Homens

Foto de Carmen Vervloet

Lobos Famintos

Lobos Famintos

O grito da fome
Escapa do estômago da periferia...
E soa por vários palácios
Sem eco...
Ensimesmado, Maria,
Trêmula... Doente...
Barriga oca... Roncando... Vazia...
Num semáforo qualquer...
Estende a mão fria
E suplica em nome de Deus,
Uma esmola!...
Trocados para enganar
A fome de seus filhos
Cujo teto é o céu...
A escola é a vida...
E a dor é seu sempre...
Vivendo da sorte, sem norte...
Ludibriando a morte!
Sem futuro... Sem esperança...
O palácio onde mora
Aquele que se fez Rei
Pela mão do povo...
Covil de oportunistas... Alpinistas...
Oferece apenas migalhas...
O pão fermentado com os nossos impostos...
Assado no forno da corrupção...
Nunca sai das mesmas mãos...
Elas o detêm engordando suas contas
Em paraísos fiscais... Devolver jamais!
E gulosos que são, tem um refrão:
Quero mais... Quero mais... Quero mais...
Insaciáveis insanos! Vis macrômanos!
Os palácios unem-se em blocos
De opulentas alegorias
E cegam o povo
Com suas tendenciosas fantasias...
Jogam algumas migalhas
Nas panelas vazias dos pobres
E se fingem nobres!...
Unem-se guardando o mesmo tesouro...
Barras de ouro!...
E se protegem
Na sua desenfreada loucura de poder!...
Não mais vêem a dura realidade
Dos homens da periferia
Dizimados pela ambição,
De quem entregou ao Diabo o coração!...
Mas em algum momento,
No meio de tanta revolta,
Haverá uma reviravolta!
O reverso da medalha!...
A coroa cairá das cabeças dos falsos reis
Que por sua vez, deixarão cair às máscaras...
Mostrando as verdadeiras caras!
E eles se envenenarão com o próprio veneno!
Ou engolirão uns aos outros!
Lobos famintos!...

Carmen Vervloet

Foto de HELDER-DUARTE

A Profecia

E será assim: Porque assim é, era e será. Assim diz o Deus verdadeiro, por a palavra que foi dada aos santos, profetas e apóstolos, com o nome de Bíblia Sagrada.

Esta profecia é a verdade. Por ela estar em paralelo e em sintonia com o Cânon sagrado. Mas diz ainda o Senhor, esta palavra está de acordo com a Bíblia, mas não a substitui. É mais um apelo, do Pai da eternidade, para que os céus e terra leiam e aceitem a verdade absoluta que é a palavra de Deus, cujo Espírito Santo, a confirma.

O Senhor que é antes de tudo, o que foi criado, virá sobre os elementos no tempo e eis que será para sempre e eternamente, o seu reino. Tudo será de acordo, com a sua vontade. Quer que vós homens creiais, ou não! Eu o todo poderoso, virei. Porque vós: espaço, tempo e eternidade, sois meus. E no fim do tempo, virá o Senhor. Então, haverá paz na existência, como jamais houvera. Pois só Deus é a paz. E depois de um tempo de angústia total, conforme profetizou o meu servo Daniel, virá o Senhor.

E diz agora: Eis que brevemente, um povo santo, será arrebatado ao céu e estará comigo, para todo o sempre.

Virá também o Anticristo, reinar na terra sete anos. Será um tempo de grande sofrimento, como nunca houve. Mas no fim dos sete anos, eu virei num cavalo branco. E vencerei a Besta, cujo número é 666. Depois reinarei mil anos na terra. E finalmente serei Senhor de tudo. ÁMEN!... ÁMEN!...

NO SENHOR.

HELDER DUARTE

Foto de Minnie Sevla

Nuvem negra

Uma nuvem negra desce sobre o dia.
Arrasta pessoas, faz inebriado o momento
confunde sentimento.
Oculta sorriso que antes era alegria.

Esta nuvem desce sobre um espaço.
Extrai o ser puro, instiga o ódio,
transforma o espírito rico em pobre.
Brinca com nervos que se fazem de aço.

Concorrência, traição, falatórios.
Revelação de flores murchas no chão,
numa terra de homens doentes
nascem espinhos que espetam esta gente.

Não, não quero perder-me no labirinto
Onde espelhos refletem imagens
de seres ausentes de Deus.
Um homem, um bicho agindo por instinto.

Ramgad/Minnie Sevla

Foto de Thiago Sanches

Um Dia

Tudo está errado
Pessoas se matando
O mundo acabando

Penso em me retirar
Por algum tempo me ausentar
E nada vivenciar

Pois de tudo eu já sei
O que vai acontecer
As pessoas não agüentam
Tanto ódio em pouco tempo

Isto é o caos
E um caos organizado
Um para cada lado
O Bem e o Mau
Em disputa final

O grande dia chegará
E bem longe vou estar
Sentado em uma pedra
Vendo tudo transformar

Homens se matando
Crianças chorando
Cachorros latindo
E a morte surgindo

E quando tudo acabar
Aí sim eu vou voltar
Para terra eu dominar
E nela cultivar

Cultivar a vida
Com o adubo importante
O Amor

Sem o Amor não somos nada
Com ele conseguimos tudo
O que queremos nessa jornada

Todos são diferentes
Mas com o mesmo pensamento
Viver intensamente
Na mais tranqüila paz
Querendo sempre mais

*OBRA REGISTRADA*
PLÁGIO É FALTA DE CAPACIDADE

Foto de JGMOREIRA

POEMA DO MENINO JESUS - ALBERTO CAEIRO

Poema do Menino Jesus

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

Foto de HELDER-DUARTE

Minha alma triste

Minha alma está triste.
Por que motivo afinal?!
Pensava eu estar entre homens de Cristo.
Mas quiz o «LOGOS» mostrar-me, sinal,
Que estes eram carnais,
Nada de espirituais,
E o Senhor me disse:
Filho meu, por isso,
Está tua alma como esteve a minha...
Naquela hora em que mentira,
Me matara, por falar minha boca a verdade,
Que tais homens, por servos da impiedade,
Serem, sem de novo nascerem,
Tua alma entristeceram.
E me disse ainda: Tua triste alma, saia...
Dessa situação, sem perder a calma,
Pois se eu morri,
E morte e mentira venci,
Assim também, os vencerás...
Porque vivo e o meu sangue, dei por ti,
Para que a tua tristeza, tenha fim...
Ainda que os homens procedam assim!...

HELDER DUARTE

Foto de HELDER-DUARTE

Jesus

Impérios do tempo!
Reinos dos homens...
Do passado, futuro e presente...
Religiões e poderes de várias ordens!...

Impérios de: Babilónia...
Média-Pérsia,...
Grécia e Roma.
Anticristo, a quem os santos o sangue, derrama.

Espaço, tempo e eternidade!...
Eis que eu «Santos»...
A vós todos digo, a verdade!...

Jesus Cristo é o Senhor...
Antes de vós todos...
E depois é Senhor, Senhor, Senhor!...

HELDER DUARTE

Foto de HELDER-DUARTE

SODOMIA

E tanto foi o pecado,
Que a humanidade fez,
Que o resultado...
Foi que se, afundaram de vez.

As mulheres, ao contrário, do sistema natural,
Tornaram-se, lésbicas,
E continuaram, neste mal.
Os homens, entraram, uns com os outros, em práticas idênticas.

Isto, é o fruto do pecado,
De deixado terem, o criador...
Caíram, neste caminho errado.

Assim está, o mundo,
Sem o Senhor...
Neste, desequilíbrio imundo!...

HELDER DUARTE

Foto de Marta Peres

Dorme Minha Cidade

Dorme Minha Cidade

Minha cidade dorme e eu velo seu sono,
Todos dormem e sonham no silêncio da noite,
Silêncio, ouro no descanso dos homens depois
De árduo dia de trabalho...

Sono que refaz forças, revigora memória,
Cada um emudecido em seu solar, ilusões
Se perdem nas lembranças, ódios, dores
E amores que se perdem no tempo...

Dorme minha cidade, dorme, dorme plenamente
Como criança que és, repousa, descansa, enquanto
Eu canto para lhe ninar, é madrugada, dorme
O seu sono junto com seus filhos...

Amanhã minha cidade, quando você acordar,
Suas forças serão maiores, renovadas,
A alegria do sol brilhará mais e as crianças sairão
Pelas ruas e todos se sentirão mais felizes.

Marta Peres

Foto de The lonely

Mulheres

"Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."

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