Blog de Lu Lena

Foto de Lu Lena

CONFESSO!

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Que me enclausurei a ti em um reduto
levitei num orbe insondável de agruras
enfraquecida chorei num canto escuro
súdita andei sem mapas e sem bússolas

por onde andei vi penhascos sombrios
ao meu lado tua sombra a me corromper
sugando o meu calor aquecendo o teu frio
na solidão insurgente vagueio sem te ver

Em minha memória resíduos de outrora
renegando meus dias, sinto-me reclusa
ocultas meus medos e aflições de agora
enleada numa névoa jaz um'alma confusa

Acordo! vejo um céu em preto e branco
recordações em resíduos de outra vida
olhos marejados num coração em prantos
lágrimas de agora, confesso: - Imerecidas!

Foto de Lu Lena

MEU ESPADACHIM

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Amórfica...
num quanto qualquer...
vejo epitélios infectos
de seres mortais...

podridão, vermes no chão
espremidas em lágrimas de dor...
corroídos sem viço num coração
que goteja rastilhos do amor...

na imagem mórbida que ficou
vejo amargura em teu semblante
sina lírica, diabólica e mortal
seguimos entre o bem e o mal...

no brilho da arma reluzente
vejo um olhar trepido e ausente.
em outras vidas foi meu algoz
corpo e alma o que será de nós?

vácuo inexistente...
efêmero e persistente...
último suspiro fecha os meus
olhos e beijas minh'alma...

sopras ao vento cinzas de ti
e de mim...
grifada em tua espada fica essa
frase:

Voltarei...

Amo-te, meu espadachim...

Foto de Lu Lena

AMOR CONVULSIVO!

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Estremeço ao pensar
em teus lábios molhados
fazendo-me alçar vôos
libidinosos e safados
atinja meu corpo
e faça-me entrar
em convulsão em
suores transmutantes
na volúpia de mulher
amante ardendo de
paixão...
meu corpo queime!
alastre em minhas
entranhas o fogo
desse desejo frêmito
e com tua boca contorne
com tua língua os meus
túmidos e arfantes seios
Venha!
percorra com ela meus
contornos túmidos
e em vãos deslizes
em toques frementes e
úmidos...
Alucina-me!
em teus desvarios...
perco-me em ti
em quenturas e frios
tu és a minha febre
em respingos de suores
frementes de um corpo
que arqueja e anseia
por teu toque pulsante
e febril...
em meu corpo teso
e nu...
faça-me atingir o
ápice em vertigens
desse prazer lírico
onde só consigo
saciar-me contigo...
Venha, e cure-me!
desse amor convulsivo...

Lu Lena

Foto de Lu Lena

DANÇA DA PAIXÃO

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Teus olhos lânguidos dizem-me: - Bom dia!
Como uma gata espreguiço-me manhosa...
No quarto vestígios da paixão consumida...

Lençóis em desalinho da noite amorosa...
Suores e fragrâncias misturados no ar...
Entre pernas e braços o fogo e ardência...

Sincronismo de movimentos num só arfar...
Jubilo de corpo e alma em transcendência
No teu olhar, vejo luz, quietude e magia...

Numa simetria úmida o desejo pronuncia...
Num fogo que devasta o prazer eminente
Nos beijos tórridos atrevidos e linguais...

Amassos gemidos meus sussurros e ais...
Teu toque descompassa o meu coração.
Batimentos cardíacos aceleram novamente...

Na volúpia de corpos em brasa incandescente
Entregamo-nos alucinados e com sofreguidão.
Tesos e vibrantes começamos a dança da paixão.

Lu Lena

Foto de Lu Lena

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO...

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Descalça caminho no campo verdejante
Enquanto cantam aves e os rouxinóis
Nua coberta com um véu esvoaçante
Acenando pra mim sorriem os girassóis.

Em contraste com o azul anil e o branco
Esfuziante solto pipa colorida ao léu...
Na relva o frescor dos lírios do campo
Contemplo a beleza na imensidão do céu.

Esbaforida brinco com a cabeleira do mato
Esse amor lírico que em ti eu almejo...
Alguns lírios enfeitam o córrego e o lago.

No reflexo da água tua imagem eu beijo
Influxo de um delírio senta ao meu lado
Divago novamente entre o sonho e desejo.

É sonhando contigo...
Que os lírios do campo...
Eu vejo!

Foto de Lu Lena

DELÍRIO POÉTICO

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Vem meu poeta teus versos recitar
em meu corpo faça tua folha de papel
teus dedos desenhe nele tua poesia
com as cores do arco íris no céu...
e no contorno de minh’alma derrame
teu néctar e o teu mel...
seja o meu beija-flor, bicando meus
vãos sem pressa e sem pudor...
Vem meu poeta deixe tua inspiração
deslizar em meu vente, e que nele
germine soneto lírico florescendo
desejos incontroláveis e aflitos
gemidos abafados, sussurros e gritos
Vem meu poeta não siga métricas e
nem rimas nesse elo de contentamento
deixe esse calor febril que em brasa
minha'alma a tua enleia em pensamento
Vem meu poeta siga teu instinto nesses
versos insanos, sem nexo e sem lógica
nessa insanidade efêmera e caótica...
percas-te nesse teu silêncio de lascívia
nessa lassidão de espasmos de prazer...
Vem meu poeta sou teu êxtase, tua sina
onde sou a tua musa em reticências...
maturidade num mix de inocência...
nessa névoa esfuziante perdi-me
somente deuses e poetas conseguem
sentimentos d’alma decifrar...
uma brisa passou e meu rosto veio
acarinhar...
levando até a ti nesse instante o meu
poetar...
nesse delírio poético que se dispersa no ar...

Foto de Lu Lena

E MAIS UMA VEZ...

Rastejo-me em ti
como serpente...
minha língua
desliza veloz em
tua carne quente
esfrego-me em tua
pele...
num desejo que fere
submisso fica a mim
em lampejos frementes
que não tem fim...
queimando nossa libido
fogo devasto e proibido
sugo-te com sofreguidão
delirando de paixão
deito-me arfante
arqueando as pernas
úmida escaldante
e macia...
nesse prazer que
nos alucina
nessa volúpia
que nos extasia...
gemo baixinho
suores e tremores
beijando teu rosto e
tua boca
deixando-me arfante
e louca...
com ardor e carinho...
em lençóis em desalinho...
sussurrando ao teu ouvido
digo-te:
-Faça amor comigo...
abafas meu pedido
com um beijo
cheio de desejo...
pressiono levemente
meus lábios...
para mais um orgasmo
sussurrado e abafado
de um grito incontido...
e mais uma vez...
adormeço no teu peito
sorrindo...

Foto de Lu Lena

SÚPLICA!

Encontro-me
Nesse aposento
Lamento...
Uma vida sem cor
Por imprudência de
Mim mesmo
Sufoco esse clamor...
Minha história pintada
Numa tela fria agora
Passa um filme em
Minha memória...
Em preto e branco
Num coração em pranto...
Algozes riem de mim
Fiz dele meus reféns
Acorrentados num
Labirinto sem fim...
Num elo que se desfaz
Não tem como voltar
Atrás...
Inocência pueril...
A mercê de estranhos
Minha vida por um fio...
Preciso reagir!
Tenho que prosseguir...
Existem vidas que
Precisam de minha
Coragem
Não posso ter
Auto piedade...
Se estou aqui...
É por que me deixei
Cair...
Não vou me abater
Eu vou é resolver!
Nada é por acaso
Estou nesse estado
É por que...
Foi me dado um prazo...
Ou eu aceito resignado
E lamento minha sorte
Ou entrego-me a mercê
Da própria morte.
A escolha é minha!
E Deus é o meu salvador
Entrego-te minha vida
Minh’alma e minha dor...
Por favor...
Cure-me Senhor!

Foto de Lu Lena

UM GRITO NA ESCURIDÃO

Meu grito ensurdecedor
Abafado e ganido...
Minhas lágrimas doridas
Trancafiadas na garganta
Secas espremidas num
Coração corroído...
Sem forças e aflita
Rastejo-me...
Na lama fétida e fria
Meu corpo enfraquecido
Lentamente sinto...
As pálpebras que fecham
Pergunto a mim mesma,
Morri será?
Ou apenas mais um pesadelo
Interminável, na tentativa
Estúpida e inócua que irei
Encontrar-te nessa vida?
Estou cansada, novamente
Entrego-me a mercê dos seres
Que zombam de minha dor...
Impossível nesse lamaçal
Encontrar você meu amor...
Olho para meu corpo e não
O reconheço...
Dou voltas num poço fétido
Imenso...
Sim, a luz eu vejo o clarão
Teu rosto disforme vejo
Na imensidão...
Nesse devaneio por alguns
Instantes seguro tua mão...
Imploro-te!
Tire-me desse vão...
Que você me colocou sem
Dó e perdão...
Mate-me de vez
Então...
Para que meu grito
Ecoe na escuridão...

Foto de Lu Lena

DAMA DA NOITE!

Ela surge na penumbra embriagadora...
Num olhar em brasa o corpo anuncia...
Desliza esguia provocante e sedutora...

Na dança voluptuosa que te extasia...
Olhos lascivos te seguem hipnotizados...
No remexo das ancas atiçando tua libido...

Trejeitos e gestos eroticamente ousados...
Respingo de suor adere em seu espartilho...
No teu corpo a ardência inflama de desejo...

Nesse inebriante e lânguido espasmo...
Como uma provocação atira-te um beijo...
Sentes a umidade desse cósmico orgasmo...

Exuberante, felina, voraz fêmea e fogosa
Devasta teus sentidos num fogo intenso...
Dama da noite, ela é tua musa misteriosa!

PS. Poema inspirado no soneto do Dirceu
``Musa Misteriosa´´

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