Oculto

Foto de Pianista ao Luar

A flor sorri

A flor se curva ao vento
E eu a teu encanto
O orvalho molha a flor
Como o suor do nosso amor

Quero tocar teu mundo ou você
Como o refrão do Djavan.
Bebo doses do teu olhar
Licor azul da cor do mar

O papel absorveu todo amor
Um brinde que meus lábios nele deixou
Um mágico sorriso eu levei
O maior encanto que seu rosto me deu.

Caminhando pelo jardim
Vejo a flor sorri
Lembrei do teu sorriso
Um tesouro oculto no teu rosto.

Foto de isaboo

Se tu viesse..

Se tu viesse a tarde
ou noitinha
quando o silêncio se faz...
dizer-em mágicos sussurros
que só o amante é capaz
se tu viesse.. enfim...
quando as estrelas despontam
e tu em beijos sem conta
cobrir meu corpo que jaz...
sobre os lençois
de cetim
o teu olhar
semi aberto
a tua bôca na minha
as tuas mãos
óh óh!!...as tuas mãos
que o oculto revela
ao simples tóque
rompe as barreiras
desnuda a alma..
e com calma
me faço cúmplice
entre os teus braços

Foto de Crys

Hoje.

Hoje estou sentindo um vazio, uma dor, um tormento.
Hoje estou tentando dar um sorriso, to lutando contra meus pensamentos.
A todo instante lembro do meu passado, lembranças, recordações, de um tempo que já se foi.
Tempo bom e tempo ruim, me fez chorar me fez sofrer, por isso queria esquecer.
Dói na alma quando bate a saudade, dói no coração quando sinto vontade de ter.
A cada dia é mais difícil, o amor parece não acabar, a saudade parece não ter fim, a todo o momento sinto você perto de mim.
Quando deito em minha cama, meus pensamentos vam tam longe que me perco, querendo entender porque tudo foi assim, querendo uma explicação, buscando na minha solidão uma resposta, resposta esta que não encontro, pois estás contigo.
Nunca disse que o amava, pois meu medo não deixava.
Queria ter você por inteiro, um amor verdadeiro.
Usou o dom da conquista, me conquistou. Quando eu já estava apaixonada me abandonou.
Queria um amor verdadeiro, completo, sólido, que fosse real, queria um pouco de carinho, um chamego, apenas um beijinho.
Entreguei a ti minha alma, em formas de amor vivi você, te dei todo carinho existente em meu coração, só ganhei em troca toda ingratidão.
Quantas vezes esperei um telefonema, para um simples bom dia, para sentir alegria, doce e triste ilusão de quem ama demais e não consegue ver a razão.
Esperava um olhar meigo, terno, e repleto de carinho, um alguém que soubesse amar como no lá no comecinho, atencioso, preocupado, e amável.
Quem é você? Porque virou isto? Sem amor, egocêntrico, egoísta.
Se pensares que vai longe estás enganado, pois alguém sem amor não tem o caminho traçado.
Hoje estou triste, eu queria uma alguém especial, e eu que costumo dizer que “o amor vem no vento”, já não agüenta tanta solidão.
Quando chego no conforto da minha casa, uma calma, um silêncio me rodeia, parece um deserto, onde procura algo e não encontro, talvez não seja a hora de encontra-lo.
Mais quando será? Quando vou voltar a amar. Queria tanto compartilhar com este alguém os meus momentos, queria tanto poder viver algo real que me tirasse deste inferno astral.
Você levou de mim a esperança, me deixou como criança, querendo algo sem poder alcançar.
Dei-te meu amor, me entreguei de corpo e alma, e tive um alguém tam singelo que nem se quer demonstrava o que sentia, oculto, distante e irreconhecível é o que se tornava a cada dia.
Sei que um dia vou encontrar, um alguém de verdade pra amar, só esta demorando pra chegar. Enquanto este dia não chega, vou desabafando do meu jeito, aliviando a dor do meu peito, em palavras e versos de amor.
Hoje ainda estou triste, mais neste momento um pouco mais aliviada, desabafei em um pedaço de papel, dizendo o que almejo e o que sinto. Ainda estou à espera do meu novo amor, que ele venha no vento, como um pássaro livre, que não tenha limites e que me faça por ti suspirar, deixando meu coração tonto de tanto ter que amar.

Foto de Junior A.

Introspectivo

O que escondes em teus olhos?
O que falas em teu silêncio?
Tuas convicções não são
Tão delineadas como teus traços
Tão pouco tuas afirmações
Como o teu toque
O que oculto paira em teu canto?
E que escuridão tapas com este amor?
Seria o medo do escuro
Que te consome?
Ou seria o medo da luz
Que te exaspera?
Não se vire para o lado
O desprezo é o desgosto
Não estou a perguntar,ainda não
Estou apenas tentando senti-la
Seria teu amor maior que tua poesia?
Ou seria ínfimo o teu amor
Mediante a beleza das palavras
Te esqueces que a beleza só a é
Em verdade?
Esqueceste a bagagem do existir
Em outra viagem?
Ou apenas se conforma enquanto
A viagem não se finda?
O que fala teus olhos quando calas?
Diga-me mediante aquilo que vejo
Não convença-me
Com aquilo que escuto.

Foto de Fernanda Queiroz

Antes que o Ano Termine...

Conto Literário

Falta um dia para que o ano termine. Um dia intenso que pode mudar toda minha existência. Só preciso ter coragem e ir até onde você está... Antes, 450 km, agora 50 km. Por que veio para cá? Queria me confundir ainda mais? Estaria esperando que a proximidade me fizesse ser mais mulher... mais corajosa? Sabe que meu destino está traçado. Não me deixaram editá-lo. Sabe que não posso voltar, então porque não vem... Rouba-me, Toma-me, Leva-me para nosso mundo de sonhos; onde tua ausência presente foi marco de nossa história.

O sol está se pondo, o alaranjado de céu é o contraste perfeito com a relva que se estende verde e úmida pelas chuvas de dezembro. Tanta calmaria vem de contraste a minha alma conturbada e sofrida. Posso sentir meu coração batendo forte, tão forte quando o podia ver por aquela janelinha mágica do computador, cenário de nossa história, testemunha de nosso amor, cúmplice de nossos segredos, arquivo de momentos que perpetuarão dentro de mim. A brisa suave sopra. Parece querer brincar com meus cabelos, alheia a tempestade que envolve meu coração. Deixo a mente explorar o passado... Tão presente... Teus olhos, tua mania constante e única de apoiar teu rosto nas mãos. O sorriso espontâneo, a cara emburrada, os olhos se fechando de sono, e a vontade de ficar um tempo mais...e mais ...até o galo cantar...a madrugada... o sol nos encontrar ...felizes ou tristes...juntos.

A noite traz a transparência de minha alma, negra, sem luzes, sem amanhecer. Preciso me movimentar, sair deste marasmo de recordações. Thobias, meu companheiro de peripécias, que um dia correu tanto quanto no dia em que estouramos uma colméia; está selado, entende o que me vai à alma, conhece meu estado de espírito, sabe quando é preciso deixar as paisagens para trás, mais rápido, mais rápido, até se tornarem uma massa cinzenta, sem cor, ou forma retratando o mais profundo que existe em mim. Agora, no embalo do cavalgar, meus sonhos se afloram. Estou indo ao teu encontro, nossas mãos se tocarão, nossos corpos se unirão, nossos corações baterão em um só ritmo. A brisa tornou-se um vento tão gélido quantos minhas mãos que seguram as rédeas de um futuro-presente. Gotas de chuva descem sobre minha face, misturam-se as minhas lágrimas. Tenho a sensação de não estar chorando e sim caminhando para você. Na volta para casa nem o aconchego da lareira, o crepitar constante elevando as chamas transmite liberdade, as sombras sobrepõe à realidade que trará o amanhecer, elevo ás mãos solitárias tentando voltar ao tempo de criança onde elas davam vidas retratadas na parede imagens de bichinhos animados, mas não se movimentam, parecem presas ao aro de ouro reluzente que por poucas horas trocarão de mão fecundando o abismo que se posta diante de nós. O cansaço e as emoções imperam. Entre sombras e sonhos, meu pensamento repousa em você, na ilusão, nos sonhos, na saudade pulsante de momentos mágicos vividos, onde nossas almas se encontravam, onde nossos corpos não podiam estar. De desejos loucos e incontidos de poder realizar, antes que o ano se finde, antes que as horas levem tudo que posso te dar.

O amanhecer desponta, caminho a esmo, no escritório, ao lado direito da janela que desponta para colina verdejante (cenário de nossa história). O computador me atrai.. Você está off, está há apenas 50 km, mas em meus arquivos de vídeo teu rosto se faz presente, tua boca elabora a mímica de três palavras mágicas “EU TE AMO”.A musica no fundo é a mesma que partilhamos tantas vezes juntos COM TI RAMIRO, gravada em meu studio amador ao som de flauta. As notas enchem o ar, a melancolia prevalece, meu coração se enternece, “POR FAVOR, VENHA ME BUSCAR”, não vou conseguir sozinha, você sabe disso, é exigir demais de quem só soube amar, sem nunca saber lutar, sem nunca poder gritar, com um destino a cumprir, um dever de tempos idos e protocolados nos princípios de toda uma existência. O dia se arrasta imortalizando o passado. Estou diante do espelho, o rosto moreno não consegue esconder a palidez, o vestido branco de seda cai placidamente sobre meu corpo inerte. Vestido que outrora minha mãe usara com os olhos brilhantes de felicidade. Os meus não têm brilho, este fora reservado às perolas que adornam meus cabelos negros, sempre me achei parecida com ela, mas a imagem reflete somente uma semelhança física onde a mortalidade de meu semblante contradiz a vida de tempos passados.

Pedi que me deixassem ir só, queria ficar com meus pensamentos, onde você é soberano. Que bom que ninguém pode me tirar isto: tua imagem, teu sorriso, tua forma única de existir para mim, mesmo que em sonhos, mesmo que em lembranças, mesmo que em minha morte para a vida que se inicia. A escada imperial e central se desponta com teu corrimão de prata por onde desci tantas vezes lustrando-o com minhas vestes. Minhas mãos se apóiam nele, trêmulas, frias, para que eu não quede diante da realidade... Apenas trinta degraus? Deveria ser trezentos, três mil, ou trinta milhões? Eu os percorreria com gosto, antes de pisar na relva verde coberta por um tapete de pétalas de rosas que conduziam à capela. Porque desfolhá-las? Porque enfeitar a vida com a morte? Rosas brancas, pálidas como minha alma, desfolhadas e mortas como minha vida. Ao lado o lago que outrora me fazia sorrir, brincar e acreditar....queria parar...descalçar o pequeno sapatinho branco e sentir a frescura das águas elemento mais forte e presente da natureza em minha vida...mas agora não posso parar a poucos metros está minha rendição, meu destino onde o oculto será sempre meu presente, onde o passado será minha lembrança futura, onde você viverá eternamente, onde ninguém poderá jamais alcançar. A capela parecia lotada, não guardei rostos, somente sombras. No altar uma face, feliz, despreocupada, livre, sentado em uma cadeira de rodas estava papai, tuas pernas não mais suportavam me conduzir, teus braços que muito me embalaram, já não mais me apoiavam...segui em frente. Pensei em me voltar ..olhar para trás, mas não iria te encontrar. Palavras ditas e não ouvidas... trocas de alianças...abraços de felicitações....buquê lançado ao ar, festividades...todo ar de felicidade.

Faltavam dez minutos para findar o ano...minha existência já tinha terminado, o celular em cima do piano da sala...8 minutos...mãos tremulam ao aperta a tecla da re-discagem...minutos eternos...do outro lado a apenas 50 km, tua voz ...doce...amada...terna, parecia querer ouvir o que eu queria falar e não podia...engolindo as lágrimas. Apenas um pedido: seja feliz, seja feliz por nós dois...uma resposta que mais parecia um lamento, que por mais suave, parecia um grito...Seja feliz também.....um tum tum era o sinal de desligado....zero hora. Fogos explodindo no ar...

Fernanda Queiroz

Direitos Reservados

Foto de Carolina Salcides

Sutilmente Te Digo

Aqui eu oculto
Aqui eu revelo
Jogo na cara
Me rebelo
Sutilmente te digo
Sinceramente eu espero
Que sinta o que digo
Que me perdoe
O que eu erro.
Aqui não escondo
Os meus maiores temores
Minhas mágoas
Meus amores
Tudo te digo em meio a dores
Minha alma não é pura
Meu fardo é pesado
Contigo divido o agora
Levo comigo todo passado.

Carolina Salcides

Foto de jaquelinecp

Êxtase da paixão

Por aquilo que é oculto,
pelo nada, pelo tudo,
pelo ardor, pela aflição,
por não ter alma nem coração.

No que a vida se esvazia,
no calor de tua beleza fria
que vai pulsar nas tuas mãos, meu sangue quente, penitente,
que finge docemente
não sentir o canto ausente
de tua voz eternamente
a susurrar algo indescente
em meu ouvido incoerente.

E pelo toque que é fulgaz,
descubro o nada pelo tudo,
descubro o tudo pelo nada,
descubro o êxtase da aflição,
e finjo te amar
não tendo alma nem coração.

Foto de Raoni

Como eu te amo (Raoni)

Esta oculta paixão, que mal suspeitas

Que não vê, não supõe

De mim não saberás como te adoro

Não te direi jamais

Se te amo, e como, e a quanto extremo chega

Esta paixão voraz !



Se andas sou o eco dos teus passos

Da tua voz, se falas;

O murmúrio saudoso que responde

Ao suspiro que exalas.

No odor dos teus perfumes te procuro,

Tuas pegadas sigo;

Velo teus dias, te acompanho sempre,

E não me vê contigo !

Oculto e ignorado me desvelo

Por ti que não me vês

Aliso o teu caminho, esparjo flores,

Onde pisam teus pés

Mesmo lendo estes versos que me inspira

Não pensará em mim

Imagine se puder, por meus lábios

Não te dirão jamais !

Sim, eu te amo; porém nunca

Saberás do meu amor

A minha canção singela

Traiçoeira não revela

O prémio santo que anela

O sofrer do trovador

Sim, eu te amo; porém nunca

Dos lábios meus saberás,

Que é fundo como a desgraça

Que o pranto não adelgaça,

Leve, qual sombra que passa,

Ou como um sonho fugaz !

Aos meu lábios, aos meus olhos

Do silêncio imponho a lei

Mas lá onde a dor se esquece,

Onde a luz nunca falece,

Onde o prazer sempre cresce,

Lá saberás se te amei !

Raoni

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