Lamentos

Foto de Henrique Fernandes

NORTADA DE SENTIMENTOS

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Ao sentir que o tempo me foge na pele
Deixo cair o pensamento num fosso de razão
Parando o meu respirar no conforto de uma reflexão
Que não desmente o sentido sem prática que me adoece
As fantasias inóspitas que me enganam o ego
Sendo tocado por um vento frio de norte
Chegado numa nortada de sentimentos carentes
E desabrigados nos meus gemidos de socorro
Que me gelam o olhar com melancolias sóbrias
Quebrando-me a voz na alma embriagada de nada
Por vácuo de silêncio que exibo nas mãos
Mantendo-as estendidas a uma esperança ténue
Que ganha corpo no longínquo que me chama
Com chamamentos de um amor que não se apresenta
Nem a mim chega através de uma cortina de medos
Ao de leve absorvo uma paixão que bate á porta
Sinto-a como um chá bem quente de loucura
Um fervor percorre a todo o vapor o meu corpo
Vigorosamente desmaiado sobre um ninho de solidão
Onde evito lamentos e atiro-me em queda livre
Ao desconhecido que tão bem conheço
Tratando por tu os mistérios dos meus desejos
Após ter reflectido sinto-me perto de um sol verenal
E caminho pelo meu defeito por defeito de sempre
Em ilusões de uma guilhotina suspensa á minha espera
Baixada por desilusão que abraça o meu chegar até hoje

Foto de CarmenCecilia

PESCADOR DE ILUSÕES

PESCADOR DE ILUSÕES

VOCÊ QUE EU JÁ NEM ENCONTRO MAIS...
VOCÊ QUE JÁ NÃO ME ATENDE MAIS...
VOCÊ...
VOCÊ QUE ME TRANSFORMOU NUM ZUMBI...
SE NEM SEI SE ESTOU AQUI OU AÍ...

OU SE PAIRO NO AR...COM MEUS LAMENTOS MEUS AIS..
QUE ME ENDOIDOU...
ME ENCONTROU PRA LOGO DEPOIS DESENCONTRAR..
PARA NO MEU CORAÇÃO ADENTRAR... E ME TENTAR...

ME FEZ CANTAR...
E DE NOVO SONHAR...
ME ACARICIAR...
ME AMAR...
PARA DEPOIS ME DEIXAR...

CADÊ SUA VOZ FALANDO BAIXINHO?
CADÊ AQUELE CARINHO.?
SE O PRANTO AGORA É MEU COMPANHEIRO...
ONDE AQUELE SEU JEITO MAROTO?
EM QUE EU FAZIA TANTO GOSTO...

OH! PAIXÃO TRAIÇOEIRA
VOCÊ ME ESCREVEU NA AREIA
EU QUE ME SENTIA SEREIA...LUA CHEIA
AGORA ME VEJO EM TEMPESTADE
EM QUE NUVENS ME ROUBARAM A CARA METADE...

BREU!
POIS ME LEVASTE TODA A LUZ QUE ME DEU!
FOSTE PESCADOR DE ILUSÕES...
E NEM ELA ME DEVOLVEU!!!

CARMEN CECILIA

Foto de diny

TE ESQUECER

TE ESQUECER

Amor vem, vem aqui
Outra vez chamei por ti
E não vieste pra me ouvir
Então outra vez escolhi
Demais te esquecer

Na voz das tempestades
Nos sussurros do vento
Nos lamentos das chuvas
Nos suspiros de saudade
Decidi te esquecer!

Nas tardes cheias de calor
Nas copas das arvores
No belo sol em flôr
No verde que me invade
Eu resolvi ter esquecer!

Em noites sofridas
Em dias de prazer
Nas horas cheias, vazias
Dos ciclos dessa vida
Eu entendi te esquecer!

E fui eco de lágrimas
Esgarçando a madrugada
Sem interrupção e calma
Como balada de solidão
Gotejando dentro da alma.

E fostes ecos rasos d'água
De soluços desesperados
Gotejados entre magoa
Assaz profundo nessa dor
De não amar-te mais, meu amor.

Foto de Karyne .angel Saber.

Não saber o que fazer

Eu não sei o que fazer
Há um destino
é só sofrer
Se meu amor por ti morrer
talvez eu consiga desaparecer

Se em meus olhos
Lágrimas descem
Por um sonho
Meu mundo escurece
E pela vida meus dias se aquece
por um amor que não merece

Sonhos de verão
A mais quente estação
Amor de inverno
um lamento no inferno
E quando chega a primavera
Uma dor me desespera
Para a chegada do outono
A despedida do tesouro

Seu amor por mim se aquece
Em meus lamentos e minhas preces
Onde tudo aqui padece
No final ele falece

Foto de pétala rosa

MALDIÇÃO DOS AMANTES

MALDIÇÃO DOS AMANTES

Espalho ilusões,
sonhos,
lamentos, na alma desgastada.
Folhas de outono desfeitas e secas.
Paginas em branco
onde pousam pássaros esperando um sorriso.
É um caudal de desentendimentos
escondidos
nas palavras que não acreditas.
Eu
já não sou o teu momento de sol e mar,
eu
já não sou o teu encontro raro e unico.
No silêncio da escuridão
há momentos
esgotados dum cansaço, num corpo
e na alma.
Há um oceano escuro de saudade
numa nuvem de melancolia.
Para ti
Não existo...já é tarde
No tempo...e no infinito...

Amália LOPES

março 2008

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"CONSTRUINDO FANTASMAS"

“CONSTRUINDO FANTASMAS”

A cada medo...
A cada sussurro...
Perde-se totalmente o sossego...
Mergulha-se no escuro!!!

Esconde-se do nada...
Treme do vento...
Renuncia avisada...
Perigosos lamentos!!!

Barulhos ameaçadores...
Sombrias figuras...
Teatro dos horrores...
Museu das agruras!!!

Fantasias da mente...
Rotina do acuado...
Fugas da verdade...
Terror simulado!!!

Fantasmas companheiros...
Seguidores tristonhos...
Acumulo de medos...
Tempos medonhos!!!

Um grito de liberdade...
Uma explosão de alegria...
Uma injeção de vaidade...
E uma vida em harmonia!!!

Foto de J. x E. xaudades

sempre o amor

Quando surge no infinito
um lugar bonito...
você está lá...
eu não posso te ver...
minhas lágrimas me cegam,
eu não ouço vozes...
só ouço lamentos
e quando eu lhe dei meu coração...
foi pensando em um dia você me amar,
mas a solidão foi me prendendo
e eu já não consigo sonhar...
minha mente está fechada,
assim como o meu coração,
eu só consigo chorar...
chorar e chorar minha solidão,
o meu futuro é incerto...
não tenho certeza do amanhã,
a minha garganta está fechada
e meu coração cheio de dor,
já não há nada a ser feito...
tudo aconteceu
e minha alma já não existe...
nem sei se já morreu...
agora só há o sofrimento
e eu tanto queria o amor...
queria te mostrar o que é belo,
mas você não deu valor...
há tantas dúvidas
e não há respostas...
somente você pode me fazer feliz,
eu já não olho para o lado,
minha vida está por um triz,
mas eu vivo com a esperança...
de que você possa me amar
e talvez um dia me perdoar,
assim poderei sorrir...
ou não...

Foto de Henrique Fernandes

O SILÊNCIO É PERFEITO

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É tão perfeito o silêncio
Quando tudo o que sei me chega á alma
Deixando uma luz entre as minhas mãos que ousam
Pedir á mente que retire o arame farpado
Da fronteira entre o sentir as coisas tal como elas são
E entre o sonho que contesta agitação
Fazendo pairar em mim sensações
De que o amanhã fica para depois
De chegar um pouco mais adiante na realidade
Nesta estranha demolição do tempo
Que mato alado de ansiedade já morto por si próprio
Rendido a uma eternidade que não testemunharei
Mas que não hesitará me transpor leviana
Numa importância errada e aprendiz do sério
Que esqueço durante o meu acontecimento
Não me incomoda a ida de hoje por diante
Vinda de uma inocência crua e isenta
Das minhas tentações que não invento
Os eventos sem escolha das minhas emoções
Sigo na vaga da intuição que chama por mim
Sem demoras nem poluição de lamentos
Ganhando raízes num lema de confiança
Como intermediário que me ampara as quedas
Um lema que explode no meu ego
Que a tristeza da solidão acaba
Quando a solidão é liberdade

Foto de pétala rosa

UMA LÁGRIMA NA LUA

UMA LÁGRIMA NA LUA

Sinto o murmurio do teu
Sorriso e
Desenho-te dentro da minha
lágrima cansada lutando
Por ti.
Lucidez amarga esta de te querer
Sempre com
Palavras voando
Juntamente com o teu olhar.

È incontrolavel
Este sonho
Inundando-me de beijos.
Do coração ao corpo há lamentos
Vazios de saudade.
E, numa sinfonia na noite dos mistérios
Eu olho-te nas madrugadas frias
E vou repetindo todos
os gestos nos
caminhos da ternura.
Na esquina dos dias eu
repito o teu nome como um cântico
na sombra do meu corpo.

Quantos abraços se perderam
Quantas luas não olhámos
Quantos beijos sonhados
na sombra do meu desejo.
De porcelana são os meus lamentos
São ondas dum rio em fogo,
São labaredas
Musica
Silêncio
Labirintos
Gestos
Libertação
É a minha alma atordoada
no riacho do meu corpo...
É o teu corpo desgastado na
espera dessa deusa que na sombra dos dias
se perdeu, no desencontro dos caminhos...

Amália Lopes
tu existes e não me beijas, para ti este poema...beija-o!!!!!!

Foto de Henrique Fernandes

ECO DO LAMENTO

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Sigo a marcha fúnebre das ilusões
Tombadas pelo sopro de realidade
Por uma visão de novos tempos
Tempos adivinhados sem crédito
De estranhas aparições no céu triste
Poluindo o meu ar de tempestades
Esfumando a paisagem que me rodeia
E cinzento é promovido por suspiros
Apagando o mito da vontade que teme
Os turbilhões de raiva sob os meus pés
Encaminhando-me errante pela solidão
No rasto de uma viagem até nenhures
Sem relógio dilato-me pelo tempo
No efeito denso de nuvens sombrias
Que se perfilam no eco dos lamentos
Rachando as hipóteses das noites
Num triste relato de um espelho bárbaro
Marcando a alma com o símbolo das etapas
Já dilatadas num antes datado

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