Dor

Foto de Ednaschneider

O que é o amor?

“O amor é fogo que arde sem se ver”
Disse Camões.
O amor é fogo que queima o meu ser...
E vejo minhas inquietações.

“É ferida que dói e não se sente”.
Será?
E por que agora simplesmente
Esta dor em meu íntimo, por te amar?

“É um contentamento descontente”
Mas eu quero esse amor contentar e absorver
Não quero “dor que desatina sem doer”
Quero prazer simples e totalmente.

Esse amor eu quero e almejo
Eu não quero “um andar solitário entre a gente”
Eu quero “mais que bem querer” estes teus beijos
Pois teus beijos que me contenta e me acende.

Quero cuidar de você e não perder
Sim é um “querer estar preso por vontade”
Pois amo você com total liberdade
E é com você que quero viver.

Às vezes é alegria, às vezes é dor
é sentimento puro é soberano
“Se tão contrário a si é o mesmo Amor”
por que o mesmo é tão Divino nos humanos?

28 de maio de 07 Joana Darc Brasil*

*Direitos reservados à autora

Foto de Edinei

Essencias de Amor

Essencias de Amor

Amor e sentimento vibrante
vive no coração dos amantes
os tornando ofegantes
nos momentos deslumbrantes
em que esse amor e constante

momentos em que se sente
estar fora do mundo
por estarmos lá no fundo
da fonte onde emana o amor

amor e dor latente
do amor se forma a semente
de um novo ser vivente
que pelo amor vai viver

esse ser nasce e descobre
que nesse mundo tão pobre
a essência de amar e viver

só o temos na pessoa amada
E após despedida alarmada
tua vida com ela se vai
a solidão entra e cai
dentro do seu coração

no mundo uma multidão
sentem essa cruel solidão
pela grande ingratidão
causada pelo amor

este amor que causa temor
amor que traz a beleza
faz o homem chamar de princesa
mulher sem tal patamar
faz areia beijar o mar
o mundo parar de girar

e para esse mundo de dor
sabemos que a causa da vida
deve ser mantida
na busca da essências perdida
do que chamamos de AMOR

Foto de Carmen Lúcia

Devaneios

Removi pedra por pedra,
Que me impediam de andar
Pelo caminho traçado
Por onde eu iria passar.
Tapei todos os buracos
Com terra fértil e molhada,
Neles plantei com cuidado
Flores,arbustos,gramados.
Nem mesmo o gorjeio dos pássaros
Deixei que ficasse de lado,
Pois ele enaltece a vida,
Com seu estribilho encantado.
Ao deparar-me com a dor,
Que quis me crivar de seqüelas,
Pintei-a com todo ardor
Com as cores da aquarela.
E veio a tristeza arrogante
Tentar roubar a beleza
Impor-se naquele caminho.
Com um gesto hilariante,
Ousei fazê-la sorrir,
Por incrível que pareça
Ela começou a rir...
Assim fui seguindo o caminho,
Livrando-me de espinhos,
Afastando sofrimentos,
Recuando-me dos tormentos,
Que não me deixavam viver.
Seguindo os raios de sol,
Quase perdi a visão
E quando surgiu o arrebol,
Meus pés perderam o chão.
Indo,andando,flutuando,
Pela estrada do infinito
Que salpiquei de ilusão,
Hoje tornei-me uma estrela,
Da mais bela constelação...

(Tema:Caminho)

Foto de LordRocha®

Ausência...

Ausência...

Busco na noite um descanso para a dor;
Encontro sonhos que me trazem lembranças;
Lembranças que se reverte em dor.

Busco no amanhecer a esperança do novo dia;
Encontro sua ausência, que reverte em dor;
Circulo vicioso, bola de neve, dor sem cura.

Vivo cada momento, como se fosse o último;
O último sem você, sem a dor da sua ausência;
Sem a angústia dos momentos perdidos pelo tempo.

Tempo que passa, maltrata, machuca, castiga...
E ao mesmo tempo oferece a esperança do amanhã;
A possibilidade da cura, cicatrização, da compensação.

Paradigma da vida de um homem com o coração;
A alma, o ser, a existência e sobre tudo o sentimento;
Marcado por um amor condenado pela ausência.

Foto de LordRocha®

Amor...

Qual espinho cravado em meu peito,
Carrego comigo esse sentimento.
Mesmo que eu consiga extraí-lo,
Ainda me ficaria a marca.

Não te amar, é impossível,
Mesmo sofrendo... mesmo assim,
Teimo em carregar esse espinho...
Teimo em não extraí-lo.

Não sei ao certo se não consigo,
Não posso ou não quero extraí-lo.
Mas sei... há como sei, a dor aguda,
Que cada momento ele me proporciona,

A cada lembrança uma fisgada maior,
A cada dia, hora, minuto, segundo...
Penetra, Fere, Magoa, e ainda assim,
Teimo em não extraí-lo.

Teimosia, inconsciência ou necessidade,
Sofro por que quero, por não entender,
Ou por ainda assim, achar que extraindo,
Tiro parte de mim, parte do meu ser.

Não sei se tento, já tentei ou finjo tentar,
Mas sei que não consegui, e a cada dia,
Penso que não conseguirei,
Ou não quero conseguir.

No fundo sonho com a possibilidade do amanhã,
Com o que o futuro tem pra me oferecer,
Com as forças que posso adquirir...
Sonho com nós, a cura da dor, com as cicatrizes...

Estou aqui, estarei aqui, e ainda que,
Como um espinho cravado no peito,
Esse sentimento também está e estará aqui.
A espera do futuro, do que ele nos irá oferecer.

Foto de angela lugo

Ah! Este tal amor

Amor...
Tudo gira em torno desta palavrinha
Cheia de ardor, reflexão, adoração.
Que faz os olhos brilharem mesmo
Que seja numa noite escura sem
Lampejos de raios nem mesmo o
Brilho da lua...

Amor...
Seja onde for os caminhos nos levam
A este tão singelo sentimento
Que influencia a nossa rotatividade
Em plena espiritualidade da vida
Onde o encontramos lá ficamos
Aquecendo nossa alma...

Amor...
Que quando o conhecemos
Não queremos mais viver sem ele
Queremos a todo o momento amar
Esquecer as horas que ficamos
Ao relento da vida sem este eterno
Sentimento que nos faz sonhar...

Amor...
Que vem sempre acompanhado
Por um doce sabor de alegria
Expelindo a endorfina que vai
Preenchendo as lacunas da dor
Ah! Este tal amor...
Que faz viver num eterno amar

Foto de Minnie Sevla

Lágrimas

Lágrimas que rolam
Lágrimas que imploram
A tua presença
Agora! Sem demora.

O vento uivante
fala-me baixinho,
que o amor que quero
não vem neste instante.

Congelo minh’ alma
com esta espera,
são tristes noites,
são dias sem calma.

Procuro-te no vazio de cada olhar
cada flor,
e em cada dor quero-te
próximo de mim, almejo abraçar-te...

Sentir teus lábios roçarem os meus,
tuas mãos firmes entrelaçarem as minhas,
nossos corpos ardentes congraçar
num momento único, te amar...

Minnie Sevla/Ramgad

Foto de tchejoao

Cansaço

Candelabros dos meus olhos,
Iluminem-me, agora, que
Em minha Alma falta a luz!

Ó, adaga mortal!
Tua rubra bainha espera
Palpitando em meu peito.
Por que demoras tanto?!
Por acaso não a queres?
Ah, como são felizes aqueles
Que, aconchegados à terra, dormem!

Como me cansa este não findar!
Ó, adaga mortal...

Dor de todas as dores,
Tu que acendeste, em minh’Alma, a luz?

Foto de tchejoao

Poesinha

Passado o sol,
Nuvens castanhas cobrem o céu.
Espantam-se os vagalumes - terrenas estrelinhas,
Abrigam-se as pombas entre as frestas
Dos telhados do casario,
De antigas ruazinhas.

De quê fogem, nuvenzinhas,
Que aqui viestes chorar?
Que fado lhes cortou a alma,
Que dor lhes quebrou a calma?
Ó vento, ó vento,
Não empurres com tanta força,
Essas tão amigas minhas
- Castanhas nuvenzinhas -
Tão altas, tão esquivas,
Tão noturnas, tão sozinhas...

Ah, meus olhos, não chorem, não chorem.
Vieram pra lhes consolar
Nuvenzinhas de além-mar.
Arco-íris lusitanos minha alma colorem.

Foto de tchejoao

Insegurança

Ah, estou Triste! Tão Triste!
Porque não viste o navio
Carregado de dor que navegava
Em meus olhos!

Ó, homem cruel,
Que gasta os dias em devaneios,
Implicando com a erupção,
Pelo decote, dos meus seios!
Não percebeste, então, meu coração
Solto no espaço ao teu redor...
Batendo tão, tão, tão só?

Ah, homem do espaço,
Homem de vida ao léu,
Quando verás que tua estrela
Caminha contigo,
E não no distante e inalcançável céu?

Amor, meu, meu amor amado!
Quando verás que só brilho, encantada,
Porque estou ao teu lado,
Translucidamente iluminada?

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