Esperança

Foto de Sonia Delsin

ETERNO NAS LEMBRANÇAS

ETERNO NAS LEMBRANÇAS

Lembro ainda do primeiro beijo.
Deus, nunca vou esquecer!
Nele estava toda a esperança e toda alegria do meu viver.
Lembro ainda do primeiro toque.
Como conseguiu me acender.
Lembro o primeiro olhar.
Nossos olhos não conseguiam desviar.
Lembro ainda a languidez depois do amar.
Do se entregar.
Tudo foi tão intensamente belo entre nós.
Por mais que o tempo passe não vai se apagar.

Foto de Cecília Santos

MEU RECADO

MEU RECADO
:
:
:
Quero te mandar
um recado.
Nas asas de um
lindo anjo.
Que voa leve
e faceiro.
Por entre as
nuvens de algodão.
Voa anjo,
mensageiro voa.
Leva contigo
meu coração.
Para entrega-lo
por inteiro.
Ao meu
verdadeiro amor.
Voa anjo, de amor
e candura, voa.
Voa, voa sem parar.
Leva em suas asas
a esperança.
E meu sorriso
em seu olhar.

Direitos reservados*
Cecília-SP/05/2008*

Foto de Dirceu Marcelino

NUVENS DE FUMAÇA IV -

*
* Soneto inspirado na poesia "Máquina do Tempo" de Graciele Gessner.
*

NUVENS DE FUMAÇA IV

“A Máquina do tempo”...passa em nossa vida,
Passa e deixa no céu nuvens de fumaça,
Deixando fragmentos d’uma vida vivida.
E recordações que como uma mordaça

Cala-nos e faz pensarmos não haver saída
Eis que nossos sentimentos a vista embaça
E parece que tudo é tormento na lida
E que estamos cobertos por uma couraça.

E que aqueles ternos fragmentos de amor
São apenas cacos de vidros da vidraça
Despedaçada da alma que chora de dor

E faz que nos sintamos que tudo não passa
Embora sonhemos com contínuo destemor
Com a esperança que tudo aquilo renasça.

Foto de Rosendo

SORRISO DE CRIANÇA

SORRISO DE CRIANÇA

Sorriso de criança,
minha inspiração.
Olhar bonito com ternura,
espanto à solidão.

A criança sai correndo
procurando o que fazer,
beija o pai beija a mamãe
pede colo pra comer

Chato e pirracento,
chora com malcriação.
Fica amamãe preocupada
com amor no coração.

Mas a criança vai crescendo,
lentamente sem parar.
leva a vida em brincadeira ,
se recusa a estudar.

Com olhar de garanhão,
hije, é adolescente.
Faz da vida um vai e vem,
leva a vida displiscente.

Com o tempo atropelando,
o destino lhe pregou.
Com uma moça inteligente
na igreja ele casou.

Deste belo casamento
o vovô virou criança,
a vovó, toda feliz,
vê o neto com esperança.

Mas o tempo não espera
vai correndo sem parar.
Faz o moço ficar velho
e outras vidas vai marcar.

Quando olho no espelho
meu cabelo prateado,
me espanto com o que vejo,
o meu rosto, já marcado.

Sou um cara orgulhoso,
com o que me aconteceu.
E você fique sabendo,
esta criança sou eu.

De Antonio Rosendo

Foto de Anju da Maria

Maria do Anju

Meu anju,
Quero agradecer-te por tudo,
Pelos momentos em que chorei, você veio carinhosamente me beijou e me fez sorrir.
Pelos momentos em que perdi a paciência, você veio com palavras amenas e doces e me acalmou.
Pelos momentos em que,meu coração estava em pedaços, você veio cheia de amor e me curou.
Pelos momentos de alegria,que fez questão de dividir comigo.
Pelos momentos que com muita esperança,pensou junto comigo no nosso futuro.

Obrigada, meu amor!!!
Obrigada, por existir na minha vida!!! Obrigada, por me fazer feliz e a pessoa mais Amada na tua Vida!!!
Eu te amo!!!!

Foto de Cecília Santos

COMO ONDAS

COMO ONDAS
:
:
:
O dia passou
como um vento.
A noite trouxe-me,
lágrima no olhar.
Saudade chegou
sorrateira.
Em meu peito
veio morar.
Saudade,
doce saudade.
Que anuvia os
olhos meus.
Saudade noite
sem brilho.
Como a neblina
sobre o mar.
Saudade é
vã esperança.
De um grande
amor retornar..
Saudades são como
Ondas cansadas.
Que na areia
vem se deitar.

Direitos reservados*
Cecília-SP/05/2008*

Clip musical /Lulu Santos

Foto de syssy

Um bem que desejei

Sempre tive esperança de que teus olhos me vissem,
Tão estática ao teu lado, nos meus sinais discretos,
Em candura casta, na devoção cega desse amor mudo.

Tentei muitas vezes essa batalha de medo ganhar,
Mais à medida que crescia esse amor em mim,
Crescia na mesma proporção a minha covardia.

E por, mas que tentasse, afundava mais em mim.
Seu amor corria livre por entre corredores desertos
De minh’alma, e não o podia deter.

Perdi sempre...
E sempre amando, mas e, mas você.

Queria que essa brisa agora te levasse embora,
Te arrastasse pelo ar, e fosse longe, longe tanto
Quanto voa meus pensamentos, afunda em alto
Mar essa barca

Aprendi a calar meu choro, a sufocar palavras,
Dizer frases inteira sem pronunciar teu nome,
Só não aprendi a te esquecer.

Hoje...

Amanhã...

Depois... E depois!

Foto de Carmen Vervloet

II Evento Literário de 2008 - Mãe

POR QUE TÃO VELHA ASSIM?

Mãe...
Quero que envelheça mais e mais...
Quero-a madura, capaz...
Quero-a saudável, realizada...
Divinamente eternizada!

A idade te fez sair da paixão...
Enveredar pelo caminho da compaixão...
Penetrar em qualquer coração,
Sem restrição...
Sanar a dor com devoção!

A maturidade te fez reencontrar...
A serenidade longínqua da infância...
A grandeza do resplandecente amar...
Teu sorriso largo de criança!
Infinita esperança!

Hoje, nos teus olhos brilha a luz...
Ontem brilhava a chama, o arrebatamento...
Esta luz suaviza o peso da cruz...
Não precipita os acontecimentos!
Lume do conhecimento!

Quero esta tua luz sempre acesa...
Iluminando cada um de meus passos...
Quero em mim tatuada a tua pureza...
Ocupando no meu coração, todo espaço!

Talvez não me entendas e perguntes:
Filhinha, por que me queres tão velha assim?
E eu te respondo mãezinha,
Esta foi à única forma que encontrei
Para que vivas... Muito... Muito...
Perto de mim!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à Autora

Foto de ivaneti

' ESCRAVIDÃO"Esta ja foi postada apenas para relembrar "13/05"

Cicatrizes
(Ivaneti Nogueira)

Em meu corpo ainda trago as cicatrizes do passado
Em que naquele tempo a dor estava presente
Um tronco, um preso e o pé acorrentado
Chorava, gritava, gemia e a justiça era ausente!

Na vida... Fome, sede e frio foi o que passei
Por amor enlouqueci! Cheguei a pensar que ia morrer!
Me apaixonei! Embriagado no desejo eu me entreguei
Vi meu mundo cair e minhas lágrimas a correr

Em meu destino não tenho esperança, vejo escravidão!
Fui marcado a ferro! Escravo do amor e do preconceito!
No coração fiquei sozinho chorando junto a solidão!

Ainda recordo, tristemente... A cada sol que nascia
Meus dentes eram forçados a sorrir. Á noite a lua me vestia!
Hoje, ainda cansado, carrego nas mãos a carta de alforria!

Foto de Dennel

Desacreditado do amor

Quem sou eu? De onde vim, para onde vou? São questionamentos que me invadem a alma, que violentam minha serenidade, impondo incertezas da minha existência. Vejo os dias forçosamente avançarem na minha inútil existência. Há muito não percebo os raios do sol, minha pele adquiriu um tom amarelado, meus olhos têm uma cor cinzenta, sombrios.

Com os braços jogados ao longo do corpo, meus pés se arrastam; afinal, não tenho pressa de chegar. Até a morte tarda, escondendo-se de mim. Sou uma estrela solitária, de brilho apagado. Sou a pedra do caminho que a tudo assiste passivamente, e nada mais do que a pedra. Sou a mosca pousada na sopa, que repugnada, foi esquecida.

Vivo na incerteza do amanhã, na ilusão do passado e na indiferença do hoje. Disse o poeta que quem não vive por amor, morre lentamente; é isto o que acontece comigo. Meu coração, depois de tantos compassos e descompassos, fechou-se de vez para os sentimentos.

Mesmo que encontrasse a chave para abri-lo, seria muito trabalhoso varrer toda a indiferença que se alojou durante muitos anos. Afugentar as dúvidas seria outra tarefa hercúlea, visto que durante muito tempo elas foram alimentadas diariamente, tornando-se invencíveis, ousaria dizer que seria uma tarefa, impossível e infrutífera.

Um corpo amortecido não sente dores ou desejos. Um olhar apagado não vê beleza, apenas tristezas. Ouvidos insensíveis não apreciam canções, por não ouvi-las, só aceitam tormentos e ais.

Um paladar corrompido pela amargura da vida não sente o gosto do mel, apenas a amargura do fel. Um olhar sem esperança não sente os efeitos de um belo dia de sol, apenas a frialdade de noites intermináveis.

Uma voz embargada não canta canções de amores, não emite nenhum som inteligível, quando muito, expressa lamentos e injúrias...

Sinto que chegou minha hora! Sou levado por criaturas horripilantes através de um longo corredor escuro e fétido, tento entender o que conversam entre si, nada entendo além de suas risadas sinistras. Aqui e ali, noto inscrições nas paredes do corredor, que mais parece uma gruta; tento desesperadamente decifrá-las.

O cheiro de enxofre aumenta à medida em que avançamos. Percebo as garras das bestas-feras adentrarem a carne dos meus braços; estou seguro firmemente.

Chegamos ao nosso destino. É entregue a mim uma caneta, cujo corpo tem longos espinhos; um livro é aberto em minha frente, indicando-me que devo assiná-lo. Curvo-me ligeiramente em direção ao livro, de onde saem faíscas que chamuscam meus cabelos. Nova tentativa, e desta vez leio as palavras grafadas com sangue humano: “INFERNO – Lugar de quem não ama”.

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

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