Céu

Foto de killas

MANHÃ FELIZ

Logo que abri os olhos de manhã,
Soube que o meu mundo ia mudar,
Iria começar a viver com novo afã,
Pois soube finalmente o que é gostar.

Naquela manhã pura e singela,
Passei a para sempre te adorar,
Aquela estrela no céu, tão amarela,
Passará a ser o símbolo do nosso amar.

Só agora é que vim a descobrir,
O que na vida eu andava a perder,
A partir de agora só vou pedir,
Que o meu mundo demore o seu correr.

Não sei como não via a beleza,
Passar bem adiante dos meus olhos,
Não era grande prova de esperteza,
Andar no mundo a ver escolhos.

Mas um dia Deus deu-me a luz,
Para eu bater na porta do amor,
Não há melhor som do que truz-truz,
E senti-la vir com o seu calor.

Há pessoas que um dia têm sorte,
De encontrar a sua metade,
E vai até ao dia da sua morte,
Morte às vezes de saudade.

Foto de Jamaveira

Livro

Livro

Folheando vão passando imagens
Leitura criando formas
Projetando no ar imaginações
A vida toda ali aos olhos
Épocas em páginas
Espinhos e lírios nos caminhos
Redemoinhos de paixões
Oh! Quantas ilusões.
Trechos ignorados
Escritos sem menor sentido
Parte de um todo
Nem tudo são flores...
Personagem principal
Misto de vilão e herói
Tema do enredo
Às vezes confunde
Caminho sem rumo céu ao fundo
História avança imprevisível
Cansada a vista adormece
Na mente se passa o mundo
Livro fechado capa ferrugem
Em letras maiúsculas
Passado presente sem futuro
Best-seller espalhado no escuro.

Jamaveira

Foto de Teresa Cordioli

O jardim sem Beija-Flor...

O jardim sem Beija-Flor
Teresa Cordioli.

.

.

Amanheceu o dia
E o sol já raiou
As pétalas da flor se abriram
Sem brilho e sem cor
Nem parece o mesmo jardim
Pela falta do Beija-Flor...
O pássaro está ferido
sem asas e com muita dor,
por estar longe do ninho
sozinho, acompanhado apenas
pela saudade da FLOR.
O vento que é bondoso
Leva em rajadas as pétalas
Para bem longe do jardim,
Para aonde o Beija-Flor chora
Conta história,
E espera ver do capítulo o fim,
Que no meio do percurso, foi interrompido
Por uma grande ilusão.
As quais transformaram seus dias
Na maior sofreguidão...
Pássaro ferido
Teus olhos refletem o Céu,
Tuas asas refletem a Lua
E tua voz reproduz a verdade nua e crua
Pássaro ferido
Que da Flor és parte da história
És dela a máxima vitória,
Sua grande paixão.
O sol já se pôs
E a Flor recolheu suas pétalas
Sem brilho sem cor,
No coração só a saudade
Na saudade a esperança
Na esperança te espero
Com meu AMOR...

Foto de like_a_stone

Sonhos

Fugiu..
nao sei ainda o porque...
da cor azul do céu
dos sonhos cor de rosa
do rodar do mundo
do meu coraçao
que está pintado numa tela
em tons de pastel

hoje conto
as estrelas
como se fossem pintas
deixadas por um pintor
que nao soube
que derramou o frasco
que continha as mais simples gotas
de amor

espalhao-se os sonhos
os pesadelos
fica a vida real repleta de amargura
tristeza
e avareza

reinam os que semeiam o medo
os que destroiem pensamentos felizes
daqueles
que outrora foram felizes

longe de tudo
vem a estrada
do reino encantado
o lugar para recomeçar uma nova historia
de encantar

segue o coraçao
repleto de emoçao
deixa-te levar
apenas pelo sopro
que um dia
te trará a maior da razao.

quero sorrir
quero viver
quero contar um dia
a historia que prometi

pois será
apenas mais uma fábula
de mistérios
na qual o tempo tudo cura
e eu serei eternamente feliz

Foto de NiKKo

Do sonho para a realidade

Mesmo sem abrir os olhos eu te vi ao meu lado.
Senti minha pele se incendiar de desejo com o seu calor.
Instintivamente minhas mãos procuraram teu corpo,
minha boca faminta, em beijos lhe declarou meu amor.

O calor de nossos corpos juntos revelou a urgência
quando se entregaram na ânsia de se completar.
Suores, fluidos e sussurros se misturaram,
dois corpos feitos um, na forma de se entregar.

Com medo de acordar, eu não abria meus olhos,
pois ter você comigo desta forma, eu sempre sonhei.
De olhos fechados lhe dei meus carinhos mais sinceros
misturando meus sonhos e meu cotidiano, me realizei.

Confesso que não sei se foram minutos ou horas
que fiquei absorta nesse mundo quase irreal.
Minha alma levitava sobre o céu noturno e particular
e por amor, realizava vôos impossíveis para um mortal.

Nesses vôos meu mundo se coloriu e se perfumou.
Flores de todos os tons enfeitaram meu jardim.
Sem medo pelo universo do amor livre voei;
Perdi-me dentro dele, a angústia que sentia teve fim.

Se foram dias ou meses eu confesso que não sei.
Apenas hoje tenho consciência de tudo o que vivi,
pois enfeitiçada pela felicidade, eu abri meus olhos
e o brilho de um olhar triste e meigo eu vi.

E ao sentir neles tanto carinho e desejo, eu sorri,
porque depois de tanta busca, finalmente pude perceber.
Que com meu sonho, construí a minha realidade
pois hoje em seus braços, tranqüila eu posso adormecer.

Foto de Sonia Delsin

QUE ME AMAS

QUE ME AMAS

Todos os sinos badalavam.
Todos os ventos falavam...
Todos os sons se propagavam...
Eram palavras ao vento.
Era um doce alento.
Meu nome na tua boca era mel.
Nos teus braços eu conhecia o céu.
Os sinos não mais se calarão.
Os ventos falarão.
Todos os sons repetem que me amas...
E isto me basta.
Ainda que eu tenha que esperar...
Ainda que tenha que aguardar...
O nosso tempo chegar.

Foto de Henrique Fernandes

QUERES SER MINHA?

.
.
.

Nosso encontro é uma cerimónia transcendente
Uma panóplia de emoções para além das constelações
Na fantasia que nossa mente persegue abertamente
O céu cai e bebe da tua pele o infinito de sensações

Um banquete dos deuses num jardim de belas flores
Com aromas que tentam imitar a tua beleza impar
Numa primavera de momentos tão cheios de cores
Seduzo a lua que te atrai a mim com o meu luar

O sabor a nós é mel com fartura de nós presentes
Despertando uma aurora de cheiros que aromatizam
Nossa voz de amigos autênticos a caminho de amantes
Além fronteiras de dimensões livres que valorizam

O nosso roçar de lábios que é uma lua-cheia em verso
Fazendo nos sentir um calor de uma noite de verão
Num rodopiar vaiados de prazer sobre o universo
Em alegres sinfonias de prazer ponderadas no coração

Por paixão que dormita pelas ruas dos nossos desejos
Sonhos reais que nos atingem elevados num grito
Vindo de uma garganta solta na evidência e ensejos
Que nos chamam povoando tudo em que acredito

Tanto que nos momentos sem ti há silêncio profundo
Tão profundo que consigo ouvir a voz dos sentimentos
Usando o melhor que há em mim para declamar o mundo
O meu mundo de fadas onde entras ao colo dos ventos

Num convite da alma que minhas mãos sopram suaves
Na musa que és ao enfeitar todas as minhas letras de amor
Não sou mero homem nem por acaso o teu poeta, tu sabes
Quanto és bela, quanto és mulher a brilhar no meu esplendor

Foto de anuxca

lua brilhante

No silêncio da noite
Encontrei o teu luar
Foi nessa angélica noite
Que explorei o teu olhar

Delicado céu cintilante
Linda estrela a brilhar
Meu coração palpitante
Com medo de se apaixonar

Meu olhar perforou o teu
Modelando uma estrela cadente
De novo a lua compareceu
Fiquei deveras contente

No silêncio da noite
Encontrei o teu luar
Foi nessa angélica noite
Que aprendi a amar

Foto de Dirceu Marcelino

EU VIAJEI DE TREM - POEMAS: VIAGEM DE TREM e NUVENS DE FUMAÇA I

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“VIAGEM DE TREM”

Lá vem a Maria Fumaça...
Trazendo e levando saudades...
Por onde ela passa!!!

Por toda a composição...
Esta espalhada à esperança...
Em muitos corações!!!

Lá vem o trem de ferro...
Carregado de sonhos...
De sentimentos sinceros!!!

Na beira das estações..
Tem crianças brincando...
Se enchendo de ilusões!!!

No apito do trem amigo...
A cabeça viaja...
Num grito contido!!!

O amor, que ainda não voltou...
É esperado na rampa, com todo fervor!!!

Lá vem a Maria Fumaça...
Trazendo a alegria...
Por onde ela passa!!!

Chuck,chuck, chuck, lá vem a Maria Fumaça,...
Espalhando noticias por onde ela passa!!!

Viajar de trem faz parte do imaginário de toda criança...
Portanto permaneçamos criança enquanto durar nossas vidas...
Porque na vida de cada criança, não pode faltar esperança...
E nem uma viagem de trem!!! ( Edson Milton Ribeiro Paes )

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NUVENS DE FUMAÇA I

O vapor forma uma nuvenzinha fina!
Como gostava de ver esta paisagem.
Namoro-a em sonhos como tu menina,
Vejo-te ao longe, só a tua imagem...

Como “Maria-fumaça” lá no alto da colina.
A que corria ver todo dia a passagem,
Toda vez do mesmo lugar, da tua esquina.
E como sonho com essa miragem.

Olhava o céu para ver como se dissipava,
A fumaça de meus sonhos de menino.
Mas ainda hoje. Vejo teus olhos que cintilava

Ao ver-me com teu olhar feminino.
O acorde de teu coração vibrava
E ainda aqui ressoa como um hino. ( Dirceu Marcelino )

Para assistir video - poema correspondente feito por CARMEM CECÍLIA entre em:

http://www.youtube.com/watch?v=7fE5aNx-zQ4

Foto de DAVI CARTES ALVES

GARIMPAGEM DE DIAMANTES NAS SEARAS DA LITERATURA 4

“ A mulher madura,

... Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. A mulher madura é assim, tem algo de orquídea que brota exclusivamente de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.

Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem o seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo ”

“ Presentear, na verdade, é isto. É dizer: eu não vim apenas te ver, através do meu presente, eu vim permanecer. ”

“ Se quer ir ao cinema as três da tarde, vá. Se quer sair para tomar sorvete ás cinco, vá. Você vai acabar redescobrindo uma certa luminosidade que as manhãs ainda tem e que a tarde tem mais mistérios do que o pôr-do-sol pode nos pintar. ”

“ Ganhei duas crisálidas de borboletas. Aprendi a ver nesses casulos as asas que se desenharão em algum céu. Seguro nas mãos essas formas vivas disfarçadas de vegetal.

... No meu quarto, dependuradas num vaso de samambaias, duas crisálidas me contemplam . Elas sabem, mais que eu, a que horas duas estupendas borboletas sairão do útero do tempo para esbaterem contra as vidraças do dia. ”

“ A trepadeira no terraço, que avança dois-três centímetros cada jornada, seguindo o fio de náilon do tempo, me ensina a direção das coisas. O vento sopra pelas costas de suas folhas e ela navega verde pela pilastra como uma caravela reinventando o seu concreto mar. ”

“ ... Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada na vida, têm, contudo, um arco – íris n’alma. ..

Nunca vi o Sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece ”

“ As vezes um texto parabólico e elíptico pode nos dizer mais, que outros pretensamente objetivos ”

“ A historiadora Denise Bernuzzi de Sant’Anna anda fazendo entre nós o elogio a lentidão. A violência tem a ver com a velocidade. É bom pensar nisso. Pela pressa de viver as pessoas estão esquecendo de viver. Estão todos apressadíssimos indo a lugar nenhum.

... Era lento em aprender as coisas na escola, mas quando aprendia algo o fazia com mais profundidade que os demais ... Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se necessário for, cruelmente delicados. ”

“ Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas.

É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isso é necessário ter asas, e sobre o abismo voar. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.

Um dia eu fiz 30 anos..., era um homem e seus 30 anos, um homem e seus 30 corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado e arborizando, ao sol e a sós ... Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema”

“ Despir um corpo pela primeira vez, é conhecer pela primeira vez uma cidade. E os corpos da cidades têm portas para abrir, jardins de repousar, torres e altitudes que excitam a visitação. .. E como o corpo, querem que alguém as habite com intimidade solar. Porque o corpo do outro não pode ter a sensação de perda, mas a certeza de que algo nele se somou, que ele é um objeto luminoso que a outros deve iluminar.

... frágil pode trincar em alguma parte, e os menos resistentes se partem, quando aquele que os toca, os toca apenas com a cobiça e nunca com a generosa mansidão de quem veio pela primeira vez, e sempre, sempre para amar.”

Pepitas de diamantes, extraídas Do livro:

Coleção Melhores Crônicas – Afonso Romano de Sant ’Anna
Global Editora

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