História

Foto de Marco Magalhães

O nosso amor.

Reflectindo na pele, teu rio sua,
Teus olhos gritam, boca crua,
Teu corpo em pedaços, toda nua,
Fragrâncias de luz fogem da lua.

De luz adornando tua silhueta,
Líquida história te desenha,
Louca te percorre como uma seta,
Cobrindo-te de forma estranha.

Luz traquina de espelho partido,
Nas águas reflectem esse teu rio,
Meu corpo vibrante, enlouquecido,
Salta sobre o teu escorregadio.

E por um momento o mundo pára.

A lua cega pelo brilho solar,
Nem os passarinhos a chilrar,
Nem o vento feroz a assobiar,
Apenas tu sobre meu abraçar.

A Lua testemunha cega no alvor,
Ouve a exuberância da existência,
De dois corpos dançando no calor,
Da mais bela tórrida noite d'amor.

Foto de THOMASOBNETO

Sonhar Contigo

Óh! Sombrias horas!
Que perpetuam e insistem,
Em me trazer recordações...
Dos momentos que te vi...

Ali toda bela e formosa,
Onde a imaginação,
Deixa derramar na alma...
Uma cachoeira de emoção!

Nasce na cristalina cascata,
Um arco-íris de belas cores.
Irreverente, busca a seiva...
De teus lábios sedutores!

Completando o momento...
Sopra leves e deliciosas brisas,
Envolvida em doces sentimentos...
Escrevendo páginas de história!

E eu ali perplexo inativo,
Somente a te admirar.
Desejando em teus braços...
Loucamente me abandonar!

Deixo flutuar no espírito,
A liberdade de suspirar!
Encantado com o sonho...
Sonho de te amar!

E assim passam-se as horas,
Que se tornam tempestades!
Crivando saudades na alma,
Da princesa que eu jamais...

Irei esquecer!

Foto de Paulo Gondim

Fuga

Paulo Gondim
15/07/2006

Por onde andas, minha doce menina,
Que saiu assim, sem rumo
Sem deixar pista
Apagando o rastro
Nesse holocausto
Que é tua fuga?

O que busca tanto
Nesse teu andar
No teu procurar
Que nunca tem fim?

Por que foges tanto
De tudo e de todos
Se a marca no rosto
De todo desgosto
Não te deixa ir?

Por que tanto pranto
Por que tanto espanto
No teu caminhar
Se os calos da vida
Já fazem ferida
No teu calcanhar?

Onde queres chegar
Nessa disparada
Nessa longa estrada
Que nunca tem fim?

Pára um pouco e vê
Que teu padecer
É luta inglória
Muda tua história
Aborta essa dor
Cobra tua hora
Seja como for
Volta para a vida
Volta para o amor!

Foto de Marco Magalhães

Bela Fenda...

Alguêm que não Eu um dia disse...

"O homem leva nove meses a tentar sair de um buraquinho, e passa o resto da vida a tentar entrar de novo nele."
E por concordar, deixo aqui meu testemunho...

Por sua grandiosa nobreza,
Por ser a Fonte de vida,
Eu agradeço concerteza,
Em mim ter sido envolvida.

Essa bela Gruta da Natureza,
Esse belo Espaço de lazer,
Transforma o mole em dureza,
Sendo a maior fonte de prazer.

Essa bela Fenda sempre honrada,
Pois ninguêm com seu labuto,
Tenha ocupado muito ou nada,
Raramente escapa sem tributo.

Aqueles que não o têm fiel,
Podem sempre se prostar,
Provando seu maravilhoso mel,
Não terão nada a reclamar.

Para muitos pequeno jardim,
De preferência nunca plantado,
É mais procurado que Marfim,
Pois o primeiro não é superado.

A História nunca encerra,
Nessa bela e vistosa covinha,
Seja de Rainha ou da vizinha,
Ainda é causa de muita guerra.

Seja de amor ou de apaixonado,
É para muitos um fruto endiabrado,
Seja de pé, de quatro ou sentado,
Todos querem o seu bem plantado.

Foto de InSaNnA

Sonhos desfeitos

.. ..e assim viveram felizes para sempre.Tudo mudou..eu cresci,veio o futuro misturado aos desejos abstratos,e foi ai,que meu amor se perdeu..
Onde estará o meu príncipe?Onde estará o meu amor?Talvez,eu peça demais ;atrapalhando o meu destino.Sei que mergulhei bem fundo,perdi a razão..te olhei com olhar de menina..cai de cara na ilusão...Sei também,que nâo existe amor perfeito,pois,não existe pessoas perfeitas,mas,meu amor,existe a entrega perfeita..E eu,não consegui nada de você,pois não foste perfeito na sua percepção..Não me sentes !
Um dia eu sonhei em ser a sua princesa e morar no teu castelo de poesia..eu sonhei demais..
Hoje,vejo,que os bons finais..ficaram lá atrás,nos meus sonhos de menina..e agora,tento chamar a realidade,vestida de razão.Não sou princesa,sou tão real...
Por onde andas,meu principe?Por onde anda você ? nos meus sonhos,ainda..
E eu choro..por mim..pela princesa,que não fui.para você.
Choro pelo final da minha história..que não foi feliz.

Obs:minha primeira tentativa em cartas..desculpem as falhas..rs

Foto de Lorenzo

Nós

Entre beijos e mordidas
Em meio a gritos sussurados
Somos assim...
Jogados no meio do nada
No sol de uma noite enluarada
Numa história que não tem fim

Enquanto me abraça
Me arranha as costas
Fica brincando de provocar
Já sei que é disso que gostas

Fazer ficar nesse vai e vem
Fingindo ser aquela que tudo tem
Me quer, mas sem dizer pra quê
E por isso não consigo entender...

Me beija, me joga
Me atira e me sufoca
Me olha e me diz
Que somos um do outro
E só pára quando me deixar louco...

Me engana e me defende
Com seu jeito de ser
Me contradiz e surpreende
Com esse jeito de querer
Isso porque sabes que é assim
Sabes que te quero só pra mim.

Foto de Antônio Antunes Almeida

O sonho

Sonhei, um dia com um homem,
Daquelas bandas que eu não sei contar!
Era um homem magro, de semblante triste,
Que chama o filho pra conversar.

Pediu que o menino se assentasse,
Bem pertinho pra escutar,
A história mais triste e cruel
Quem alguém possa imaginar.

Começou a conversar com o filho
E se pôs a tremular,
Pediu paciência ao garoto,
Pois era difícil até começar:

“Eu compreendo a sua revolta.
E sinto, também, que há muito tempo o perdi.
De nada, hoje, adiantará minha volta,
Pois o abandonei, quando mais precisava de mim.”

E o garoto amofinado,
Nem sabia o que falar!
Olhava firme no rosto,
Daquele que, há muito, deixou o lar.

E o pai, cabisbaixo e doente,
Sentindo dificuldade até pra falar,
Conta ao menino toda sua vivência e o que sente,
Vendo a vida a se exaurir e a morte a chegar.

“Eu era jovem, ainda,
Moço forte e sadio.
Procurei, então, batalhar,
Para ser alguém um dia."

Procurei vários empregos,
De mascate a cozinheiro.
Para mim nada servia:
Eu queria mesmo era ser fuzileiro.

Então, me engajei no exército,
Com toda convicção.
Queria ter no peito divisas,
Também muita condecoração.

Mas, com o passar do tempo,
As coisas vieram a se modificar.
Comecei a mandar nos outros;
Passei, então, a comandar.

Pra mostrar superioridade,
Comecei a espezinhar.
Ordenei, aos amigos de antes,
Que fossem os cavalos limpar.

Deixei a bondade um dia,
Para transformar-me em cruel.
Abandonei a Bíblia, o Rosário e a Cruz:
Eu era, então, um coronel.

Comecei a ver meu nome
Nos jornais, em todo lugar.
Senti ser mais do que rei,
Mandava nas armas, do ar, da terra e do mar.

Ordenei, assim, que se fizessem,
Genocídios, prisões e massacres.
Mandei prender jornalistas,
Gente pobre, advogados, freiras e padres.

Recordo, também, no momento,
Que mandei construir aviões.
Gastei uma fortuna, que não entendo,
Somente pra carregar munições.

Mandei fabricar navios de guerra,
Foguetes, torpedos, bombas e canhões;
Tive submarinos e tanques blindados em terra.
Eu era o homem que mandava nas nações!

Construíram, a meu pedido colúmbias,
Bomba “H”, de Neutrons, que maravilha!
Em “TNT”, a maior reserva do mundo,
Testes nucleares, em quase todas as ilhas.

Assinei convênio para fabricar reatores,
Experimentei a chuva amarela, nos viventes da serra.
Gastamos bilhões, em canhões de laser,
Enganei esse povo honesto, em nome da paz na Terra...

Lembro do desfilar de tanques e armamentos,
Esquadrilha da fumaça em todas as comemorações.
Pra que você tenha idéia, meu filho,
Esse dinheiro gasto, acabaria com a fome das nações!

Recordo dos relatórios que rubriquei,
Negando provimento para hospitais.
Hoje vejo, o monstro em que me transformei:
A dor e a fome são seqüelas,do que hoje não posso fazer mais.

Matar em nome da lei é fácil...
Somente sinto ter sido um assassino legalizado.
Com todas as prerrogativas que tive,
Matei, torturei, roubei e não fui incriminado...

E, hoje, aqui sentado,
Nada mais posso fazer.
Penso no ouro do cofre,
Que me deu tanto prazer.

Vejo, ainda, no canto do armário,
A velha bota encerada,
E penso, nas crianças que massacrei,
E nos órfãos das guerrilhas, que eu comandava...

E, agora, meu filho querido,
Só tenho a fazer-lhe um pedido:
Que perdoe com o coração,
Este seu velho inimigo.”

“Eu queria, nesta hora papai,
Abraçá-lo e amenizar suas dores,
Mas você me abandonou no berço, e viveu pra matar.
Então,o devolvo entre lágrimas,às suas metralhadoras.”

“Mas, de qualquer forma, lhe peço,
Antes deste câncer me eliminar,
Olhe bem pra estas divisas,
Que eu trouxe pra lhe mostrar.

Cada uma significa tristeza.
Quando penso, até começo a chorar...
Quantos homens inocentes morreram,
Pra que eu as conseguisse ganhar.

Por isso, mais uma vez,
Peço, de todo o coração:
Não seja como eu fui na vida.
Ame mais a seus irmãos.

Este Rosário e esta Cruz,
Que eu guardei, pra não lembrar,
Tem a imagem do único Homem, com poder realmente,
Mas que, preferiu morrer que usar.

E pra finalizar esta história,
Antes deste meu adeus,
Saiba meu filho, que esta lágrima que rola,
É o arrependimento de não ter amado a Deus...”

Direitos reservados e registrados

Foto de Sirlei Passolongo

Tantas coisas

São tantas coisas
Gravadas para sempre
Em minha memória
Carinhos, palavras
Datas e objetos
Que escreveram
Nossa história

Ah! São tantas coisas
Carinhos, que imploro
Por não recordar
Mas meu corpo insiste
Em desejar
Palavras que gostaria
De esquecer
Porém, sua voz ecoa
Em meus ouvidos
Contra o meu querer.
Objetos, que um lado
De mim, teima em não
Se desfazer.
Datas que anseio por
Apagar,
Em vão, pois todos os
Dias me lembram você

Ah! São tantas coisas
Coisas que metade de
Mim implora por
Esquecer
E metade de mim
Insiste em reviver
Coisas que me dizem
Que loucamente...
Ainda amo você!

Foto de Paulo Gondim

Monotonia

Monotonia
Paulo Gondim
28.05.2006

Ah! Essa saudade fria
Essa vida vazia
Que são meus dias sem ti
Pela distância curta
Que se faz longa, sem fim
Porque, mesmo perto,
Não posso ver-te
Não posso ter-te perto de mim

E na solidão de meu viver
Me pergunto sem saber
Que respostas tens para mim?
Dou mil voltas pelo quarto
Tudo começo e nada acabo
Como cachorro sem trato
Tentando morder o próprio rabo

E a cena se repete em quadros
Na tela fria da memória
Da minha pobre história
Que é meu viver sem ti
Um fardo. Um livro velho,
Esquecido num canto qualquer
Que ninguém ler, que ninguém quer

Foto de Fernanda Queiroz

Dissertando sobre a Arte de Escrever

Tanto a linguagem escrita como a linguagem oral, representa a arte de narrar algo que faz parte da natureza humana ou, ao contrário, algo que está presente na imaginação de quem conta a história.

No caso da escrita, a narrativa literária pode tomar a forma de romance, novela, conto ou crônica, por exemplo. Todas elas contam uma história, têm enredo (conexão entre os fatos), têm personagens para "dar vida" à história, têm espaço (lugar onde os fatos ocorrem), e têm tempo - passado, presente ou futuro. Normalmente, apenas um deles é escolhido. Alguns autores mesclam essa temporalidade, mostrando a evolução da história e de seus personagens ao longo dos anos.

Além da escolha do gênero literário tem-se, ainda, a escolha das escolas literárias. O gênero é definido pela forma básica de apresentação do texto: uma poesia, um poema, uma crônica.

As escolas literárias são, por exemplo, o romantismo, o arcadismo, o barroco, o parnasianismo, o modernismo dentre inúmeras outras. Cada uma representa um período histórico e suas respectivas influências sobre o idioma falado e escrito.

Porém, independente do formato e da escola, a linguagem literária é caracterizada por regras claras, cujo objetivo é desenvolver, progressivamente, a competência na comunicação escrita de forma mais elaborada, estimulando o conhecimento e a apropriação de novas palavras e expressões.

Dicas para aplicar a linguagem literária:
Determinar a finalidade do texto (entretenimento, informação, registro jornalístico, registro científico, roteiro para dramatização
Especificar o gênero literário;
Especificar a escola literária;
Estabelecer o tema;
Levantar idéias e dados;
Elaborar um rascunho: esta etapa é importante para que você aplique seus conhecimentos gramaticais, isto é, as regras que determinam a escrita correta, como concordâncias verbal e nominal, regência, subordinação, pontuação, parágrafo, ortografia e outros elementos igualmente importantes;
Fazer a revisão do texto (se necessário, com a ajuda do professor);
Escrever a versão final, já com as correções.

De forma geral, uma vez que o aprendizado correto da escrita literária se consolida é, automaticamente, repassado para o discurso oral. Esta competência é fundamental quando precisamos transmitir aos outros nossas idéias, sem que os interessados tenham lido algo sobre ela.

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