Nariz

Foto de José Herménio Valério Gomes

PALAVRAS DOS PASSOS NA CHUVA

Enquanto jà chove na cidade
Acordo num dia como hoje
Onde viver serà a minha necessidade
Espremendo o remoto para mais longe.

Vou sair, vou desfolhar as ruas
Que escrevo nos meus passos
E que a chuva logo extenua
Ingénua,julgando achar devasso.

Mas estou dentro e sério
Quero que resulte em poema
Com um pouco de sabor a mistério
Libertando as palavras das suas algemas.

Perante o olhar ,daquele velho senhor
Arrumando os óculos no nariz
Sou bom-dia,Sou escritor
Observo e anoto o que ele me diz.

A sua idade contém fragmentos
De histórias, para sempre
E olhando o céu por momentos
Fala-me evocando vagamente.

De como criança e quis crescer
Dos planos, dos sonhos e o amor da sua vida
Citando um nome que nāo vai esquecer
Que me apresenta numa lágrima perdida.

Por segundos, mergulha o rosto nos joelhos
Para quem passa,está a meditar
Ele vasculha o tempo por conselho
Se de nada esqueceu para me contar.

Agora erguendo o rosto numa pressa lenta
Arrumando os óculos no nariz
A vida que viveu nāo se inventa
E está realizado e feliz.

Deixando-se dominar pela emoção
Chora uma criança nos meus braços
Apenas falam suas tremulas māos
Para continuar, escrevendo ruas com os meus passos...

zehervago

Foto de matheus_e.reis

Tépida Tarde Sem Ocaso

Páginas alvas vitimei num abandono sereno.
Hão de momentâneas, em atos e interesses,
Deitar-se como pena.
Desígnio enleado de seu chão, lama fresca e fortuna.
Sem antecipar o sentir da experiência,
Como nos é de costume.
Alcanço-as flutuantes; intocáveis onde as deixei;
Às vezes.
Ei de ater o nascituro alheio
Da pretensão catártica do arfar.
Nas vezes.

Melopeia de dias invisíveis, Plurais da graça,
Tem me cadavérica. Tijolos, assoalho, pés e passos,
O cheiro frio do orvalho que o reboco emite;
Em tal não me permito a muito.
Pesam as mãos que consolar meus ombros.
Atento aos meus braços,
Finas cicatrizes engordam-me os pulmões
Com o ar narcóticos do orgulho do ferido;
Mas será que acidentais todos os cortes?

Raramente lavo as mãos antes de segurar uma mentira.
Está garantido o inevitável poder de errar,
Esse pássaro desbotado plainando
Sobre o furioso soldado sem balas.
Ele escapou da guerra
— O pássaro, não o homem. Nunca o homem —;
Ele chegou a cidade;
Ele adentrou o beco dos malogrados
Quando somente a escuridão
Soube lhe prometer segurança

Macambúzio o velho mendigo único.
Dentre tantos, só seus escassos olhos crus
Defrontaram a natureza ofuscante da decepção.
As sombras vencidas sussurravam elogios,
Acompanhando a incerteza do bater das asas.
A esperança padecia,
Levada pela brisa mais desinteressada;
Ainda sim sorriu. Paulatino descolou os lábios,
Estendendo fios de baba
Na dimensão vertical de sua boca;
Ergueu os pináculos das bochechas,
Quebrando as crostas de esqualidez
Que cingiam seu nariz amarrotado.
Um raio azul dentro da fuligem.

Sou molhos de momentos lacrados
Mas sempre haverá o peixe não pescado,
O livro não escrito, o romance inaudito.
Toda pessoa será uma obra inacabada,
Uma porta aberta, tépida tarde sem ocaso.

Somos o velho mendigo,
Tolhidos do último sorriso.

Foto de Rosamares da Maia

CRÔNICASA DA SAUDADE – Meu Vício é Você.

O que você pensaria se depois de quase três anos, o seu telefone tocasse num sábado às oito horas da manhã e a voz do outro lado da linha dissesse: “... Só liguei para dizer que eu te amo.” E com aquela voz quente que você lembra tão nitidamente continuasse repetindo: “Eu te amo”.
Acho que como eu você tomaria aquele baita susto. Ficaria muda por um tempo, enquanto tenta se recompor. Depois, ensaiaria alguma coisa meio disfarçada, para dizer, perguntando: - Ah! Alô! Como vai você? Que bom te ouvir. Quanto tempo! Está tudo bem?
Mas a pessoa do outro lado, com aquela voz de travesseiro, que você gostaria de escutar toda noite no seu ouvido responde displicentemente as perguntas que você fez, e que você mesma já nem sabe quais foram, e ele repete: “... Eu só liguei para dizer que eu ainda te amo muito”.
Você fica sem saber o que fazer. Toda atrapalhada, pergunta pelo trabalho dele, filhos e até pelo atual casamento, mas, chega a um ponto da conversa que só te resta dizer a verdade. – “Eu também continuo te amando”.
Ai que raiva! Isto foi coação psicológica. O pior é que você realmente disse a verdade. Mas, a dúvida gigantesca mora do outro lado da linha. Todas as palavras ditas nas juras de amor - da voz de travesseiro, não te trazem certeza alguma. Ainda bem que ele está do outro lado da linha, a quilômetros, porque se não, você já era – lençol e fronha.
Você fica envergonhada pela fraqueza, pela parte que você não consegue controlar. Você devia era ter batido com o telefone no nariz dele, ou melhor, no ouvido. Mas como se privar da voz, da descarga elétrica que ela provoca em seu corpo? Como poderia?
Você é como um alcoólatra em recuperação, já superou a fase da abstenção, mas sabe que não há cura, qualquer pequeno gole te faz querer mais e mais. Aliás, devem existir doze passos para esta loucura que é a dependência do amor.
Temos que aprender tal qual dependentes químicos, porque o amor também é química e física e aerodinâmica. Foco! Vamos voltar ao ponto.
Devemos aprender a dar um passo de cada vez, ação e reação proporcional ao amor recebido. Aprender a dizer: ... “Só por hoje.” Só por hoje eu consegui ficar longe de você. Somente por mais um dia eu vou atender ao telefone, ouvir sua voz de travesseiro falar todas as mentiras e aprender a dizer um eu também te amo sem verdade. Eu te amo, mas não quero você na minha vida. Só por hoje.

Rosamares da Maia – 17. 11. 2014.

Foto de jjunio

o fim

meu amor preciso te falar
mas o tempo ta passando eu nada de me preparar
sei que o dia vai chegar
o dia que vai me lagar

mas ate la deixa eu te amar te beijar
te abraçar e poder viajar
no seu sorriso
como foce o paraíso

eu me perco em você
mas não intendo o meu ser
um ser tao ciumento
mas eu só lamento

por você estou Obcecado
as vezes ate penso que passei para o lado errado
se for ou não cuide do meu coração
ele não aguenta tanta pulsação

ele vai explodir
só de pensar que um dia vai ver você ir
eu preciso me expressar
já que nada mas vai adiantar

tudo pode acabar
mas ainda vou continuar a te amar
e se eu sobreviver
ainda vou esperar por você

já ate sinto a solidão batendo em minha porta
ela ainda me trás uma torta
com sabor de lagrimas
e formato de varias paginas

afinal são 5 anos ao vento
são 5 anos que eu tento
te fazer feliz
mas só tenho te feito infeliz

infeliz mente não consigo earque o nariz e continuar pra frente
e muita coisa pra minha mente
vejo você seguir em frente
e eu aqui parado como um indigente

sem constituível para sobreviver
afinal meu combustivo e o amor que vem de você
tenho tido tao pouco
que estou me sentindo indo ao fundo do poço

e isso não vai parar
pois sei que de mim vai se distanciar
eu a vagar por ai te buscar
ate eu encontra um lugar pra me enferrujar

insto não e uma rima
não e uma musica
muito menos um poema
e só meus sentimento pintado em letra

Foto de imaginação

Retalho da infancia

Você pode aliviar essa dor?
Ponha-me outra vez em pé!
Ajude-me preciso saber onde dói!

Não há nenhuma dor, você está recuando
De algo que está distante como fumaça no horizonte
Agora tenho essa sensação mais uma vez
Não adianta explicar, você não entenderia

Não é assim que sou?Confortavelmente entorpecente
Isso fará aguentar o show que é a vida
Eu peguei um reflexo passageiro do tempo de criança
Acanhado…cadê meu desejo, olho..os dois primeiro..pontinha do nariz cantinho… cantinho…quietinho, tem náusea era do babaçu nada me fazia detecta aquilo era nem bom nem ruim

E não foi só comigo.
A criança cresceu
Uma criança nasceu e de espectadora assisto
Seu declínio, mas hoje é sem gosto
A cicatriz do rosto ainda não morreu
E eu fiquei inexorável entorpecida

(PhiamaL.A)

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Setembro - Capítulo 9

Por três exatos milésimos, simultâneos, milimétricos, Dimas e a torta, seguros de toda a sorte, sentiam-se maiores que a morte. Mas então a dona Clarisse, e ela é escrita assim mesmo com dois "ésses", para que exista um ar mais nacional-socialista ao texto, interrompeu a alegria. O erro é proposital e sempre foi. Esse texto é um erro. Ele começou como uma história de amor, passou ao gênero fantástico, ameaçou ser sociológico, ou até mesmo filosófico. Meu aviso, aos que aguardaram um final para isso, é que essa estória ao menos não terá um desfecho religioso. Deus, e Ele fez os judeus, os cristãos, os muçulmanos, Deus não me orientou em que época situar os acontecimentos aqui descritos, se são verdadeiros, falsos, se é em primeira, segunda ou terceira pessoa. Mas assim segue. Eis o fogo em seu rosto, meu amigo.
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- Antes de a gente morrer, vou lhe dar o maior presente que se dá.

A torta se torna bonita por um instante.

- O maior presente que uma pessoa pode receber é um nome. Um nome é a identidade de um ser, é a sua alma expressa em um tempo. Um nome, e qualquer nome serve, desde que seja um nome, confere para a pessoa aquilo que há de mais sagrado, que é a sua consciência em fazer parte do mundo, que é se definir, que é ter valor, dignidade, no meio do lixo ou no meio da abastança. Eu vou te dizer o meu nome, Dimas. A única prova do meu amor por você é o meu nome, pois o seu eu já tive o prazer de ter nos meus lábios passageiros.

A vilã interrompe a sequência brechtiana.

- Chega. É hora de morrer.

- Não é.

- É.

- Não é.

- É.

- Então morra primeiro.

A infantilidade da disputa entre as duas meninas tornou uma grave situação de pavor em uma briguinha idiota por razão e sentimento. Mas os presentes e principalmente o autor não se importam com tanto. As mulheres serão sempre reducionistas. Sempre vão turvar as palavras em seu favor, na sua fragilidade superior, na sua sinceridade que nunca menciona tudo. A mulher é o tipo mais fascinante de ser humano, pois nunca em momento nenhum de suas vidas vão reconhecer que são um. Dimas era sonso e manipulável. O perfeito exemplo do que idealizaram Sade e Masoc, ainda que não os tenha lido, bem como os cinquenta tons do cinza, Dimas representa o herbivorismo, o verme que carregamos e nos faz sobreviver em um planeta de falsidades e maravilhas inigualáveis. Ele toma a oportunidade, para se tornar o homem que sempre quis e nunca teve forças para alcançar.

- Lasque-se. Ou foda-se. Vamos sair daqui.

Os capachos se tornavam capachos até segunda ordem. O líder agora mudou de cara.
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E a guerra tomou a tudo e a todos, como já fora imaginado. Não vou descrever o ocorrido, já escrevi oito capítulos, imagine o grande espetáculo, você pode fazer muito melhor que eu. A trama saiu totalmente do meu controle, e o prazer de quando isso acontece é surreal, arcadiano, barroco. Bombas aéreas, pessoas espatifando, "epitafiando", bacanais, como na época da peste negra, uma fila em frente a um campo de concentrações, de lamentações. Músicas ressoavam, vidas tomando e perdendo forma. Tudo dentro de si, da sua cabeça pensante, dos dez por cento que a sua alma declara que usa para a sua consciência, aquilo que você esconde de si mesmo, que não se lembra para a sua própria segurança. Os seus antepassados clamam por serem recordados, os seus antecessores clamam para sentir o calor do nosso Sol. Não se sinta culpado. Você é só uma pessoa, uma pessoa com os complexos e desejos, eu também, não se cobre perfeição alguma, eu vou repetir a palavra pessoa e aquelas que forem necessárias quantas vezes forem necessárias, ainda que não acrescente nada na sua vida. Voltarei agora ao diálogo, compreenda você ou não.
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- Corram, carreguem os que puderem, mexam-se todos, continuem a passagem!

Dimas resplandecia em utilidade.

- O meu nome é Tânia e eu te amo. Eu te amo e sempre vou te amar. Nunca se esqueça que eu te amo. Eu te amo e quero você, vou te prender se for preciso, e vou te prender se não for.

Os corpos seguiam no jogo do trabalho e na dança das mãos.

- O meu nome é Tânia, podia ser outro, mas agora é Tânia. Escute-o. É o que eu tenho pra te dar agora. Pode ser que mude, pode ser que se torne outra coisa com os anos. Mas é o amor que eu tenho para o momento.

Clarisse fugiu com seus olhos laranjas, seu nariz de porco, suas pernas de bode. Ela ficou feia e sem brilho. Talvez o anonimato deveria recuperá-lo.

A torta tinha uma aura que lhe cobria a pele. Era uma linda monstra, uma linda e esplendorosa monstra.

- Dimas, eu te quero para até depois do último dos seus dias.

Não havia tempo hábil para a recíproca.

- Corram, corram todos os que puderem...
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O texto não se define nem erudito nem popular. E ele acabou dessa maneira.

- Eu voltarei, pois só é forte aquele que subjuga o outrem, aquele que tem o poder e o tenta até o último suspiro, aquele luta com o destino na ansiedade de ser imortal definitivamente.

Clarisse dá margem para mais um capítulo, distanciando-se completamente da jovem na qual foi inspirada.

Foto de Bel Souza

SENTIDO!

Pensando em você.
Vivo 36 anos como se tivesse 17.
Ando 4 quilômetros como se fossem 400 metros.
Trabalho 8 horas sem me cansar.
Eternizo 2 horas em 6 horas de sono bom.
Escuto a mesma músicas 18 vezes e sinto o mesmo arrepio.
Sigo desenhando você em mim, parte a parte: bolinha do olho, furinho do nariz, cantinho da boca, pelinhos dos braços, juntinhas dos dedos...
Só com você o tempo, a distância, a força, os sonhos, e todas as canções fazem todo sentido.
Talvez um dia você tome parte do que é seu, de cada letra e palavra desses delírios.
Mas, agora deixa assim, só pra mim, só em mim!

Foto de Maria silvania dos santos

Acho que o amor entre nós pode chegar.

Acho que o amor entre nós pode chegar.

Olá (D... ) tudo bem contigo?
Comigo apesar da imensa saudade que me sufoca estou bem.
Sei que não faz muito tempo que nos vimos, mas para mim já faz uma eternidade, pois já estou com muita saudades.
Então hoje pela primeira vez, depois de minha volta para casa, não aguentei a saudade e decidi dedicar um pouquinho do meu tempo a você.
Senti vontade de poder expressar o enorme carinho que já sinto por você.
Então decidi escrever estas poucas linhas para matar minha saudade.
Sei que para expressar meus sentimentos, eu não preciso escrever um grande texto, até porque, mesmo que eu tentar escrever tudo que sinto, ficarei dias e noites e não irei conseguir expressar meus sentimentos.
Mas sinto e sei que eles estão presos aqui dentro do meu coração.
Lentamente, mesmo apesar da distancia consigo sentir algo diferente nascer dentro de mim.
Por isto, em poucas palavras quero tentar te dizer um pouco do que já sinto por você.
Pois apesar de tão pouco tempo que nós nos conhecemos, você conseguiu deixar pegadas em meu coração.
Não sei se você será capaz de compreender, mas ainda sinto o seu cheiro, ainda sinto o aperto de seus abraços.
O seu perfume ainda está impreguinado em meu nariz.
Sinceramente não sei o que está acontecendo dentro de mim, pois nunca me senti assim, mas quando penso em você, meu coração começa a bater mais forte.
Não sei se você se lembra, mas eu ainda lembro a primeira vez que você pegou em minhas mãos.
Estavamos sentados no sofa da dona Celina e estava fazendo muito frio, você pegou em uma de minhas mãos e dizia que estava gelada e me pediu a outra mão para você esquenta-las.
Não sei o que senti naquela hora, mas senti algo diferente.
Algo bom claro!
Em seguida você foi embora, hum..., que pena! Tive que ir dormi, mas dormi pensando em você.
Doida que o dia amanhecesse para outra vez te ver.
No outro dia, estava tentando encontrar uma desculpa para ir ate você, mas ate que em fim encontrei, pois meu irmão me convidou para fazer companhia a ele ate a sua casa. Hum que bom, um motivo perfeito para eu ver você.
Hoje estou aqui, morrendo de saudade, tentando me consolar atravez de sua foto na tela do meu seluar, estou morrendo de vontade de outra vez nos reencontrarmos, acho que o amor entre nós pode chegar. Sabe, tenho um segredinho, e vou te contar, todos os dia ao me acorda, fico olhando sua foto na tela do meu celular, pena que não posso te abraçar nem te beijar.
Mas espero que em breve posso matar esta saudade.
Mas com meu coração pulsando de saudade e novas esperanças, vou ter que para por aqui, deixando muitos beijos e abraços.

Carinhosamente............
Autora; Maria silvania dos santos

Foto de Jamaveira

O sopro do vento

O sopro do vento

Envolvido nas teias da paixão
Não prestei atenção no amor
Bem na frente do meu nariz
Ali estava ele para me fazer feliz.

Acordo agora de um sono profundo
Lembro-me do seu olhar de compreensão
Das atitudes confortantes
Da liberdade que me desse sem reclamar...

Neste mar de tantos pensamentos
Navego com a certeza do teu amor
As velas que impulsionam são as lembranças
O infinito oceano o amor que eu perdi.

Dói na alma sentir a felicidade que desprezei
Deixando os prazeres de a carne seduzirem a vontade
Já não resta mais nada do passado
Apenas seu amor no coração plantado.

Jamaveira®

Foto de Rosamares da Maia

BICHO HOMEM

Bicho Homem

Gosto de ouvir teus passos,
Pés de bicho fugitivo,
Menino arredio, solitário.
Gosto do seu nariz cheirando o ar,
Para o alto, farejando,
No vento, por instinto buscando a matilha.
Olhos e ouvidos, acesos, atentos.
Como sentinelas espreitando ao longe,
Demarcas o território do teu amor,
- Meu corpo, somente teu,
- Um continente inteiro,
Só para cravares as tuas garras,
Arranhar e marcar.
Gosto do teu jeito meio bicho, meio gente.
- Gênero homem,
Que não se deixou domar.
Preservada a tua pele é pelúcia.
Gosto do teu toque macio,
Beijo de pelica,
Amor de bicho no cio, macio.
Amor de bicho que sacia gente.

Rosamares da Maia

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