Morte

Foto de Inês Santos

Queria...

QUERIA…

Queria ser, o Sol para iluminar…
O vento, para te arrepiar…
Desejava, ser furacão, para afastar…
Ó mar, desejava rolar contigo…
Enlaçar as mãos, és meus amigo…

Suspiro como o vento para te ver…
Mar infinito, fazes-me temer…
Cândida sou…
Quando, perto de ti estou…

Queria ir contigo e devastar…
Todo o Mundo, (estragar…)
Quero contigo consumir…
A terra quero ver sucumbir…

Mar estóico, forte…
Ameaças a vida…
Condenas à morte…
Mas, és a minha preciosa guarida…
Mar…
De azar…

Inês Santos

Foto de Inês Santos

Qual será o sentido?

QUAL SERÁ O SENTIDO?

Qual será o sentido?
Que a vida tem…
Qual será o caminho seguido?
Será que vou ser alguém?

Todos se regem por um destino!
Que ninguém conhece…
Todos esperam ver o sábio divino…
E tudo envelhece…

Que sentido tem rir?
Amar, pensar?
Chorar e recordar…
Para, no fim vir…

A morte nos abalar!
Qual o encanto da vida?
Para quê falar…
Mais tarde na sorte devida…

E ainda recordar!
Um ente querido…
Que morreu ferido…
E a chorar…

Inês Santos

Foto de Raiblue

Pretérito amor mais que perfeito

.

Os dias correm longos
E sem sentido, tudo é ausência
Tudo cinza
Tudo cinzas...

Da luz, apenas sombras
De um amor mal dito
Perdido na doce ilusão das palavras
Na lâmina afiada de um ato inesperado
Cortando os versos em pedaços
Sangrando as sílabas
Agora, sílabas vermelhas da morte...

Versos agora sem rimas
Apenas ecos do que poderia ter sido...
Esse pretérito mais que perfeito
Que me persegue...
Deixando-me sempre
Em um subjuntivo
Que nunca acontece...

Tudo que eu quero hoje
É não querer...
É não sonhar...
E esquecer...

Ao menos essa noite
Quero parar o relógio da memória
Zerar essa história

Ao menos por uma noite, dormir...

Amanhã, talvez retorne
O velho subjuntivo
O eterno ‘se’...
E o verbo se faça carne...

Agora, tudo que eu quero é um sono sem você...
Agora , tudo que eu quero é a escuridão e mais nada
Agora, tudo que eu quero é dormir...

(Raiblue)

Foto de Inês Santos

Queria...

QUERIA…

Queria ser, o Sol para iluminar…
O vento, para te arrepiar…
Desejava, ser furacão, para afastar…
Ó mar, desejava rolar contigo…
Enlaçar as mãos, és meus amigo…

Suspiro como o vento para te ver…
Mar infinito, fazes-me temer…
Cândida sou…
Quando, perto de ti estou…

Queria ir contigo e devastar…
Todo o Mundo, (estragar…)
Quero contigo consumir…
A terra quero ver sucumbir…

Mar estóico, forte…
Ameaças a vida…
Condenas à morte…
Mas, és a minha preciosa guarida…
Mar…
De azar…

Inês Santos

Foto de madim_shakur

futurismo(por Alvaro da horta)

Eia a altura da civilização
num momento desmoronada
por complexos do passado.
Eia a dor dos nossos tempos
Eia a morte de todo o sempre
eia o fim da sociedade.

Dedicado as vitimas do 11 de setembro.pk amor não é so carnal e tb envolve mt solidariedade.

Foto de Fernanda Queiroz

Para Sempre

Para sempre

“Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígios.”
Carlos Drummond Andrade

Sim, somente com o que não veio para habitar, que como uma lança foi jogada ao ar, percorrendo com tenacidade tua trajetória de morte em um fim cravado e sepultado por total inoperância humana.

Como pode alguém passar sem deixar vestígios?
Vestígios... lembranças... parceiras de meu caminhar.
Hábitos, costumes, impregnados em minha mente de tua passagem, que por mais breve se tornou a maior, que por mais distante se faz mais presente, que por onde passar, estará a me acompanhar, na letargia...no desespero,,, nos sonhos e nas alegrias.

Vestígios natos... consagrados nos fatos ....
Protocolados na mente onde tua face está presente, que seja para me levar a gritar por teu nome, ou para me calar diante de teu silêncio, não importa onde você está,,, sempre estará na mente, onde fizeste tantas sementes germinar.

Vestígios de um coração amigo que pareceu ter nascido somente para amar...
Faz pulsar dentro do peito, este eloqüente palpitar e marcar a patente de dono secular... é como estiar a bandeira e teu terreno demarcar, porque por mais que o tempo se finde, não há velório fúnebre, não há estaca no peito, mas há nada para não lembrar, pois o teu breve passar deixou vestígios que nem a morte pode apagar.

Fernanda Queiroz
(Direitos Autorais Reservados)

Não concorrendo ao 5º Concurso

Foto de Sonia Delsin

AVANTE

AVANTE

Eu monto nas asas dos ventos.
Vou conhecer outras paragens.
Fazer minhas viagens.
Vou...
Ah, eu vou!
Vou como borboleta.
Reconheço de imediato a flor.
A flor do amor.
Ah, eu vou...
Vou como beija-flor.
Revôo, vôo.
Eu vou.
Se um navio eu me tornar navego no teu mar.
Se a chuva chegar sei como me abrigar.
Se o sol me judiar consigo me esquivar.
Aprendi a lutar.
Com as armas que tenho.
E delas não faço segredo.
Se tenho medo?
Quem não tem?
Mas me armo de coragem e sigo em frente.
Ficar parado esperando a morte chegar é que mata a gente.

Foto de Wing0Angel

ANGELUS ( Anjo )

Eu te desejo de volta
Amor perdido
Lágrimas partem o seu
Coração ferido

Não deixe que a fraqueza te traga dor
Aja com decisão e valor

Seu olhar perdido
Vagando no céu
Não pense que seu passado
Será esquecido

Sua única salvação é aquele resplendor
Que se encontra em seu interior

Ao me olhar no espelho
Lembro dessa promessa
E de você, doce presença
Junto a mim

Descobri que tenho asas
E que eu posso voar!

Sei que mudarei o mundo, também o fará
Persiga seus sonhos com força e amor
Todo o tipo de miragens você verá
Seu espírito de luta descobrirá

Que a força do seu coração
Quer um grande futuro, anjo guardião...

Eu te desejo de volta
Lindo sorriso
Que se encontra perdido
No paraíso

Não perca mais tempo, nem um segundo
Vá em frente e tente mudar o mundo

Você pode sonhar
E o mundo mudar
Não pense que sua sorte
Te salvará da morte

Sua única salvação é o anjo guardião
Que protege e guarda o seu coração

Ao me olhar no espelho
Tive uma visão
De mim e de você
Docê paixão

Sei que se eu nunca desistir
Sempre uma saída vou descobrir!

Sei que mudarei o mundo, também o fará
Persiga seus sonhos com força e amor
Todo o tipo de miragens você verá
Seu espírito de luta descobrirá

Que a força do seu coração
Guiarda um grande futuro, anjo guardião

Procure pelo seu lindo sorriso
Que foi perdido, está no paraíso...

Foto de ek

Descrevendo

era noite, fazia frio, não havia muitas estrelas
a lua – minguante – disputava espaço com as poucas nuvens.
era um quarto comum – talvez minguante também –
exceto pela trêmula chama que o iluminava,
havia uma cama, uma pequena mesa, uma escrivaninha
e uma cadeira, sobre a qual, imóvel,
estava sentado,
sobre a mesa, a vela que alimentava a triste chama,
uma folha – em branco – sobre a qual tamborilava um lápis,
alguns livros – há algum tempo – empilhados
e um velho relógio, que marcava os passos – mas quais passos –
nas paredes, de um tom amarelado do fogo,
lascivas, como que a dançar
as sombras lentamente se moviam.
era tudo tão quieto e calmo,
que quase se podia ouvir os pensamentos de nosso figurante,
parado a olhar fixamente um canto da mesa – vazio e empoeirado –
como que a observar algo, que – talvez – ali já não estivesse mais,
ou – por que não – que nunca ali esteve, no entanto como queria que estivesse,
talvez um retrato, ou, talvez fosse apenas uma lembrança
d’um sorriso, d’um grito, d’um olhar, d’uma lagrima
(agora parece-me que as lembranças são piores que os retratos).
havia, o esboço de um sorriso em seus lábios,
e a sinopse de uma lágrima em seus olhos.
e o relógio impiedoso, como uma guilhotina
a fatiar o tempo – e embora não notasse, e aparentava não se importar
despedaçava as partes mais importantes, ele decapitava o “agora” –
continuava a marcar o ritmo para as sombras,
que dançavam agora furiosamente,
enquanto uma leve brisa instigava a chama,
que sem perceber consumia aquela que lhe dava a vida – a vela.
e, enquanto tudo ao redor daquele velho – falo do espírito –
ia se acabando, se consumindo
ele continuava ali parado, mergulhado em si mesmo,
lembrando – quem sabe – de um sorriso, que já não ri mais,
de lindos olhos, que hoje choram – ou não –,
de coisas que eram, e já não são mais.
e ele não percebe, que o relógio continua a tocar a marcha fúnebre,
e que as sombras dançam em feral andamento
e que a todo instante enterra-se o tempo,
lacônico nascimento e morte de segundos,
e ele não vê, que tudo o que sobra
é este cemitério de momentos, de vidas e de mundos.

Foto de dionisio dos santos

soneto incerto

Uma cortina de flores amarelas
Colore, em preto e branco, rubras memórias;
Descora suaves cores de encontro ao Tempo;
Mata os momentos, põe venenos no Eterno.

Os astros bem certeiros, amos pontuais,
Armaram a forca e silêncios funerais
Para nosso amor, à noite condenado,
Justo e marcado na hora do sol posto.

Tal nosso destino: os fados maldisseram
Do que belo surgia - e tão belo figurava
Nosso futuro possível, vidas e almas.

Tão solerte entrega Vênua a cabeça !
Em risos monalisa e trapaceia a Morte:
Se morta está Vênus, Vênus não mais morre...

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