Música

Foto de Marilene Anacleto

Ele, Minha Alma e Eu

À minha frente a alma dança
Sobre a relva suave, descalça.
Ser esguio, movimentos leves,
Braços dispostos em asas.

Protege-a dois companheiros,
Lobo negro e cavalo branco.
Cobre-a a aura e tiara douradas,
Rendas lhe cobrem de encanto.

Entre as folhagens, os anjos
Com seus deliciosos sorrisos,
Tocam instrumentos do céu.

Amor em notas de banjos,
Bailamos em música de risos,
Ele, minha alma e eu.

Foto de eduardo...

Meu Amor por você...

Lágrimas caem dos meus olhos,
E com elas as lembranças do nosso amor,
Mas não sei se essas lagrimas são de dores ou alegrias,
Mas sei que são intensas.

Gostaria de poder fechar meus olhos
E te dizer que já não te amo mais,
Mas sei que se eu fechar meus olhos
vou lembrar de seus lindos lábios,
e da minha mão deslizando pelo seu corpo.

Tento te comparar com as mais belas rosas,
Para mostrar a mim mesmo o quanto você é imperfeita,
Mas vejo que é um erro,
Pois pra mim você é a mais bela das rosas,
e a mais perfeita já feita pelos Deuses.

Minha vontade de te ver é intensa,
Mas sei que devo me conter,
Evito lembrar daquele seu sorriso lindo
Pelo qual me apaixonei,
Então deixo a música rolar e mergulho em sua melodia.

Meu amor por você,
consegue ser mais profundo que a Fossa das Marianas
e dez vezes maior que Júpiter,
Ele nunca irá cessar,
Por que é verdadeiro, não tem fim e nem razão.

Meu amor por você é como uma criança,
Onde eu digo a ele que é errado te amar,
Mas ele insiste em teimar.

Todos os dias vejo o sol se partir,
E você não está do meu lado.
Todos os dias eu vejo a lua se despedir,
E você não está aqui pra gente se Amar.

Mas sei que nunca fui, não sou e nem serei
dono do destino pra evitar de te perder.

Foto de carlosmustang

SEMPRE EMOÇÕES...

Eu só quero ouvir uma música
De um filme que passou
Tenho lembranças deste filme
E a música era assim...

Só esta canção, onde se pode ouvir?
Calcinha, pélvis, onde me decifrar
Delicia, relva, onde acudir!

O segredo da vida é o desejo
Um simples desejo de assumir
O amor verdadeiro, desespero de existir

Sendo um beijo, doce vontade
Ninguém conhece, a liberdade
De saber, do sabido, da vida

Foto de Rute Mesquita

Soluços embriagados

Ela chega embriagada,
feliz, contente
mas, mal encarada
num olhar descontente.

Embriagada ela chega
estafada de álcool se rega…

Pousa a cabeça
sobre a mesa
perdida em pensamentos…
será que mereça
estes jumentos?

De mão trémula
leva a morte à boca.
À boca tumula
e esconde-se nessa dita ‘toca’.

Canta…
com uma voz lenta.
Lentos são agora os seus reflexos…
Espanta
a foz sedenta
com os seus perplexos.

Recusa-se a ouvir
explicações, sermões…
Apenas se quer suprimir.

Lamenta-se
por entre sorrisos
melancólicos…
Afoga-se
pelos seus precisos
e albergados tons alcoólicos.

A cama?
Nem pensa nela…
Age como se o Mundo acabasse hoje…
Clama,
pel’aquela felicidade que lhe foge.

Fala em morrer…
despedindo-se,
promete enfraquecer
desmetindo-se…

Repete e repete
a música sem fim…
Será que compete? Que lhe compete
este destino assim?

Não aceita mudar
quando uma voz amiga lhe soa…
Conjuga compulsivamente o verbo ‘chorar’
até que a alma lhe doa…

Segreda-se
arrependida…
Desemprega-se
desta vida…

Vêm à tona não revelados…
e choram-se as almas
contam-se os desabafos…
Agrafos,
de vidas aparentemente calmas.

Assistem-se,
confrontadas…
Complicam-se
insensibilizadas.

E eu não aguento mais…
levanto-me e vou deitar-me…
Já amanheceu num ‘jamais’
onde nunca pensei encontrar-me.

Foto de hypermodesto

Vinganca de Mulher...!!!

VINGANÇA, SEU NOME É MULHER

Ela passou o primeiro dia empacotando todos os seus pertences em caixas, engradados e malas.
No segundo dia, os homens da transportadora levaram a mudança.
No terceiro dia, ela se sentou pela última vez na bela mesa da sala de jantar, à luz de velas, pôs uma música suave e se deliciou com uns camarões, um pote de caviar e uma garrafa de Chardonnay.
Quando terminou, foi a cada um dos aposentos e colocou alguns pedaços de casca de camarão, besuntados com caviar, nas cavidades dos varais das cortinas. Depois ela limpou a cozinha e se foi.
Quando o marido retornou com a nova namorada, tudo estava um brinco nos primeiros dias. Depois, pouco a pouco, a casa começou a feder. Eles tentaram de tudo: limpando, lavando e arejando a casa.
Todas as aberturas de ventilação foram verificadas à procura de possíveis ratos mortos e os tapetes foram limpos com vapor.
Desodorantes de ar e ambiente foram pendurados em todos os lugares.
A empresa de combate a insetos foi chamada para colocar gás em todos os encanamentos, durante alguns dias, tiveram de sair da casa, e no fim ainda tiveram de pagar para substituir o caríssimo carpete de lã.
Nada funcionou. As pessoas pararam de visitá-los ...
Os funcionários das empresas de consertos se recusavam a trabalhar na casa.. A empregada se demitiu.
Finalmente, eles não suportavam mais o fedor e decidiram se mudar.
Um mês depois, apesar de terem reduzido o valor da casa, eles
não conseguiram um comprador para a casa fedorenta.
A notícia se espalhava e nem mesmo corretores de imóveis locais retornavam as ligações.
Finalmente, eles tiveram de fazer um empréstimo do banco para comprar uma casa nova.
A ex-esposa ligou para o marido e perguntou como andavam as coisas.
Ele disse a ela que estava de mudança, omitindo os problemas.
Ela escutou pacientemente e disse que sentia muitas saudades da casa antiga e que estaria disposta a reduzir a parte que lhe caberia do acordo de separação dos bens em troca pela casa, se houvesse um acordo...
Sabendo que a ex-mulher não tinha idéia de como estava o fedor, ele concordou com um preço que era cerca de 1/5 do que valeria a casa...
Mas só, se ela assinasse os papéis naquele dia mesmo.
Ela concordou e em menos de uma hora, os advogados deles entregavam os documentos.
Uma semana depois, o homem e sua namorada assistiam, com um sorriso malicioso, os homens da mudança empacotando tudo da casa para levar para a sua linda nova casa.......
Incluindo os varais das cortinas...!!!!

Foto de nelson de paula

MAQUIANDO A AURA (de "Vozes do Aquém"

Há dias em que não se deve sair de casa
sem maquiar a aura.

Não dá para ter um encontro com um íncubo ou súcubo
com a alma em frangalhos,
sem brilho, rota e remendada.

Então, é fundamental ajeitar as coisas,
organizando as transparências,
colocando as sutilezas nos seus devidos lugares,
e levantando o nariz como uma vela cheia de vento,
com velocidade e ambição ao olhar.

Vale a pena lembrar de cuidar do cheiro,
já que o aroma se transforma em música no éter,
ultrapassando as escalas para tocar na porta
dos anjos da guarda,
lembrando-os
que precisamos deles quase que a todo momento.

Por fim, deixe o vento ajeitar
as tiras,
fazendo com que aquilo que poderia ser amarra,
vire escada,
apontada, é claro, para o muro do vizinho.

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Minha Elis – Parte 3

Elis Regina Carvalho Costa. Cantora brasileira. Mesmo morta é mais importante que um bocado de vivos que eu conheço sem os querer ofender. Elis deixou a herança de seu talento até no sangue de seus filhos. Todos os três trabalham com música. Pedro Mariano é cantor. Maria Rita também. O primogênito João Marcello, que fora pai recentemente, é um produtor e crítico de mão cheia. Quando as revistas e os jornais se referem ao seu pequeno nascido como o ‘filho da Eliana’, fico um tanto desconfortável. Quero dizer, sem meias palavras, eu fico é puto mesmo! A criança é filha de Eliana, sim, que é uma apresentadora competente e que tem todo o direito de aproveitar sua maternidade. Agora, que seria muito importante recordar-nos de seu parentesco com a saudosa gaúcha, isso sim, seria bom. Mais do que ser ‘filho da Eliana’, essa criança deve ser apontada também como o ‘neto da Elis Regina’, uma das maiores cantoras que já tivemos, senão a maior. Fica aqui o meu singelo protesto. Mas não desejo me ater a essa discussão mais apaixonada do que pertinente.

O álbum mais famoso de Elis Regina é o Falso Brilhante, de 1976. O disco contava com músicas presentes no show homônimo, um espetáculo que juntava teatro, dança e canto numa apresentação memorável. O show locado no Teatro Brigadeiro teve 180 mil espectadores, o que o coloca como maior êxito da carreira da cantora e prova incontestável de sua popularidade e relevância no cenário da nossa arte. Quanto ao espetáculo, nunca o assisti seu vídeo completo. Mas o disco, não apenas pelas suas canções de maior sucesso, a citar, ‘Como Nossos Pais’ e ‘Fascinação’, marcou época. No auge do regime militar, que começava a ensaiar uma tímida abertura, o Falso Brilhante significou exatamente essa possibilidade, já que, ainda que veladamente, a crítica e a denúncia se faziam presentes na concepção da obra. O país vivia um declínio econômico considerável, a ditadura apesar de consolidada se encontrava desgastada e a incerteza, somada com o acobertamento sobre os desmandos realizados pelo então poder instituído tornavam a realidade brasileira numa situação difícil e pouco encorajadora. Valendo-se da brecha política, Elis remou contra a maré. Ainda que o Falso Brilhante seja um disco imerso na melancolia, sua mensagem final passa um fio de esperança durante a tempestade de seu tempo, um brando sopro de vida na austeridade de um país fechado, um suspiro diante das lágrimas causadas não somente pela violência como também pela miséria que tais circunstâncias trouxeram ao Brasil. Elis provou seu talento. E sua iniciativa ficou para o futuro, como marco da retomada da arte nacional como objeto de expressão dos anseios populares e de opinião.

Todavia, meu disco predileto da cantora não é o Falso Brilhante. Saudade do Brasil, um disco de 1980, pode ser considerada a obra definitiva de sua carreira. Não exclusivamente por ser seu último LP, Saudade do Brasil, que foi lançado em dois volumes, apresenta todo o desenvolvimento de Elis como artista. Numa estrutura seqüencial que de tão coesa chega a até se aproximar de algo conceitual, no sentido de se montar uma narrativa ao invés de se amontoar canção após canção, como que relatando o contexto histórico e social no qual se incidiam os brasileiros àquelas décadas, dando preferência a uma abordagem jornalística em detrimento do universalismo pessoal e intransferível nas artes gerais que encontramos desde então do final do golpe militar. Sem contar a gravação contou com uma quantidade de recursos muito maior para sua execução, o que elevou em muito sua qualidade, dando a cantora e seu repertório uma roupagem atual, destoante da imagem elitista e retrógrada atribuída para Elis antes desse trabalho. Elis, firme e ousada como nunca antes, decidira conduzir sua turnê de maneira até então inédita no país. Seu espetáculo seria montado em circos, para facilitar a mobilidade do show e reduzir seu preço. Ou seja, Elis queria levar sua arte aos mais pobres. Diante da negativa dos governos em obter uma autorização para o seu projeto, com toda a certeza surgira uma grande tristeza e amargura no âmago da cantora. Isso facilitou o processo que a levou à morte, pelo vício em remédios e drogas. Isso facilitou para enfraquecer a cultura nacional, tão restrita aos mais ricos, que temerosos de perder sua posição sempre pressionaram o desestímulo com a educação, a distribuição de renda e a justiça social, que em longo prazo causam mais do que prejuízos, causam o sofrimento de uma vida inteira de humilhações para nossos entes queridos, mal que conhecemos tão bem.

Minha mãe tinha doze anos quando Elis morreu. E certa vez, num desses especiais de televisão, passava a cantora, justamente num cenário que reproduzia um circo, justamente interpretando o repertório desse disco. Ela chorava, não somente pelo ídolo que Elis representa, mas pela realidade em que ela viveu e pelo plano de fundo em que calcava seu pensamento, nada mais que o desejo de paz e felicidade sempre cerceado aos mais simples. Foi ali que eu entendi o que era ser gente e ser artista de verdade. Foi ali que eu entendi que deveria não me abalar diante das dificuldades da vida, por maiores que elas sejam. E se Elis não viveu para ver suas expectativas suprimidas, esse é tributo que devemos ter com ela, que é o tributo de não nos conformarmos com a consternação, de tornarmos o Brasil um lugar onde a dignidade se faz presente, e onde o amor vale mais do que tudo.

Foto de luzimar xavier

VIL CORAÇÃO..., VIL CORAÇÃO!

Vil coração, vil coração, porque tanto me maltratas?.
Ah! Se eu pudesse maltratá-lo como
Lamentavelmente está sempre me
Maltratando... ah! Se eu pudesse...
Ah! Se eu pudesse! Por isso me maltratas porque sabes que eu não o maltratarei.

Você nem sabe o quanto
Aqueles “QUANDOS” de sua
Linda mensagem
Me emocionaram. Seria capaz de colocá-los em prática?
Ali, em suma, está sintetizado o que é proposto àquele que se

Diz amigo: doar-se, doar-se verdadeiramente, a
Esse que também se diz (e é) seu amigo de fé,

O amigo de tantas jornadas (trecho da
Linda música do Roberto, “AMIGO”). Por
Isso, respondendo-lhe à altura, vou aqui usar novamente de alguns dos
Versos dessa música, “não preciso nem dizer, tudo isso que
Eu lhe digo, mas é muito bom saber, que você é minha amiga”.
Isso que vou lhe dizer, a exemplo dos vários QUANDOS que
Repetiu em sua mensagem, também está na música: agora sei que “é
Aquela que estará do meu lado em qualquer caminhada”.

Elixis - 15/01/08

Foto de luzimar xavier

“LONGE DOS OLHOS... MAS PERTO DO MEU CORAÇÃO”.

Você, apesar de ter o nome bem maior do que o aqui apresentado, está,
A partir de agora, recebendo minha mais nova composição (e receberá outras) usando a
Linda música do Roberto Carlos “OUTRA VEZ” como inspiração, só que incluindo dessa
Música apenas uma pequena (porém significativa) parte de sua letra que é cantada
Assim: “das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto

De ter. Só assim, sinto você bem perto de mim outra vez”. Além do Tim Maia, sem dúvida é
Esse (Roberto) o meu cantor predileto, apesar de não ter nenhum disco seu. Se tivéssemos a

Oportunidade de convivermos na mesma região, vendo-nos sempre, admirando-nos, fitando-nos,
Levando nossa vida no mesmo lugar, essa seria a música de fundo
Ideal para ilustrar isso que lhe relato, como às belas histórias de amor que constantemente
Vemos sendo relatadas pelos autores das já citadas histórias de amor. Por falar nisso, alguém
Escreveu que há quem “está longe dos olhos, mas perto do coração”, como você. Por isso que
Imortalizei-a no meu coração e nas minhas composições, assim como tenho certeza de que
Registrou-me também em seu coração. Que nada, nada mesmo, venha contribuir para que essa
Amizade, pura, desinteressada, esse amor verdadeiramente platônico, seja interrompido.

Elixis - 20/04/08

Foto de luzimar xavier

“PRECISO APRENDER A SER SÓ”.

Um grande amor... um
Imenso amor é o que eu sinto por você.
Logo, as minhas palavras devem ser
Levadas em consideração já que por diversas vezes demonstrei isso.
Entretanto, não é apenas, não é
Somente um grande amor; é muito

Mais e, se é muito mais que isso,
O que poderia ser? Há explicação? Não!
Na verdade nem sei como explicar porque
Faltam-me palavras. Apenas sei, que a
Razão disso tudo é que eu não sei como seria
A minha vida sem você. Diria, a exemplo
Da música “Preciso Aprender a Ser Só”, que reflita sobre
Isso que ela expressa, que é o que sinto por você, e
Não nego o quanto é
Impossível não

Dizer-lhe que “se eu te pudesse fazer
Entender, sem teu amor eu não posso viver...” Não é

Maravilhoso que você saiba que “sem teu
Amor eu não posso viver”, como
Tão bem declarado está na música e que
Toda vez que eu a ouço, só
O faço pensando em você?
Sim, meu amor, por isso é que eu preciso aprender a ser só...

... PORQUE ATÉ AGORA EU NÃO SEI VIVER SEM VOCÊ.

Elixis - 21/07/07

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