Dor

Foto de Carmen Lúcia

Medo do Amor!

Tenho medo do amor...
Tento fugir, ele se aproxima,
Nem se dá conta, nem se lastima
Da proporção do estrago que é causador.
Vem de mansinho, qual brisa leve...
Para não alertar, fácil de enganar...
Tentando se adentrar
Pelas janelas sem fechar...

Depois que se acomoda
E os espaços invade,
Se faz furacão, desconhece razão,
Destrói tudo o que existe...
Corpo, alma...coração!
Deixando a dor, que persiste...

Tenho medo do amor...
Tento fugir... Ele é tão rápido!
Consegue me alcançar, me cercar,
Está sempre a me esperar
No lugar que menos espero!

Foto de Carmen Vervloet

Cidade Sem Cor

Cidade Sem Cor

Com seus olhos de progresso
A cidade caminha
Pelas minhas veias
Com seu andar assassino.
Percorre meu corpo
Que resiste
Com seu jeito menino
Que teima em acreditar
No homem... Em Deus...
Na verde esperança
Que se mistura ao cinza
Da poluição...
Ao negro do petróleo... Do minério...
Indício de morte... Cemitério...
Sinto cada pedaço de mim
Arrancado do meu ser...
Num triste padecer
Entre lamentos e dor...
A cidade está sem cor!
E meus olhos vermelhos
De tanto chorar!...
Ruínas... Destruição...
Sinto-me um corpo estranho
No corpo da cidade aniquilada...
Mas não perco a fé!...
Não me rendo!...
Acredito nesta nova geração
Atenta...
Ela nos libertará do caos...
Disseminará o mal...
E embarcará nesta nau
Quase naufragada...
E com a força do seu jovem coração
Segurará com firmeza o timão
Na perspectiva de uma vida futura
Reerguerá com outros ideais
E nova arquitetura, esta cidade...
Com zelo... Respeito... Devoção...
Enquanto resisto... Liberto meus versos...
Estes, a poluição, não pode me arrancar...
Liberto-os devagar!...
Para que ecoem no ar
Num grito de socorro
Enquanto aos poucos... Morro.

Carmen Vervloet

Foto de Ricardo Barnabé

Abre os teus Braços

Não estejas triste, não te sintas sozinho
nem revoltado com a vida, não te
sintas perdido, muito menos angustiado
por ninguém te perceber, simplesmente
abre os teus braços às minhas palavras
e elas te abraçarão e serão o conforto
que no lugar que te rodeia, tu procuras em vão,
deixa-me suavizar a tua dor ao partilha-la contigo

Escrevo de forma simples para demonstrar o quanto simples é estender-te as mãos e não dizer apenas
eu sei, tudo irá correr bem, mas escrevo assim para demonstrar, que por vezes quem nao souber
o que falar, um simples abraço e dizer, estou aqui, conforta-te nos meus braços, porque hoje nada mais existirá para mim, sem seres tu, estarei aqui para amparar as tuas lagrimas...

Ricardo Barnabé

Foto de Ricardo Barnabé

Guerra de loucos

Guerra de Loucos
Cidades de Mouros

Inocentes transformados em alvos
por batalhas de petróleo,

Noites iluminadas pelo fogo das balas
Hotéis feitos em quartéis,
Inocentes feitos em muralhas,
Dedos de gatilhos, olhos de miras,
e palavras faladas entre fogo cruzado,
País guerreiro, povo desfeito
Memórias lançadas, à fogueira de uma sina,
Esperanças esquecidas, entre a miragem da justiça
Glorias de alma, gentes na palma da mão,
Lágrimas de Sangue, coroas de saudade
Ruas desabitadas, aldeias destruidas,
bares fechados, portas trancadas, janelas cerradas
abrigos escondidos, casas habitadas pela solidão
Joelhos no chão, vestes rasgadas, costas curvadas por uma migalha de pão
Mães assassinadas protegendo os seus filhos do rumo da bala
E pais de mãos atadas e tornados reféns, pelos soldados da farda da "Paz"

Mundo, de cobardes, inocentes vitimas de crueldades de uma guerra sem chão!

Cidades Feitas de odio, e ganancia de poder
Mares transparentes, cumprimentados por ondas de sangue

Loucos, perdidos, rivais, religiões de animais
Castigos de dor, Chicotadas de rancor
Familias desfeitas e divorciadas do amor
Mãos estendidas, braços roubados
escondes-te no véu, e no reverso
de um réu julgas com polvora de canhão.
Mortes, palavra já longa,pela marcha guerreira,
dos Soldados pagos para morrer,mas vencidos sem nunca vencer,

Tudo isto numa Guerra que Avança,
Contra a Paz que já foge, na Ponta da Lança.

Batalhas de loucos, Vidas Perdidas, por brigas de Politicas

E Tudo isto numa Guerra que Avança,
Contra a Paz que já foge, na Ponta da Lança.

Ricardo barnabé

Foto de Wing0Angel

GIRL'S HEART - WOMAN'S FEELINGS -

Quando o coração está entrando
No sonho, pode por dois caminhos seguir
Docemente avançando e tentando
Siga à direita, para do tempo fugir
Ou à esquerda, que é só dor
Quem decide o rumo é o amor

"O coração de uma donzela é a coroa das feridas"
Essas palavras chegam voando
Afinal, alguém entende a incerteza,
Que está me irritando?

MAZE!
É um sentimento inocente
Porém crescente

YES!
Um amor adulto, amadurecendo
Estariam nele as respostas,
A razão do meu sofrimento?

Um abraço revela
Sob lágrimas de admiração
"Não sou mais uma menina
Estou declarando meu amor, minha paixão"

Não só eu o declamo
Todas sentem essa mesma vergonha
Ela não vai passar
Então, porque eu amo?

Glossário:
Título: Coração De Menina - Sentimentos De Mulher -
MAZE: Confusão
YES: Sim

Foto de Carmen Lúcia

Boa noite, Tristeza !

Boa noite, Tristeza!
Tens a chave da casa...
Entra! Tu a conheces tão bem!
E sabes da saudade que me arrasa...
Cada canto, cada espaço, cada pedaço
Tem tua marca...E a dele também!
És personagem de nossa história,
Apesar de chegares no fim...
Senta-te comigo à mesa,
Falaremos do amor que ainda ficou,
Saborearemos o prato da dor que restou
Regado à bebida de tua tristeza...
Tudo à rigor, sem esquecer a cereja,
Tão amarga quanto à amargura que me marcou.
Dá-me tua mão! Dancemos aquela canção...
A mesma que nunca parou!
Se o sorriso surgir em meus lábios
E a alegria resplandecer o meu rosto,
Não te vás! Ainda há o mesmo desgosto...
São instantes de lembranças adormecidas
Que teimam em acordar!
Fica, por favor!
Sem ti não posso chorar!

Foto de Wing0Angel

Meus 3 primeiros poemas...

Novato no site, publiquei meus 3 primeiros poemas:

DAYDREAM ( Devaneio ) - Ilusão
BROKEN INSIDE ( Quebrado Por Dentro ) - Dor
LILIUM ( Lírio ) - Inocência

Notem que sempre mesclo 2 ou mais idiomas em um mesmo poema ( Japonês / Português / Inglês / Latim ), sendo que raramente componho apenas no bom e velho português. Essa é uma de minhas excentricidades, já que procuro aproveitar todo o conhecimento e sentimentos que possuo na construção destes.
Agredeço á JoaninhaVoa e CarlosMustang pelos meus primeiros comentários, e espero que mais que poetas, todos sejamos amigos. Os comentários foram respondidos na mesma intensidade.

Isso é tudo, por enquanto...

Foto de Wing0Angel

DAYDREAM ( Devaneio )

Um sonho ( DAYDREAM )
Apenas um sonho ( SWEET DREAM )

Mas meu peito ( Sempre )
Balança ( Sempre... )

Esses lábios ( Sentem falta )
Que provaram o amor ( Desejam )
Chamar somente você nessa dor!

Espero que você, meu anjo
Voe rapidamente para os meus pensamentos
E abrace-os com suas vistosas asas
Aliviando meus tormentos

Meu coração
Almeja uma audaciosa confissão
Nos olhos que te contemplam
Uma lágrima, uma paixão transbordante...

As lágrimas por isso vou culpar
Vamos jurar, sempre nos encontrar
Mais e mais neste sonho...

Glossário:
SWEET DREAM: Doce sonho

Foto de Sonia Delsin

ESTRADAS RASGADAS

ESTRADAS RASGADAS

Picadas.
Estradas rasgadas.
Rasgam-se céus.
Rasgam-se mares.
Rasgam-se lares.
Nesta vida de hortas e pomares.
De bares.
De sonhares.
Neste mundo de estradas.
De viradas.
De ciladas.
De freadas.
Neste mundo de facadas.
Neste mundo de tanta violência se chega sem nenhuma experiência.
E o rio do tempo vai trazendo um pouco de tudo.
Um pouco de dor, de alegria.
Vai trazendo melancolia.
E acima de tudo vai trazendo sempre um outro e novo dia...
Traz piadas, risadas, gargalhadas...
Traz aquilo que convém, mesmo quando não se entende bem.

Foto de Carmen Lúcia

Eu, o poder!

Cala-te, poeta!
Teus sonhos altruístas e liberais,
Ameaçam os meus, consumistas e tridimencionais.
Tuas atitudes certas imbuem-se de gritos de alerta
Às minhas, duvidosas e incorretas...
Teus vôos inusitados e abrangentes
Podem estimular muita gente
A quebrar correntes...(Hoje,liberdade aparente!)
Vôos incoerentes a uma inverdade existente.
A luz que irradias, ameaça clarear caminhos,
Que quero manter em vão...na escuridão.
Tua essência põe em risco toda a abordagem da embalagem,
Roubando-me a prepotência, a persistência...
O teu lirismo contagiante carrega multidão adiante,
Mudando seu pensar...
E eu não quero vê-la dissipar.
Tua poesia é como um escudo salvador,
Livrando-te a alma do poder avassalador...
Tua sensibilidade me acovarda, me amedronta
Ao quebrar o gelo da sociedade que me afronta...
Teus anseios pelo fim das desigualdades
Ferem meu egocentrismo, minha vaidade...

Enfim, cala-te, poeta!
Não destruas meus castelos construídos
Pelo suor, sangue e dor
De um povo pacato e sonhador!

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