Cumplicidade

Foto de Ana Botelho

DESCONFORTO

Andamos passeando ao relento, eu e a minha saudade,
Vendo os dias, madrugadas e horas lindas que tivemos.
Os meus olhos deslizam e percebem ao meu redor
Cada suado avesso que sentimos e que a sós vivemos.
Tantos gestos de afeto, os prazeres, deliciosos grunhidos
Que ainda me envolvem, em sensações de levitar,
Foram entregas totais, cumplicidade, arrepios e gemidos,
Pedaços preciosos de nós dois, que não serão perdidos.
Meu pensamento se transborda e busca em cada essência
O meu alimento nas palavras soltas e perdidas no tempo
Vagueiam por entre oceanos e espaços infinitos
Absorvem emoções que me entorpecem os ouvidos,
São as nossas energias, só nossas, ressoando ao vento...
E que para cada detalhe, tenho ainda o gesto certo,
Nossos beijos trazendo ainda os turbulentos desejos,
E fico assim, a cismar, com os meus questionamentos
Quando longe você está, isso só porque não lhe vejo.

Foto de Centelha Luminosa

AS RUAS DA MINHA INFÂNCIA

Abro as comportas da memória
P’ra desaguar. Dar vazão
Às doces reminiscências
Ruas da minha infância
Largas de sonhos e fantasias
Cheias de minhas vivências

As minhas ruas de hoje
Não lembram àquelas do ontem
Não tem alegria, não tem a magia
De um tempo de pouca idade
Quando ruas guardavam segredos
em total cumplicidade...

Não tem da mãe o olhar
Que acompanha sempre a cria
Atenta ao seu caminhar
Não têm as ruas de hoje
As flores do Bem-Me-Quer
Em sua existência simples
Pétalas pra eu colher
Atapetar as suas margens
Retalhos de sol na ramagem...

Sem nenhum medo de rua
Eu tinha encontros com a lua
Quando a noite descia
Crianças cantavam em roda
A ciranda da inocência
Quanta alegria fluía!

O tempo que a tudo transforma
Em sua passagem voraz
Somente não foi capaz
de em minhas lembranças
por um fim
As ruas da minha infância
Estão bem próximas
Tão inteiras, e vivas, ainda
Dentro de mim....

Centelha Luminosa(Maria Lucia)

Foto de Graciele Gessner

Um Presente de Aniversário! (Graciele_Gessner)



Categoria: conto



O dia tão esperado chegou - o aniversário dele. Aquele capaz de provocar gostosas sensações só num gesto de carinho. Por fim, ela programou tudo para passar aquele dia com ele, porque ele pediu por “ela” numa noite. Porém, ele não sabia que seria em seu próprio aniversário.

Para completar a surpresa, o dia do aniversário caiu justamente num sábado, à noite saíram sem destino. O intuito dele era estar com ela, não importasse como, mas estaria. De início procuraram um lugar que pudessem estar a sós, num lugar privado, que estivesse só ele e ela e mais ninguém para interferir.

Chegando ao local escolhido, lá tudo poderia ser feito e dito, e principalmente desfrutar o presente – ela! Além da atração que ambos sentiam, existe cumplicidade em seus olhares, existe confiança entre eles. Muitas qualidades na cama, muitos segredos fora dela.

... Ele jamais teria imaginado que em seu aniversário seria surpreendido. Tantas vezes desejou dormir com ela, passar uma noite inteira com ela, que agora, estava prestes em acreditar que sonhos podem virar realidade.

Assim aconteceu, passaram as melhores horas que duas pessoas num ato de amor poderiam ter passado. Aquela noite, aquele aniversário, o presente que jamais esqueceria.

O mais importante: valeu a pena esperar por ela. Ele recordou como foi difícil de conquistá-la. Como ela relutou com a aproximação dele. Por fim, ela caiu em seus braços, entregou-se numa noite especial.



06.03.2010

Escrito por Graciele Gessner.



*Se copiar, favor mencionar a devida autoria. Obrigada!

Foto de Aparecida Apaixonada Melo

MISTO DE ALEGRIA E DOR

Você não sente nada por mim
E por isso fico tão triste assim
Meu coração sente o impossível
Esse amor para você é invisível

Nossa cumplicidade é tanta
Que alimento a ilusão insana
Que te ter por momentos
É conquistar aos poucos teus sentimentos

Ah! O amor, meu amor...
Esse misto de alegria e dor
Essa estrela inalcançável

Ah! Lágrimas borbulham em meu olhar
Sinto tua falta, você está no luar...
Você é o que eu toco e não posso alcançar!

Foto de Graciele Gessner

Entre Eles Existe... (2) (Graciele_Gessner)



... Continuação do conto ENTRE ELES EXISTE... (1)



Existe toda a química para dar certo! No eventual encontro aconteceu o primeiro beijo e em seguida vieram muitos outros. Sobreviver a tantos beijos é querer pedir água. Sem contar na maestria de ambos, parece que nasceram para o romance. O beijo parece até que estão se engalfinhando tamanha a paixão.

Ela é do tipo que prefere um beijo comportado ao público, mas ele, meu Deus! Ele é a tentação em pessoa, parece que está com os holofotes em sua direção, um beijo cinematográfico. Difícil resistir a um beijo assim... Quem conseguiria?

Retribuindo o beijo, ela consegue num pequeno detalhe, dar a entender que quer algo a mais. Um beijo recheado de carícias, um beijo demorado, sem pressa. No beijo, ela consegue mostrar o seu lado romântico de ser. Porém, o beijo dele, é aquele espetáculo a parte, mas é um beijo molhado, que fica evidente o seu desejo, a sua sedução.

No ato de seduzir, ele consegue ser um perfeito mestre. Ele é conquistador, encantador, dominador. Existe algo de se invejar, a atração fatal. Ele cria a situação, ela harmoniza o ambiente com a sua beleza. Neste encontro acontece aquilo que já deduzíamos, o momento de maior intimidade deles.

De alguém que ela nunca tinha visto antes, uma amizade que nasceu casualmente, o primeiro cumprimento dele na rua... Para depois, resultar numa noite de amor. As iniciativas partiram dele. (Os homens são bons nisso!). Ela em muitos momentos interrompia os beijos, pois necessitava tomar ar.

Então, ele conduziu a sua deusa, levou-a ao local mais apropriado para terem muitas horas de puro prazer. Sentiram-se no paraíso. Ela era delicada, linda, perfeita! Sua sensualidade nua aflorava a cada minuto... Aquele ato de amor gerou uma cumplicidade entre eles, algo que só o tempo dirá. E o futuro é uma incógnita, pois ninguém sabe o que pode vir depois.


17.02.2010

Escrito por Graciele Gessner.


*Se copiar, favor mencionar a devida autoria. Obrigada!

Foto de Martinha Brito

Entender

Sou um tipo de pessoa espontânea,
Sempre busquei ter as pessoas que amo perto de mim,
Entendo da necessidade das pessoas terem o seu espaço.
Entendo da dificuldade de encontrar-se.
De relacionar-se.
Acredito no amor,
Acredito na cumplicidade,
Acredito na lealdade.
Acredito em mim,
Acredito nas pessoas.
Deixo o tempo curar as feridas,
Feridas abertas pela vida,
Com cicatrizes que ali permanecerão.
Não para lembrar a dor,
E sim para saber o que aprendemos.
Eu tenho muitas cicatrizes,
Muitas que no início doeram demais,
Mas que não me mataram.
Eu vivo e não sobrevivo.

Foto de Paulo Gondim

Anjo devasso

ANJO DEVASSO
Paulo Gondim
30/01/2010

O imaginário segue por vias longas
Por campos de florestas densas
Num raio de luz, tua imagem
Num arco-íris, teu sorriso
Ambos completam a cumplicidade
Que ma faz fugir da realidade
Tudo é sonho, tudo é poesia

A mente perturbada me faz te ver
Como num encontro de muita sedução
Sob as asas de nosso anjo devasso
Esquecemos de todas as virtudes
A volúpia de teu peito dita o compasso
Do vôo livre de corações alados
Enquanto praticamos todos os pecados

Foto de Edson Rufo

Mãos

Queria uma mão segurando a minha assim começa nossos ideais
Pedir, sentir e desejar.
Algo que fosse diferente, algo que por tudo fosse mais experiente.

Queria uma mão ao meu lado caminhando comigo.
Não pedi suas mãos para me aplaudir.
Pois a felicidade e cumplicidade se tornam os aplausos da vida.

Minhas mãos seguiram como meus pés, em frente.
Sem medo, somente uma expectativa, mudanças.
Minhas mãos que soavam frias, muitas vezes aqueciam.

Somente pedi seu dedo para colocar uma aliança.
Que mãos que tanto já sofreu, já amou, apontaram, errou.
Mãos que enxugaram lágrimas, que embalou um berço.
Mãos que deixaram de rezar o terço.

Mãos que dizem foi engano, mãos que te dizem amo.
Mãos que dizem seja feliz, mãos que diz sou sua sim.

Mãos de homem fantástico, amigo, honesto, companheiro, forte.
Mãos de um humilde e amável.
Mãos de verdade.

Esperei que suas mãos jamais recuassem.
Foi tudo quase uma verdade.

Pedi somente uma mão que caminhasse.
Uma mão que abraçasse
Forte e com muita vontade.

Queria uma mão segurando a minha assim termina nossos ideais
Despedir, sentir e lamentar.
Algo que fosse diferente, algo que por tudo fosse mais experiente.
Não, eu só queria uma mão, entende ?

Edson Rufo
© Direitos Reservados

Foto de Edson Rufo

Partículas

Partículas

Podemos entender que as coisas da vida são partículas
Mas que nos fazem compreender tantas e poucas coisas ao mesmo tempo
Avaliamos se o bem existe, porque então tantas pessoas procuram o caminho do mau?

Se o sorriso existe porque alguns insistem em ficar de cara feia ?

Têm-se a verdade sempre clara e transparente porque então usam da mentira se escondem?

O abraço que é tão terno e carinhoso
Alguns se recusam á estender o braço

Quando usamos palavras claras e intenção direcionada ao futuro
Por que ainda usam da manipulação, articulando se enrolando
Quando damos a oportunidade de tudo ser diferente
Não entendo porque pessoas recuam ao passado destruindo o presente

Quando falamos de fé existem pessoas que ainda se escondem e vivem sonhando com a luxúria e tantos caminhos errados da vida

Quando damos o primeiro passo desistimos no segundo

Quando falamos de beleza interna tantos ainda são pobres e fingidos
Mesmo quando nos fazemos claros outros se fazem de mal entendido

Podemos entender que essas “partículas” tão pequenas são as que mais destroem a vida do ser humano
Palavra, beleza, sinceridade, honestidade, cumplicidade, fidelidade, gratidão, pulso, sabedoria, sincronicidade, junção, mão, pés, caminho entre tantas outras palavras que para alguns somente são palavras que se tornam ocasião.

Edson Rufo
Escritor – Terapeuta
Consultor de Qualidade de Vida
e Saúde Empresarial

Foto de Saroski

Passagens...

Vivia no meu conto imaginário, de aventura e solidão,
Sonhava com aquela história de criança, onde reina o perdão,
Se vive de ternura, cumplicidade e compreensão...
E se aprende a dizer sim em vez de não.

Depois acordei, deparei-me com a realidade,
Deixei de sonhar e desejar,
Pois quando conheci a triste verdade,
Parei de acreditar...

Percorri o meu caminho, desapontada talvez,
Mas a sombra do meu sonho, me alertava...
Após aventuras e desventuras, decidi parar de vez...
Parar de procurar, de querer, de sofrer ao sonhar com quem não me amava...

Até que no meio da multidão te vi..
Nada desejei, nada procurei... Tudo temi..
Teu sorriso, teu calor, teu coração,
Ofereceram-me protecção, encheram-me de emoção...

Agora a teu lado, vivo o meu sonho de criança,
Encontrei a ternura, o amor e o perdão.
Aprendi a partilha, a cumplicidade e a esperança...
Agradeço-te por teres feito de mim. alguém que recuperou o seu coração...

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