Dezembro

Foto de Joaninhavoa

TROCADILHO ESMERADO...

*
TROCADILHO ESMERADO
*

Por vezes os pequenos
Pensam ser grandes
Por sua vez os grandes
Pensam ser pequenos

Mas não é esta a relação
Em que se deve pôr a questão
O conceito das palavras é raíz
Varia na mente de juízo e de juíz

Quando puxam pl`os galões
Para chamar as atenções
Desvairados! Inconscientes
Perdem controlo! Incompetentes

Quem é gente mostra que o é
Com atitudes de bom senso e razão
Na base do respeito e da educação
O resto a gente vai vendo como é

Que é! Gente com educação... e gente
com instrução!

Joaninhavoa
(helenafarias)
25 de Dezembro 2008

Foto de Joaninhavoa

POEMAS & POESIAS...

*
POEMAS & POESIAS...
*

Poemas são machos
Poesias são fémeas
Existem fadas
E padrinhos

Para o povo os poetas...
São uns boémios,
Enfim!

Joaninhavoa
(helenafarias)
25 de Dezembro de 2008

Foto de Graciele Gessner

Mais Um Natal. (Graciele_Gessner)

Então, chegamos a mais um Natal. Mais um dia que estaremos comemorando ao nascimento do Filho do Altíssimo.

Contudo, sabemos bem que muitos não têm esta mesma percepção. Hoje, na véspera do Natal venho com alguns questionamentos: O que seria do comércio se não existisse Natal? O que seria deste momento natalino sem papai-noel? Ou será que o papai-noel foi realmente uma história inventada pelas pessoas de pouca fé?

Peço desculpas pela forma que escrevo, mas não consigo fechar os olhos e não perceber como muitos venderam a sua alma, a sua fé, sua esperança pela falsa riqueza do materialismo. E te pergunto: o que levaremos desta vida? A vida não se resume somente aos presentes. A vida se resume aos risos, às fiéis amizades, aos pequenos e grandes momentos, a confraternização, e principalmente a família. É muito mais valioso receber um abraço verdadeiro, do que receber a hipocrisia embrulhada num presente.

Sim, a hipocrisia está embrulhada. Muitas pessoas fingem sentimentos que não existem em seus corações. As pessoas não sabem o significado do amor, do respeito, da solidariedade, do perdão. Perdeu-se o caráter, a dignidade das boas ações. O Natal perdeu o verdadeiro sentido em muitos lares.

Mais um Natal, e não vi nada de especial este ano. Simplesmente vi o interesse político; a ganância do materialista; vi também muitas desgraças e desastres em muitas famílias e cidades.

Então, logo mais, estaremos numa gostosa ceia com a nossa família, esbanjando comida e trocando presentes, e será que lembraremos de fazer uma oração? Será que lembraremos que o aniversariante é o Menino Jesus? Enquanto muitos outros estarão desperdiçando, outros estarão passando um Natal de dificuldade, de fome, da falta de abrigo, da falta de sonhos... Desejo e torço que cada um repense em seus atos e suas atitudes.

Por que perdemos a essência humana? Por que ficamos sentimentais somente no Natal? Por que não colocarmos um pouco da nossa solidariedade todos os dias? Penso que Natal não se resume apenas no dia 25 de dezembro, mas sim, o ano todo, nos 365 dias.

Mais uma vez chegamos ao Natal, e eu desejo em minhas orações que muitos de vocês leitores se sensibilizem e repensem em tudo que acabou de ler.

Finalizo a minha mensagem desejando que todos tenham uma profunda reflexão e um Abençoado Natal!

24.12.2008

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Carmen Vervloet

PARA MEUS AMIGOS DA POEMAS DE AMOR

• Feliz Natal!

• Estrelas, no céu, vigilantes...
• Lua no céu deslizante...
• Chuva lavando a poeira...
• Flores ornando o caminho...
• Vento soprando quentinho...
• Aguardando o grande dia
• Quando a Santa Virgem Maria
• Dará a luz ao Deus Menino
• Mudando nosso destino!
• 25 de dezembro,
• Nasce o protótipo do amor,
• Nosso Cristo Redentor!
• Dia de paz e confraternização
• Famílias em união!
• Mãos se tocando em desvelo
• Buscando a ponta do novelo
• Acabando com a mágoa, a dor...
• Desabrochando o perdão, o amor!
• Famílias unidas, felizes,
• Sorrindo em matizes!
• Paz no coração...
• Momento de oração!

• Feliz Natal!
• Carmen Vervloet

Foto de Carmen Vervloet

OLHOS QUE VEEM, CORAÇÃO QUE SENTE

No meu coração, gravada em felicidade, a fazenda Três Meninas! O casarão caiado em branco, portas e janelas pintadas em ocre, a varandinha, como mamãe chamava, com jardineiras repletas de gerânios coloridos e camaradinhas que caiam até o chão. Em frente à casa, estonteante jardim, onde borboletas faziam seu ritual diário, beijando com amor a cada exuberante flor, cena que meu coração menino guardou para sempre. As cercas todas cobertas por buguenvílias num festival de cores. Em seguida ao jardim, o pomar com gigantescas fruteiras (olhos de criança, enxergam tudo maior), mangueiras, abacateiros, laranjeiras, goiabeiras e tantas outras que não se conseguiria enumerar, onde com a agilidade da idade subia, não só para colher e saborear os frutos maduros, mas, para ver de perto os ninhos de passarinhos, que papai com sua profunda sabedoria, já me ensinava a preservar. Passava horas sobre os galhos das minhas fruteiras prediletas, principalmente goiabeira, que era só minha, ficava ao lado do riacho, onde também costumava pescar. Lá do alto, no meu galho preferido, junto aos pássaros, voava em meus sonhos de criança feliz!
Nos meus devaneios, fui mãe (das minhas bonecas), fui anjo (nas coroações de Nossa Senhora), viajei pelo mundo (sempre que via um avião passar), fui menina-moça (sonhando o primeiro amor). Na vida real fui criança feliz, cercada pelo amor e carinho de minha doce mãe, de meu sensível e amigo pai (ah! Que saudade eu sinto de você, pai), de minhas duas irmãs mais velhas que faziam de mim sua boneca mais querida, colocando-me sobre uma pilha de travesseiros, num altar improvisado sobre a cama de meus pais, onde eu era o anjo, na coroação que faziam de Nossa Senhora. Nesta época eu tinha apenas dois anos e se o sono chegava, a cabecinha pendia para o lado, logo me acordavam, pois não podiam parar a importante brincadeira.
Já maior, menina destemida, levei carreira de vaca brava, só porque me embrenhei na pasto, reduto das vacas com suas crias, para colher deliciosa jaca, que degustara com o prazer dos glutões. O cheiro da jaca sempre me reporta às boas lembranças da Fazenda Três Meninas... Até hoje tenho uma pequena cicatriz na perna, que preservo com carinho, sinal de uma infância livre e feliz. Desci morros em folhas de coqueiros, cavalguei cavalos bravos, pesquei com peneira em rio caudaloso! Ah! Tempo bom que não volta mais!...
Mês de dezembro. Tempo de expectativas e alegrias. Logo no começo era a espera do meu aniversário, da minha festa, do vestido novo, do meu presente, o bolo, a mesa de doces com os deliciosos quindins feitos por mamãe. Depois a expectativa do Natal, a escolha do pinheiro, do lugar estratégico para montar a imensa árvore, os enfeites coloridos, estrelas, anjinhos, bolas que eu ajudava mamãe a pendurar, um a um, com delicadeza e carinho, junto à certeza da chegada do bom velhinho, em quem eu acreditava piamente, com todos os presentes que havia pedido por carta que mamãe me ajudava a escrever. O envelope subscritado com os dizeres: Para Papai Noel – Céu
E depois era esperar a chegada do grande dia. Era o coração batendo em ansiedade, era a aflição de ser merecedora ou não da atenção do bom velhinho. Quando chegava o dia 24, sentia o tempo lento, as horas se arrastando, o sapatinho, o mais novo, sob a árvore, desde muito cedo, o coração batendo acelerado. Mal anoitecia, já deixava a porta entreaberta para a entrada de Papai Noel e corria para minha cama tentando dormir, sempre abraçada a minha boneca preferida, para acalmar as batidas do meu coração. O ouvido apurado para tentar ouvir qualquer ruído diferente. Era sempre uma noite muito, muito longa! Os olhos bem abertos até que o cansaço e o sono me venciam!
No dia seguinte, cedo pulava da cama. Que grande felicidade, todos os meus presentes lá estavam sob a árvore. Era uma festa só! Espalhava os presentes pela casa toda, na vitrola disco LP tocando canções natalinas, função de papai que adorava música... (Ah! Papai quanta coisa boa aprendi com você). Lembro-me bem de um fogãozinho, panelinhas, pratos, talheres que levei logo para o meu cantinho, onde brincava de casinha. Lembro-me também de uma boneca bebê e seu berço que conservei por muitos e muitos anos.
Todas essas lembranças continuam vivas dentro de mim, como se o tempo realmente tivesse parado nestes momentos de paz e felicidade. Os almoços natalinos na casa de meus avós paternos onde toda a imensa família se reunia em torno de uma enorme mesa. Vovô na cabeceira, vovó sentada a sua direita, tios, tias, primos e mais presentes para as crianças, comidas deliciosas, sobremesas dos deuses, bons vinhos que eu via os adultos degustarem, (depois do almoço, escondida de todos, eu ia bebericando o restinho de cada copo), arranjos de frutas colhidas no pomar, flores por toda a casa e depois minhas tias revezando-se ao piano, já na sala de visita, onde os adultos tomavam cafezinho e licores. A criançada correndo pelo quintal, pelo jardim, pelo pomar... Tantos momentos felizes incontáveis como as estrelas do firmamento! Momentos que eternizei no meu coração.
Hoje o tempo é outro, a vida está diferente. Muitos se foram... Outros chegaram... Os espaços estão reduzidos, as moradias se verticalizaram, as janelas têm grades por causa da violência, as crianças já não acreditam em Papai Noel, desapareceu o espírito cristão do Natal para dar lugar a sua comercialização, as ceias tomaram o lugar dos grandes almoços em família, da missa do galo...
Mas a vida é dinâmica e temos que acompanhá-la. Os grandes encontros de família são raros. As famílias foram loteadas, junto aos espaços, junto a outras famílias, junto à necessidade de subsistência.
Nada mais é como antes, mas mesmo assim continuamos comemorando o nascimento do Menino Deus, em outros padrões é verdade, mas com o mesmo desejo de que haja paz, comida e felicidade em todos os lares.
Feliz daquele que tem tatuado nas entranhas da alma os venturosos natais de outrora vistos por olhos que vêem, olhos atentos de criança, sentidos com a pureza do coração!
Olhos da alma, sentimentos eternizados!...

Carmen Vervloet
Vitória, 23/12/2008
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS À AUTORA

Foto de Joaninhavoa

DESEJOS

*
DESEJOS
*

Olhares que se cruzam e se fixam
Olhares cheios de desejos
Inclinação crescente de dois amantes

Uma vontade de viver
Surgem as primeiras sementes
A vontade do gozo cega e mortal

Sentir o desejo e com ele a pulsão
Os buracos e orifícios de todo o corpo
Importa encher para pôr fim à tensão

E encher de prazer! Emoção

Joaninhavoa
(helenafarias)
22 de Dezembro de 2008

Foto de Joaninhavoa

Raios de amor...

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**
*
Raios de amor...
*

Preciso saber
Quantas pétalas
Tem a flor do mal-me-quer
Só assim fico a saber
Se o amor me quer

Preciso saber
Quantos são os raios
Dos olhos teus
Só assim fico a saber
Se são dois! Ao ver os meus

E se houver um terceiro
Interferência em campo alheio
Então fico a conhecer
Um compulsivo traiçoeiro

Senão houver! Cantarei
Enquanto o amor me quiser
Basta chamar

Joaninhavoa
(helenafarias)
20 de Dezembro de 2008

Foto de Joaninhavoa

QUANDO AMANHECE VÔO...

***
**
*
QUANDO AMANHECE VÔO...
*

Esta noite dormi com o meu amor
Ficámos os dois! Num mar de lençóis em brasas
Bebendo beijos e navegando feitiços
Nos efeitos dos abraços eternos
Esta noite ficámos os dois! Eu e ele
E a força do amor e da paixão combustão
Na vontade da união...
E quando amanheceu levantei
E sei que não andei! Voei

Joaninhavoa
(helenafarias)
15 de Dezembro de 2008

Foto de Joaninhavoa

QUE A PAZ NOS GUIE...

*
QUE A PAZ NOS GUIE
*
*

Apareces em manhãs de brumas
Com beijos molhados d`espumas
Me abraças como gigante Adamastor
Que no seu pranto vive em cego ardor

Almas que vagam pelo mundo! Vós
O arrastais! O levais num vai e vem
Pr`ó mar d`além e já sem voz
Grita desfeito arrancado a quem

Nunca mais vai ver! A mim
Eu seu trunfo sua sinarquia
Benze aquele de bom senso

Jamais o verei o terei na reza
Num terço de um pai nosso avé maria
Que a paz nos guie dia após dia

Joaninhavoa
(helenafarias)
20 de Dezembro de 2008

Foto de Joaninhavoa

MUTATIS MUTANDIS

*
MUTATIS MUTANDIS
*
*

"Infinito alácre" teus efeitos jorram
Inconstantes e claras formosuras
Brilhantes! Algumas máscaras
D`amarguras insinuam

Paraísos distantes
Imensas são as esp`ranças
Até nas gotas bipolares
Mutáveis e movediças

Volátil sóis Ó crença!
Benquerença d`querer bem
Mutatis mutandis

Eu não sou
O que não mostro ser
Sou um só! Aquele que vos quer

Bem.

Joaninhavoa
(helenafarias)
20 de Dezembro de 2008

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