Inveja

Foto de Cecília Santos

FLORES, PRESENTES DE DEUS

FLORES, PRESENTES DE DEUS
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As flores são presentes de Deus.
Flores singelas, que enfeitam ruas
e floreiras.
São carinhos que brotam da terra,
coloridos iguais o arco-íris.
Algumas são brancas, como papéis.
Outras vermelhas, como a paixão.
Outras refletem o céu, caido aqui
no chão.
Algumas se vestem de dourado,
fazendo inveja ao rei sol.
Outras são tão meigas e delicadas,
que só de luvas, podem ser tocadas.
Assim são as flores que nascem, em
qualquer terra, em qualquer chão.
Entrelaçam nos corrimões, sobem nos
telhados e caramanchões.
Nascem entre as pedras rochosas,
dando um ar de grandiosidade.
As flores são bençãos, espalhadas pelos
ventos e pelos passarinhos.
São lágrimas alegres de Deus,
em forma de amor e carinho.

Cecília-SP/02/2011*

Foto de Allan Sobral

O Concerto Preconceito

Era uma vez...
Um jovenzinho que era odiado e desprezado por multidões.
Porem era descolado e independente.
Era odiado só porque era diferente.

Tinha um jeito bem legal de se vestir.
Coisa que jamais eu vi aqui
Ele fazia show em qualquer momento.
Sempre surpreendia com o seu talento.
Pelos seus atos, feitos e pensamentos!

Mas pela inveja ele sofreu,
Criticas de um povo que também era seu
Que é meu, e teu!

Agora lagrimas pelos olhos de um mundo faço transbordar,
Pois coitado desse mundinho que não sabe trabalhar,
Pessoas são pessoas
Independente do modo de vestir ou de falar,
Independente da cor ou do dinheiro
Independente do penteado, cultura ou inteligência,
Não existe “O Ser-Melhor”, nem existe a diferença
Só existe a Negligencia,
E má administração,
Do mundo e do coração!

O mundo seria bom!
Quando todas as vozes gritassem um único tom,
“SOU GENTE, SOU GENTE, SOU GENTE”
o resto é independente,
mundo, por favor abra os olhos pra ver
sou gente independente do que crer

Nem todo cara que curte rap é bandido!
Nem todo pagodeiro é vagabundo!
Nem todo ateu é do demônio!
Nem todo crente é bobo!
Nem todo nordestino é baiano!
Nem todo roqueiro é do mal!
Nem todo branco é play-boy!
Nem todo negro é sambista, ou do Rap!
Nem todo gordinho é ruim de bola!
Nem todo nerd é virgem!
Nem todo raggero é nóia!
Nem todo policial é bonzinho!
Nem todo encarcerado é o bandido!
Nem todo Candomblé é feiticeiro de maldade!

É mundão véio sem porteira!
Que vive falando besteira!
Mendigo também é gente
Gay não troca o sexo, só troca à opção,
Mundo você é diferente,
Você não tem coração

Ah Mundo! Ah Mundo!
Que impõe aos seus lideres que eu sou um vagabundo!

Como que queria ser feliz,
Que não houvesse preconceito pendurado em meu nariz!
Que me olhassem sem me colocar numa grade de classificação!
Sem ter que responder nenhuma questão,
Que minha mãe não, me proibisse de andar com meu amigo só porque ele não é cristão!

Seria meu sonho um concerto especial
Com piano, guitarra e berimbau!
Ai como seria legal...
Na marcação um bom pandeiro,
Na melodia um belo Saxofone, com um baixo metaleiro.
Na passagem um tamborzão
Marcado pelo ritmo do nosso coração.

Allan Sobral

Foto de Tehana Madra

ERA

ERA...
A essência do bem
O caminho do mal
A violência
A fraternidade
O poder
A amizade
O amor
A caridade
O ódio
A inveja
A vingança
A bondade
A opressão
O insensato
o racista
O ambicioso
A prostituta
O ladrão
O velho
O orfão
A viúva.
Era...
Aquele que passava fome e
necessitava das migalhas que
caíam da mesa farta do rico.
Era uma vez...
Aquele que dizia:
"Vinde a mim todos aqueles que
Estais cansados e oprimidos que
vos aliviarei".

Tehana Madra

Foto de Carmen Lúcia

Incoerência

No ápice da montanha onde a beleza aporta
em cores reinventadas, luzidias e mescladas,
nuances celestiais, misticismo que aborda
permeando cascatas de águas dançantes,
plantas exóticas e fontes ondulantes
bordando uma cortina, exposição do encanto
onde o desencanto e a inveja só observam da janela,
galopa a grande dor num cavalo alado
querendo se mostrar ao mundo
num voo incoerente ao inusitado...
Abrindo-se em leque úmido,
mofado, estraçalhado,
cuspindo dos dissabores, os mais profundos.

E a dor perpassa pela beleza...
Não se curva ao sagrado,
não cobiça tal riqueza,
não se importa com seu toque
nem responde ao seu chamado...
Cavalga a sua grandeza,
busca o ar que a sufoque.

_Carmen Lúcia_

Foto de Allan Sobral

Lagrimas por um Poeta

Minha alma chora,
Minha Tristeza é bem comum,
Pois Deus foi quem me ungiu poeta e me fez assim,
Já no principio, sorriu do meu fim

Minha inspiração é a facada da dor dos homens ,
Minhas palavras são respingos do sangue de meu louco coração,
Minhas rimas brancas, as cordas sozinhas do meu violão,
"no compasso da desilusão"

Sorria, pois sua ideologia, foi a lagrima de um poeta,
Sorria, pois sua lagrima, foi desilusão quem não poetisou
Sorria, pois seu sorriso, é o escudo que te protege da ilusão do mundo.
Sua poesia, é a inveja de quem sorriu,
Sorria como o nobre vagabundo.

Poesia por poesias,
Não há poesias não pagas por lagrima,
Lagrima foram feitas para poesias,
Lagrimas foram deitas por um poeta.

ALLAN SOBRAL

Foto de vino silva

Menina

Anseio beijar-te toda menina,
encontrar caminhos em teus,
Cabelos, pele e boca,
Levar-te ao delírio extremo,
Calar-te com cada desejo,
E deixar-te louca e sem roupa.
Quero adentrar excitantes
Matas, vales, fascinantes,
do seu lindo corpo
E me perder no teu suor.
Vou atar-te junto a mim,
e Fazermos amor sem fim,
onde as estrelas e a lua morram,
de inveja da penumbra,
dos nossos corpos á luz de vela!

Foto de MorumySawá

MINHAS VISITAS AO INFERNO

Já visitei o inferno em vida. Já entrei em suas câmaras horrendas diversas vezes. Em todas, padeci muito. Nada tem a ver com o "Hades" mencionado na bíblia e nos estudos teológicos que são dados por religiosos. Aquele que jaz embaixo da terra e começa depois da morte não me interessa aqui. O inferno que já conheci e que me machuca fica mesmo na terra dos viventes.
Já estive no inferno do engano. Há algum tempo debato com um cenário surreal e dantesco que aconteceu dentro de minha mente. Vomito e sujeira, mau cheiro e loucura atolava meu filho no submundo dos tóxicos. Ali não existem humanos, apenas carcaças ambulantes. Sempre que tenho este pesadelo desejo dormir profundamente só para fugir do que testemunhei imaginando no futuro um cenário tão real que aflige não só a minha mente, mas, também a minha alma. Vivo a me perguntar por que os jovens se revoltam contra o sistema a sua volta. Tentam ser livres e acabam criando uma masmorra para si mesmo. Constroem o inferno com suas próprias mãos.

Sempre que desperto deste pesadelo um Lago de Enxofre permeia o mundo em que existo. Cada um dos jovens perdidos neste mundo tem uma mãe e um pai. Pais que choram como eu. Choram por não saber como apagar as labaredas medonhas que teimam em alcança-los.
Já estive no inferno da culpa. Hoje sei que nenhum tormento provoca maior dor que a culpa. Qualquer mulher culpada sabe o tamanho de sua opressão. Qualquer homem culpado fala que os ossos derretem com uma consciência pesada. Culpa é ácido que corrói. A culpa avisa que o passado não pode ser revisitado. Assim as pessoas se submetem a carrascos internos e esperam redenção através de açoites. A dor da culpa lateja como um nervo exposto.

Os culpados procuram dissimular o sofrimento com ativismos, divertimentos e prazer, omissão e loucura. Mas a culpa não cede; persegue, persegue, até aniquilar a iniciativa, a criatividade e a esperança. Recordo quando no final de uma reunião, uma mulher me procurou pedindo ajuda. Seu marido se suicidara de forma violenta. Mas antes, ele procurou vingar-se. Deixou uma nota responsabilizando a mulher pelo gesto trágico. Diante da tragédia, aquela pobre mulher, desorientada e aflita, não sabia como sair do cárcere que o marido meticulosamente construíra.

Já estive no inferno da maldade. Conheci homens nefastos, mulheres perdidas em sentimentos da inveja. Sentei-me na roda de escarnecedores. Frequentei sessões onde o martelo inclemente da religião espicaçou inocentes. Vi pastores alçando o voo dos abutres. Semelhante às tragédias shakespearianas eu própria senti o punhal da traição rasgar as minhas vísceras. Fui golpeada por suspeitas e boatos. Com o nome jogado aos quatro cantos, minha vida foi chafurdada como lavagem de porco. Senti o ardor do inferno quando tomei conhecimento da trama que visava implodir o trabalho que consumiu meus melhores anos de ministério. E eu sem saber como reagir.

Portanto, quando me perguntam se acredito no inferno, respondo que não, não acredito, eu o conheço! Sei que existe. Eu o vejo ao meu redor. Inferno é a sorte de crianças que vivem nos lixões brasileiros em meio às drogas. Inferno é a negligencia de pessoas que se acomodam em seu mundo particular e que se danem os que estão lá fora. Inferno é o corredor do hospital público na periferia de Brasília e em outros estados brasileiros. Inferno é a vida de meninas que os pais venderam para a prostituição. Inferno é a luta que meu filho enfrenta todos os dias quando acorda dizendo que não vai mais ser escravo do vicio.

Um dia, aceitei lutar contra esses infernos que me rodeiam, assustam e afrontam. Ensinei e continuo a ensinar que Deus interpela homens e mulheres para que lutem contra suas labaredas. E passados tantos anos, a minha resposta continua a mesma: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. Acordo todos os dias pensando em acabar com os infernos. Gasto a minha vida para devolver esperança aos culpados; oferecer o ombro aos que tentam se reconstruir; usar o dom da oratória para que os discriminados se considerem dignos. Luto para transformar a minha escrita em semente que germina bondade em pessoas gripadas de ódio. Dedico-me porque quero invocar o testemunho da história e mostrar aos mansos que só eles herdarão a terra onde paz e justiça um dia se beijará.

Cleusa de Souza Klein

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

7º CONCURSO LITERARIO "O POBRE MENINO"

"O POBRE MENINO"

Dois dias após o Natal e Diogo um pobre menino de 8 anos saltitava pelas ruas de seu bairro, estava feliz embora não tenha ganho nenhum presente de Natal. Sr João um velho carteiro que tinha praticamente visto Diogo nascer estava entregando os cartões de Natal que chegaram atrasados e ao ver Diogo feliz lhe perguntou, E ai muleke o papai noel trouxe muitos presentes, e Diogo com um sorriso de dar inveja em filho de rico falou com muita alegria ainda não, mas até amanha eu vou ganhar um monte.Sr João que havia lido a cartinha que Diogo mandou para papai noel sentiu um enorme aperto no coração e sentando na calçada falou Papai Noel me contou que voce não pediu nada de Natal pra voce, e Diogo com um brilho de felicidade disse, sim eu não peço nada para mim, pedi para os filhos dos ricos assim eles quando ganharem seus brinquedos novos vão abandonar os velhos e ai sim eu e meus amigos pobres vamos ganhar um monte de brinquedos lindos. Sr João levantou-se e fez um carinho na cabeça do menino e saiu dali com lagrimas escorrendo em sua face, ao chegar em um mercado do bairro, Sr Manuel o dono, notou que o velho carteiro havia chorado e curioso perguntou, O que se passa???E o velho carteiro lhe contou tudo e ainda lhe mostrou a cartinha que trazia no bolso.Sr Manuel sensibilizado mandou faser um cesta de Natal das mais ricas possiveis e junto um monte de brinquedos novos e levou tudo a casa de Diogo. O menino ao ver aquela fartura ajoelhou e com as mãos voltadas para o céu disse; Papai Noel obrigado vou dividir com meus amigos.

Foto de Graciele Gessner

7º Concurso Literário - Tantas Fases e Faces.

Tantas Fases e Faces.

Entre tantas faces é preciso crer;
Entre acreditar e desconfiar;
Entre a fidelidade e a lealdade;
Entre ser e muitas vezes não ser;
Só o amor é capaz de compreender.

Entre a cobiça e a luta;
Entre julgar ou calar;
Entre a mentira ou omissão;
Entre querer e desejar;
Só o amor é capaz de perdoar.

Entre o amor e a dor;
Entre a alegria e a tristeza;
Entre a paixão e o encantamento;
Entre a doença e a riqueza;
Só o amor é capaz de tanto sentimento.

Entre tantas verdades e aparências;
Entre o gesto doce e a brutalidade;
Entre a dedicação e a desatenção;
Só o amor é capaz de criar laço de abnegação.

Entre as múltiplas fases e faces, o amor se faz.
Entre a luz e a escuridão, o bem prevalece.
Entre a inveja e a conquista, o bravo lutador é que vence.

Entre tantas outras fases e faces,
Só o amor é capaz de inspirar;
Só o amor é a essência da vida;
Só o amor faz tudo recomeçar.

Graciele Gessner.
(Janeiro, 2011)

* 2º poema participando*

Foto de Cabral Compositor

Eu, Voçe e os Outros

Hoje as luzes estão acesas
Estão em brilho solto sem ofuscar
hoje o mundo respira melhor
O ar está puro e limpo
As cores estão realçando nos lagos

Nas montanhas, no céu
Um olhar mais puro da vida
hoje tudo isso podemos ver, sentir
Nós que somos em certo momento normais

Não temos doença alguma
Não temos inimigos, somos realmente puros
Honestos e pertencemos a uma classe chama A
A de nada, de tudo que não sente, não toca , não acredita
"Nós" homens e mulheres normais

E os outros? pessoas que nada podem, que não entendem
Que não superam, e se limitam em seus limites?
O mundo foi criado assim:
Pessoas em torno das pessoas

Umas se espelhado nas outras
Em seus defeitos, em suas vontade, em suas amarguras
Umas se espelhando nas outras
Na inveja, no ódio, na ganância

Na traição, no se dar em troca de uma vantagem
Hoje o mundo respira, reflete uma imagem
Que nos cobra uma igualdade, uma parceria, uma gratidão
Uma imagem que reflete na alma, e transporta aos olhos dos desavisados

Hoje, o mundo pode, o universo se faz presente
E mostra através dos defeitos e das dores que sente
Os nossos reflexos, a nossa incompetência
Nosso corpo próximo ao corpo do universo

Isso que somos e não aprendemos
Isso que somos e destruímos
Sem ter pena, sem ter dó

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