Deriva

Foto de Rosamares da Maia

CONFISSÃO

Confissão

Somente por você confesso em versos,
Os desvarios deste amor sem medidas,
Este amor que dizem já não mais existe.
Como não, se está aqui em meu peito?

É meu. Transpira-me por todos os poros,
Exalando o odor dos amantes ansiosos,
Sobreviventes à deriva da própria história.
Nada temo e nada nego. Quero mais.

Eu quero cada minuto desta nossa história.
Da vida em looping sem poder controlar,
Deste sentimento que não consigo estancar.

Quero as incertezas das tuas ausências,
As alegrias e presentes das tuas chegadas.
Sentir quanto os teus braços são fortes,
E que o meu corpo tem a tua medida,

Que teu abraço me estreita, aperta e sufoca,
Mas que sem ele sou folha solta ao vento,
Ar que respiro sem sentido de viver e razão.

Só por você volto a confessar nestes versos,
A música que canto pela manhã é teu nome,
E em cada nota desta letra eu digo – te amo.

Rosamares da Maia

Foto de José Bento

O velho e o rio

Navega o velho no rio
No barco velho, sentado
Ao lado o velho embornal,
Uma espingarda tacanha,
E um facão enferrujado

O olhar pregado no tempo
Absorto a contemplar
Ao longe, ao pé da serra
Uma ovelha a pastar.
E assim como a ovelha,
Também foi com os anuns
Onde haviam centenas
Hoje só restam alguns

Navega o velho do rio
Perdido em seus pensamentos
Trazendo marcas no rosto,
Sentindo o sopro do vento,
Que lhe traz recordações,
Lembranças e sensações,
Da vida em outros tempos

É assim toda manhã,
Antes do sol levantado
Navega o velho no rio
No barco velho, sentado

Segura a velha tarrafa
E a joga com cuidado
Vai lentamente puxando
O cordão todo emendado
Tenta pegar algum peixe
Se é que ainda existe
Porem o peixe não vem
Mas o velho não desiste.

Navega o velho no rio
No barco velho, sentado
Ao lado o velho embornal,
Uma espingarda tacanha,
E um facão enferrujado.

Volta pra casa a noitinha
Vencido pelo cansaço
Trazendo a pele queimada
E calões nos pes descalços
Quem sabe então amanhã
Mais sorte lhe seja dada
No despertar matutino
Ao cantar da passarada.

Lá vem o barco do velho
Descendo pela encosta
Trazendo o velho embornal
E a tarrafa que ele gosta
O barco desce sem rumo,
Parece não ser guiado
Morreu o velho do rio
No barco velho sentado

Desce o barco á deriva
Navegando lentamente
Arrastando-se nas curvas
Buscando o sol nascente
Como quem diz num aceno
Que o barco não volta mais.
Adeus meu querido velho!
Deus te guarde, siga em paz!

José Bento

Foto de William Contraponto

Conselhos de Parceiro

Aí, na boa parceiro,
Pára de "ladaia" e nem ameaça
O que você queria
Era estar no meu Lugar
Enquanto tua cabeça chia
Eu tô beira-mar... e tchau
Qualquer baixo astral

Será que preciso mesmo ensinar?
Coração vazio... mente sujeita à deriva
Tome posse da energia, meu bom
Encha a vida de prazeres
Não acumule tanta frustração

Esse é só um toque, na real
Te joga nesse mar... esqueça o normal
Seja feliz, seja quem você deseja
Saia dessa hipocrisia, seja o seu natural

Foto de poetisando

Esquecer o Passado

Sou um navio á deriva
Sem rota nem rumo traçado
Rompendo as altas ondas
Para esquecer o passado
Ando ao sabor das marés
Sem encontrar porto de abrigo
Tentando esquecer
O quanto fui feliz contigo
Sou um navio sem rumo
Que não esquece o passado
Tomara não te ter conhecido
É este o meu caminho traçado
Navego sem bússola nem rumo
Neste mar tão encrespado
Navego com a minha solidão
Tentando esquecer o passado
Procurando um porto de abrigo
Onde eu possa pernoitar
Esquecendo o passado
E não voltar a amar

De: António Candeias

Foto de vânia frança flores

EU sem você

Minha vida, minha história só fez sentido quando te conheci, seus olhos, sua face, me levam além do que pensei, se às vezes me escondo, em você me acho, nem dá pra disfarçar preciso dizer: você faz muita falta, Não há como explicar...
Seu sorriso me encanta me balança me faz sonhar.sem você sou um barco a deriva.
No meio da tempestade dessa vida.quando você chega leva embora a tristeza a angustia a solidão.
Mas logo você some de novo.e eu começo a sofrer a sua falta.tento ser forte.e paro pra lembrar das nossas conversas nossas risadas..e me lembro de cada gesto seu..e nesse momento não aguento e te procuro.
hum você soubesse quanto te quero ..quanto me faz falta nunca iria embora.
Devo confessar que nunca senti nada parecido por ninguém em toda minha vida. É uma daquelas sensações que não temos nenhuma explicação, apenas sentimos com toda força de nossa alma.
O que posso dizer é que, quando você esta por perto, meu mundo parece perfeito, tudo parece estar em seu devido lugar...nada errado tudo certo tudo é perfeito..mas eu sei...que não é assim
você não meu..eu não sou sua..é apenas momentos de paixão e loucuras
Não vou ficar a me lamentar, apenas quero que você saiba que aprendi muito com você.
Se hoje sou o que sou, foi por você. . .
Mas se hoje choro, é porque está difícil te esquecer!
E obrigada por me fazer feliz nos momentos em que estive ao seu lado... Enfim, conte sempre comigo. Para tudo e para sempre. Definitivamente, estou com você. Jamais admitiria saber-lhe triste ou carente. Aconteça o que acontecer, sempre conte comigo. porque amo você...

Foto de Carmen Vervloet

Distração

A menina distraída vestiu seda e renda,
e sonhou...
Enfeitou-se lindamente para o casamento
e sonhou... sonhou tanto
que se esqueceu do que anotou na agenda:
“Encontrar um noivo, num site de relacionamento,
na internet.”
A menina distraída perdeu-se nos seus sonhos
e ficou a deriva num mar de lágrimas
que verteram dos seus olhos.

Foto de EsperancaVaz

À DERIVA

Meu pensamento navega
Frio, por belos horizontes
Esculpe na vida revolto mar
Fica à deriva, não sabe como voltar
Ao longe avisto um farol
Que clareia o meu viver
Vagando triste de saudades
Sem rumo e nenhuma vontade
Na caravela dos bravios sentidos
Ruminados pelo canto do insólito amor
Passageiro do vento que tece o coração
Revira na sombra das águas a mágoa da ilusão
Nesta intrépida agonia meu olhar encontra a lua
E ancora de vez na doce e tenra sedução

11/05/2012.
(Esperança Vaz)

Foto de Samir Querino

Crônicas de uma existência

O mundo sorri enquanto meu sangue escorre. Todos cantam, mas meu choro se sobrepõe. Eles correm, eu só consigo rastejar. Não é culpa minha... talvez seja! A solidão é o castigo que determina o culpado? Então eu sou culpado. E quem me culpa? A verdade! E a verdade é que o medo se tornou maior que a esperança. O sonho se tornou maior que o desejo. A dor afugentou minha coragem. A saudade tornou o tempo maior. Tempo esse que nem era grande, mas se fez eterno... por que você se foi! E se foi por quê? Por que você? Não sei dizer... não posso dizer. Caprichos da vida que leva e que traz, que dá e que tira, que faz e desfaz. Talvez o acaso que se fez pleno, Por que em certeza responde o incerto. Mesmo o tudo nada me responde, no entanto o nada é a resposta mais certa para tudo. E o que fazer com essa certeza insana de saber que estou fadado à solidão? Como curar uma ferida invisível que insiste em manter rasgado o coração? Esse coração que já nem me pertence e que é regido pelo som melancólico de uma melodia desconhecida, que ecoa pelos pensamentos e desafina cada segundo da minha existência. Há remédio para essa loucura? Estarei tão perdido
no tempo – naquele tempo – que talvez já nem tenha mais salvação? Sinto que as palavras
mais propícias afim de descrever o que sinto, ainda não foram inventadas. Sinto que a única canção que conta em detalhes toda a minha dor, ainda não foi composta. Sinto que a ajuda da
qual disponho... realmente nem sabe que pode me ajudar - se é que alguém pode me ajudar. Estou cansado. Finalmente percebi que não posso – ainda que queira – continuar travando esta batalha. Minhas forças – que já eram escassas – acabaram de se exaurir. Eu não tenho mais por quês... não tenho mais motivos... eu não tenho nada... por que eu não tenho você.
Qual é o sentido? Qual é a lógica? Não há um sentido lógico. Não há lógica que faça sentido... a única pessoa que eu realmente amei pertence a outro mundo... talvez nunca mais a veja. E é isso o que sou... isso é o que me tornei. Um andarilho que vaga sem rumo nem direção na tortuosa estrada da vida. Um capitão impotente que observa o seu navio à deriva da fúria do mar durante a mais intensa das tempestades. Uma folha... que plana ao acaso tal qual a vontade dos ventos. Eu tenho escolha? Não! Eu tive escolha. Eu escolhi o caminho certo... antes tivesse escolhido o errado. Mas agora é tarde! Não adianta chorar, não adianta se lamentar, não adianta tentar retroceder e nem tampouco se adiantar. O tempo é esse! A hora é essa! Viver é sofrer! No passado eu não existia... no futuro, eu deixarei de existir... então se eu quero viver que seja hoje... que seja agora! Mas a pergunta é... eu quero viver??? A única resposta que eu tenho encontrado é... que ainda que sem motivos... ainda que sem porquês... eu devo viver. Eu devo viver!!!

Foto de LUNNA FRANK

À DERIVA

Quando o amor esta só por um fio
Há de procurar outro caminho
Exige ser forte mexer com os brios
Nem simples elogios nem ficar á deriva
Deixar o amor entrar por outros desvios
Procurar outros portos para ancorar o navio
Outro cais, para novos mares, outros lugares
Tente guardar o amor , não deixá-lo no vazio
Atracar em paz e aguardar os desafios
by Lunna

Foto de Nailde Barreto

"Além do mar".

Fácil imaginar-te. Difícil dominar-te.
Gigante, pequena que me inunda,
E, me faz parar e encher-me de ti,
Entre os soluços da sua partida.

E, perdido nos aros da sua imensidão,
A minha razão me apavora,
Diz que tudo em mim é seu,
E, preciso de ti para voltar a ser eu.

Então, não me deixe perdido,
Sozinho, entre o mar e o breu;
À deriva do amor,
Vislumbrando o aconchego teu.

_escrito em 05/07/11_

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