
Vai o trem chegando perto
da estação principal.

Muda o trem de maquinista.
Agora é um homem maduro
que tem pressa no presente
e o presente por futuro!

Da carga que o trem escolta,
já de volta no caminho,
vai de esperança um pouquinho,
vai um vagão de revolta.
Mas leva, noutros vagões,
as emoções, os louvores,
tramas de muitos amores,
prosas, versos e canções,
discursos, loas e chistes,
sentimentos de saudade
dos pensamentos entregues
aos alegres dias tristes,
aos tristes dias alegres!

Chega o trem ao seu final,
sem mais nenhum contratempo.
Um novo apito é o sinal,
aval para o trem do tempo
retomar a sua andança
como se fosse criança:
começando, vagaroso,
dos trilhos seguindo a trilha,
depois vai acelerando
até correr à vontade...

JPessoa/PB

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