Arte

Foto de Edigar Da Cruz

DE FINA SUA ESTAMPA

.De fina estampa
Mais que aparência
Mais que o conceito de arte de viver,..
Uma estampa de fina crescida na humildade,..
Das mãos sujas ! pelo tempo e límpidas pela honra e valor pessoal..
Tem fina estampa,..
Da razão!..
Da verdades!..
Dos valores diferenciados especiais!..
Fina pele estampada..
De batalha ! nunca desisti..
De cada novo dia !Um novo começo..
Nunca se considera o oposto sempre e o principio! Na humildade dura tem muita fina estampa da vida

Autor:Ed.Cruz>

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Minha Elis – Parte 2

Passaram-se quase três meses desde que escrevi a primeira parte dessa homenagem à Elis Regina. Não mudou muita coisa na minha vida. Continuo o mesmo. Para os americanos, a expressão “loser” serviria para designar o atual momento pelo que passo. O equivalente ao termo em português brasileiro seria “trouxa” ou “vacilão”. Pois bem, eu que me lasque. Quero falar da minha cantora favorita, que nunca terei a oportunidade de encontrar, mas que eleva minha condição e compreensão além das possibilidades naturais. Elis morreu em 82. Não ligo para o tempo. Sua expressão se faz influente e positiva, como artista brasileira, que soube mostrar nossa identidade em uma obra curta, mas consistente.

Voltemos ao ano de 2008. Lá, o bicho pegou um pouco para o meu lado. Eu tinha dois trabalhos, estudava, cuidava da minha irmã e ainda escrevia. Vínhamos de um despejo e da recente morte de um parente próximo. Nada parecia promissor, o que não se difere muito da situação atual, mas quem me dava força era Elis. As pessoas que se lembram da novela “Ciranda de Pedra”, versão de uma novela da Rede Globo de 81, sabem que a nova abertura era a música “Redescobrir”, composição de Gonzaguinha. Tanto ele como Milton Nascimento e Ivan Lins tornaram-se parte do meu gosto musical por influência da saudosa gaúcha. O que escrevo foi orientado de maneira decisiva pelas construções desses artistas. Algo que não tem preço, que tem valor inesgotável e inestimável.

Mas Elis morreu cedo, em demasia. Aos trinta e seis anos. Vítima do abuso de drogas. Da mesma causa faleceu Amy Winehouse, nascida em 83. Era muito talentosa também, a inglesa Amy. Então me pergunto: como seria Elis se estivesse viva? Ou melhor: como seria o Brasil se Elis estivesse viva? Elis, que vendia menos discos que uma Gretchen ou um Sidney Magal, na ocasião de sua partida, provocou uma comoção muito forte, recordada não apenas por seus fãs. Elis provavelmente teria participado dos movimentos de abertura política, dos quais já era simpatizante. Mas será que manteria a condição de mito? Se uma Elza Soares, cantora de nível parecido tem o reconhecimento internacional significante, seguiria Elis o mesmo caminho? Ou iria ao caminho dos tropicalistas, que se envolveram ainda que timidamente com o governo e hoje recebem algumas críticas severas por seu comportamento? De qualquer forma, ficam os vazios da carreira interrompida e do exemplo questionável. A obra de Elis é indelével, seu talento indiscutível, mas seu final foi trágico. Logo essa interrogação se torna mais delicada, tal como a da artista inglesa, o que transforma o paralelo em questão atual, em como o tempo passou, mas a situação da alteração de consciência não foi sequer tocada, frente ao que se

decorre disso. Dói saber que a morte de Elis podia ter sido evitada. Dói saber que isso influencia que outras pessoas também se deixem levar pelos vícios e excessos. O mesmo vale para Amy, e para tantos outros.

Elis Regina, na sua arte, passava uma postura ao mesmo tempo melancólica e otimista, emocionada e realista. Copio, por assim dizer, esse estilo. O subtexto encaixado nas metáforas características da produção da década de 70 é bastante parecido com o que tento apresentar hoje nas minhas linhas. Já Allan Sobral, meu amigo abençoado e crente, que sempre cito pela espécie de rivalidade camarada que nutrimos, vai por uma trajetória totalmente divergente, embora também muito digna e mais interessante. Allan Sobral é um tórrido romântico, tão apaixonado que quase já o admite. Seu estilo de escrever vai diretamente de encontro à proposta do site Poemas de Amor. É um fã confesso de Casimiro de Abreu, e adora o samba mais clássico, de Noel, Cartola e Paulinho. Outro dia, diz ele, sonhou com o João Nogueira. E no sonho recebeu o que todos esperam ter de um grande ídolo: Allan foi agraciado com um dessas bênçãos que só quem merece muito recebe. Ele abraçou o João Nogueira, falou com o João Nogueira. Desnecessário dizer que isso me deu uma inveja daquelas. Ainda assim, fiquei feliz: meu amigo ganhou um presente que nunca podia imaginar. E se ele pode, porque eu não? Tudo bem, o Allão é um grandíssimo poeta, sabe o que faz e vocês o conhecem. Mas, sei lá, a sorte também pode vir para o meu lado, se bem que a Elis deve estar muito ocupada, cantando para Deus enquanto Ele escolhe se teremos seu perdão ou não...

Bom, o que eu quero dizer mesmo é que sempre devemos lembrar-nos de Elis e seu canto. Basta ter a sensibilidade de ouvir sua mensagem, tão brilhante em vida. Se Elis se foi pelo mal, isso não anula o bem que ele nos deixou. Tenho certeza que é isso que ela me diria, se me encontrasse.

(Continua...)

Foto de Swiftwind

Pensei

Pensar em ti, pensei...
Como quem presta atenção
E é vencido por si mesmo.
Como um pensar infinito
Que zela por um fim.
Como o que morre
Mas vive sendo,
Filosofia sem resposta,
Espelho sem reflexo,
Ideia sem contexto.
Como quem observa o céu,
Azul, limpo de lágrimas,
De rostos do passado.
Como quem deu tudo
E tudo ficou de lado,
Perdido, espalhado,
Por circos e teatros
De aparência e ilusão.
Como quem prova a arte
Com os olhos cerrados,
De costas para o vento,
De mãos fechadas
E pés calçados.
Como quem dá sentido
Ao teu significado.
Razão de um picotado
Que não podemos evitar
Sem querer estragar.
Como quem pensa rasurar
As palavras dos livros
Que pretende esquecer.
Como quem quer tudo,
Numa vontade cega
De não voltar perder.

- De Micael Correia
16, Agosto de 2011

Foto de von buchman

´Lágrimas de um eterno amor proibido...

Quisera poder parar as lágrimas,
que vertem dos meus olhos
e queimam a minha face ao rolar...

Minhas lágrimas, são gotas de sangue
que migram do meu coração,
vertendo pela janela da alma,
desabafando minhas emoções...

Lágrimas
de um sonhar, de um amor perdido
que nunca vou poder reencontrar...

Lágrimas
de ódio daquela noite de sofrimento
por não poder te ter,
nem te amar ...

Lágrimas de erros cometidos,
nas vezes que não valorizei devidamente,
o teu mui gostoso amar...

Lágrimas
da dor do meu coração partido,
do meu amor esquecido
do teu eterno abandonar...

Lágrimas
da fome de teus beijos,
da tua doce boca molhada que levam-me
a um mui gostoso sonhar e delirar...

Lágrimas
do não saciar das minhas fantasias em tua carne,
do não realizar a plenitude de nossos desejos
na mui sutil arte de amar...

Lágrimas
de felicidades dos momentos puros e belos,
que pude ao teu lado viver,
muitas vezes em sonhos e fantasias,
nos eternos momentos do nosso amar...

Lágrimas
por implorar teus dengos, teus deíiciosos
e o teu jeitinho gostoso de se dar...

Lágrimas
de um adeus,
que um dia você me deu
e nunca mais quero provar...

Lágrimas
de um amor proibido,
que nem teu doce nome posso dizer,
restando-me o viver de fantasias e do sonhar ...

Lágrimas
de uma louca paixão,
que tenho por ti,
que nunca consigo esconder ou disfarçar...

Lágrimas
do meu eterno amar,
que a teu lado, ou longe de ti
eu jamais vou poder negar...

Ai...Quantas lágrimas derramadas
em noites acordadas
num verdadeiro martírio por muito te amar...

Lágrimas
do meu puro coração
feito só e unicamente para te amar...

Estas lágrimas que agora venho a derramar por ti:
São da minha eterna paixão,
do frenesi do meu do desejar
na concepção do realizar de minha carne,
no mui gostoso sonhar e realizar....

TENHAS MEU MAIS PURO CARINHO
MEU ETERNO ADMIRAR...
E O MEU MAIS OUSADO DESEJAR...
BEJOS MUI DELICADOS
E MIMOS DE ETERNA PAIXÃO,
NESTE LINDO E PURO CORAÇÃO...

http//www.www.recantodasletras.com.br/autor Von Buchman
http//www.poemas-de-amor.net/blogues/ Von Buchman
http//www.youtube.com/Von Buchman
http://brasilpoesias.ning.com/profile/Vonbuchman
VON BUCHMAN...

Foto de Marilene Anacleto

Inspiração

Rochedos amarronzados
Com cascatas cristalinas
Lembram-me anjos enfileirados
Trazendo mensagens divinas.

A água calma, mansa
Com pedras ao seu redor
Incorpora essa dádiva
Absorvendo-a com amor.

Areia branca de um lado
Manto verde no lado oposto,
Refrescam-se com gotejar
Que caem pouco a pouco.

Bela paisagem revigora
Com a pequena queda d’água
Mas o homem nada mais sente
Repleto de tristezas e mágoa.

Como o riacho que segue,
Os anjos vão transformando
Pouco a pouco a vida humana,
As mágoas vão lhes curando.

Na paisagem que contemplo
Há anjos por toda a parte
São eles os responsáveis
Por essa esplêndida arte.

Eles estão todos lá
Toda a hora, todo o tempo
Para poder avistar
É só parar um momento.

Diante do quadro da sala
Viajo meus pensamentos,
Quero, um dia, conhecer
Esse divino monumento.

Vou sentir tudo em dobro
Revigorar minha essência
Na areia branca que respira
Na água translúcida que dança.

Foto de Rute Mesquita

Doce poesia e amarga filosofia

Um certo dia
quis fazer uma porção.
Juntar a poesia à filosofia,
e ter o Todo na minha mão.

Da eterna poesia,
tenho o luar quente,
a mancha solar fria,
e uma nuvem reluzente.

Tenho um navio,
que deambula pelos céus,
tenho um pavio,
que reza pelos seus.

A poesia dá-me a eternidade,
dá-me o infinito,
Nela encontro a felicidade,
de como tudo pode ser tão bonito.

Agora adicionando a filosofia.

Da filosofia tenho o pensar,
tenho o raciocínio,
sendo o imaginar,
o maior declínio.

Filosofar, oferece-me questões,
dá-me conceitos,
dá-me radicais dos mesmos.
Após muito pensar,
posso obter algumas soluções,
não digo sem defeitos,
pois somos muitos a remos.

A filosofia, mostra-me os meus valores,
a arte de bem falar,
mostra-me que também existem contravalores,
e que a perfeição não existe para se alcançar.

Que bela porção que resultou,
o que pensam?
O meu ‘eu’ já desejou,
que os porquês, permaneçam?

Foto de Edigar Da Cruz

UM POEMA

UM POEMA

Um sentimento,.
Uma Afinidade,.
Um amor,.
Um Poema Apenas
Um limite ilimitado
Um apesar de pesares
Um sonho Sonhado,..
Um poema
Uma saudade, Uma Esperança,.
Um poema
Um sonhos pequenos de grandes sonhos apenas,;.
Um poema
Uma ausência apenas
Um amor para chamar de metades de laranjas,.
Um amor
Um acorde final,.
Um poema
Uma estrelinha brilhante do céu
Uma razão de falar de amor,..
Um alguém especial..sim porque não
Um poema
Um abraço lançado de carinhos!..
Um alto de viver,..
Um poema
Um Amor,.
Uma mão,.
Um Aprender,.
Um poema
Um antes do Próximo!!
Uma alma
Uma gêmea
Umas alma que juntam chamada gêmeas!!!
Um poema
Uma obra ! Uma arte
Uma felicidade!..
Um volta por cima...
Uma alta estima
Por Fim um poema
E um AMOR DE PALAVRAS

Autor : D.Cruz

Foto de Rute Mesquita

O quarto interdito

O silêncio profundo,
de um quarto sombrio,
que muito deixa a desejar,
atrai-me por sentir que é interdito.

O meu Mundo,
agora pulsa como o correr de um rio,
soluça ao respirar,
e é este o seu repito.

Aproximo-me daquela ombreira,
os meus passos fazem o chão gritar,
sinto-me transpirar,
como se estivesse ao abrigar de uma lareira.

O mistério mantém-se,
o meu trémulo aumenta,
O meu medo contem-se,
mas, a minha alma o alimenta.

O nervosismo censura,
aquela escuridão está prestes a domar-me,
e eu só peço que atrás daquela porta exista uma ferradura,
que se perdida, irá proclamar-me.
Um pedaço daquele chão que ruge,
caiu mesmo debaixo dos meus pés,
estive à beira do abismo,
ao olhar a palavra ‘puxe’
e ao hesitar a sílaba ‘Rés’.

Tenho uma mão transpirada sobre a maçaneta,
e na outra, o coração
imagino qual será a minha vinheta,
nesta minha aterrorizarão.

Entrei de pé direito
e sinto um vazio enorme…
o meu coração agora chora encostado a meu peito,
pedindo que não me conforme.

Este era o quarto da minha outra parte…
ele não está… nem mesmo a sua sombra…
Aqui caio moribunda nesta arte,
o único apoio que me sobra…

O que mais preciso dizer?
Lágrimas inundarão este quarto,
já nada tenho a perder…
daqui já não parto.

Foto de Graciele Gessner

Agora é Tarde. (Graciele_Gessner)

Tarde demais para querer reparar um erro, um engano. No entanto, jamais será tarde para dar um novo recomeço, onde prevaleça o perdão com a confiança destruída.

Compreender o outro lado é uma arte para poucos, mas é acessível para todos. Quando soubermos nos colocar no lugar do outro, entenderemos o quanto, certas decisões são difíceis de serem tomadas.

Agora é tarde para esconder o que ficou visível aos olhos de todos. Há situações que não resolvidas e deixadas de lado resultam em desastroso erro.

Agora é tarde para esconder os fatos.

04.07.2011

Escrito por Graciele Gessner.

*Se copiar, favor mencionar a devida autoria. Obrigada!

Foto de Carmen Lúcia

Etéreo

Dança...
Faz de tua arte simbologia do amor,
Toca o chão, o ar , a emoção... acaricia a dor,
Tange o invisível, o inaudível, o irreprimível,
Languidamente , candidamente, sensivelmente,
Derrama no palco da ilusão a tua fantasia
Que de tão real se transforme em verbo,
E em forma corpórea, materialize-se,
Realizando sonhos, antes mera utopia.

Dança...
Trepida corações impacientes
Esvoaça por entre corpos irreverentes
Suaviza com doçura os momentos...
Torna-os perenes, registra-os na alma
De quem permite por eles se enlevar
E com eles também dançar, flutuar, sonhar...

Dança...
Recria gestos com toda maestria,
Desbrava o mundo a que já pertencia...
Sacode-o, encara-o, envolve-o de tua magia,
Levita, transcende, ascende, rodopia,
Relata tua vida ao som de melodia,
Performances que geras, bailando poesias,
Desenhando versos, arabesques e rimas,
Nos passos compassados da tênue bailarina.

_Carmen Lúcia_

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