Poemas

Foto de Sonia Delsin

EU TE PERDOO

Eu te perdoo pelos olhos não fitos.
Em memória de nossos tempos bonitos.
Eu te perdoo pelos não ditos.
Pelos momentos maldito.
Em memória dos benditos.
Sim, eu te perdoo de coração.
Sempre quis esquecer toda desilusão.
Demorou um tempão.
Sou um ser em construção.
Precisei encontrar o caminho do perdão.
Eu te perdoo pela traição.
E desejo que da mesma forma que perdoo, tu possas te perdoar.
Afinal, o tempo sempre consegue tudo ajeitar.
Por tanta coisa nós dois tivemos que passar...
Fomos tão apaixonados.
Nos tornamos dois coitados.
Quem diria que íamos tanto assim nos machucar.
Vem de Deus, do Universo, a capacidade de perdoar...

Foto de Sonia Delsin

DIZIAS

és tão bela com teus alvos dentes
és tão linda com teus olhos claros

dizias

te amo tanto
nunca que vou te magoar

ah, quem dizia nem sabia o quanto ia me magoar!

mas vem dia e vai dia e o tempo consegue tudo ajeitar

dizias que para sempre ias me amar
mas o sempre é sem medida
e ninguém sabe o que vai encontrar na vida

Foto de Sonia Delsin

GENTILEZAS

Tu me encantas com tuas gentilezas
Com as pequenas surpresas
Com teu jeito bom

Tudo que eu desejava encontrei no teu olhar que tanto esperei
Chegaste pra mim como um presente
E eu aceitei

Foto de Comandos

O Senhor é minha única esperança

Perdido e esquecido pelo mundo
No meio de um labirinto obscuro
Cercado por feras de submundo
Me vi transfigurado pelo inimigo fazendo sua vontade

Seguindo no caminho da morte
Me afastando da vida
Vivendo em mentiras
Esquecendo-me da verdade

A escuridão era intensa
E tão assustadora que nem mais ouvia meu coração bater
Meu sangue coalhado já não mais circulava em minhas veias entupidas pelo ódio, pelo desejo, pela vingança
Quando achei que não mais havia esperança

Uma Luz brilhou no meio da sombria escuridão distorcida
E me falou com mansa voz...
-Por onde você andou minha criança
E para onde está indo tão triste e sem esperança

E eu avistando aquela Luz tão brilhante, tão radiante, tão quente, tão cheia de esperança
Me senti novamente como criança e senti novamente meu coração bater
E diferente daquela Luz que falava mansamente
gritei ferozmente
Me ajuda pois o Senhor é minha única esperança

Foto de Comandos

Amor por acaso

O meu erro foi te amar
Não era pra isso ter acontecido
A idéia era só agente ficar
Por que eu fui te amar?

Eu deixei isso ir longe de mais
Agora não consigo voltar atrás
A minha razão se corrompeu
Se unindo com meu amor

Se eu já estava condenado
Agora mesmo que estou
Agora o jeito é...
Agora o jeito é me entregar a esse amor

Amor involuntário
Amor indesejado
Amor por acaso
Esse é o nosso amor

Foto de Rosamares da Maia

BICHO HOMEM

Bicho Homem

Gosto de ouvir teus passos,
Pés de bicho fugitivo,
Menino arredio, solitário.
Gosto do seu nariz cheirando o ar,
Para o alto, farejando,
No vento, por instinto buscando a matilha.
Olhos e ouvidos, acesos, atentos.
Como sentinelas espreitando ao longe,
Demarcas o território do teu amor,
- Meu corpo, somente teu,
- Um continente inteiro,
Só para cravares as tuas garras,
Arranhar e marcar.
Gosto do teu jeito meio bicho, meio gente.
- Gênero homem,
Que não se deixou domar.
Preservada a tua pele é pelúcia.
Gosto do teu toque macio,
Beijo de pelica,
Amor de bicho no cio, macio.
Amor de bicho que sacia gente.

Rosamares da Maia

Foto de Rosamares da Maia

UM CALDEIRÃO CHAMADO BRASIL

UM CALDEIRÃO CHAMADO BRASIL

Nos teus céus, o luar é da mais pura prata,
Sob a noite das congadas, exibes tua beleza,
Verde, esplendorosa
Despertando desejo, paixões e a cobiça dos homens.
Por ti, bateram-se nobres cavalheiros,
Também aventureiros, sem eira, beira, ou tribeira.
Todos atravessaram oceanos,
Enfrentaram tormentas, vindos de distantes lugares,
Tudo por ti, prenda preciosa.

Villegainon tomou-te a força.
Na França Antártica pretendeu desposar-te,
Mas, viu o brandir da borduna, E o ar sibilando de flechas,
Defendeu-se a tua honra.
E dançastes para comemorar.

Nassau encantou-se de ti a primeira vista.
Na alta Olinda, o mar invadiu seu sonho,
Esculpindo em obras de amor e arte a sua conquista.
No batuque do maracatu a história desenha traços,
Seguiu jogando pernas pro ar. Rabo-de-arraia,
Jogada de mestre e moleque do garboso capoeira.
Mas perdeu-se o moço nos olhos de uma morena,
E no samba de roda foi namorar.
Ginga, samba crioulo, arranca do chão a vida,
Mesmo na seca caatinga faz o teu destino.

Brasil,
Teu gosto é café, cacau docinho, rapadura, carne de sol,
Churrasco dos pampas, tutu com linguiça e carré.
Tens o cheiro da pele das meninas, das cadeiras mulatas,
Também, da branca estrangeira.
Tudo no liquidificador das raças - misturadas,
Com estilo, para extrair um suco verde e amarelo,
Que enfeita e enfeitiça, traduzindo-se na imensa passarela,
Por onde desfila a mais nova porta bandeira.

Brasil,
Dos contos e lendas, de bravuras e bravatas,
-São filhos de botos cor-de-rosa, que saltam das águas,
Para emprenhar donzelas, Caipora, Curupira,
Mula Sem Cabeça, Saci Pererê, Negrinho do Pastoreio,
Lágrima de princesa índia que virou Vitória Régia,
E Orfeu, príncipe negro da favela?
Da tua fé mestiça, soam os atabaques, rodam sete saias de rosas.
Do mar, na rede dos humildes, ergueu-se Santa, Aparecida.
Na voz de teu povo consagram-se: Anastácia, Padre Cícero,
Dulce, a irmã da bondade.
Um grito de gol, de bola na rede que apaixona milhões.
Fé, pés, talento e arte. Essa é a tua gente!

Brasil,
Quanto resta do bugre Xingu, do Português, do Holandês?
Quanto ainda corre em teu corpo?
Somam-se tantas outras ocidentais e orientais misturas.
Desaguando todas, finalmente, na grande pororoca amazônica.
Colocamos a massa miscigenada para dourar ao sol de Copacabana,
Faz-se repousar o resultado deitado no colo do Redentor,
- Eternamente de braços abertos, em berço esplendido.

É assim o teu despertar, Brasil.
Se a maledicência diz que a tua certidão é imprecisa,
Que e a tua paternidade é duvidosa,
Pouco importa o despeito desta gente maldosa.
Fenícios, espanhóis, portugueses – Quem primeiro aqui aportou?
Quem afinal, de forma acidental ou intencional te encontrou?

Este é apenas um detalhe.
Estamos aqui! Construímos a nossa história.
Mais que navegar, foi preciso tecer,
Prender o fio de tantas origens.
Somos a raça da verde / dourada flâmula,
“Da loura Bombril e do negro alemão”.
Emergimos do caldeirão da Humanidade.
Mexido com a rica madeira vermelha
Ela que deu origem ao próprio nome,
“madeira de dar em doido”, brasa viva e incandescente,
Que forja e “ergue da justiça à clava forte”, sem fugir da luta.
Somos o Brasil.

Rosamares da Maia

Foto de Rute Mesquita

Nas entrelinhas em ti raso

Sou um anjo sem asas
mas como me fazes sobre ti voar.
Sou um anjo mortal
que tanto fazes para eternizar.

Sou um anjo carnívoro
que sacia a sua fome no teu ser.
Serei herbívoro
quando nos meus braços te vir desvanecer.

Como me sublimas
a alma, o corpo, a mente.
Como tanto rimas
aqui neste corpo poente.

A inspiração é perfeita
com palavras escassas
A aceitação é inédita
mas como comigo arrasas.

Quero prometer-te,
que iremos rasgar os céus
mas temo perder-te
no meio daqueles azuis véus.

Ainda te quero trincar
minha maçã do pecado.
Preciso explorar
o que trouxe o vento em recado.

Suspiros…
Sou um anjo de ais…
de emoções mistas…
Também tenho impuros
mas desaparecem com os teus sinais
das minhas vistas.

Folheando esta história
como se lesse atentamente uma revista,
digo-te, não se trata de glória
mas sim de algo surrealista.

Algo para que não há explicação…
Mil perguntas escoam
mas, pergunto-me: ‘hei-de ouvi-las ou não
enquanto os meus passos contigo voam?’

Sou um anjo iluminado
insatisfeito a cada dia que passa
sou o coração corado
que nestas entrelinhas em ti rasa.

Sou lábios secos de te falar
ouvidos treinados de te ouvir
sou alma pronta a acreditar
que fim nunca irá surgir

Foto de Paulo Master

Aurora

Em sápido gozo, o júbilo transe matutino reluta em esvair-se, dominante desde minha alma. A bruma evanescente acaricia suavemente meu corpo, penetrando em meus poros com prazerosa sensação de alívio emocional. Em utopia, o volátil por do sol cria obra fantasiosa sob o tom matiz vermelho e laranja em lirismo erótico e inebriante incitando maliciosa conjunção paradoxal. Ah! Aurora, hemisfério meu, se me toma assim com gana é porque sou teu. Sou matéria, tu és deidade matinal, tu te renovas, és imortal, no entanto, sou de carne, sou mísero carnal. O voyeurismo estreita a ilusão do contato, a visão do subconsciente te faz insinuante e tão bela, o anseio ao toque concebe-me teu corpo em deliciosa concupiscência. O majestoso fenômeno matinal eleva-me às nuvens todos os dias em arrebatamento divino, clichê dos deuses em déjà vu. Dádiva oferecida pela própria natureza concebendo-nos ainda ao limiar do dia a magia da felicidade. Anunciando tua chegada. Aurora, a deusa romana do amanhecer.

Foto de Cecília Santos

Novo Tempo

Hoje meu canto é de Paz
Cheio de Amor e Alegria.
Que entoo neste canto,
Pra chegar em todos os cantos!

Hoje meu canto é de alegria,
Bendizendo a euforia.
Que o menino Jesus vai chegar,
Anunciando um novo tempo!

Um novo tempo de Amor,
De Esperança e de Luz.
Que vem com o menino Jesus,
Fortalecer meu coração!

Hoje meu canto é de Amor.
Amor Universal, que aprendi a cantar.
Desde que o pequenino Jesus,
Veio pra nos salvar!

Hoje eu canto A Paz, o Amor a alegria.
Hoje eu reverencio o Amor Maior.
Amor que não Discrimina, que não Reprime,
Amor que Redime, Amor que Ensina.
Amor, seu nome é Jesus!

SP/12/2011*

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