Ousei ver o que não via...
Minha própria realidade
mantida calada,
amordaçada por mim mesma;
enganada pelo próprio eu...
emudecido pelo medo,
por tudo que se perdeu
e que doeu...E como doeu!
Medo de mais experiências,
novas vivências,
amores mal sucedidos,
mágoas não passadas a limpo,
latentes e agudas feridas.
A dor da alma não é visível,
nem previsível...
Não manda recado,
vem feito tornado,
sem aviso, de improviso...
Mas, calar-se é admitir,
permitir que ela se instale.
Sair da condição de silêncio
é o que vale...
E enfrentá-la!
Fazer de cada experiência vivida,
lição de vida...
Continuar sonhando,
buscando emoções,
porque é através dos sonhos
que se chega às realizações.
[Carmen Lúcia]
Comentários
Anna/Carmem Lucia
Oi Carmem...Amordaçada...
Liberte-se mulher...
não deixa de viver,
não deixe de se atrever,
Fale, grite, coloque pra fora suas vontades,
mas com você não faça maldade...
use seu sentido, seja ele atrevido...
mas amordaçada trancada, não!
rsrs...falo essas coisas em resposta a sua poesia,
Mas na verdade sei que não esta amordaçada,
Belo seu escrito.
Abraços.
Anna A FLOR DE LIS
deusaii p/carmen lúcia
que belo seu escrito... vc escreve mesmo com alma
meu voto com carinho