Sou o desgosto que encontra o amor
Sou o poeta que se contradiz
A criança que quer ser feliz
Se santificando ao ser pecador.
Sou o escuro que sabe iluminar
Sou o tesouro encontrado
O boêmio apaixonado
Morrendo de tanto amar.
Sou o silêncio da agonia
Sou o sol do entardecer
O orvalho do amanhecer
Chorando de alegria.
Sou a mão que bate na porta
Sou a presteza da morosidade
A escada da verdade
Lutando para não ser morta.
Sou a vergonha do vagabundo
Sou a perversão do bondoso
O centímetro mais grandioso
Tendo nada e sendo tudo...
Denise Viana
Psico-Poeta
Fiz este a muito tempo, aliviando mágoas já esquecidas.. mas gosto, por isso tá aí...
As bocas dos poetas
São sábias e faceiras...
No escuro procuram
Pelo percurso tateiam
Entre aranhas e teias
Num leve sopro de sensações...
Vencem as sombras das ilusões
Derretem as chamas dos labirintos
Nos rios que transbordam de prazer...
Querem o fruto proibido
Mesmo que por viés errante
Lançam seus lábios alucinantes
Vulvas, membros, gritam vibrantes
Olhos escondendo-se na miragem
Dos caminhos errantes da magia...
Torpores... liberando-se na margem
De dor e gozo em perfeita sincronia
Veias acesas e pulsantes
Deliram intensas... presentes
Bocas propensas aos mergulhos
Tecem fios em agulhas...fagulhas
Nossos nomes... sussurros de languidez
Bendizendo, embriagando nossos corpos,
Vultos que seduzem...acariciam,
Sedução em seu indomável feitiço
Surtam nas ondas das amarguras
Dos indeléveis prazeres mundanos
São santas e profanas... as bocas...
Lânguidas e labiosas...curiosas
Sensações no margear da loucura,
Libidos em chamas se alimentando
De delírios causando rios de tonturas,
É o amor saqueando toda resistência
No frenesi sensual das buscas
Cospem a água benta ou veneno
Das palavras eróticas e obscenas
No passeio das salivas e cenas
Carícias sem acariciar, sopro da brisa,
Arrepiando, alucinando... queimando
Penetrando, passando em cada veia,
Delírio abismal... que teima em ficar
Engolem e roçam gengivas
Letras em impulsos de ogivas
Contato do gozo e do orgasmo
Rangem frenéticas mandíbulas
Pele ardente seduzida como seda
Nas trilhas alucinantes das bocas secas,
Saciam nossa sede sem nenhuma timidez
Febre ardendo eliminando toda lucidez
Ah! bocas profanas, santas, marginais,
Atrevidas em seus delírios vagabundos
E em seus versos eróticos e marginais
Que se fundem no tesão... em ebulição
Sevícias em carícias e malícias
Mastigam o remédio da cura
Indo ao encontro d’outros lábios
Na dança celestial das línguas
Festejam no tablado do céu
Na pele, na coxa, na gruta...em véus
Saciam o apetite feroz da fome
Ah! Desbocadas...ousadas...sem nome
São carícias abismais em ritmos sensuais,
Trilhas úmidas de prazer e ousadia...
Fome libertina sem poder ser saciada
No auge da colheita libertina e vadia
Atrevidas, bagunceiras, sussurrantes...
Não há quem não se quede aos teus encantos
Sempre insinuantes...estão em todos os cantos
Satisfeitas, carentes como loucas e delirantes
Euforia de corpo a corpo em nossas bocas,
Nossos atrevimentos de pura e fiel satisfação
Das fomes devorando milhões de encantos
Nesse nosso último ato nos domando...
Nossas bocas delirantes não são santas
Mas bocas de prazer... que buscam saciar
No auge duma noite de luar estão a cantar
Nos embriagando e nos fazendo delirar...
Assim é a minha...a tua...a nossa boca?!
Na procura do beijo sensual e ardente
Na terra...no ar ou no mar querem apenas amar...
E se beijar...beijar muito...nas bocas!
Duo: Salomé&Hilde
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 17/05/2008
Código do texto: T993333
http://recantodasletras.uol.com.br/duetos/993333
Têxto em construção...sujeito a aprovação da Salomé
Verdureiro...É o rei da feira
Abre a boca e solta a fera
Cantarola com suas caçarolas
Cantigas para vender calçolas
Faz de tudo para ganhar uns trocos...
Sua goela é poderosa...como soco!
Ao soltar a sua voz forte e estridente
Alegra a garotada...risos nos dentes
Tem uma dúzia de filhos dependentes
Que vivem sempre magrelos e doentes
Mas Seo Bastião não amolece, não!
Vai à luta e grita com todo seu pulmão.
É da sua labuta...do seu suor que ganha o pão.
Não se importa com as chacotas, nem lorotas...
Dos ricaços das cidades...faz até troça...
O que importa e o conforta é a tralha
Planta, colhe e vende a sua verdura
No seu 'carrinho quitanda'...vida dura!
Lá vai Seo Bastião com seu bocão
Se alguém rir dele...coça os 'culhão'
Ah! Seo Bastião o que seria da emoção...
Se não fosse o seu enorme vozeirão?
Nesse mundo tão perverso e desigual
Onde todos se calam...não lhe dão a mão?
Chova ou faça sol... tem que vender a sua fruta
Faltam-lhes outras rendas...além dessa quitanda
A vida lhe foi injusta...sem estudo...nem conteúdo
Só lhe restou botar a boca no mundo
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T991403
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/991403
Eu jamais esqueço, mas odeio que quer me lembrar...
coisa que a vida me fez ter em comum com a parodia de ser um alguem simples é ter que suportar a agonia de jamais saber o motivo do que tento intensivamente esquecer...
Nunca pensei que as coisas uma dia pode-se chegar a ser um paradigma que eu mesmo criei e eu mesmo enrolei, teci e agora não imagino um motivo para ainda estar aqui olhando pra o céu de estrelas claras e onividentes que prevêem não meu futuro mas o passado que o tempo não nega e as opções que jamais fiz...
Saber que o tempo é amigo do meu pior inimigo e dono do relógio que rege minhas forças me faz pensar se eu controlo o que faço ou se faço o que penso ser correto sendo controlado, será tudo isso uma maquina que é movida pelo ,meu imenso desejo de acreditar que sou eu que manejo o chicote e não o burro que puxa a carroça...
Penso que penso e acho que o rumo da estrada sou eu que trilho mais a duvida que me rege é se o controle é meu ou se sou eu o controlado.
Sábia e faceira...
No escuro procura
O percurso tateia
Entre aranhas e teias
Quer o fruto proibido
Mesmo que por viés errante
Lança seus lábios alucinantes
Vulvas... gritam vibrantes
Veias acesas e pulsantes
Deliram intensas... presentes
Bocas propensas aos mergulhos
Tecem fios em agulhas...fagulhas
Surtam nas ondas das amarguras
Dos indeléveis prazeres mundanos
São santas e profanas... as bocas...
Lânguidas e labiosas...curiosas
No frenesi sensual das buscas
Cospem a água benta ou veneno
Das palavras eróticas e obscenas
No passeio das salivas e cenas
Engolem e roçam gengivas
Letras em impulsos de ogivas
Contato do gozo e do orgasmo
Rangem frenéticas mandíbulas
Sevícias em carícias e malícias
Mastigam o remédio da cura
Indo ao encontro d’outros lábios
Na dança celeste das línguas
Festejam no tablado do céu
Na pele, na coxa, na gruta...em véus
Saciam o apetite feroz da fome
Ah! Desbocadas...ousadas...sem nome
Atrevidas, bagunceiras, sussurrantes...
Não há quem não se quede aos teus encantos
Sempre insinuantes...estão em todos os cantos
Satisfeitas, carentes como loucas e delirantes
Assim é a minha...a tua...a nossa boca?!
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T990621
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasbucolicas/990621
QUERO
Quero...
Uma nova esperança
Quero...
A alma de criança
Quero...
Um novo amanhecer
Quero...
Renascer!
Quero...
Voltar a sorrir
Quero...
Um novo porvir
Quero...
Iluminar... Sonhar
Por mim me apaixonar
Quero...
Desabrochar e me achar...
Reencontrar!
Quero...
Um novo caminho
Sem desalinho
Quero...
Prosseguir
Sem retroceder
Sem ceder...
Quero...
Encantar-me
Fascinar-me
Cantar... Dançar
Quero...
Avançar...
E novamente
Minha felicidade buscar...
Carmen Cecília
11/05/08
POESIA
JOANINHA VOA
EDIÇÃO
CARMEN CECILIA
MÚSICA
UN NOM D' UNE FEMME
Quando eu sonhava
Sempre que eu sonhava
Pensava ter teus sonhos
Nos meus!...
E no sonho
Eu via-te e sentia-te
E quando acordava
Tu estavas lá
Não eras uma imagem
Fugidia
Eu tocava-te
E alcançava-te
Sabia de prazer
E de dor
Agora desperta
Que vejo eu?
Raio incerto
Um trajecto
Descaminhado
Vagão descarrilhado
Imensa solidão
D´um pensamento
Atrofiado
Que nunca foi projectado
No tempo que era tempo
No tempo que era dado
Quando eu sonhava
Pensava que tínhamos
Os mesmos sonhos
Os dois!...
A morte, esta forma negra,
Em dois modos de pensamento
Tem a morte que é da carne
E a morte dos sentimentos.
A morte que é da carne
Ás vezes vem normalmente
A morte de sentimento
Quando chega é diferente.
A morte que é da carne
Pode chegar de repente
A morte de sentimento
Devagar mata a carne da gente.
O que as mortes tem em comum
É coisa pouco entendida
Pois a morte de sentimentos
Aos poucos nos leva a vida.
A morte de sentimento
Nos leva para prisão
Preso dentro de nos mesmos
Vivendo só de aflição.
A morte que é da carne
Não dói, não queima e não arde,
Pois a morte que é da carne
Nos devolve a liberdade.
Vivendo entre duas mortes
Só uma coisa eu entendo
Pior que a morte da carne
É a morte do sentimento.
Rir Sem Limite. (vídeo poema)
.
.
.
Rir da vida insana.
Rir do que já foi...
Rir do que já poderia ter sido.
Rir do que a vida nos presenteia.
Rir do sol a cada alvorecer.
Rir da alma desnuda.
Rir do que nos parece sem noção.
Rir da liberdade camuflada.
Rir do conteúdo sem inspiração.
Rir do que a imagem tenta transparecer.
Rir do que muitos se fazem de cegos.
Rir da hipocrisia dos infelizes.
Rir, apenas rir sem limite,
Com a satisfação da missão cumprida.
Rir dos que pensam que sabem.
Rir do controle que nos aprisiona.
Rir da vida que escolhemos.
Rir do destino que cultivamos.
Apenas a vontade louca de rir.
Rir ao amar, ou pelo menos tentar.
Rir pelo que você conquista.
Rir e vibrar por tudo insignificante.
Ria desta vida maluca!
Graciele Gessner
.
.
.
Certamente rir é o melhor remédio!
Cura todos os males sem mistério
Cicatriza todas as feridas
E traz leveza a vida...
Deixa o mundo a florir...
E a paisagem vem colorir...
Leva as tristezas prá longe
E faz com que a vista se alongue...
É uma benção divina
Que beleza descortina
E a todos ilumina...
Rir com vontade...
Gargalhar de verdade...
Que grande felicidade!
CarmenCecilia
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