Peito

Foto de fer.car

POESIA

Poesia que cobre minha alma de doçura
Que me fez forte quando fraca me encontrava
Que deu vida aos meus dias e matou a saudade
Poesia, que é senão esta leve beleza em dizer verdades?
Que acarinha o mais frio coração e cala a maldade
Cada palavra escrita é uma gota de suor, de uma vida sentida
Um sentimento que se foi, outro que vem
A poesia que é prima da morte e do renascimento
Cada verso pronunciado, uma lágrima que eclode do peito
Um sorriso abrasador que demonstra o mais íntimo de um ser
Poesia é senão a nossa maior farsa descoberta
A metade nunca revelada e agora despida
O grito que ficou engasgado na garganta e ora solto ao vento
A loucura mais exagerado, o mundo sob a ótica de um palhaço
Poesia que me fez dizer em beleza a falsidade das pessoas
Ver num voar de pássaros a liberdade tão almejada
Mesmo no cinza ver o colorido
E na dor, a alegria
A Poesia que é simbolo de nova estação
Um arco íris no final de uma paisagem
Uma mensagem que já nem mais esperava ler ou ouvir
A Poesia que vive em meus dias
Porque poesia é tudo que eu vejo
É tudo que acredito e ninguém a tira mais de mim

AUTORIA: FERNANDA CARNEIRO

Foto de Dirceu Marcelino

NÃO VÁS, FIQUE ATÉ O FINAL DA NOITE - DUETO - Homenagem à MARGUSTA, do "Sarau on line"

*
* Homenagem à Poetisa Portuguesa: Margusta
*

Eu sou feliz por que tenho você para amar,
Eu sou feliz, pois tenho você para ver,
Choro só com a sensação de ter perder,
Imploro, fiques, preciso sempre te olhar.

Sem você não sei como fazer para viver,
Sinto-te como o sol, a água e o ar,
No vento e na luz que ilumina o meu querer
E traz na flor o teu perfume para eu cheirar. ( Dirceu Marcelino)

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"Eu tenho o cheiro de maresia,
Vivo feliz, tenho amor no peito,
Jorra luz de mim, por tanto amar.

Eu sei que tudo, termina um dia,
Até os sonhos, em que me deito
Mas mesmo assim, não vou chorar! ( Margusta)

Foto de maestrimg

Paixão

Como posso te mostrar o que sinto
Fazer você acreditar no que digo
Te fazer entender o que quero

Paixão, pura paixão
Verdadeira, sincera, única
Inexplicável, incontrolável, incompreensível
Simplesmente existe

Invade, arrebata, conquista
Impossível de ser dominada
Torna tudo obsoleto

Quando longe de ti
Nada tem sabor, luz ou cor
Nada agrada ou acalma
Coração para, e adormece a alma

O sol não anima
A lua não encanta
Noite e dia tornam-se um simples passar de horas

Uma agonia incessante
Que enlouquece o pensamento
Como um afago escuro
Mostrando a felicidade distante

Como explicar-te
Fazer com que aceites
Um sentimento tão belo

Doce, puro e ingênuo
Que trago dentro do peito
Esperando apenas uma chance
Para dizer te amo

Foto de carlos alberto soares

AMOR POSSESSIVO

EM MEU DESEJO DE POSSE INFINITO,
MATEI MEU AMOR,
FOI TÃO GRANDE O CONFLITO,
QUE A BELEZA VIROU DOR.

AS COISAS QUE LHE TRAZIAM FELICIDADE,
ERAM MEU SOFRIMENTO,
SUA SOBRIEDADE,
MEU TORMENTO.

QUERIA UM SORRISO,
SORRIDO PRA MIM
E SE ME HOUVESSE INDECISO,
UM PRESTAR DE CONTAS SEM FIM.

MATEI MEU AMOR,
COM EXCESSO DE ZELO,
AGORA SOU SOFREDOR,
QUE DESESPERO.

MATEI MEU AMOR,
COM FLORES PERFUMADAS,
QUE PERDEM SEU VALOR,
QUANDO PELO CIÚME ESTÃO ENVENENADAS.

SEM BRANDIR PUNHAL,
ATAQUEI O SEU PEITO,
COM ARMA LETAL.

ACUSEI SEM RAZÃO,
COBREI SEM ME DAR,
AGORA NA SOLIDÃO,
COMEÇO A CHORAR.

QUE DESTIINO MAIS TRISTE,
MATAR O SENTIMENTO DE QUEM AMOU
E QUANDO ELA DESISTE,
LEMBRAR DO AMOR QUE FINDOU.

Foto de Henrique Fernandes

O MEL DO TEU AMOR

.
.
.

Quero sentir na pele
O mel do teu amor
Entrar na tua vida com calor
Forasteiro a quem darás valor

Surge tua luz na noite
Enaltecendo tua grandeza
Não permites que eu escureça
Em duvidas na certeza

Aqueces o azul do meu mar
Madrugada fora
Teu olhar constrói
A força da nossa hora

O sentimento que trago
Vestido no meu peito
É de sol e lua bordado
Pelo teu efeito

Saboreio tuas palavras
Na minha própria loucura
Palavras lindas
Pelo caminho da nossa aventura

O sentir que penetra
Mais fundo
É a luz do nosso amor
Ao mundo

Foto de Dirceu Marcelino

ILHA DE AMORES - DUETO ( Homenagem a Drica Chaves - complemento do "sarau on line"

*
* Homenagem a poetisa Drica Chaves
*

Feliz aquele que poderá aconchegá-la no peito
Enquanto tua nau navega em céu de brigadeiro
E poderá olhá-la no fundo de teus olhos do jeito
Que gostas e dizer-lhe sempre, todo dia, o ano inteiro.

É uma mulher muito sublime e sem preconceito
Tão suave e altaneira, aquele amor verdadeiro,
Quantos homens gostaria de ti ser o eleito
E ouvir de tua voz suave dizer que é o primeiro... ( Dirceu Marcelino)

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"A conduzir-te em um mar em teu veleiro
Enlevando-te em mares de distintos sabores,
Aqueles que trazem ao paladar verdadeiro,

Lembranças das trilhas dos amores...
Pudessem então avistar por derradeiro
A ilha de nossa vida ou será a de Açores."

NB.: (Complemento com base em tercetos de Drica Chaves ).

Foto de Fernanda Queiroz

Ah! Poesia.

Ah! poesia
Que trás magia
Junto euforia
Alegra meus dias
E me faz poetar

Ah! Poesia
Que nasce no peito
Descreve com jeito
Um amor perfeito
Que me faz sonhar

Ah! Poesia
Letras de encanto
Enxuga meu pranto
Ativa meu canto
E me faz lembrar

Ah! Poesia
Lembrar da saudade
Que na realidade
Faz a felicidade
De poder amar

Ah! Poesia
È mais que um dom
Sem rima ou sem tom
Capita o som
E me faz cantar

Ah! Poesia
Leve este recado
Diz pr’o meu amado
Que está trancado
Em meu coração

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Dirceu Marcelino

O HOMEM DE HOJE RELEMBRANDO O MENINO DE ONTEM

O HOMEM DE HOJE

A noite tinha um clarão ofuscante,
No céu a lua brilha com um clarão mais puro,
A bandeira elevar-se-á gloriosa
Aos ventos do norte ou do sul auguro!

Homem! Tu te portarás garboso,
Com o peito inflado, velho galante.
Teu filho olhará para ti orgulhoso.
O colo de tua esposa tremerá arfante.

Os discursos se ouvirão toantes,
Indo aos ares por alto-falantes.
Tu te sentirás então mais maduro,

Pensará então no Pai glorioso,
Dirá no teu íntimo jubiloso:
Obrigado Senhor! Cumpri com jubilo!

Sorocaba-SP, 15 de março de 2008

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UM HOMEM P’RO AMANHÃ

A manhã se clareará esplendorosa,
O céu estará com um azul mais puro,
A bandeira desfraldará gloriosa
Aos ventos do norte ou do sul auguro!

Menino! Tu te portarás garboso,
Com o peito inflado, pequeno infante.
Teu pai olhará para ti orgulhoso.
O colo de tua mãe tremerá arfante.

Os discursos se ouvirão toantes,
Indo aos ares por alto-falantes.
Tu te sentirás então mais maduro,

Pensará então no Pai glorioso,
Dirá no teu íntimo jubiloso:
Deus! Serei homem amanhã. Eu juro!

São Paulo, 11 de dezembro de 1980

Foto de Maycon Nait

Saudade

Saudade é uma distancia
que penetra no peito
queima na pele
e depois se sente ao lembra
Voce!!!!!

Foto de Gideon

A donzela no Arco dos Teles

O Arco dos Teles é mágico. Um corredor de ruas estreitas ladeadas por casas de danças, bares e restaurantes, quase tudo preservado ainda no estilo do tempo do império. Foi ali, que no início do século passado, houve a Revolta da Vacina. Dizem também que Carmem Miranda morou em um destes sobrados. O charme é sentar-se em mesas postas no meio da rua. As pessoas, neste ambiente, despojam-se de seus afazeres do trabalho, e entregam-se ao relax sugerido por este ambiente

Isaque, grande amigo, irmãozão. A saudade sempre aperta o peito quando lembro dele. O conheci em Macaé/RJ. Moisés me apresentou-o. Casou-se com Marina. Linda e delicada menina. Convidaram-me para tocar em seu casamento. Fomos para Belo Horizonte e toquei em um belo sábado pela manhã. Lindo casamento.
Pois bem, Moisés me ligou dizendo que o Isaque estaria hoje aqui no Rio. Saí às 18:45 e corri para encontrá-los no Arco dos Teles, como combinado.

Lugar sedutor. Muita gente e mulheres bonitas. Parece que tem um cheiro carioca no ar. Dá aquela sensação de alegria por estar participando, pisando, andando em lugar carioca tão instigante. Quando cheguei, eles já estavam lá há mais de quarenta minutos.

Sentei-me e logo percebi a dupla ao lado. Uma donzela aparentando uns dezenove anos de idade. Usava uma saia rebaixada, com a barriga à mostra, aliás como é o costume hoje em dia na cidade. Cabelos soltos, rosto lindo e delicado. Segurava um cigarro nos dedos da mão direita. Sentava displicentemente com os pés apoiados nos reforços da cadeira. A saia estava jogada sobre as coxas grossas, que balançava continuamente. Os joelhos abrindo e fechando fazia com que a saia fugisse insistentemente para cima deixando à mostra um par de coxas morenas claras, lisas e torneadas. O corpo estava meio jogado para a frente sobre o copo de cerveja, que estava pela metade. Tragava o cigarro e expulsava a fumaça para o lado com uma ligeira virada de rosto, sem contudo, perder de vista a sua amiga sentada a sua frente. Os jatos de fumaça eram embranquecidos e iluminados pela lâmpada de um poste preservado à séculos.

Eu e os amigos, contagiados com essa sedução displicente, estávamos quase em êxtase. Eu, Mosa e Isaque estávamos assim, relaxados e felizes. Falávamos gesticulando, rindo muito. Para sermos ouvidos um pelo outro fazíamos isto quase aos berros. A donzela continuava ali na mesa ao lado esbanjando sedução e beleza e nos ignorando solenemente. Em dado momento ela levantou-se e, juntamente com a amiga, e foi para dentro de um bar jogar sinuca. Este bar, com as portas em arco, ficava bem á nossa frente. Ficamos, os três, observando-as no desempenho do jogo. Um de nós, logo incentivado pelos demais, resolveu enviar flores para elas. Tivemos este ímpeto ao avistarmos um vendedor de flores, um jovem negro, alto, aparentando ter vinte e cinco anos de idade. Provavelmente um morador das favelas dos morros adjacentes. Um descendente de escravo. Compramos as rosas por três reais e pedimos para o simpático vendedor as entregarem. Ficamos aguardando e observando atentos a reação das donzelas. Nada aconteceu. Elas nem esboçaram um sorriso, pequeno que fosse. Quase ao mesmo tempo avistamos uma menininha também vendendo flores. Compramos outro ramo de flores e a enviamos com um cartão. Nada, elas não deram a mínima. Depois de muito conversarmos e rirmos, fomos embora. Já era nove e meia da noite. Ainda conversamos um pouco mais antes de nos separarmos próximo ao ponto das barcas, na Praça XV. Voltei feliz, mas com saudade de meus amigos. Isaque fora para a casa de Moisés, em Niterói. Saudades, muitas saudades. Momentos mágicos, estes.

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