Esperança

Foto de portalfj

ELA MORENA DE DIVISA ALEGRE

ELA MORENA DE DIVISA ALEGRE

Seu amor até agora sem resposta
fico aqui como que por acaso alimento
esperança, na sua decisão imposta
nada mais há o que fazer,
mas espero ser o sim
se não
meu coração
ressentirá-se
bastante
já que depois de tantas
não desejo que seje mais uma apenas.

Foto de Sonia Delsin

ME TRAZIAS UMA ROSA

ME TRAZIAS UMA ROSA

No meu sonho me trazias uma rosa.
Vermelha.
Linda, linda.
Coberta do orvalho da madrugada.
Acordei e na cama revirei. Revirei...
Busquei...
O perfume da rosa... tua presença.
Encontrei nada, nada.
Somente a lembrança do sonho.
Mas já é alguma coisa.
Trazias uma rosa e os fluídos positivos do sonho me seguem pela manhã...
Era um sonho de esperança...
Era um desejo guardado.
E no meu sonho foi realizado.
Me trazias uma rosa, meu amado.

Foto de Carmen Lúcia

Castelo Azul

Ali ela vivera os dias mais felizes de sua infância. Acordava cedinho, fazia seu desjejum, um pedacinho de pão e um copo de leite que seu pai guardara para ela, na noite anterior,
beijava os pais e ia para a escola, onde ficava toda a parte da manhã.
Era aluna exemplar, alegre, sorridente, cativante. Aprendia com facilidade, amiga de todos.E todos a amavam.
Apesar das dificuldades, pai desempregado, mãe com problemas de saúde, ela amava a vida.
Chegava da escola e ajudava o pai nos afazeres de casa.Morava num casarão antigo, que mais parecia um esconderijo, em um beco e que ela chamava de “Meu Castelo Azul”, pois assim imaginava que fosse.
Enchia a mãe de cuidados e carinhos, como se fora um bebê.Não sabia ao certo o nome do mal que a atingira, que a fizera ser diferente de todas as mães, mas lhe dispensava um grande amor.Ouviu falar em “ Alzheimer”, mas não sabia o que era, nem conseguia pronunciar tal palavra.
Procurava fazer seu pai sorrir com suas tagarelices e brincadeiras. As tardes eram sagradas para ela.Reunia os amiguinhos e ali mesmo, em frente ao seu castelo azul, tornavam-se personagens de contos de fadas. E os cantos vazios do lugar enchiam-se de risos, de alegria, de vida.Havia princesa e príncipe, rei e rainha, as malvadezas da bruxa má e a bondade da fada-madrinha, com sua varinha de condão.
A velha escadaria do casarão tornava-se luxuosa, com suntuoso tapete vermelho, por onde deveriam passar o rei e a rainha, frutos da imaginação fértil das crianças. À noite, fechada em seu quartinho, sob a paupérrima iluminação de uma lampadinha, relatava em seu precioso diário, os acontecimentos do dia.E vibrava com isso.Guardava- o como a um tesouro.
Hoje, a menina já crescida, sofrida pelas dores da guerra, já não sonha mais.O ódio, a ambição, o desejo desmedido pelo poder,levaram seus sonhos, pisotearam seu coração, destruíram seu “Castelo Azul”,quando seu pequeno mundo foi atingido por uma bomba vinda do céu.
Voltava da escola e ao ouvir o barulho terrível, correu para sua morada...e não achou mais nada, além dos escombros e de algumas pessoas que procuravam resgatar os corpos de seus pais. Entregaram-lhe algo encontrado no meio das ruínas:seu diário.
Tornou-se uma moça linda, porém uma grande tristeza habita seu olhar e uma grande dor, o seu coração.Fora morar com um casal amigo de seus pais, que se compadeceu de sua história.
Consegue abrir um lânguido sorriso, quando à noitinha, abre seu relicário, o grande tesouro que lhe restara, o velho diário e lhe vem a lembrança nítida de seu “Castelo Azul”. Pequena fresta de esperança!

Carmen Lúcia

Foto de Paulo Gondim

Migrante (Cordel)

MIGRANTE
Paulo Gondim
17/02/2008

Lá onde eu nasci, não se sabe da sorte
Mas muito da morte, se sabe mais cedo
Mas logo se aprende, que a vida é uma só
Se o homem é de pó, não se pode ter medo

Assim, aprendi e com muita clareza
Só tive a certeza, que a vida era dura
Não tive saída, nem outra opção
Viver é ação, é tudo aventura

Andei por veredas, por muitos caminhos
Em meus desalinhos, meus sonhos perdi
Ganhei muitos calos nos pés e nas mãos
Segui a lição, no mundo eu vivi

E como exilado, no próprio país
Distante me fiz de tudo escondido
Fechado, isolado, fiquei tão sozinho
E nesse caminho, me vi mais perdido

Mas em todo canto por onde eu andei
Eu sempre lembrei de meu pobre lugar
E sei que a saudade um dia me alcança
Não perco a esperança de um dia voltar

Foto de Mentiroso Compulsivo

O TOURO

DECIDI PUBLICAR ESTA HISTÓRIA A PROPÓSITO
DE UMA POLÉMICA QUE EU PRÓPRIO LEVANTEI
(como todas as histórias, esta também tem uma moral)

Numa linda manhã primaveril em que os raios de sol brilhavam pelos verdejantes campos do Ribatejo, parecendo reflectir a essência da vida de um botão de flor que acabava por desabrochar, estava um menino de três anos a brincar com dois dos seus primos, uma vizinha e dois irmãos: uma irmã de nove e um irmão de cinco anos.

Naquele lugar, podíamos avistar ao longe o cinzento da serra a contrastar com o verde da planície e dos olivais.

Por entre as oliveiras e um ribeiro que passava por perto, as crianças corriam, pulavam e brincavam às escondidas, como se o mundo girasse à volta daquele instante.

O pai das três crianças, por trabalhar em turnos nocturnos, estava a dormir com a sua irmãzinha mais nova de um ano e meio, enquanto a sua mãe trabalhava, por aquela altura, no turno de dia.

Na euforia da brincadeira, ignoravam um perigo eminente que estava por perto, até que o seu irmão de cinco anos apercebeu-se da surpreendente e bizarra fatalidade que a qualquer altura poderia acabar em desgraça.

Apressando-se de imediato a avisar a irmã mais velha, que se certificou do touro selvagem que andava à solta por aquelas bandas. Ficando em completa histeria, começou aos gritos e apelou à fuga das restantes crianças que ali brincavam para se refugiarem em local seguro.

Pânico instaurou-se entre todos que intuitivamente começaram a correr em direcção à casa mais próxima, tentando evitar, a todo o custo, serem apanhadas por aquele touro.

O seu primeiro instinto foi o da sua própria protecção. Depois, já em local seguro, numa das casas das redondezas, a irmã lembrou-se do mais pequeno de três anos. Este talvez ficasse admirado com toda aquele reboliço e deveria ter pensado que aquilo era uma grande festa e brincadeira. Será fácil imaginar ver a sua cara feliz daquela enorme satisfação, para ele um touro era um simples animal, tal como uma vaca, um pouco estranha, por ser diferente, o que até lhe dava até um ar de mais engraçado. Habituado aos porcos, galinhas, vacas e ovelhas que os pais e os vizinhos criavam por ali, para ele aquela criatura não representavam qualquer ameaça.

O inevitável aconteceu, segundo o relato de algumas testemunhas que presenciaram à tragédia, ao terem acorrido ao local levados pelo alvoroço e o grito das crianças, o rapazito foi arrastado por três marradas do touro, sendo que uma o fez levantar para o ar a uns dois ou mais metros do chão e nas outras duas foi arremessado pelo campo vários metros para a frente.

Os habitantes locais depressa afugentaram o touro e socorreram a criança já toda molestada. Um vizinho pegou-a nos seus braços, cheia de sangue por todo o lado, nas roupas e na cara onde o verde dos seus olhos contrastava com sangrento vermelho que neles ficou. Rapidamente, levando a criança no colo, acorreu para a casa do seu pai para contar o sucedido e pedir auxílio médico. Bateu à porta, bateu e tornou a bater, mas ninguém apareceu para a abrir. Dizia-se por ali que deviria estar muito cansado e talvez com um copito a mais que teria bebido ao sair do trabalho, parece que já se tinha tornado num hábito.

Profundamente a dormir num sono descansado, pai e filha ali estavam, ela sã e salva, pois não estivera a brincar com os seus irmãos naquela hora e local, dado que era a mais pequenita, se lá estivesse, quem sabe não teria sido ela a vitima.

Foi então que um dos vizinhos decidiu pegar no seu carro e levar o miúdo para o Hospital da cidade mais próxima. Naquela altura os carros eram raros e na povoação só haviam duas famílias que possuíam carro.

Mais tarde, os seus pais, como é óbvio, depressa ficaram a saber do sucedido. Enquanto a criança lutava pela vida ligada a máquinas, ninguém tinha esperança. Esteve assim por três dias em coma e quando já as esperanças eram poucas a criança conseguiu vencer a vida.

Veio-se depois a saber que o touro teria fugido já ferido de um matador das redondezas.

Pensado que estava marcado o destino desse menino por aquela tragédia, vaie-se lá saber porquê, a sua mãe um dia saíra de casa para ir fazer alguns afazeres e deixara um candeeiro a petróleo aceso no quarto da irmãzinha, nessa altura não havia electricidade por aqueles lugares.

Ao contrário do dia da tragédia do touro, ela não conseguia adormecer, estava muito agitada e com curiosidade, própria daquela idade, mexia em tudo o que apanhava pela frente, até que conseguiu alcançar o napron onde estava o candeeiro, fazendo-o tombar para o chã. Depressa as chamas se espalharam, primeiro pelo quarto, depois por toda a casa. Por mero acaso ou destino, um soldado estava passando por perto, e ouvindo gritos vindo dentro da casa, não perdeu tempo, entrando por uma das janelas salvou primeiro o irmão, depois foi a vez dele e por último a irmã também foi retirada.

Saíram todos com vida e logo foram levados para o Hospital, o seu irmão não tinha sofrido nada, ele apenas teve algumas queimaduras que vieram a sarar, contudo, a sua irmã tinha sofrido graves queimaduras e acabara por sucumbir antes de chegar ao hospital.

Esta é uma história que nunca contei a ninguém, esta é uma história real. Quando a lembro, lembro-a em jeito de tourada e conto-a muito vagamente, apenas pequenos trechos, como o pequeno toureiro que enfrentou o touro pelos chifres, em jeito de brincadeira. Por coincidência ou não o meu signo é Touro.

Foi acaso, foi destino, não sei. Essa criança de três anos, é hoje um homem e pessoa. Essa criança cresceu normal, talvez só diferente na sensibilidade para a vida (será que afectou o cérebro?).
Esta história foi dedicada à minha irmãzinha, ANA MARIA, que nunca conseguiu viver a vida. Eu não dou mérito ao facto de ter sobrevivido, apenas à vida. É A VIDA QUE INTERESSA. Vale a pena pensar ou levar tão a sério aquilo que eu chamo de «mesquinhices» da vida? Fica para pensar.

Esta foi a primeira vez que tornei esta história pública, tentei um dia fazê-lo, mas por respeito a uma pessoa que esteve numa situação muito mais grave e delicada que a minha, retirei a publicação da história. Hoje essa pessoa, penso ter conseguido ultrapassar já os obstáculos mais difíceis. Eu teria mais dia, menos dia, que quebrar o gelo.

Foto de Laura Marcelino

O NOSSO PAÍS FELIZ - (Minha primeira poesia )

Penso que meu sonho de criança
Nunca vai acabar,
É um sonho cheio de esperança
Um dia vai se realizar.

Meu sonho é um grande presente,
Num mundo a girar sem parar
Como o sol que ilumina a gente.

Não é sonho de adolescente,
Sonho sim, com um mundo mais feliz.
Um sonho de amor sem fim.

O sonho de um país feliz
Existe em mim
E me faz gostar deste país

Pois, ele é enfim
O meu país
Meu amor sem fim.

Então, aceite esta lição, gente!
Não abandone o nosso país,
Feliz.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"QUEBROU...."

“QUEBROU........”

Meu coração...
Quando dispôs dele e não o cuidou!!!

Minha esperança...
Quando a arrancou do meu peito!!!

Minha juventude...
Quando me fez acreditar que já era velho!!!

Minha saúde...
Quando tirou a crença da minha mente!!!

Minha inocência...
Quando me fez desistir dos sonhos!!!

Minha liberdade...
Quando me prendeu a ti!!!

Meu sorriso...
Quando entristeceu meus momentos!!!

Minha individualidade...
Quando me condicionou a teus caprichos!!!

Minha seriedade...
Quando me obrigou a mentir!!!

E por fim....
Minha tristeza...
Quando fostes embora!!!

Minha doença...
Quando mudei de hábitos!!!

Minha solidão...
Quando não me senti mais só!!!

Minha velhice...
Quando descobri que tudo ainda posso!!!

Minha prisão...
Quando descobri que posso voar!!!

Minhas lagrimas...
Quando me descobri sorrindo!!!

Meu desamor...
Quando me senti bastante amado!!!

Foto de Wing0Angel

REAL EMOTION ( Verdadeira Emoção )

WHAT CAN I DO FOR YOU?
WHAT CAN I DO FOR YOU?
WHAT CAN I DO FOR YOU?

I CAN HEAR YOU...

Você nunca pensou que poderia se encontrar
Nessa situação, sem conseguir se levantar
Mas aqui está você completamente perdida
A cada dia que passa há esperança, de achar uma saída

Todas as coisas que você pode ver parecem diferente ser
De tudo aquilo que você deveria entender
Você não consegue mais conceber
Nem mesmo lhe é permitido mover ou morrer...

IT'S REAL EMOTION
SHAKING UP YOUR UPSIDE DOWN WORLD

Você nunca vai se render, pois não quer perder
Mesmo que nada mais possa fazer
Embora talvez esteja errada, não irá se esconder
Porque em seu coração você me escuta dizer
THAT YOU ARE NOT ALONE...

Nunca mais o passado você irá contemplar
Jamais para trás novamente vai olhar
Porque eu estou aqui, pode confiar
Se algo inesperado te acontecer
Saiba que ao seu lado vou permanecer
E certamente irei lhe salvar

WHAT DO I DO NOW?
WHAT CAN I DO NOW?

Revelei a Verdade, que você não podia ver
Tudo o que posso agora fazer
É acreditar em você...

IT'S REAL EMOTION
SHAKING UP YOUR UPSIDE DOWN WORLD

Sempre abençoada você irá estar
Uma vez que eternamente estou a te esperar
Por isso, pode acreditar que forças vai me dar
Assim como lhe dei, e a fiz enxergar
THAT YOU ARE NOT ALONE...

IT'S REAL EMOTION
SHAKING YOUR UPSIDE DOWN WORLD

No fundo do seu coração, sempre vou me encontrar
E quando de mim você precisar
Agora que temos a Força, basta seus olhos fechar
E lá você me verá, CAUSE YOU ARE NOT ALONE...

NOT ANYMORE...

Glossário:
IT'S REAL EMOTION: É a verdadeira emoção
SHAKING UP YOUR UPSIDE DOWN WORLD: Agitando seu mundo de cabeça para baixo
WHAT CAN I DO FOR YOU?: O que eu posso fazer por você?
I CAN HEAR YOU: Eu posso te escutar ( Ouvir seu desabafo )
THAT YOU ARE NOT ALONE: Que você não está sozinha
WHAT DO I DO NOW?: O que eu faço agora?
WHAT CAN I DO NOW?: O que eu posso fazer agora?
NOT ANYMORE: Não mais

Foto de psicomelissa

magia da vida

SONHOS E FANTASIA

Ser uma fada não é semelhante a ser uma bruxa boa
Ou um ser humano em um gesto de bondade infinita,
Age como se fosse um anjo de candura.
O que estamos a comentar é o simbolismo por trás das palavras
Que aparentemente demonstra ser o mesmo
Por que o sentido destas palavras está ligado ao puro sentimento.

Que por um momento pode parecer um jogo com as palavras
Fazendo com que elas tenham certa magia.
O que falta nos dias atual encanto
Ou seja magia,não de mágicos do circo
Mas de desejos, sonhos
Que devem existir para dar esperança
E motivação pra lutar com as dificuldades da vida

Foto de all_nites

pra todos os apaixonados

No teu olhar eu procuro as respostas
As perguntas que não tenho coragem de fazer
As duvidas que me provocam pensamento
As carícias que desejo ter
No teu olhar eu encontro o conforto
Dos teus carinhos que encontrei
Dos teus beijos que me fazem sonhar
Dos teus pensamentos que me fazem viajar
No teu olhar eu descobrir que vale a pena
Ser criança a brincar
Ser tolo em amar
Ser homem e te desejar
No teu olhar eu sinto o calor
De um sol interno e profundo
De uma fogueira a queimar
De uma brasa que nos funde em paixão
No teu olhar eu desejo ter esperança
De uma sedução incontrolável
De uma sensação de prazer
De uma vontade de te ter
No teu olhar eu falo asneiras
faço parecer as palavras tolas
De quem ama sem saber amar
De quem deseja sem saber o que desejar
De quem encontra o que não estava a procurar
No teu olhar eu vejo a criança
Que existe na tua alma
Que nos ensina a viver
Que nos mostra a pureza de querer
No teu olhar me entrego
Aos pensamentos loucos de uma paixão
Aos desejos de ter no meu coração
Aos infinitos sonhos de uma ilusão
No teu olhar eu procuro e encontro
Descubro e sinto
Desejo e falo
Vejo e me entrego
A uma paixão que me faz viver e sonhar

amo-te

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