Tanta gente podre, louca, inútil.
Mente suja, poluída, burra.
Só pensa em passar a perna,
Vomitar o bem, matar a paz.
Tanta atitude ibecil.
Quanta solidão na gruta.
Sujeira eterna...
Gente incapaz.
Trilha de urubu.
Asa de helicóptero...
Bico de anu.
Insano meteoro,
Que traz avalanche.
Que sem sonhos e saudades,
Deixa nódoa, revanche.
Pinta a arte da vida
Com sangue de maldades.
É o mal desse artista...
Estranho dente de alho.
Cabeça de cebola.
Árvore sem galho.
Paixão de baitola.
Gente sem mente.
Que não vive.
Que tem a semente
mas, não sobrevive.
Calmo, insuportável e monótono pensar...
Onde se faz noite meu entardecer
Onde reconheço este meu pesar
Dor incalculável do meu ser
Meu corpo não sei bem certo
Ferido, desprovido de desejos incorretos...
Deserto inabitável de segredos e lar perverso
Tenho tamanha admiração e tristeza no coração
Qual estrada comprida e abrigo no sótão
São tantos chãos e mares sem razão
Não se pode descrever nem explicar a solidão
Sangue derramado nas areias da dor
Ironias desta vida desencontros do amor
Deveras estas dunas tivessem sentimentos
Mas sois corpos minúsculos, vulneráveis e ventos...
Pobres areais sois injurias e lamentos
Não podeis conhecer o final desta estrada
São avenidas de veias sofridas
Nem o sol nem o mar é maior que o desengano
Então por que fazermos planos
Todos caminhos são inversos de compaixão
Recordar talvez seria plantarmos uma flor
No deserto inabitável deste nosso coração.
Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Julho de 2002 no dia 21
Itaquaquecetuba (sp)
Feliz de dia quem lamenta o que não fez à noite. Infeliz ao deitar ela. A menos esforçada alma transparente. Que sempre penteou os cabelos louros pensando que eles eram azuis. Que sempre pintou os lábios transparentes, esperando que eles fossem pretos. Negros de morte. Daquele desaparecimento espiritual que leva a pintura de vida de quem faz realmente falta entre os quatro cantos de um planeta esférico.
Teimava em acidificar, a chuva. Não seria um aguaceiro, porque o céu lembrava mar depois de naufrágio poluidor. Mas também não era o dilúvio, porque o fim do mundo sente-se.
Entranha os ossos sem ser chamado, e faz das lamentações sangue amarelado. Pasta que lambuza a cara dos sofredores, e deixa os felizes, contentes até ao fim do segundo que vem a seguir.Menina frustrada, à chuva. Lembrou quando aprendeu a ler. Foi uma festa. Uma tempestade de sabores que a vida brinda em bolo de aniversário.
(continua)
sem saber,
fá-lo para nem sequer
saber que não saber,
é o contrário de ignorar que
a sapiência nos desliza quando
choramos sangue nos entardeceres,....
mas quem quiser desdizer o que
o saber diz à boca cheia aos
tristes da alegria,
que se concentre nos pequenos
pontos do sorriso real em dias
de aérea desdita dos segundos
que transpiram....
Quando minhas mãos teimarem
Em não mais percorrerem
Pelas linhas imaginárias
De um branquicento papel
Onde o vazio se fará presente
E palavras sucumbirão
A primavera multicor
Alcançar o olhar daltônico
É certo que a esferográfica
Manipulada na mão deste poeta
Após ter sofrido enfarto
E cair sem vida
Por todo sangue derramado
Serei-lhe farto de inspiração
Meu coração lhe emprestará
A tinta e ao reanimá-la
Voltarei a colocar no papel
Meus sentimentos por você.
Inspirado em Fernanda Villarim Zacarelli
Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Julho de 2007 no dia 26
Guarulhos (sp)
Deixe a chuva cair lentamente
E molhar todos os nossos sonhos.
As pequenas coisas podem transformar-se
Em coisas tão importantes;
As crianças brincam na enxurrada da chuva
Um casal se abraça apertadamente
Carros estacionam
As senhoras retiram roupas do varal
Nas esquinas as mesmas curvas de sempre
Em nós simplesmente à vontade
De que esta chuva dure para sempre.
O semáforo ainda está verde
As árvores das praças também
As pessoas continuam apressadas
Paro em frente uma notícia
Que diz estar tudo bem
A chuva não para
Será um sonho o que estamos vivendo.
Deixe a chuva cair lentamente
E molhar todos os nossos sonhos.
Todo sangue é vermelho
O amor é a língua universal
Não há mitos nem heróis
Não há famílias desunidas
A chuva está aí
Basta querer senti-la
O sol está aí
Basta querer pegá-lo com as mãos
As ruas estão aí
Basta querer não andar sozinho.
As pequenas coisas podem transformar-se
Em coisas tão importantes.
Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Mauá março de 2003 no dia 13
fizeste desta vida,
com a sobriedade de
muitas mortes,
o desconforto de
um acordar semi-traçado
a cores desnudadas
e lavadas com o sangue
das esporas do
cavalgar da rotina que mata....
Este é um tema fantástico, pois transforma três letras em um mar de sentimentos.
O Primeiro Lugar para um poema que falou da realidade, da mais pura verdade, sem deixar de ser a delicadeza da maior pureza, que recebe da doadora “ Uma Artesã”um colar de Argila plástica. Graciele Gessner
Terça, 13/05/2008 - 23:30 — Graciele Gessner
As Mil Faces das Mães.
(Por Graciele Gessner)
Mães tentam,
Mães fracassam.
Mães querem acertar,
Mães sábias erram.
Mães falham arriscando,
Se culpam e se destroem.
Mães brilhantes estimulam a pensar,
Atinadas promovem a arte de questionar.
Mães guerreiras instigam, protestam.
Mães que cuidam também se preocupam.
Mães, nossas eternas mestras!
Mães protetoras!
Mães também tropeçam.
Punem-se e se manifestam ou se silenciam.
Mães enfrentam, e muitas vezes ousam.
Mães salvam vidas e de seus feitios auxiliam.
Mães decifram... Decodificam.
Mães compreendem ou tentam entender.
Mães se envolvem e se machucam,
Simplesmente porque nos amam.
Muitas mães se aventuram
Algumas outras se isolam.
Mães, exemplos de amor que inspira poetas.
Nossas mães, nossas heroínas!
Mães de múltiplas faces e corações,
Puramente cheias de emoções e comoções.
Mães sinônimas da afeição e do sentido à vida!
Mães, as experiências mais sublimes da dedicação.
Mães que educam, que batalham,
Às vezes esbravejam com razão.
O combate começa, a criança cresce
Restam apenas recordação.
Mães, artesãs das almas lapidadas,
Por vocês existimos, suspiramos e poetizamos.
Mães, exemplos de bravura e determinação,
Assinaram o contrato de risco sem preocupação.
Mães de sangue, de alma, de pensamento...
Mães anônimas, da poesia, de coração...
Seus versos, seu filhos, seus orgulhos,
Assino a minha homenagem com cordial saudação!
-- 12.05.2008 -- «G²»
O segundo lugar recebe também desta patrocinadora, o premio de “Uma caixa de madeira, decorada com tecidos”, Rose Felliciano
Quinta, 08/05/2008 - 02:55 — Rose Felliciano
"Mais que gerar a vida
É trazer à vida
Ser a acolhida
Ensinar a viver....
Muito mais que dar à Luz
É mostrar a Luz
Luz que conduz
e separa das trevas...
Mais que ensinar a falar
É o que falar,
quando falar
E a importância de se calar...
Bem mais que ensinar a andar
É acompanhar os passos
Falar dos espaços
Incentivar a seguir...
Mais que corrigir e educar
É ensinar com seu exemplo
E em silêncio,
Falar as mais sábias palavras...
Bem mais que ovário e útero....
é Coração.
Sua maior proteção...
a Oração.
Mais que colo... é abrigo
E ter nos olhos, o sorriso
Que boca alguma jamais deu...
Mais que Mãe....Uma dádiva de Deus" (Rose Felliciano)
.
O melhor vídeo Poema fica para a contagiante Poetisa, Carmen Cecília, que ganha como premio um DVD, O espetáculo Alegria do Cirque Du Soleil Mãe Carmem Cecília
Mãe!
Reverenciamos todas as mães em orações...
E a homenageamos em todos os lugares...
Senhora de todos os lares
Por tudo que somam e representam...
Do teu ventre a vida...
Do teu seio o alimento...
A seu faminto rebento...
No teu colo abrigo a todo o momento...
Mãe... sinônimo de amor...
Que sempre busca o melhor...
Mãe ...esposa , amante, amiga, profissional...
Seja o que for. Está sempre ao nosso redor!
E o mundo fica sempre em flor...
Pois pra tudo dá cor e sabor...
Mãe ...Mulher instinto ...Labirinto...
Mulher absinto!
Ah...mulher!
Todo teu ser...
É um constante bem querer...
E em ti está todo o poder!
Coração de mãe...
Genuína doação...
Eis me aqui pedindo sua benção...
Pela sua eterna dedicação...
Aceita aqui os beijos mãe...
Daquela que foi moldada por ti...
E por ti se sente guardada
E eternamente amada...
Carmen Cecília
Parabéns a todos participantes, as ganhadoras, devem enviar teus endereços para receberem a premiação para fernandaqueiroz23@@gmail.com
Você é o veneno da mentira.
Se acha esperta, vitoriosa.
Mas não passa de uma maldita.
Sua atitude é vergonhosa.
Não tem freios na língua.
Por onde passa, espalha o ódio.
Vive sozinha à míngua.
Seu orgulho vai virar pó.
Não sabe o que diz.
Só carrega malícia.
Não tem mais raiz.
Seu desejo é cobiça.
Tem inveja da felicidade alheia.
Sua vida é vazia.
Sua linguagem não tem letra.
É azeda e só anda com azia.
Assim é sua imagem no espelho.
Briga com todo mundo à-toa.
Seu sangue não é vermelho...
Sua alma vive sem roupa.
Você é asim!
Por onde passa é pavor, confusão.
Não tem Deus no coração.
Seu veneno é seu fim.