Enquanto as pessoas riem
Eu choro
Enquanto se divertem
Eu me deprimo
Enquanto são feliz
Eu sou triste
Me afundando dia após dia
Em um sofrimento sem tamanho
Em uma dor sem explicação
Sendo somente pisoteada
Criticada,maltratada
Pensam que tudo isso
Que faço é drama
Não!
É somente a forma que encontro
De colocar pra fora um pouco
Do meu sofrer
Sou apenas uma pessoa
Um alguém como outro qualquer
Que seu maior desejo
É ser feliz...
(Vanessa Brandão)
POESIA
JOANINHA VOA
EDIÇÃO
CARMEN CECILIA
MÚSICA
UN NOM D' UNE FEMME
Quando eu sonhava
Sempre que eu sonhava
Pensava ter teus sonhos
Nos meus!...
E no sonho
Eu via-te e sentia-te
E quando acordava
Tu estavas lá
Não eras uma imagem
Fugidia
Eu tocava-te
E alcançava-te
Sabia de prazer
E de dor
Agora desperta
Que vejo eu?
Raio incerto
Um trajecto
Descaminhado
Vagão descarrilhado
Imensa solidão
D´um pensamento
Atrofiado
Que nunca foi projectado
No tempo que era tempo
No tempo que era dado
Quando eu sonhava
Pensava que tínhamos
Os mesmos sonhos
Os dois!...
Saltitam múltiplas e variadas emoções...
Dos filhos às mães em todas as nações
Não só pelo simbolismo do significado
Mas pelo realismo tocado e vivenciado
Foi lá do ventre...do âmago...do nascimento
Por onde fomos tecidos...cuidados...paridos!
Amar a mãe é louvar à sua própria origem
O mesmo que rezar e abençoar à terra
Por fazer brotar das suas entranhas...
O alimento suculento que nos sustenta
Sim! A maternidade é algo sacrossanto
Colo...berço...doçura...começo do começo
Formação do caráter e seus avanços
Poço de ensinamentos e sentimentos
Pedra lapidar dos mais variados encantos
Todos nós devemos nos prostrar com cantos
Louvando a Deus e às mães em muitas orações
Pela vida...suas feridas...carinhos e devoções
Não consigo imaginar...versar...vibrar o coração
Sem surgir a imagem de minha mãe na pulsação
Embora entristecido por não vê-la aqui em ação...
Poder dizer-lhe ao seu pé d’ouvido minha gratidão
Entoar-lhe carinhos, afagos... mimos em profusão
Adoto a todas as mães como se minhas fossem...
Enviando-lhes o meu sincero e melhor dos desejos...
Aperto quentinho de abraço...num cheiro...num beijo!
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 04/05/2008
Código do texto: T974554
http://recantodasletras.uol.com.br/homenagens/974554
Homenagem: Permitam escolher 4(quatro) mulheres mães
para ofertar este poema, sem demérito às outras:
Ceci_Poeta
Fernanda Queiroz
Rosana Buarque
Enise...
Sintam-se todas as demais mães, aqui também representadas,
e a minha, lá do céu (Aida Nardi Menezes) acariciada.
Perdidos na escuridão,
Com os olhos vendados,
Perdidos no infinito,
De mãos e pés atados.
A vida é um eterno problema,
Que segue de olhos tapados,
É um único poema,
Que nos deixa dominados.
No escuro sempre tentamos,
Viver todos os momentos,
Visto não se poder escolhe-los,
Todos vamos continuar,
E a nossa vida continuar,
Até ao “túnel de luz” chegar.
A vida a passar pelos olhos,
Como negativo de fotografia,
Quando damos conta,
Alguém nas nossas costas se ria,
Os que são muito novos,
Olham sempre com desagrado,
Pois acham o tempo no mundo,
Muito mais do que ilimitado.
Assim não convém lembrar,
A velhice a querer chegar,
A morte a tentar aparecer,
Esta vida perder,
A todos perdoar,
Feliz ao céu chegar.
Perdido nos caminhos da vida,
Agrilhoado nos seus tentáculos,
De cabeça completamente perdida,
Olho os meus anos passados.
Afinal o que é a vida,
Trilhar de poucos caminhos,
Onde andamos perdidos,
Numa efémera corrida.
Vidas e vidas passadas,
Solenemente acabadas,
Que de nada serviram,
No seu caminho sentiram,
Que andavam perdidos,
Nos poucos anos vividos.
Quando olho para ti vida,
Não paro de me lembrar,
Dos meus muitos amigos,
Que ao fim eu vi chegar.
Pessoas das mais valorosas,
Que em teus pés se deitam,
Aqui sozinhos me deixam,
Neste mundo cheio de prosas.
Espera o todos encontrar,
Cada um em seu novo lar,
Quando eu lá for chegar,
E depois começar a falar,
Sobre tudo o que se passar,
Até o infinito conseguir acabar.
Roubaram o brilho dos meus olhos
O segredo da minha alegria
Roubaram minha vontade de amar
Minha memória está vazia.
Hoje faço parte de um todo
Mas eu não mato nem tão pouco roubo
Porém sou um número a mais
Sou órfão dos meus pais
Faço parte do cinza do céu
Do nublado da vida
Das enchentes que inundam as ruas
De uma estrada sem divisa.
Sou a prova viva da miséria
E se meus olhos já não dizem mais nada
O meu peito ainda sente a vida
Será que existe dentro de mim uma saída?
Pele castigada pelo sol
Corpo franzino de um menino
O peso da realidade sob meus ombros
E pés calejados pelo trabalho
A infância que me faz fraquejar
Meu desejo que renega onde estou
Um trabalho imposto pela fome e pelo medo da morte
Janelas abertas aprisionadas pelo medo
Carros blindados e refrigerados
Minhas palavras ignoradas, são ditas em vão
Somos os monstros da população.
Tem menino bem cuidado
Sentado do outro lado
Feliz com a vida que tem
E eu aqui nesta vida de ninguém.
Não é fácil entender esta estatística
Que nos faz personagens do lado errado da vida
Quero de volta meus chinelos
Quero agasalho para me aquecer
O coração que me arrancaram do peito
Barriga cheia para me satisfazer
E se possível, devolvam meus sonhos
Para que eu possa voltar a viver!
Uma prece
Quero pedir ao Espírito Divino...
o dom de olhar, sonhar, orar
e escutar mais. Falar e chorar
cada vez ainda menos.
Olhar nos olhos de quem sofre,
ama, padece, crê e se admira...
sem inveja, desprezo ou ira.
Quero meus ouvidos em sintonia...
sem fazer juízos...mas com atenção...
aos gestos, carinhos e emoções.
Que eu tenha a sabedoria de saber ouvir...
mesmo quando a palavra me seja dura,
áspera, injusta e caluniosa. Apenas ouvir...
Que eu deixe meus sonhos fluirem sem
os ruídos do insensato pessimismo...
mas que façam re-nascer em mim
o amor mais puro, vigoroso e sublime.
Que de tanto sonhar... meus
sonhos se realizem e eu possa
amar e ser amado...e se isso
não ocorrer... que eu não perca
o encanto de continuar amando .
Que eu ressuscite a todo instante....
quando meu coração estiver morrendo,
de sofrimento ou de desengano. Que
eu me levante, estufe o peito e vá em
frente...sempre corajoso e valente.
Que tudo continue a me fascinar...
minha inspiração a brotar e não
deixe nunca de conjugar o verbo
amar...amando e amando somente.
Que eu faça do silêncio...meu amigo...
que meus movimentos sejam de paz.
Que eu busque sempre o bem...mas
que também esse bem não me deixe.
Que eu não canse de versar...
e escreva sempre os meus poemas.
Que a luz da inspiração brote lá no
mais profundo do Espírito Santo.
Que eu seja mais sentimento...
que meros e simples pensamentos.
E que a compreensão seja a morada,
onde possa descansar a cabeça cansada.
Que meus atos sejam amorosos...
menos raivosos, mais ternos e dadivosos.
E que minhas palavras alimentem...
outras mentes... plantando sementes...
de consciência, sabedoria e plenitude.
Que os frutos que nasçam dessa seiva...
sejam doces e saborosos e a sua colheita,
as suas plantas dêem o sustento aos
velhos famintos e às crianças.
Que minha oração saia do fundo d'alma...
voe leve rumo aos céus e retornem à terra...
com a sua benção...curando aos
doentes e dando esperança aos
descrentes e dementes.
Que em todas as dimensões...
planícies ou montanhas...estradas...
terra, mar e ar...o calor do afeto
me acompanhe e eu o re-distribua
com sinceridade e exuberância.
Que a harmonia da natureza viva
comigo em todos os instantes...
criando e recriando constante.
Que minhas lágrimas sejam de alegria...
cessando às de sofrimento e lamento.
E que as minhas dúvidas se dissipem.
Que a dignidade do empenho e esforço
pelo meu trabalho... me recompensem...
numa velhice tranqüila e serena...
e que eu tenha o calor do seu amparo.
Que eu nunca sofra do mal....
do medo, da morte, ou abandono,
mas que eu o aceite como dono...
Deus Todo Poderoso...
dos meus passos e do meu destino.
AMÉM!
♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♪♫♪
Hildebrando Menezes
♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♪♫♪
Veja em video
Uma prece...
http://www.youtube.com/watch?v=yYCMbGQclUY
Com seus nervos em frangalhos
Todas suas veias se incendeiam
O poeta está calado...assustado!
Meio trôpego... meio baratinado
Está entorpecido...pobre coitado!
Sonhava, aspirava, ansiava,
Desenhava, previa, queria,
Desejava, rascunhava, antevia
Pelo amor da sua triste vida
E como versou enlouquecido...
Seus gritos, sussurros, murmúrios
Palavras com e sem sentido...incontido!
E distraído...sem nenhum alarido...
Pela milimétrica fresta... ela entrou!
E o atingiu bem no alvo
Ele baqueou e quedou...
Seu coração irrequieto...pulou!
Num acelerado movimento pendular
Ritmo ensandecido da paixão a pulsar
Agora cambaleia como ébrio louco
Anestesiado...atingido...pelo torpedo!
Está invadido por imagens e sons
Sonhos e realidade se misturam...
No vazio...no conteúdo...da sua poesia
Nos impulsos...desse susto...fantasia
Projeta seu mais alto vôo ao paraíso...
Onde a terá em seus braços cansados
Àquela amada por tanto tempo sonhada
Cantada e decantada pela estrada...
Nas suas caminhadas...nas disparadas
Almejando a felicidade como morada
E tudo agora como num passe de mágica
Se aquieta à sua volta...como reviravolta
Porque ela acenou... chegou! Sim! Ela mesmo!
A sua doce poetisa... sua eterna namorada.
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 27/04/2008
Código do texto: T964075
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/964075
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