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Dezembro

Foto de Jessik Vlinder

Desilusão

Queria que morresses de amores por mim
Queria que gritasse bem alto “EU TE AMO!!”
para o mundo inteiro ouvir.
Queria que sussurrasse em meu ouvido:
“ Sou completamente apaixonado por você!”
Queria que perguntasse como foi meu dia,
sem precisar necessariamente de um porquê.
Queria que segurasse minha mão e dissesse:
“Tô precisando de você, me ajuda...”
Queria que se preocupasse com meus sorrisos falsos
e se interessasse pelas minhas lágrimas impuras
Queria que deslizasse sua mão em meu cabelo
e acariciasse suavemente meu rosto
Dissesse: “A sua beleza é única, é a mais linda de todas!”
Queria que atendesse meus pedidos de socorro...
Queria que não me fizesse esperar por um momento incomum o dia todo.
Queria que ao tocar meu seio pensasse em meu coração.
Queria que não me fizesse sonhar
tendo que acordar no melhor da ilusão...

Fortaleza, dezembro de 2006
Jessica Gomes

Foto de geovana_tita

MEU AMOR... FERNANDO

FERNANDO
I
Não consigo sequer escrever o que sinto.
Quantas vezes jurei paixão...
Diversas vezes enganei meu coração...
O que sinto hoje foge de qualquer explicação.

Agora sei o que é acordar e o primeiro pensamento
Ser o mesmo de quando fui me deitar
A primeira imagem ser o mesmo rosto,
O mesmo semblante
Agora sei o que é ter sono e não querer voltar ao lar
Querer ver por vezes seguidas o pôr do Sol,
Passar por diferentes situações e manter o mesmo bom humor
Olhar diante a todos e dizer que és meu namorado
Sentir-me orgulhosa por tê-lo conquistado.
Andar pela primeira vez de mãos dadas sem mesmo notar
Dizer o que sente sem pensar e se envergonhar
Querer mimar, cuidar, estimar...
Agora sei o que sentem aqueles que dizem sofrer
Ou sentir saudade em apenas um minuto distante
Agora sei tudo que não sabia antes.

II
Lágrimas de felicidade continuam a me acompanhar
O melhor fim de ano da vida ao qual jamais poderia imaginar
Realização de sonhos, novos e verdadeiros amigos,
Reconhecimento por dedicação e esforço
Vitória ao fim da luta!
Depois de meses a reclamar
Veio Dezembro pra tudo mudar
Fechou o ano que eu desejava logo terminar
Mais com chave de sonho, de amor, de carinho e felicidade
Inesquecível Dezembro de 2006.
Não sei daqui em diante o que virá
Mais estou grata por tudo que você me permitiu realizar.

III
Te Amo.

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

ELLEN

ELLEN

E lembrança de um dia que marcou
E lembrança de um lábio que beijou
E lembrança da menina que amou
Ellen, a saudade que ficou;

E lembrança da floresta esquecida
E lembrança da coragem desguarnecida
E lembrança da imagem desaparecida
Ellen, tão cheia de vida;

E lembrança dos caminhos que passamos
E lembrança dos carinhos que trocamos
E lembrança de lugares que sentamos
Ellen, dentre os lábios de profanos;

E lembrança de desejos e vontades
E lembrança de belezas e vaidades
E lembrança de pensamentos e maldades
Ellen, liberdade atrás das grades;

E lembrança da menina insolente
E lembrança de sorrisos descontentes
E lembrança que não sai da mente
Ellen, menina sofrida, ferida e carente;

E lembrança que a distância não separa
E lembrança de momentos que ficara
E lembrança de sentimentos que furtara
Ellen, doença que não sara.

Homenagem a uma garota chamada Ellen
Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Dezembro de 2001 no dia 11

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

DEVASTO INCOLOR

DEVASTO INCOLOR

O branco do papel
Convidou-me para um romance
Seu corpo transparente
Ludibriou-me os dedos
Devasto incolor
Roubaram-me palavras
E histórias também...
Convidou-me para um sonhar
Um conto ou segredo
Bem que poderia negar
Mas... Este branco
Me assalta de preenchimentos...
Então despertei a poesia
Palavras e palavras
Pela tinta esturricada
Extravasar a dor
Embora soubesse
Havia de me perder
Mas... Este branco
Me vara o pensamento
O branco do papel
Convidou-me para um confessar
Um amor que passou
Ou um medo!
Mas este branco do papel
Quem diria!
Sucumbiu na escrita.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Village Dezembro de 2008 no dia 22

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

DESILUSÃO

DESILUSÃO

Há tempos ouvi dizer
De estórias que... Por alguém morrer
Ou viver... Sem alguém, se perder...
O amor com saudade do ódio
O bem e o mal, por sinal!
Juntos em um mesmo objetivo
No coração pulsar, furtar, sofrer...
Como ouvi dizer, há tempos...
O amar, o trair se enganar...
No olhar que cega este meu duvidar
Desenganos... Hó quantos
Sorrisos profanos, e desilusão...
Quando se senti escapar pelas mãos
Uma vida, uma saudade, uma lida...
Da perversa soma subtraída
Os anos de quem amei ou odiei
Nos versos desta poesia recitei
Sei que ainda vou amar odiar e sofrer
Como há tempos ouvi dizer.
Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli / Dezembro de 2008 no dia 12

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

CAMILLA

CAMILLA

Desprezas quem eu sou
Por não saber como sou
Por não compreender o tocar
Por não entender a beleza do deitar...
Desprezas esta mulher
Por um momento no teu ignorar
Esta mulher que te espera chegar
Que pronta lhe atiça um carinho teu
Que desprezas por descuido teu...
Desprezas esta que é tua
De noites amarguradas sem lua
O desejo que a arde e é tão fugaz
Na madrugada sozinha
Procura-te e você não estás...
Ao fio da navalha este nosso amor
Que o tempo severo o transforma em dor
Desprezas esta mulher que ainda é tua
Que sofre de saudade, de verdade tão nua...
O dia parece correr mais que o pensamento
As noites claras são ternuras de tormento
O Dia; nosso trabalho ganha pão das meninas...
A Noite; pra você não existo, muito prazer!
Sou Camilla.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Dezembro de 2008 no dia 01
Village Itaquá

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

ÁGUA BARRENTA

ÁGUA BARRENTA

Lavadeira menina, na beira do rio...
Trouxa e sabão parecem tua sina
Logo pela manhã te aqueces do frio
Das rotinas esfregadas, lavadeira menina;

De sorte que o sertão de Pernambuco
Mais judia o sol que fascina
Volta os trapos quase enxuto
No balaio na cabeça da menina;

São dez irmãos e muita peça feminina
Na trilha que desconfia teus pés
A caminho do rio, lavadeira menina;

E voltas do trabalho árduo, como aguenta!
São muitas as tuas lavadas
Por causa desta água barrenta.

(soneto)

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Dezembro de 2008 no dia 23
Village Itaquá

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

A VIDA É UM POEMA

A VIDA É UM POEMA

A vida é uma criança
Que acaba de nascer;
É um choro de viúva
Por alguém morrer;
É à tarde sombria
De um pensamento;
É a lágrima escondida
De um arrependimento;
A vida é a saudade
Que aperta o peito;
É alguém que te espera
Num abraço violento;
A vida é poesia
Solidão que vicia;
É o bater do coração
É o corte do umbilical;
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim;
A vida é uma proeza
Cercada de incerteza;
A vida é prematura
É eterna enquanto dura;
A vida é real ou ilusão
É livre arbítrio de decisão
Por quem escolhe
Ser feliz ou não;
A vida é nada mais
Que a lei suprema;
Do divino Deus
Que a tornou poema.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Dezembro de 2008 no dia 02

Village Itaquá

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

A PUTA DA VIDA

A PUTA DA VIDA

Coincidência ou não
A narrativa da vida
Passou-nos por despercebida
Coincidência ou não
Passou...
E não diga que foi em vão
Que a vida; a puta da vida
Assim tão vida, tão distraída
Coincidência ou não
Passou...
Assim termino, pois então
E não diga que foi em vão
Que a vida a puta da vida
Passou.
Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli Dezembro de 2008 no dia 13

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

A MORTE

A MORTE

De que importa se morri...
Envenenado ou de saudades

Debaixo deste sol tão quente
Estou morrendo de sede
Da vontade que me consome
Estou morrendo de fome...

De que importa os verbos e predicados
O gato tem sete vidas!
Hó quantas miseráveis vidas ainda tenho?

Enquanto um menino morre de vontade
Morro de saudades
Ás vezes morro pela idade
Avançada, como no sinal vermelho...

Às vezes morro de vergonha
Morro de ciúme
Morro da rocinha, do Rio...
De janeiro, de dezembro...
Morro por uma bala perdida
Como um jovem suicida
Ou entorpecente
Como idoso sem os dentes...

O que me espera após a morte
Ao termino desta poesia
De que importam os erros de ortografia
Pois a morte não tem hora
E nem avisa.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Fevereiro de 2006 no dia 24
Itaquaquecetuba (SP)

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