Contos

Retrato de angela lugo

Surpresas da vida

Tarde da noite, está fria sem igual. Carolina vira-se em sua cama. De cá para lá, não está conseguindo dormir. Seu sono desapareceu depois de ter dormido algumas horas, acordara ansiosa.
Levanta-se, anda pela casa toda, vai até a cozinha e resolve aquecer um pouco de leite para ver se seu sono vem, está muito inquieta para adormecer; seu marido Jairo dorme como um anjo, nem imagina que ela está andando pela casa.
Espera ansiosa pelo amanhecer para falar com Jairo, quando ele havia chegado ela estava dormindo e agora que acordara estava ali ao seu lado sem poder lhe falar olhando-o em seu sono profundo, gostaria de acordá-lo, mas não tinha coragem seu humor é péssimo quando alguém o acorda. E a madrugada ia a fora.

Retrato de Stacarca

A criança e o defunto (Conto poético)

A criança e o defunto

Cena 1 - Martírio

A criança que na noite turva sonhava,
Que andando no passo em terra sombria
Em não apenas ilusão.
Era tudo tão real e feio imagem que via,
Terra vermelha viva que nela emanava
Grito de sofreguidão.
Sentimento não vil, ou menos sofismada,
Que ao divisar se tinha fel contida
C'oa grande decepção.

A criança qui’nda andando a toda sofria
Avistava ao longe vultos que assombrava,
Mas não era assombração.
Na confusa vista, algo do voraz deixava
Criatura que áspero em veloz aproximaria
O corpo negro na imensidão.
Flores mortas na terra, a criança pisaria

Meu vizinho meu desejo.

" Se esta rua, se esta rua fosse minha, eu mandava eu mandava ladrilhar com pedrinhas com pedrinhas de brilhante para o meu amor passar....".
Eu estava na porta de casa cantando esta velha canção enquanto ninava o meu sobrinho de repente percebi o meu vizinho parado em frente ao portão. Ele olhava-me encantado. Eu fiquei encabulada quando percebi áqueles olhos negros lindos observando-me insistentemente. Eu era uma garota que ainda não tinha dezoito anos e o vizinho... Ah o vizinho! era lindo. Mas continuando a minha história... O meu vizinho sorriu e disse: queria que você cantasse para me fazer dormir. Fiquei paralisada, não sabia o que dizer, mas fui salva pela minha mãe que me chamava para entrar. Pedi licença e entrei. Naquela noite fui dormir excitada pensando naquele homem de olhar encantador e voz sedutora.

Tudo isso aconteceu enquanto você dormia.

Tudo isso aconteceu enquanto você dormia...

Naquela madrugada acordei-me assustada, pois havia sonhado que um homem estranho roubava a minha filha, a minha Luiza. Sentei na cama e comecei a chorar. De repente olhei para você minha menina. Tu dormias tranquila, parecias um anjo. Comecei a lembrar-me do dia em que recebi o resultado do teste de gravidez, aquela palavra positivo encheu-me de alegria. Fiz uma festa, contei ao seu pai. Ele ficou radiante, pois estava ali o bebê que haviamos planejado. Seu pai acariciou a minha barriga e disse que eu seria a grávida mais linda deste mundo. passamos nove meses cuidando de você. Era tanto beijo e massagem naquele barrigão. Seu pai tocava violão e te cantava canções de ninar. Não sei dizer quem ficou mais mimada se foi eu ou você... Eu e seu pai estavámos ansiosos esperando por você, finalmente você chegou, a nossa menininha, a nossa Luiza. Eras linda, do jeitinho que sonhamos.

Retalhos da minha infância.

Menina do interior, fui criada numa casa com um enorme quintal convivendo com plantas e animais. Também convivi com padres e feiras. Estudei durante anos no Instituto Nossa Senhora dos Anjos ( INSA). Pelo nome já dá para ver que fui educada para ser meiga e pura, uma verdadeira “anja”. Por outro lado, o fato de viver numa casa grande sempre cercada de irmãos, primos e vizinhos estimulou meu espírito de liderança. Das crianças da minha família eu sempre fui a que coordenava o grupo. Rodeada de colegas eu comandava as brincadeiras e travessuras.
No quintal de casa eu e meus amigos subíamos nas árvores para apanhar goiaba, mamão e araçá. Também lembro da guerra de jenipapo. Era uma brincadeira divertida onde atirávamos jenipapos uns nos outros. Ficávamos imundos e felizes.

Retrato de Anjinhainlove

Trama de Sentidos

Acordei.
Olhei para o despertador que marcava as 4:07 da madrugada e levei a mão à cara. Tinha tido mais um daqueles pesadelos estranhos em que caímos num abismo inexistente e acordamos assustados.
Fui até à cozinha e bebi um copo de água fria, tão fria que tive de beber aos poucos para não doer a cabeça.
Pelo caminho de volta ao quarto olhei para o espelho sem querer e reparei na cara que tinha. Olhos semicerrados, cabelo despenteado, bochechas rosadas e um ar de quem não dormia há três dias.
Estava sem sono e ainda eram 4:20 da manhã, mas mesmo assim fui me deitar na esperança de adormecer e só acordar no dia seguinte perto do meio-dia, mas ao entrar no quarto deparei-me com algo que me parou: notei uma beleza em ti na qual ainda não tinha ainda notado.

Olhos Azuis

Lily andava muito deprimida nos últimos meses, ou seriam anos? A sua vida parecia tão vazia às vezes... Talvez boa parte disso fosse pelo fato de ter perdido os pais em um acidente de carro anos atrás e por não ter irmãos, primos, tios, e isso lhe desse a sensação de estar só nesse grande planeta azul. Apesar disso tudo, não poderia reclamar das condições em que vivia. Os pais lhe deixaram uma boa herança, o que proporcionava a oportunidade de ter seu próprio apartamento, um carro prático e bonito e de pagar a faculdade de medicina. Não tinha namorado, nem muitos amigos. Lily achava que os estudos lhe tomavam muito tempo e que para ser uma boa profissional, a dedicação exclusiva à medicina era um fator inquestionável. Aos 26 anos poderia afirmar que tinha como grandes paixões a medicina, o seu gatinho Lancelot e a poesia. Mesmo que não escrevesse, via nas poéticas linhas escritas uma forma de se deslocar desse mundo para um mundo só seu onde era muito feliz. Poderia passar horas lendo em sites poemas de amor, de dor, de sofrimento.

Suspiros de amor

Era sexta-feira.Dia comum de semana repleto de acontecimentos comuns.
Em meu sorriso uma esperança,a esperança de encontrar um amor.
Já era mulher,23 anos,mal amada e nunca casada.Tinha sonhos,queria me casar,constituir família e ser feliz.
Mas desde a adolescência que eu não sabera o que é amar.
Decidi sair para esfriar a cabeça e parar de pensar em coisas impossíveis.
Resolvi que iria até o parque da cidade,que em sexta-feira não era muito movimentado.
Sentei-me em um banco,solitária,como de praxe.
Fiquei a observar os pássaros e a natureza.
Quando menos esperei uma alguem,belo,se sentou ao meu lado e puxou papo:

Meu Primeiro Conto Vampiro Invisível

Corria a noite escura. Morcegos voavam enquanto urubus e suas carniças eram deixadas de lado, a manhã caia e o mistério rondava aquele ciclo zumbi de uma cidade morta.
Ninguém ia nem vinha, somente havia por ali corpos estendidos, homens fantasmas, mulheres com perfume agora de enxofre que tomava conta de perfumes agradáveis de primavera, só que agora ali era o gélido inverno do inferno que pairava.
Um sobrevivente caminhava e via a desgraça em frente aos seus olhos, sua boca seca e amarga ensaiava vomitar, ele como um ermitão em meio aquilo tudo tinha vontade de fugir sair daquele local fechado.

Amanhã pode ser tarde demais....

A noite havia de ser dura, calorosa, não havia como conduzir-me ao sono. Antes do Sol nascer, estava eu a beira mar, com o meu caminhar, sentindo o vento em meu rosto, ouvindo os cantos do mar, manhã fria, com o sol querendo brilhar. Sentei-me ali, postamente a admirar a beleza daquele imenso mar. Mar que transmite solidão, mas ao mesmo tempo imponência. Faz meus sentidos delirarem, como se a noite se transformasse em dia, e o dia virasse noite. As ondas se quebravam ao alto, formando lindos tubos e rodamoinhos perfeitos. O vai e vem a beira mar, me fazia sempre chegar a pensar, como pode ser tão belo, tão maravilhoso, gostoso de se olhar. Um jovem sentado mais adiante, apreciava a beleza de toda aquela imensidão. Fiquei a imaginar, quais seriam seus pensamentos, com aqueles gestos de leveza que o obtinha com as mãos ao passar suavemente em sua face. Algo não parecia estar tão belo e perfeito assim. Não pude olhar em seus olhos, pois a distância não me permitiria. O Sol começou a subir, e não havia mais como eu permanecer ali. Voltei pra casa, com o pensamento voltado aquele jovem, que estava ali, olhando para o infinito do mar. O dia se passou, e como de costumeiro, voltei a beira mar. O Sol ainda brilhava, mas estava com seus raios fracos, estava se preparando para adentrar entre as nuvens e dar espaço para Lua majestosa invadir céu adentro. Aproximei-me mais do mar, não podendo ver quem estava a me observar. Nem tão longe era, pois com muita percepção podia se ouvir o seu respirar. Ofegante, parece nervoso, ou ancioso. Ali fiquei, sem me exaltar, olhando o sol se pôr, sempre naquele lugar. A imensidão da noite vinha em minha direção, a maré começou a subir, logo eu sabia que não poderia continuar ali. Me levantei, parada ali permaneci ao olhar para a revolta do mar, parecia desnorteado, as ondas não tinham o mesmo caimento, já não estava tão perfeito. Virei-lhe as costas, e me deparei com uma feição jovem, de olhos azuis como o mar, cabelos negros como a noite, olhar apreensivo, meio angustiado. Comprimeitei-o com um sorriso. Ele correspondeu, caminhei em direção a um banco que ali havia, sentei-me e continuei a observar o Mar, a noite foi-se aproximando cada vez mais. Aquele jovem que lá continuara, com as águas próximas aos joelhos já, virou-se e caminhou em minha direção.

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