Cabelos

Foto de Oliveira Santos

Quase Alexandrinos

Em resposta ao desafio com as palavras galho, espelho, certeza, corpos e ritmo.

Como ave que pousa leve no galho florido
Estou sobre ti a doar-te minh'alma indomada
Ao espelho te vejo ofegante, soltando gemidos
Em espasmos revira teus olhos, as unhas cravadas
Premido em teus seios, certeza de um porto seguro
Deslizo minhas mãos em harpejo entre teus cabelos
Dois corpos fundidos na alcova, calados, em alfa
Antes num ritmo frenético, de fazer tremê-los

Foto de Rute Mesquita

A Cinco Pontas Dos Pés

Sinto que carrego correntes… pesos que se arrastam no chão. Oiço um rugir perseguidor. Um perseguidor tão pontual e assíduo quanto a minha própria sombra. Ainda não sei bem o que se passa à minha volta, ainda está tudo tão turvo… e eu sinto-me carregada de culpa, de arrependimento, de tristeza, de exaustão e de ódio por sentir tudo isto…
As coisas à minha volta estão a começar a compor-se, talvez deva continuar a desabafar…
Estou cansada, de tanto cair, estou cansada de olhar em redor e nada ver… estou farta de ouvir as minhas próprias lamurias, estou farta… neste momento só me apetece ter um tempo para mim. Preciso de travar mais uma guerra dentro de mim, aquela voz destabilizante não pára de querer medir forças comigo. Não me vou deixar vencer e é por isso que preciso deste tempo para mim, para que esta voz não venha como uma onda gigante e me leve este meu castelo que com tanto carinho construi.
De repente, uma súbita mudança surgiu, deixei de ver… mas, transpareci calma… não sei porquê mas, tinha confiança no destino e por isso passei neste primeiro teste, penso.
Sinto os meus cabelos a bailar com o vento. O meu corpo elegeu-se mais ou menos um palmo da superfície e flutua… não sei ao certo se deveria ansiar ou até implorar pelo chão, só sei que não o farei pois sinto-me leve como uma pena que voa aos sopros de brisas suaves. Recorda-me aqueles sonhos em que parece que a minha cama é um teletransporte.
Não vejo… mas, mesmo que visse iria fechar os meus olhos. Começo aos poucos a perceber esta viagem.
Cheira-me a sal, oiço o mar e nem preciso na areia tocar para saber que estou algures numa praia. O som das ondas diz-me que está maré baixa pois rebentam umas atrás das outras arrastando sal e humedecendo os pigmentos de areia que alcança. É como se as ondas beijassem constantemente a areia e a puxassem cada vez mais para si.

- ‘Serão amantes?’, pergunto e ao escutar a minha voz surpreendo-me com a minha pergunta, pois nunca tinha pensado assim.

Os meus pensamentos voltaram e pesam por isso, a gravidade actua novamente e pousa-me naquela areia. Acontece num processo tão lento que sinto que comecei por tocar a areia e agora entranho-me na mesma como se neste momento fizesse parte desta.
A minha visão, continua ausente mas, vejo um clarão de tons que vai desde a gama dos amarelos até aos laranjas mais avermelhados que me faz perceber que um calor se afoga naquele mar, dando lugar a uma outra gama de cores, cores que vão desde os violetas mais azulados aos verdes mais acastanhados. Julgo que seja o pôr-do-sol e que daqui por uns minutos se dê o erguer da lua.
E mais uma vez me surpreendo com o meu raciocínio, nunca tinha visto as coisas desta maneira tão sensível. Talvez por ter tido sempre a visão da ‘realidade’ facilitada e por isso nunca tivesse dado valor, penso.
Nisto, o mar agora beija os meus pés, como se me convidasse para entrar… mas, vou aguardar sentada de joelhos encostados ao peito e com os meus braços sobre os mesmos, pois uma brisa fria em breve virá arrepiar-me.
A lua já se ergueu, as cores que ‘vejo’ mudaram como, tão bem pensei que fosse acontecer. Um arrepio percorre a minha espinha, aquele arrepio por que já esperava mas, que não deixou de distorcer o meu corpo e fazer levantar todos os meus pêlos.
Os meus cabelos, agora mais que nunca parecem sem direcção, uns atravessam-se à frente minha face.

-‘Tenho que me mover, senão irei congelar’, disse para mim. E sentei-me de uma forma mais descontraída enquanto mexia na areia.
Imaginava a minha mão como uma ampulheta que com imensos grãos na minha mão suspensa no ar, decidia faze-los juntar-se aos outros seguindo uma constante, o tempo… e foi então que outro raciocínio inesperado da minha boca se soltou:

-‘Se encher a minha mão de areia e por uma abertura constante, a deixar cair e enquanto isso for contando os segundos até sentir a minha mão sem nada consigo perceber quanto tempo tem uma mão de areia, com aquela abertura de raio fixo e àquela distância do solo’.
Assim, percebo rapidamente que o tempo varia com dois factores, com o diâmetro do buraco que deixo, por onde a areia irá soltar-se e com a altura a que tenho a minha mão do solo arenoso, percebo que se me puser de pé a areia demora mais tempo a juntar-se àquele solo arenoso do que se eu estiver sentada. Após a experiencia dou por mim boquiaberta envolvida numa brincadeira de pensares, como se unisse uns pontos aos outros e no fim os justificasse com a experiencia.

-‘Deveria perguntar-me o que se passa? De onde surgem estes raciocínios? Porquê? Se ainda agora começo a descobrir os tais pontos, se ainda terei de uni-los e acabar com a sua comprovação que provém da experiencia?’

Sinto algo musculoso e texturado agarrado ao meu pé direito. Volto a sentar-me e pego naquele músculo e começo por tentar perceber a sua forma, percorrendo as minhas mãos pelo mesmo.
- ‘É uma estrela-do-mar!’, exclamei. E dou por mim a falar com esta estrelinha pela qual baptizei de cinco pontas dos pés.
- ‘Tens tantas pontas quanto os dedos que eu tenho nos pés e nas mãos. Não preciso saber a tua cor, pois para mim já és a Cinco Pontas Dos Pés mais bela que conheci.’ Confessava-lhe.
-‘O que te trás por cá minha Estrela? Bom, não interessa se aqui estás, é porque certamente fazes parte desta minha viagem e simbolizas algo na mesma, quem sabe sejas um daqueles pontos que terei de unir.’ Contava-lhe mas, discutindo comigo mesma.
-‘Sabes querida Estrela, esta viagem começou por ser um refúgio… passou a ser uma viagem de sensações, depois uma viagem rica em sensibilidades das coisas mais simples que agora vejo que são as mais belas e agora, encontro-te a ti, uma amiga como se adivinhasses que aguardava inquieta por contar tudo isto a alguém. Espera… é isso!’

Pousei a Cinco Pontas Dos Pés naquele meu pé que um tempo atrás se havia agarrado e comecei a unir os pontos.

-‘Vim num transtorno de estado de espírito, numa revolta por nada ver a minha volta e fiquei sem visão. Recordo-me que vinha carregada e que me sentia perseguida enquanto arrastava umas correntes e tudo desapareceu, eu elegi-me cerca de um palmo do chão e senti-me livre, leve como uma pena. Lembro-me também que procurava um tempo só para mim e vim parar a uma praia deserta. Depois aqueles meus raciocínios e olhares às coisas mais simples mas, que jamais em tempo algum lhes tinha dado tal valor. Desde aquele pensamento de o mar e a areia serem amantes, o pôr-do-sol e o eleger da lua, o arrepio e à pouco sobre os grãos de areia. E por fim, apareceste tu, claro! Vieste para eu me ouvir, a mim mesma e assim unir estes pontos.'
E continuei o meu discurso:

-'E com esta viagem, aprendi uma grande lição, que ao invés de me deixar domar pelas minhas lamúrias deveria confronta-las como sendo o que não são, belas e assim elas ficarão belas, porque assim as olho e quero que sejam. Isto de uma forma inteligente.
Aprendi que a beleza no Mundo está em todo o lugar, nas mais pequenas coisas encontramos o nosso mais sensível, o nosso mais profundo sentimento e assim afirmamos a nossa humanidade.
Aprendi que um amigo nos aconselha, nos apoia mas, que sobre tudo nos ouve, como tu minha amiga, Cinco Pontas Dos Pés que pouco precisaste dizer pois fizeste com que me ouvisse a mim mesma e chegasse onde cheguei.
Aprendi (…) a minha visão voltou!’

Está tudo turvo, sinto-me a regressar ao sítio de partida… e imploro:
-‘Estrela, estrela! Não largues o meu pé! Vens comigo!’

Estou de regresso e como me sinto bem, estou radiante de felicidade e tudo o que carrego agora comigo é paixão, paixão por toda a beleza que me rodeia e admiração, por esta experiencia que jamais esquecerei. Os meus olhos brilham, como duas pérolas, o meu rosto está iluminado como se uma auréola pairasse sob a minha cabeça. Estou vestida de branco e de sapatos e só penso ‘a minha Estrela!’. Descalço-me e não a encontro, dispo a camisa, as calças e o casaco e nada, não a vejo em lado nenhum… sento-me agrupada e lágrimas escorrem pelo meu rosto e quando já quase me sentia preparada para repetir a viagem vejo algo a mexer-se no meu casaco e qual é o meu espanto quando vejo a Cinco Pontas Dos Pés?! Que encantamento!

-‘Eu sabia que eras bela, minha Estrela, bela como aquele pôr-do-sol e ainda bem que vieste comigo pois serás sempre a minha melhor amiga e serás tu quem irá manter aquela experiencia sempre viva!’

Foto de Riva

DEUSA DE UM POETA

DEUSA DE UM POETA

Enternecedor olhar que esta deusa contempla,
Fascínio ao homem é a arte de sua proposição;
Encômios de ledice que a Natureza a sustenta,
Para o calete másculo se encantar na admiração.

Lábios delicados que a induz tornar-se sedenta,
Por mimos suaves que pede seu meigo coração;
Detalhes femininos fazem dela uma vestimenta,
Para o mundo ornar com sua beleza e sedução.

Seu rosto esculturado no perfeito, fá-la divinal,
Refulgindo poesias do trovador em declamação;
Estância da pulcritude consagra o elo magistral,
De uma fantástica diva que se vê em aclamação.

Seus cabelos cintilantes com estilo e arte teatral,
Tópico de uma magia que encanta em amplidão;
Sustentáculo de um monumento assaz angelical,
Senhora dos meus sonhos e de toda a inspiração.

Rivadávia Leite

Foto de Paulo Master

Maravilhosa!

Assim é tu mulher!
Maravilhosa, exuberante e perfeita obra prima da natureza. Com suas linhas delicadas e provocantes, me faz provar do doce pecado por ser teu amante. Vivo livre e aprisionado em teus segredos, indecifrável mulher.
Deus quando te criou estava muito inspirado e apaixonado, deveras ter tomado um belo susto ao ver o final de sua obra, como um artista que se maravilha com sua bela criação ao vê-la no final. Talvez o próprio Deus até hoje não devesse saber de onde veio tanta inspiração.
O mundo de um homem muda ao tocar pela primeira vez os lábios de uma mulher. Tocar seu corpo, sentir seu gosto. Seus seios, sua pele, seus cabelos, seu sorriso e por fim, sua voz. Não existe nada igual, nada se iguala a emoção de sentir o prazer de possuir uma mulher.
Quanto mais te conheço mais te desejo, mais te almejo. Respeito com sabor de possessão, de tomar-te em meus braços. Sinto-me lisonjeado por ser um homem e poder desfrutar dessa maravilha que és tu mulher.
Tocar teus cabelos e deslumbrar-me com sua beleza, seu carisma de mulher, sentir o teu cheiro... Oh, queriam as flores ter seu perfume! Como um jardim de beleza sem igual, perfuma minha vida com o sabor do amor e o delicioso aroma do prazer carnal.
Não existe nada que se iguale a ti, nem as madrugadas serenas ou as tardes de verão, tua beleza tem um sabor único, posso apenas comparar-te às manhãs de primavera, pois em ti mulher a primavera se inspirou, com suas cores e sabores de odor provocante, nas primaveras o amor está presente. As flores mais influentes és tu mulher, ainda muito mais atraente.
Um toque, um gesto, basta apenas um olhar teu para que eu desista de tudo e corra para teus braços, assim és tu, poderosa e dengosa, conheces teu poder de sedução e usas com sabedoria, eleva-nos às alturas, sem ao menos tirar os pés do chão, terna e carinhosa, meiga e bondosa.
Saber agradar uma mulher é uma arte, como arte é fazê-la delirar de prazer, deixá-la feliz, dar-lhe o privilégio de ter o mais divino gozo, permitir que lhe peça de novo e de novo, fazê-la embriagar-se de prazer, apaixonar-se, o maravilhoso é ter uma mulher apaixonada e convicta do amor em nossa vida, viver um grande amor com uma mulher.
O corpo da mulher é poesia, fazer amor com uma mulher é o mais lindo recitar. Seus sussurros de amor são como uma linda canção que ao fundo se faz divino acompanhamento em uma calorosa melodia que sai de dentro, do fundo do seu coração.
Não existem argumentos quanto a ti, faço-me escravo e senhor do seu amor, jogo toda minha vida em jogo apenas por ti mulher e ainda faria por mais mil vezes, pois reconheço teu valor, diria eu que tu és o mais belo e lindo motivo para o meu viver, a joia rara, a deusa do entorpecer, delicada e poderosa, encantadora e maravilhosa.

Foto de Rute Mesquita

Vagueia silhueta vagueia...

Hoje sou uma silhueta,
que vagueia descalça…
Ainda não sei o que levar nesta proveta,
pois tudo me realça.
Sinto o mundo a meus pés,
sinto-me num andar desarticulado…
Sou uma alma perdida
que segue o cheiro a sal das marés
das marés onde um dia te havia deixado.
Sou um corpo,
onde o sangue congelou…
vivo ou morto?
alguém me perguntou.
Mas, não oiço,
não vejo,
não falo,
apenas me movo carregada
dos meus erros…
Destes pesos que baloiço
ao andar…
quanto mais desejo
ver-me livre deles mais tenho que carregar.
Procuro-te minha água cristalina,
tu que engoliste a minha luz,
só te quero encontrar minha divina
e em ti um brilho que me seduz.
Vagueio e vagueio…
o mundo continua a girar…
ninguém dá pela minha presença…
pergunto-me ‘porque veio
tudo agora abalar
contra esta minha crença?’
O cheiro!
O cheiro está cada vez mais intenso.
já te sinto, já te vejo e já te oiço
e só penso,
em voltar sem nada em baloiço.
Sinto os meus pés a provarem a tua sede,
sinto os meus cabelos em movimento,
ninfa, pede para em ti mergulhar, pede
eu sei o que tenho a fazer, prometo.
Toda a areia se desviou,
agora era apenas eu, as profundezas daquele mar
e a minha procura por quem de mim se separou,
de quem senti se afogar.
Recuperei-te minha luz,
nós que andámos ambos tão perdidos,
eu sou a tua escuridão e tu a minha claridade,
somos um só, somos este poema que compus,
somos nós tão concretos e tão indefinidos,
como a felicidade.
Agora que te tenho,
caminho com leveza…
todas as minhas feridas sararam,
E desta história retenho,
a tua clareza,
nas minhas pupilas que dilataram.
Agora posso descansar em paz,
eu e tu num só tumulo,
no qual de desespero as minhas unhas cravaram,
‘Nunca vás,
se fores a minha alma deste mundo,
de novo desaparece’.

Foto de Rute Mesquita

Queria ser...

Gostava de ser vento,
para envolver o teu corpo nas minhas suaves brisas.
Gostava de ser eu,
tudo o que mais precisas.
Gostava de ser água,
para percorrer o teu corpo,
para em mim vires molhar os teus lábios.
Gostava de ser uma tábua,
da qual fizesses um banco,
para sentir o sufoco,
dos teus pensares sábios.
Gostava de ser a tua voz ,
para nos expressarmos juntos,
e percorrer as tuas cordas vocais
num vibrar de uma foz
e adjuntos
querermos sempre mais.
Gostava de ser esse teu olhar,
e poder compreender a tua realidade,
de poder tudo paralisar
com toda a liberdade.
Gostava de ser a tua língua,
para poder tocar no teu sorriso,
para sentir a tua saliva contínua
sem qualquer outro compromisso.
Gostava de ser essas tuas mãos,
para descobrir como sabes todos os meus recantos,
como consegues transformar o caos
num dos mais belos cantos.
Gostava de ser esses teus cabelos,
e sentir-me bailar com deleitosos suspiros
queria sentir como são belos,
como são puros.
Ai, eu queria ser,
esses teus lábios,
a minha tentação,
que com beijos macios
aceleram o meu coração.
Feita uma descoberta ao teu corpo,
quero mesmo continuar a seu eu,
a tua china,
este ser que pões louco,
só teu,
e que tanto te fascina.

Foto de Rute Mesquita

As memórias de uma viagem

Caminhava, sentindo a sombra de um corpo quente, um respirar sereno e tranquilizante, o transpirar de uma mão grande e macia. Caminhava, com os cabelos soltos ao vento, com uma brisa que me tocava suavemente a um tom musical. As folhas bailavam e caiam sobre o chão húmido, as pedras remexiam-se ao andar, as nuvens faziam formas engraçadas no céu e os nossos olhos começavam a avistar um lugar mágico. À medida que nos aproximávamos sentíamos uma relação forte entre nós e até com aquele lugar, uma interligação, um contacto, um pertence.
Chegámos, já completamente envolvidos naquele espaço, naquele tempo. Em plena harmonia para com o meio, sente-se outras energias. Umas energias relaxantes, confortantes, cheias de suspiros e emoção, penso que o resumem como sendo amor, não tenho a certeza, pois ainda tenho uma vida para saber o que é de facto.
Sentámo-nos sobre uma pedra, à sombra de uma árvore e observámos a natureza e os seus toques de exibição.
E são estas as memórias que guardo desta viagem, que apesar de curta é sempre muito longa. Que apesar de serem pequenos instantes, são sempre grandes momentos. E são nestes momentos que adoro ver os seus olhos brilharem, reflectindo os meus. O seu sorriso que dava cor àquele jardim. O nosso entusiasmo, o nosso à vontade que torna tudo mais especial e único.
Aquele encontro foi como uma flor que me ofereceu, foi curto mas longo, simples mas, único e especial, sem muitas cores mas, muito colorido.

Foto de Mitchell Pinheiro

O amor

O amor é gaguejar pra dizer um simples bom dia àquela pessoa maravilhosa
É tropeçar nos próprios pés ao observar-la passar
É sentir o corpo tremer por completo num leve choque casual das mãos
É olhar incessantemente para sua amada partindo até não poder mais vestigiar sua imagem
É sentir saudade dois segundos depois de dizer tchau
É olhar para o vazio e enxergar um cenário belíssimo
É assistir um maravilhoso filme romântico na imagem de uma fotografia
É sorrir como um bobo de uma piada sem graça
É cantarolar alegremente no meio de um engarrafamento
É passar três horas na frente do espelho ajeitando os cabelos antes de um encontro
É rejuvenescer até a infância e brincar feito um bobo no meio das crianças
É vibrar de entusiasmo com as coisas mais simples
É olhar para alguém e ter certeza de que cada segundo dessa nossa breve estadia mundana vale a pena ser vivido.

Foto de annytha

Naquele quarto que tu pediste emprestado!!!

NAQUELE QUARTO QUE TU PEDISTE EMPRESTADO, nas curvas do meu corpo, deslizaste tuas mãos, como se fossem as ondas do mar, até que conseguiste chegar aos meus lábios e beijaste-me com sofreguidão, levando-me às raias da loucura e despertando em mim o forte desejo de ser possuída por ti naquele instante. Nada falei! Mas tu, perecias adivinhares os meus pensamentos, abraçaste-me com loucura, beijando-me, partícula por partícula e como um beija-flor que suga o mel das flores, tu sugaste-me todo o néctar do meu corpo ardente de desejo e paixão. Cantaste os acordes da sedução, e eu, sobre a cama deitada, com o corpo em movimento, me entreguei a ti incondicionalmente e em tudo correspondi!A emoção por causa do prazer que sentias, te faziam gritar. Naquele momento, só as quatro paredes, do quarto que tu pediste emprestados, foram testemunhas dos nossos murmúrios, da nossa paixão, do nosso êxtase! Foi um momento sublime e ardente que jamais esquecerei!
No final da tarde, já cansados, paramos um pouco pra comermos algo! Me ofereceste, pêssegos, ameixas e cáquis, porém, dei preferência aos morangos, pois os acho mais afrodisíacos...Combinam mais com o momento, e juntos comemos, regados ao seiva do nosso amor Em seguida, nossos corpos outra vez se encontraram, e já não éramos dois, mas um!
Anoitecia e não vimos o tempo passar,pareceu-nos que o tempo passou tão rápido, não sabíamos se era dia ou se era noite, se havia sol, ou lua, é como o tempo parasse em nosso favor, se não fosse as badaladas do relógio, pendurado numa das paredes DAQUELE QUARTO QUE TU PEDISTE EMPRESTADO. Foi então que percebemos que o dia terminara, dando lugar à noite que chegara, e disseste-me que terias que devolver o quarto, pois, o mesmo, era só emprestado! Nossos corpos pareciam que não queriam se desgrudar um do outro, nossos corações batiam fortemente, como as badaladas do relógio.Afagaste-me os meus cabelos, massageaste-me todo meu corpo, acariciava-o, dando-me a entender que gostarias que ficássemos ali pra todo o sempre e déssemos continuidade ao nosso desejo insaciável, por que disseste-me, “ Assim como o sol e o Girassol se amam, quero o tempo inteiro prá amar-te” ...
Lá fora, uma brisa suave passava beijando as damas-da-noite. Apenas o vento soprava forte, parecia uivar. Talvez quisesse dizer algo, mas em meio a tanta paixão, calou-se e foi embora, pois nunca vira um amor tão desvairado, naquele QUARTO QUE TU PEDISTE EMPRESTADO!

Foto de Luiz Islo Nantes Teixeira

OPCAO

OPCAO
(Luiz Islo Nantes Teixeira)
Nao adianta arrumar os cabelos
Se voce esta no meio
De um grande tufao
Nao adianta prostar de joelhos
Se no altar do passeio
Ninguem jamais ouvira sua oracao

Nao adianta escalar o monte
Se este esta coberto de lavas
De uma recente erupcao
Nao adianta atravessar uma ponte
Se so ha bastantes estacas
Que sobraram da construcao

Se o amor acabou
A esperanca acabou
Procura ser feliz
Pois seu ex-amor
Nao da a minima pra sua dor
Ou o que voce chora e diz

Projete a sua vida
Limpe a ferida
E sacode a poeira do abrigo
Com a vida no rumo certo
Voce vencera o deserto
Deus esta contigo

Nao adianta gastar suas lagrimas
Se nao ha mais o amor
Se nao ha mais motivacao
Mas adianta voce cair nas aguas
Lavar-se sem nenhum pudor
E purificar o seu coracao

Cada novo passo sera um desafio
Cada novo olhar sera um pavio
Para acender a chama do seu coracao
Como o vai e vem da vida
Ha amores na chegada
Ha dores na partida
E nao lhe faltara emocao

E chorar ou viver
Reagir ou morrer
Sua escolha e sua opcao
© 2011 Islo Nantes Music

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