Espírito

Foto de pttuii

Martirológio

certo dia a calenda,
o ar romano das coisas
com esfinge de estanho nas
horas mortas do dia,
condenado a uma galera
em especial,
o de pedra ressalva
que é o melhor da criação falhada,
um cristo morto pende-lhe
do espírito encarquilhado,...

enquanto ri,
não chora choro ácido,
não lê indicios de
suicídio colectivo,....

e pro fim ficam os lamentos,
coisas de tomar proveito
e não acreditar que faz
sentido esperar pela redenção.....

Foto de dayseduate

Poema em homenagem a uma eterna amiga -- Me sinto um ser "Presenteado"

Nossa amizade já está selada não é somente por uma "Estação".

Você é uma amiga, que nunca vi os olhos, mas sinto com a alma.
Tudo o que se refere à você é especial.
Nosso encontro é muito mais que um encontro virtual.
Você é uma versão diferente de tudo !!
Tem um temperamento explosivo.
Uma pessoa sem reservas, sem preconceitos.
Todos os que lhe conhecem adora sua companhia.
Você contagia a todos com ...
sua alegria, sua bondade, sua PUREZA DE ESPÍRITO...
sua transparência...
Estar do seu lado é diversão na certa .
As vezes Suas atitudes mascaram, sua real e verdadeira alma .
Você tem luz própria !!!
No mundo que vivemos hoje, não é fácil achar a amizade verdadeira .
O teu carinho,
A tua força,
A tua coragem,
A tua simpatia,
Tua espontaneedade... “ Que eu admiro “
Em você não existe nem hipocrisia nem falsidade.
Pessoa fiel .... “Espero que se conserve assim”
Te quero sempre feliz amiga
Serei sempre presença constante em sua vida.
Pois todos seres humanos .....
Vieram com seus erros de fabricação...

Valéria
Obrigado por ser parte da minha vida.

Foto de pttuii

E o sangue?

era uma clemência de todas as cores,

um desnível na consideração
humana de fazer os possíveis,
quando os impossíveis são
nódoas numa camisa de anjo,...

quando julgar
deixou de ser
uma criança linda,...

quando proliferar,
são arrogantes a
deitar-se com mulheres
sem espírito,...

quando nomes vazios
passarem a ser moedas a
boiar no amanhecer da praia
do paraíso,....

recomeça o mundo,....

clemências cinzentas passeiam-se
a ouvir o fado em agonia dançante,...

o homem és tu,
sou eu,
mas nunca seremos nós,...

e o sangue?

talvez o sorriso de
inconsolado falhanço
que trazes pendurado
no teu regaço....

Foto de LUIZ NEVES

ESPIRITUALIDADE

ESPIRITUALIDADE

Partindo da idéia de que cada religião tem a sua verdade e importância, por que não ser, então, todas religiões verdadeiras? Vamos ver: ____Segundo as Testemunhas de Jeová existe o céu e nele estará reservado um determinado lugar para uma quantidade escolhida de simpatizante da tal religião, ou seja, alguns viverão no paraíso, enquanto que outros estarão renegados a um lugar menos apropriado.

Os Católicos dizem que o corpo morre junto com o espírito, que vira cinza e fica a espera da ressurreição para no fim, os condenados irem para o inferno {queimar no fogo eterno}; os bons irão para o paraíso.

Os muçulmanos esperam o fim do mundo e, será recriada uma nova terra para eles {a terra prometida}. É, talvez, a religião que se registra mais fanáticos.
O Candomblé absorve a idéia de que o espírito se liberta do corpo e sobrevive numa outra esfera, volta mais tarde num outro corpo, uma espécie de reencarnação.

A Doutrina Espírita diz o seguinte: ____O corpo morre, o espírito é eterno e reencarna diversas vezes até chegar a um aperfeiçoamento espiritual. Diz o espiritismo que fazemos por merecer o nosso sofrimento e, ou a nossa felicidade; construímos e, possivelmente, destruímos nossa estrada, tornando assim a estadia mais ou menos aprazível aqui na terra.

Suponhamos que todos estejam corretos, que tudo o que acreditam realmente virá acontecer, por que não? Ora, Deus é ou não é um ser que tudo pode? Então vejamos que seja realmente dado a cada crença, o poder de fazer realizar-se o desejo de cada um. Se as Testemunha de Jeová acreditam na terra prometida, por que Deus não pode conceder a tal terra prometida? Por que existir uma só verdade, se na verdade, ninguém conhece realmente nenhuma? Os seguidores de Alá podem seguir o caminho que achar verdadeiro, por que não? Acredito que Deus, na sua sapiência, concede ao homem o poder de fazer existir o que imagina existir; para não desagradar a nenhum, ele liberta a imaginação do homem. Ele nos concede uma espécie de Universo paralelo, cada crença determina o caminho para o seu rebanho. Deus faz com que imaginemos o paraíso, o inferno, o fim do mundo!

Na verdade, quem criou tudo isso, transforma cada religião numa única salvação para os seus seguidores, portanto, existem neste universo, lugares para todos, todo tipo de verdade mesmo não sendo a verdade dos outros a nossa verdade.

Agora vejamos: ___Alá, Jeová, Maomé, Cristo, Buda e, ou o Espírito Santo, não importa, todos estavam certos, para cada religião uma realidade; uns vão para o inferno outros para o céu a depender da religião.

Assim, acreditando nos desígnios, cada um segue seu caminho a procura da paz, da perfeição de uma eternidade ao lado do seu criador. É a criatura buscando uma identidade.
É assim o condicionamento espiritual do ser humano, sabemos que a verdade é uma nota desafinada e que ninguém saberá tocá-la perfeitamente; sabemos que o Deus que criamos foi o mesmo que nos criou e, fez de nós, prisioneiros de uma sensação única que intimamente chamamos “vida”. Na realidade é tudo uma fantasia, tudo uma busca fútil que no final descobriremos.

Sigamos então o percurso que melhor nos fizer bem, não importando muito se isso ou aquilo esteja fora do contexto de outras pessoas; buscamos apenas a felicidade e a paz do espírito.

LUIZ NEVES

Foto de annytha

VENHA MEU AMOR!

VENHA MEU AMOR!

Amor, quando a saudade chegar e tu te flagrares chorando baixinho, lembra-te dos doces, inebriantes e mágicos momentos em que vivemos juntos.
Quando a noite chegar e não conseguires conciliar o sono, olhes pro céu estrelado e verás uma estrela isolada que estará velando por ti e saberás que sou eu.
Deixe a claridade da lua entrar pela tua janela, pra iluminar-te o espírito.
Ouça o vento cantar lá fora uma doce e suave canção de amor que fiz para ti e ele a levou e, com certeza, alegrarás o coração.
Deixe a brisa da noite entrar em teu quarto pra refrescar o calor dos teus sonhos.
Não te queixes pelo infortúnio de naquele momento não estarmos juntos, mas se quiseres, andas, corres atrás de um tempo que se foi e faça da visão futura um caminho que te levará até a felicidade, onde estarei te esperando pra vivê-la juntos, acalmando assim os teus delírios.
Se pela madrugada, ouvires a chuva batendo forte na vidraça da tua janela, são minhas lágrimas de dor e saudade que sinto de ti..
Procures lembrar-te de tudo, meu amor, sem esquecer da minha ausência, mas se tu, pensares em nós, e nesse pensar sentires um enorme desejo de mim, e nesse desejo, um imenso vazio que faz provocar a minha ausência e não suportando o vazio da minha falta chorares, não te detenhas. Venha qualquer dia, qualquer hora, mas venha.

Foto de Jamaveira

Sinistro

Não tenho pressa se sigo para masmorra
Sombrio já são meus pensamentos faz tempo
Lá ficarei por fim darei sossego ao espírito
As chaves que selam a alcova jogarei ao vento
Infinito aflito julgamento em conflito
Meu grito subirá montanhas ecoara nos ares
Nas trevas que selará os dias sou agonia
Que importa perdão se permaneço em sacrilégio.
Piedade curve-se ao meu domínio
O olhar firme correrá mundo sem rumo
Assumo e carrego nos ombros pesada cruz
No lúgubre buraco que escolho aqui eu morro.

Jamaveira

Foto de Darsham

Para todos vós...

Queridos e nobres poetas e administradores do site que fazem deste lugar um pedacinho de paraíso na minha vida:

Dirigo-me a todos neste dia tão especial, porque não poderia deixar de o fazer, pois todos vós de uma forma ou de outra fazem parte dos meus dias, de momentos de risos, de lágrimas, de deleite envoltos em palavras inundas de sensibilidade e significados...

Nas últimas semanas não tenho participado aqui tanto como gostaria, pois a minha inspiração anda um pouco em baixo, tanto para escrever, como para comentar, devido a um momento complicado que atravesso na minha vida. Mas venho todos os dias espreitar as novas obras que compõem este maravilhoso site, votando, ainda que em silêncio.

Não elaborei nenhum poema de Natal, como havia pensado, de forma a homenagear este espaço e todos aqueles que o compõem, porém as palavras que aqui deixo brotam do mais fundo de mim...

Quero agradecer-vos por fazerem parte de algo tão grandioso e por me permitirem caminhar convosco neste trilho de letras tão maravilhoso. Um grande Obrigada a todos vós.

Desejo-vos um Natal muito especial, repleto de carinho, afecto, ternura e muito amor junto de todos aqueles a quem devotam amor. Que este espírito se propague por todos os dias de vossas vidas.

Que o novo ano traga com ele muita força, coragem, fé, alegria, saúde e acima de tudo muita paz. O resto vem por acrescento...que os vossos sonhos se realizem e se multipliquem, pois sem sonhos a vida não tem sabor...

Um grande beijo repleto de carinho a todos vós e que Deus vos ilumine e vos proteja em cada dia...

Darsham

Foto de Carmen Vervloet

OLHOS QUE VEEM, CORAÇÃO QUE SENTE

No meu coração, gravada em felicidade, a fazenda Três Meninas! O casarão caiado em branco, portas e janelas pintadas em ocre, a varandinha, como mamãe chamava, com jardineiras repletas de gerânios coloridos e camaradinhas que caiam até o chão. Em frente à casa, estonteante jardim, onde borboletas faziam seu ritual diário, beijando com amor a cada exuberante flor, cena que meu coração menino guardou para sempre. As cercas todas cobertas por buguenvílias num festival de cores. Em seguida ao jardim, o pomar com gigantescas fruteiras (olhos de criança, enxergam tudo maior), mangueiras, abacateiros, laranjeiras, goiabeiras e tantas outras que não se conseguiria enumerar, onde com a agilidade da idade subia, não só para colher e saborear os frutos maduros, mas, para ver de perto os ninhos de passarinhos, que papai com sua profunda sabedoria, já me ensinava a preservar. Passava horas sobre os galhos das minhas fruteiras prediletas, principalmente goiabeira, que era só minha, ficava ao lado do riacho, onde também costumava pescar. Lá do alto, no meu galho preferido, junto aos pássaros, voava em meus sonhos de criança feliz!
Nos meus devaneios, fui mãe (das minhas bonecas), fui anjo (nas coroações de Nossa Senhora), viajei pelo mundo (sempre que via um avião passar), fui menina-moça (sonhando o primeiro amor). Na vida real fui criança feliz, cercada pelo amor e carinho de minha doce mãe, de meu sensível e amigo pai (ah! Que saudade eu sinto de você, pai), de minhas duas irmãs mais velhas que faziam de mim sua boneca mais querida, colocando-me sobre uma pilha de travesseiros, num altar improvisado sobre a cama de meus pais, onde eu era o anjo, na coroação que faziam de Nossa Senhora. Nesta época eu tinha apenas dois anos e se o sono chegava, a cabecinha pendia para o lado, logo me acordavam, pois não podiam parar a importante brincadeira.
Já maior, menina destemida, levei carreira de vaca brava, só porque me embrenhei na pasto, reduto das vacas com suas crias, para colher deliciosa jaca, que degustara com o prazer dos glutões. O cheiro da jaca sempre me reporta às boas lembranças da Fazenda Três Meninas... Até hoje tenho uma pequena cicatriz na perna, que preservo com carinho, sinal de uma infância livre e feliz. Desci morros em folhas de coqueiros, cavalguei cavalos bravos, pesquei com peneira em rio caudaloso! Ah! Tempo bom que não volta mais!...
Mês de dezembro. Tempo de expectativas e alegrias. Logo no começo era a espera do meu aniversário, da minha festa, do vestido novo, do meu presente, o bolo, a mesa de doces com os deliciosos quindins feitos por mamãe. Depois a expectativa do Natal, a escolha do pinheiro, do lugar estratégico para montar a imensa árvore, os enfeites coloridos, estrelas, anjinhos, bolas que eu ajudava mamãe a pendurar, um a um, com delicadeza e carinho, junto à certeza da chegada do bom velhinho, em quem eu acreditava piamente, com todos os presentes que havia pedido por carta que mamãe me ajudava a escrever. O envelope subscritado com os dizeres: Para Papai Noel – Céu
E depois era esperar a chegada do grande dia. Era o coração batendo em ansiedade, era a aflição de ser merecedora ou não da atenção do bom velhinho. Quando chegava o dia 24, sentia o tempo lento, as horas se arrastando, o sapatinho, o mais novo, sob a árvore, desde muito cedo, o coração batendo acelerado. Mal anoitecia, já deixava a porta entreaberta para a entrada de Papai Noel e corria para minha cama tentando dormir, sempre abraçada a minha boneca preferida, para acalmar as batidas do meu coração. O ouvido apurado para tentar ouvir qualquer ruído diferente. Era sempre uma noite muito, muito longa! Os olhos bem abertos até que o cansaço e o sono me venciam!
No dia seguinte, cedo pulava da cama. Que grande felicidade, todos os meus presentes lá estavam sob a árvore. Era uma festa só! Espalhava os presentes pela casa toda, na vitrola disco LP tocando canções natalinas, função de papai que adorava música... (Ah! Papai quanta coisa boa aprendi com você). Lembro-me bem de um fogãozinho, panelinhas, pratos, talheres que levei logo para o meu cantinho, onde brincava de casinha. Lembro-me também de uma boneca bebê e seu berço que conservei por muitos e muitos anos.
Todas essas lembranças continuam vivas dentro de mim, como se o tempo realmente tivesse parado nestes momentos de paz e felicidade. Os almoços natalinos na casa de meus avós paternos onde toda a imensa família se reunia em torno de uma enorme mesa. Vovô na cabeceira, vovó sentada a sua direita, tios, tias, primos e mais presentes para as crianças, comidas deliciosas, sobremesas dos deuses, bons vinhos que eu via os adultos degustarem, (depois do almoço, escondida de todos, eu ia bebericando o restinho de cada copo), arranjos de frutas colhidas no pomar, flores por toda a casa e depois minhas tias revezando-se ao piano, já na sala de visita, onde os adultos tomavam cafezinho e licores. A criançada correndo pelo quintal, pelo jardim, pelo pomar... Tantos momentos felizes incontáveis como as estrelas do firmamento! Momentos que eternizei no meu coração.
Hoje o tempo é outro, a vida está diferente. Muitos se foram... Outros chegaram... Os espaços estão reduzidos, as moradias se verticalizaram, as janelas têm grades por causa da violência, as crianças já não acreditam em Papai Noel, desapareceu o espírito cristão do Natal para dar lugar a sua comercialização, as ceias tomaram o lugar dos grandes almoços em família, da missa do galo...
Mas a vida é dinâmica e temos que acompanhá-la. Os grandes encontros de família são raros. As famílias foram loteadas, junto aos espaços, junto a outras famílias, junto à necessidade de subsistência.
Nada mais é como antes, mas mesmo assim continuamos comemorando o nascimento do Menino Deus, em outros padrões é verdade, mas com o mesmo desejo de que haja paz, comida e felicidade em todos os lares.
Feliz daquele que tem tatuado nas entranhas da alma os venturosos natais de outrora vistos por olhos que vêem, olhos atentos de criança, sentidos com a pureza do coração!
Olhos da alma, sentimentos eternizados!...

Carmen Vervloet
Vitória, 23/12/2008
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS À AUTORA

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Penteada desfeita

A suavidade de uma escova a lutar com uma mecha de cabelos selvagens, equivale à leveza da pena de um criador. As duas situações equiparam-se no que ao conflito diz respeito. É como estar em cima de uma fina folha de zinco, e ter um lago cheio de crocodilos famintos por baixo. O risco é total, e anima na procura pelo resultado final. Domar melenas exige arte, perícia. À força de um punho, tem que se aliar a paciência, e o jeito de entender. Saber aguardar pelo imprevisível, e nunca desanimar face aos ‘tropeções’. A força de um ecrã de computador, a lutar com dez dedos de um criador, equipara-se em tudo a este duelo. Permaneço expectante de cada vez que luto com uma superfície branca. Sou eu, a minha vontade de sonhar, e o desejo de ultrapassar fronteiras, contra o poder do dado adquirido. A força do branco a empurrar milhões de células cinzentas para um limbo encurralante. É uma batalha que perco inúmeras vezes. A força do inevitável ganha sempre quando o espírito da inovação se apodera de 10 dedos bamboleantes e dançarinos. Começa aqui a principal diferença entre os dois processos. Ser mecânico, é diferente de ser espontâneo. Agir por obrigação, é oposto a deixar fluir o espírito da criação. Ponto final, parágrafo.

Foto de pttuii

Cancro em torrente de pensamentos

O cancro, eu vejo-o como um golfinho azul. Sentado à beira de um rio de constâncias metálicas, observo-o a pular. Escapule-se às ondas entristecidas, e ri. Salta como se procurasse agarrar porções de ar claudicado. Gases que se cansaram de vida, e querem agora molhar os beiços à morte. Que desejam perscrutar um sentimento flutuante, como a leveza de espírito. O golfinho azul toca. Desfaz pequenas correntes que ligam quem o observa ao radicalismo de uma vida de balões esvaziados. Odeio metamorfoses de monstros. Sei-o, de uma forma conflituosa, que dentro do golfinho azul está.... Está o que nunca quis imaginar. Assombros de pesadelos magnéticos, que deixam marcas no corpo e na alma quando o sol nasce. Gemidos de crianças que acordam, e em vez de braços abertos em ondas de amor, são esbofeteadas pela escuridão madrasta. São quase horas de abdicar de tudo. Mas antes de um final de encadeamentos, uma tirada de completa clarividência..... Amo a vida... Espero que ela se apaixone, sem remissões, também por mim....

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