Jantar

Foto de carlosmustang

INSTINTO

Vinha exigindo atitudes, e procedimentos
Sexuais, de acasalamento
Muitas vezes regados a falsos romantismos
Flores sobre a mesa, jantar a velas,
E o quê fosse preciso

Porque desejaria, o que todos querem
Mas eu sou um tanto rude
Ninguém teve pena de mim
Digo o que quero, e o que estou afim!

Mas talvez por isso quero sinceramente
Ficar com você mesmo
De um modo bem descente,
Para amar-te intensamente!

Se meu egoísmo em te exigir
Atitudes sexuais, minha doce amada,
Não é tara, mas porque não sou tão completo
sexualmente como você MULHER

Foto de von buchman

QUE POSSO FAZER PARA VOCÊ ME AMAR ?

Hoje tenho meu coração muito triste,
cheio de angústia e dor.
Por tanto sonhar
e pensar em você !

Trago nos meus olhos
lagrimas e solidão,
de noites mal dormidas
num verdadeiro caos da paixão.

Vou adiante neste caminho
Triste, escuro e cheio de decepção,
Ter você tão perto
e tão longe do meu coração.

És o meu objetivo.
Meu sonho
e meu desejo.
Linda mulher...

Te tenho como uma rosa
perfumada e delicada.
Mas...
Defendo-me dos teus espinhos
que muito me feriram
e me causaram eterna dor .

Estou sozinho neste mundo
Sem ninguém para viver
ou sonhar...

Queria muito te ter...
Que posso fazer?
Que tu queres ?
Que posso te dar?
O que tenho te dou.
Principalmente, o meu eterno amar.

Sonho em te levar para jantar
ao som de violinos,
teus lindos olhos namorar,
falar dos meus sonhos, desejos
e o quanto quero te amar.

Que tal passearmos a beira mar.
De mãos dadas
Sentindo a água
nossos pés tocar.

Quero te banhar numa banheira cheia de rosas,
e poder depois te enxugar
com uma toalha bem felpuda e macia
te envolver e muito te amar.

Hum . . .
Pela manhã quero teu café
a beira da cama levar ,
com perfumadas flores
para poder te endeusar.
Teus lindos cabelos vou escovar
e teu corpo massagear.

Afinal, que está faltando para você pra mim olhar ?
Tudo que tenho quero te dar
Meu amor.
Minha paixão ,
Meu carinho,
e o meu eterno amar !

Vai,
Vai logo.
Te decide ,
Pois não agüento de tanto te esperar...

. . . . . . . . . . . . . .
Tenhas meu Eterno Admirar!
Mil e Um beijos de Mel....
Mimos de Eterna Paixâo
neste Lindo Coração . . .

Foto de von buchman

RECORDAR É VIVER . . .

Recordo...
Do nosso primeiro olhar,
do primeiro beijo que te dei
e do nosso primeiro amar..

Recordo...
Das primeiras palavras,
de tuas atitudes,
dos poemas que te fazia ao luar,
das canções de amor feitas ao namorar...

Recordo...
Das flores que te mandei,
do nosso primeiro encontro,
até de minha mão boba
que resultou em um tremendo AÍ NÃO.

Recordo...
dos teus carinhos,
dos teus ciúmes,
de tuas caras feias
até de tuas tpms...

Recordo...
Do convite que me fizeste
que resultou numa noite de louco amar...
LEMBRAS ?

Recordo ...
Da nossa paixão delirante,
dos nossos beijos apaixonados,
daqueles abraços apertadinhos cheios de ...
Ah ! Como é bom recordar ...

Recordo...
Dos passeios de mãos dadas,
dos teus sorrisos e das tuas pallhaçadas

Recordo ...
Do nosso ninho bem mimoso,
dos vinhos que tomamos,
daquele jantar à luz de velas
e das músicas que juntos dançamos
de rostinho bem colado ...

Recordo...
Daquela viagem que fizemos,
a Ilha de Fernando de Noronha,
dos lindos momentos que lá vivemos
numa semana de apaixonar ...

Recordo...
Da neve que caía na cidade de Canela,
daquelas noites frias de inverno,
dos nossos corpos bem juntinhos
se aquecendo debaixo das cobertas...

Recordo..
Das juras de amor eterno
do anel de noivado que te dei
e do dia em que tua mão pedi...

Recordo...
De nossa união,
de nossa noite de núpcias
e de nosso primeiro amar...

Recordo ...
Da história de vida que escrevemos,
dos filhos que tivemos e criamos
e dos netos que estamos a esperar...

Tantas recordações tenho na vida
mas uma eu não posso esquecer,
quando você olhou nos meus olhos
e disse :
" ËS O HOMEM DA MINHA VIDA,
É CONTIGO QUE QUERO CASAR "

TENHAS MEU ADMIRAR, BEIJOS E MIMOS DE PAIXÂO....

Foto de carlosmustang

MUDANÇA

Suas últimas coisas, você pegou
Afetos e carinhos, palavras de amor
Colocou-as num saco, em outro sentimento
Deixou só a saudade, a dor, e lamento

Buscou até as parcas cortinas, das janelas da saudade
Retirou lá do canto, toda felicidade
Limpou todo quarto, os gemidos de prazer
Levou todos desejos de me amar, e me querer

Pulou para a cozinha, levou o jantar a luz de vela
E o gosto de champanhe na sua boquinha
Os beijos apaixonados nela

Então não restou, nenhuma lembrança
E da dor que transformou...
Num sentimento de esperança

Foto de Mentiroso Compulsivo

FELICIDADE (Carta a Pessoa Amiga)

Custa muito dizer sim, quando tudo em nós grita “não”. Mas, mesmo com custo, a nossa vida tem que ser um sim. Há duas atitudes que temos que evitar; a ignorância ou a ilusão dos problemas que surgem todos os dias a nós e aos outros, convencidos de que tudo corre bem… e o desânimo e a tentação de desespero, convencidos que não há nada a fazer, de que tudo está perdido….

Não procures ser aquilo que não podes ser. O jardineiro não transforma um cravo numa rosa. Enquanto ser livre, és responsável por ti, terás que te assumir como és, ou antes, terás que ser o melhor de ti mesmo, com tudo de bom e de mau que faça parte de ti.

O Homem aspira à “felicidade”. Mas, infelizmente, não sabe ao certo no que ela consiste, nem quais são os meios que lhe permitiriam alcançar de modo infalível esta condição de bem-estar “total”, de que tem uma vaga intuição, mas não uma ideia precisa. O Homem parece condenado a sonhar com ela, sem ser capaz de a definir claramente.

Saint-Exupéry em Citadelle dizia:

“Há pessoas que desejam a solidão, onde se exaltam, outras necessitam da balbúrdia das festas para se exaltar, outras ainda devem as suas alegrias à meditação das ciências (…), assim como as há que encontram a sua alegria em Deus (…). Se eu quisesse parafrasear a felicidade, talvez dissesse que para o ferreiro é forjar, para o marinheiro, navegar, para o rico enriquecer, e deste modo nada diria que te ensinasse alguma coisa. E, aliás, algumas vezes a felicidade seria para o rico navegar, para o ferreiro enriquecer e para o marinheiro não fazer nada. Assim foge esse fantasma sem entranhas que debalde tu pretendias captar.”

A felicidade, como vez, não é, exactamente, um “objecto” perceptível que se possa conquistar.

Talvez mais importante que aspirar a felicidade, com significado pouco claro, será a serenidade, a descontracção, um estado de alma caracterizado, se não sempre pelo contentamento, pelo menos por uma grande calma interior. Tu inspiraste-me ter essa calma interior, então, faz-me o favor de não a perderes.

Pascal disse:

“O único futuro é o nosso fim. Assim jamais vivemos, mas esperamos viver, e, dispondo-nos sempre a ser feliz, é inevitável que nunca o seremos”

Quase todos nós esperamos por grandes momentos no futuro, procuramos e investimos na tentativa de encontrarmos, um dia, o que nos irá fazer feliz, investimos na nossa felicidade de vermos realizados os nossos sonhos amanhã. E, enquanto ficamos à espera de ser feliz amanhã, estaremos ainda mais longe de o ser. Alguém, um dia, disse algo assim parecido: O homem torna-se velho demasiadamente cedo e sábio demasiadamente tarde, precisamente já quando não há tempo.

É uma questão de inverter o sentido da corrente do pensamento, em vez de pensarmos no futuro, de sonhar com ele ou de o recear, construímo-lo no presente.

Não basta tão-somente não situar a nossa felicidade na realização futura de algo, de sonhos, o que adia incessantemente o momento em que se poderá ser feliz. Também não é por nem sempre certos obstáculos, tidos como irremediáveis ou definitivos, obstruírem o nosso amanhã e nos impedirem de tomar consciência de que a serenidade ainda está, apesar de tudo, ao nosso alcance. É necessário, acima de tudo, algo que não captamos nitidamente, em virtude do próprio quadro social que nos é imposto pela sociedade na nossa vida quotidiana em todos os níveis, desde o profissional ao familiar: é a perda de relações directas com a natureza, com as pequenas coisas da vida.

Quase sempre esquecemos os pequenos momentos, as pequenas coisas do presente que passam por nós, que olhamos, que sentimos, mas que, por serem pequenas, simplesmente as ignoramos.

Sabes que pequenas coisas são estas? Que esperas? Tu tens estas pequenas coisas. Tu tens alma de poeta, ter alma de poeta é um dos segredos da felicidade. Tu tens um sorriso e um sentido de humor que modifica qualquer alma triste.

Basta um olhar, nunca desperdices um olhar, deixa fitar teus olhos por um olhar penetrante (especialmente de for de um rapaz de 1m80, simpático e bonito) que te transmita confiança e sensualidade, nem que dure breves instantes, vive esse olhar intensamente. Vive o olhar de uma criança que te olha com admiração, querendo explorar os mistérios das tuas expressões, como brinquedos nas suas mãos se tratassem.

Não deixes de sentir um perfume, uma flor, olha o mar, perde-te no horizonte, admira a lua, as estrelas. Sente a chuva, o sol a sombra e o luar… Vais ver que esse teu olhar vai além do horizonte que limita geralmente a nossa vista. Deixa o pensamento viajar e contempla tudo o que gostes e queres e verás que o teu corpo e a tua mente se sentirão bem. Admiráveis surpresas surgirão…

Admira um filme com os amigos, um jantar e sorri como sabes sorrir…

Devemos olhar os nossos desejos, os nossos sentimentos, não como fontes de ilusões, nem como impulsos que instigam a fugir ao presente para sonhar com um futuro melhor, visto haver risco de que ele nos faça esquecer de vivermos verdadeiramente, ou seja trocando, um pequeno momento uma pequena coisa do presente, sempre ao nosso alcance, por belos sonhos, que nunca chegaremos a saber se um dia os alcançaremos. Vive as aventuras, não importa quais, com quem ou com quê, nem como, apenas vive-as, se elas te aparecerem no presente.

Estas coisas que nos pertencem ao nosso meio habitual, aparecerem sob um novo aspecto, como lavadas da sua monotonia, que até objectos, pessoas ou coisas, renascerão sob uma nova forma de vida, como uma natureza-morta, como a cadeira ou os sapatos, pintados por Van Gohg, que parecem transparecer vida.

No fundo é só e simplesmente dar uma outra dimensão à vida. Toda a realidade pode adquirir uma profundidade que a une, pouco a pouco, o verdadeiro sentido de viver, ao conjunto das coisas da natureza, do universo.

Tu já tens o que é de mais importante na vida, uma filha. Vou-te contar o meu segredo. Não interessa o que temos materialmente, quanto tempo vamos aqui estar e a onde estamos, apenas interessa saber aquilo que são os sinais da vida, a lua, as estrelas, a chuva, a criança, o mar, o céu e o sol, uma flor, etc… Um dia em que a tua filha perceba tudo isto, e os filhos da tua filha e assim sucessivamente, ficarás eterna para sempre, porque eles irão olhar sempre a lua e as estrelas como tu um dia olhaste, vão sentir a chuva como sentiste, o céu e o mar como admiraste, cheirar o perfume da flor como cheiraste. Percebes agora porque as pequenas coisas são importantes e porque o pequeno nem sempre é necessariamente pequeno.

Elas podem ser vividas por ti só ou em conjunto com outras pessoas (não interessa quem, pode ser a tua filha, o teu marido, um admirador, um amigo, etc), desde de que tu sintas que está a viver o momento (seja ele qual for - até pode ser uma “queca”- smile), nem que seja por breves momentos que podem durar segundos, minutos dias, anos…e o resto, o resto é treta.

Eu até concordei com o António Variações*, que dizia: - Só estou bem a onde eu não estou e eu só quero ir a onde eu não vou. Mas agora nem pensar, temos que sentir que a onde estamos é a onde queremos estar e a onde vamos é a onde queremos ir, só assim poderemos acreditar que não estamos aqui para nada e que não procuramos a felicidade, porque estamos serenos com a vida, não queremos nada diferente, apenas e simplesmente aqueles pequenos sinais da vida. Se eles duram breves instantes ou anos, que importa, a vida vista assim, não faz parte do tempo, é vivida sempre eternamente.

Com Amizade
Jorge

*Cantor português, muito conhecido, cujo vida artística foi muito curta devido ao facto de ter falecido novo.

Foto de Mentiroso Compulsivo

O Actor

.
.
.

Cansei-me.
Desliguei o leitor de CD’s, fechei o livro, e rodei do sofá para o chão. Cheguei à janela, afastei as cortinas. Chovia a “potes”.

Fui comer. Voltei à janela. Já não chovia. A noite estava escura, o ar, fresco da chuva, cheirava a terra molhada; a cidade lavada. Vesti a gabardine e saí.

Cá fora, a cidade viva acolheu-me. No meio dos seus ruídos habituais, nas luzes do passeio. Percorri algumas casas e vi um bar um pouco retirado. Era um destes bares que não dá “muitos nas vistas”, sossegado e ao mesmo tempo, barulhento.

Com alguns empurrões, consegui passar e chegar ao balcão. Pousei o cabo do guarda-chuva na borda do balcão e sentei-me. O bar estava quente e o fumo bailava no ar iluminado. Senti o cheiro a vinho, a álcool. Ouvi as gargalhadas impiedosas de duas mulheres e dois homens que se acompanhavam. Deviam ser novos e contavam anedotas. Eram pessoas vulgares que se costumam encontrar nas pastelarias da cidade, quando vão tomar a sua “bica” após o jantar. Estes foram os que mais me atraíram a atenção. Não, esperem... ali um sujeito ao fundo do balcão, a beber cerveja...
- Desculpe, que deseja? – perguntou-me o empregado.
- Ah! Sim... um “whisky velho”, por favor.
Trouxe-me um cálice, encheu-o até ao meio e foi-se embora.

Bebia-o lentamente. O tal sujeito, desagradável, de olhos extraordinariamente brilhantes, olhou para mim, primeiro indiferentemente, abriu a boca, entortou-a, teve um gesto arrogante e voltou o rosto.
Estava mal vestido, tinha um casaco forte, gasto e sapatos demasiado velhos para quem vivesse bem.
Olhou-me de novo. Agora com interesse. Desviei a cara, não me interessava a sua companhia. Ele rodou o banco, desceu lentamente, meteu uma das mãos nos bolsos e veio com “ares de grande senhor” para o pé do meu banco.
O empregado viu-o e disse-me:
- Não lhe ligue... é doido “varrido” e “chato”.
Não lhe respondi.
Entretanto, ele examinava-me por trás e fingi não perceber. Sentou-se ao meu lado.
- É novo aqui?!... – disse-me
Respondo com um aceno.
- Hum!...
- Porque veio? Gosta desta gente?...
- Não os conheço – cortei bruscamente.
Eu devia ter um ar extremamente antipático. Mas, ele não desistiu.
-Ouça, - disse-me em voz baixa, levantando-a logo a seguir – devia ter ficado lá donde saiu, isto aqui não vale nada. Vá-se por mim... Está a ver aqueles “parvos” ali ao canto? Todos reparam neles... levam o dia a contar anedotas que conhecem já de “cor e salteado”...Vá-se embora. Todos lhe devem querer dizer, também, que não “ligue”, que sou doido...

Tinha os olhos raiados de sangue. Devia estar bêbado. Havia qualquer coisa nos seus olhos que me fez pensar. Era um homem demasiado teatral, havia nos seus gestos e segurança premeditada, simplicidade sofisticada do actor. Cada palavra sua, cada gesto, eram representações. Aquele homem não devia falar, devia fazer discursos.
Estudando-me persistentemente, disse-me:
- Você faz lembrar-me de alguém que conheço há muito, mas não sei quem é... Devia ter estado com esse alguém, até talvez num dia como este em que a chuva caía de mansinho... mas, esse alguém decerto partiu... como todos... vão-se embora na noite escura, ao som da chuva... nem olham para ver como fico.
Encolheu miseravelmente os ombros, alargou demasiado os braços e calou-se.

Eram três da manhã. Tinha agarrado uma “piela” com o ilustre desconhecido. Tinha os olhos muito abertos, os cotovelos fincados na mesa da cozinha e as mãos fechadas a segurarem-me os queixos pendentes. Ele tinha um dedo no ar, o indicador, em frente ao meu nariz, abanava a cabeça e balançava o dedo perante os meus olhos. Ria às gargalhadas, deixava a cabeça cair-lhe e quis levantar-se. O banco arrastou-se por uns momentos e cai com um estrondo. Olhou para mim com um ar empobrecido, parou de rir e fez: redondo no chão. Tonto, apanhei-o e arrastei-o para a sala.

Deixei-o dormir ali mesmo. Cobri-o com uma manta, olhei-o por uns instantes e fui aos “ziguezagues” para o meu quarto.

No dia seguinte acordei com uma terrível dor de cabeça. Dirigi-me aos tropeções para a casa de banho. Vi escrito no espelho, a espuma de barba; “Desculpe-me, obrigado. Não condene a miséria!”

Comecei a encontrá-lo todos os dias à noite. Fazíamos digressões nocturnas, íamos ao teatro. Quando percorríamos os corredores dos bastidores, que ele tão bem conhecia, saltavam-nos ao caminho actores que nos cumprimentavam; punham-lhe a mão no ombro e quando ele se voltava, davam-lhe grandes abraços. Quase toda a gente o conhecia.

E via-lhe os olhos subitamente tristes, angustiados. Ele não se esforçava por esconder a tristeza: era uma tristeza teatral. De vez em quando, acenava a cabeça para alguns dos seus amigos e dizia:
- Não devia ter deixado...

Inesperadamente, saía porta fora, certamente a chorar, deixando-me só. Quando saía via-o pelo canto do olho encostado a uma parede mal iluminada, mão nos bolsos, pé alçado e encostado à parede, cenho franzido e lábios esticados. Nessas ocasiões estacava, por momentos, e resolvia deixa-lo só. Estugava o passo e não voltava a olhar para trás.

O seu humor era variável. Tanto estava obstinadamente calado e sério, como ria sem saber porquê.
De certa vez, passei dois dias sem o ver. Ao terceiro perguntei ao “barmen”:
- Sabe o que é feito do actor?... Não o tenho visto.
- Ainda não sabia que ele tinha morrido? Foi anteontem. A esta hora já deve estar enterrado...foi melhor para ele...
Nem o ouvia. As minhas mãos crisparam-se à roda do corpo, cerrei os dentes. Queria chorar e não conseguia. E parti a correr pelas ruas. Por fim, cansei-me. Continuei a andar na noite, pelas ruas iluminadas. E vi desfilar as imagens. Estava vazio e, no entanto, tantas recordações. Não sentia nada, e apenas via as ruas iluminadas, as montras, os jardins.
Acabei por me cansar, de madrugada tive um sonho esquecido.

Percorro as ruas à noite, os bares escondidos, à espera de encontrar um actor “louco e chato”. De saborear mentira inocente transformada em verdade ideal. E há anos que nada disso acontece. É verdade que há sujeitos ao fundo do balcão, mal vestidos, a beber cerveja... mas nenhum que venha e pergunte se sou novo aqui... As pessoas continuam a rir como dantes, todos os dias vejo as mesmas caras, e se me perguntarem se gosto desta gente digo-te que não as conheço ainda... e olho-os na esperança que venha algum deles e que lhe possa dizer, como a raposa de “ O principezinho”:
- Por favor cativa-me.

Acordei, tinha parado de chover, lá fora ouviam-se as gotas mais tímidas ainda a cair dos telhados, fazendo um tic-tac na soleira do chão, como quem diz o tempo da vida continua, por segundos parei o tempo e pensei, mais um dia irá começar e neste dia eu também irei pisar o palco, todos nós iremos ser actores, uns conscientes da sua representação, outros ainda sem saber bem qual seu papel, uns outros instintivamente representando sem saber que o fazem e outros ainda que perderam o seu guião....

Foto de psicomelissa

carta III

CARTA: MEU AMOR ONDE ESTÁ?

Olá querido amor da minha vida,
Não sei se ficou sabendo mas sinto sua falta na minha vida, hoje em dia sinto um vazio na minha vida, afinal você não está aqui. É difícil acordar, ir trabalhar e voltar pra casa e olhar ao meu redor e constatar que estou só. Depois ter que jantar sozinha que triste, mas pra compensar ligo a tv, com o intuito de me alegrar e me distrair do dia cansativo e stressante de trabalho, mas parece que o mundo anda contra mim por que só aprece filmes românticos e ou novelas com tramas onde o amor é o ingrediente principal, então vejo casais rindo, e felizes e me questiono por que eu tenho que viver tão distante de você meu amor?
Não me parece ser nada justo. Concorda?
Por que o meu desejo parece ser tão simples mas ou mesmo tempo tão complexo de ser concretizado. Estou sendo punida por algo que fiz de errado?
Desejo dormir e acordar ao seu lado, ir trabalhar e voltar para o nosso lar( nosso cantinho) e deixar tudo arrumado e organizado pra ti, afinal faço gosto de junto contigo fazer da nossa casa um lar, onde prevalece o amor e o respeito,depois de juntos jantarmos provavelmente compartilhariamos informações sobre nosso dia de trabalho ou assisti um filme pra ficar juntinho e abraçadinhos você me fornecendo segurança e eu lhe fazendo carinho para que os problemas de trabalho fiquem longe do nosso mundo.
Depois de ir toamr um banho refrescante você se surpreende com a decoração que fiz no nosso quarto e isso ajuda você a compreender que nesta noite nossa cama será nosso ninho de amor, onde nada nem ninguém consegue ultrapassar o campo de força que nos envolve, afinal este campo é alimentado com o nosso amor e por isso cada vez fica mais forte e indestrutível.
Depois quando você sai do seu banho relaxante me olha e fica loucamente surpreso e sempre me diz a mesma coisa: como querida de pois de tantos anos você ainda consegue me surpreender? Parece que adivinhou que estava pensando nisto hoje? E eu sempre respondo: meu amor, esquece que temos uma sintonia única.
Pois você ao sair do banho nota que eu estou vestida com uma lingerie linda e que ela combina com a decoração e com um mimo que deixei pra ti. Os cheiros, a iluminação, velas, aromas tudo são o conjunto de uma combinação perfeita.
Na manha seguinte ao eu acordar você está me velando, e sussurando no meu ouvido: acorde minha bela, acorde meu amor, antes de mais nada você me tem em seus braços e eu não consigo resistir, fazemos amor, tomamos banho juntos e juntos vamos tomar café e ai .... cada um vai trabalhar mas por mais triste que parece ambos sabemos que a noite tudo pode acontecer.
Sendo mais justa e honesta ambos sabemos que você as vezes me surprende no meio do dia com flores, bombom pra agradecer a noite maravilhosa que tivemos. Como se fosse um sacrifício ter você ao meu lado.
Não me canso de dizer : te amo e o que fiz ou faço é por amor, quero que você sinta-se sempre realizado e feliz, um homem completo.
Por que terei a certeza que não estou sonhando .........................
Mas cadê voce, ( em pessoa, não apenas o homem idealizado por uma mulher sonhadora, romântica e solitária )
Carinhosamente ......................... EU – SEU ETERNO AMOR

Foto de psicomelissa

Meu amor onde estás?

Olá querido amor da minha vida,
Não sei se ficou sabendo mas sinto sua falta na minha vida, hoje em dia sinto um vazio na minha vida, afinal você não está aqui. É difícil acordar, ir trabalhar e voltar pra casa e olhar ao meu redor e constatar que estou só. Depois ter que jantar sozinha que triste, mas pra compensar ligo a tv, com o intuito de me alegrar e me distrair do dia cansativo e stressante de trabalho, mas parece que o mundo anda contra mim por que só aprece filmes românticos e ou novelas com tramas onde o amor é o ingrediente principal, então vejo casais rindo, e felizes e me questiono por que eu tenho que viver tão distante de você meu amor?
Não me parece ser nada justo. Concorda?
Por que o meu desejo parece ser tão simples mas ou mesmo tempo tão complexo de ser concretizado. Estou sendo punida por algo que fiz de errado?
Desejo dormir e acordar ao seu lado, ir trabalhar e voltar para o nosso lar( nosso cantinho) e deixar tudo arrumado e organizado pra ti, afinal faço gosto de junto contigo fazer da nossa casa um lar, onde prevalece o amor e o respeito,depois de juntos jantarmos provavelmente compartilhariamos informações sobre nosso dia de trabalho ou assisti um filme pra ficar juntinho e abraçadinhos você me fornecendo segurança e eu lhe fazendo carinho para que os problemas de trabalho fiquem longe do nosso mundo.
Depois de ir toamr um banho refrescante você se surpreende com a decoração que fiz no nosso quarto e isso ajuda você a compreender que nesta noite nossa cama será nosso ninho de amor, onde nada nem ninguém consegue ultrapassar o campo de força que nos envolve, afinal este campo é alimentado com o nosso amor e por isso cada vez fica mais forte e indestrutível.
Depois quando você sai do seu banho relaxante me olha e fica loucamente surpreso e sempre me diz a mesma coisa: como querida de pois de tantos anos você ainda consegue me surpreender? Parece que adivinhou que estava pensando nisto hoje? E eu sempre respondo: meu amor, esquece que temos uma sintonia única.
Pois você ao sair do banho nota que eu estou vestida com uma lingerie linda e que ela combina com a decoração e com um mimo que deixei pra ti. Os cheiros, a iluminação, velas, aromas tudo são o conjunto de uma combinação perfeita.
Na manha seguinte ao eu acordar você está me velando, e sussurando no meu ouvido: acorde minha bela, acorde meu amor, antes de mais nada você me tem em seus braços e eu não consigo resistir, fazemos amor, tomamos banho juntos e juntos vamos tomar café e ai .... cada um vai trabalhar mas por mais triste que parece ambos sabemos que a noite tudo pode acontecer.
Sendo mais justa e honesta ambos sabemos que você as vezes me surprende no meio do dia com flores, bombom pra agradecer a noite maravilhosa que tivemos. Como se fosse um sacrifício ter você ao meu lado.
Não me canso de dizer : te amo e o que fiz ou faço é por amor, quero que você sinta-se sempre realizado e feliz, um homem completo.
Por que terei a certeza que não estou sonhando .........................
Mas cadê voce, ( em pessoa, não apenas o homem idealizado por uma mulher sonhadora, romântica e solitária )
Carinhosamente ......................... EU – SEU ETERNO AMOR

Foto de Inês Santos

Hoje,tal como ontem...

HOJE, TAL COMO ONTEM

Hoje, tal como ontem…
Desesperada, bebi…
Toxinas, substâncias servem…
Para esquecer o que vivi!

Hoje, vou beber…
Tanto, tanto até rebentar…
Quero morrer!
Álcool vai ser o jantar!

Amanhã, tal como ontem…
Beberei, até cair…
De certo, ficarei bem…
Com certeza vai ser de rir…

Assim, serei alegre…
Por momentos talvez…
Será, felicidade breve!
Quando esta terminar, beberei outra vez…

Inês Santos

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"SOZINHO"

SOZINHO

Noites compridas...
Sonhos intensos...
Paixão reprimida...
Começo do sofrimento!!!

Mesa vazia...
Quarto escuro...
Madrugada fria...
Triste futuro!!!

Coração sangrando...
Olhos molhados...
Quase sempre chorando...
Por um amor separado!!!

Presente tristonho...
Dia interminável...
Jantar monótono...
Solidão detestável!!!

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