o blogue de Sempre-Viva

Retrato de Sempre-Viva

PARA TODOS OS POETAS

Meu cumprimento à todos.......
Aqueles que postaram poemas para o Concurso de Hino ao Site, estão colocando o poema no lugar errado.Por favor retifiquem, por que do jeito que está não dá para votar, fui olhar na página e realmente não tem como fazê-lo.
Vocês precisam ir no blog de vocês e criar o conteúdo por lá, é a mesma coisa que se estivessem colocando um poema,como o fazem sempre.
Qualquer coisa é só comunicar, tem sempre alguém pronto à ajudar.ok?
Abraço,
Sempre-Viva

Retrato de Sempre-Viva

Dor entre paredes brancas...

“Nenhuma dor, é pequena demais, para aquele que a sente”

A dor acontece.
em quartos sombrios,
agudas, amenas,
grandes, pequenas....

Em corredores frios,
pesados ,cinzentos,
ouvem-se gritos,
choros, lamentos...

Lágrimas quentes
em corpos sangrando,
pedaços de vida,
se esvaindo.....partindo..

Complexos plantados,
em paredes brancas,
um branco pálido,
não anima, não encanta,

Criaturas cansadas,
ecos perdidos,
num poço profundo,
onde afunda a vida,

Camas passageiras,
agulhas mortíferas,
morte de sonhos,
passagens perdidas....

drogas, soporíferos,
morfina maldita,
consciência perdida,
palavra não dita,

Olhares estagnados,
vidrados, sem vida,
no espaço perdidos,
que a nada fita,

Sorrisos nervosos,
em bocas sem dentes,
acidentados na vida.....
doentes......

almas quebradas,
não enxergam nada na vida,
nenhuma esperança,
nenhuma luz,
apelam sedentos
pelos braços de Jesus.

“Felizes aqueles que só conseguiram “pouco” na vida mas por intermédio da crença, e da fé, conseguiram fazer desse “pouco” um muito que os conforta”.

Retrato de Sempre-Viva

Páscoa


Retrato de Sempre-Viva

Anjos em meu caminho

Eu flutuava e sentia frio, muito frio!
Um frio tão intenso que o sentia nos ossos.
Tudo era escuro, frio, sem vida, e podia sentir o cheiro forte de éter.
Eu ouvia vozes, que pareciam vir de muito longe, chegavam até mim distorcidas.
Eu ouvia sussurros, barulhos metálicos, respirações ofegantes, eu ouvia tudo a meu redor, mas de mim mesma, ouvia apenas meus pensamentos silenciosos e minhas próprias perguntas sem respostas.
Não entendia o que acontecia, ouvia a vida à minha volta,mas não ouvia e nem sentia o meu corpo, não sentia a minha própria vida, pois a mesma se esvaía devagar como se quisesse partir sem ser notada, e eu estava partindo.
Tentei perguntar o que acontecia, mas minha voz estava muda, achei que me calara para sempre.
Não achei ruim, muito ao contrário, senti-me em paz. Ah! Que bom…..depois de tanto tempo meu coraçao finalmente descansaria, meus pensamentos se calariam e eu poderia dormir novamente.
A última coisa da qual me lembrava, vagamente, era de estar deitada em minha cama, no escuro, chorando e pedindo a Deus que me ajudasse a dormir.
Continuei tentando me mexer,tentava me comunicar, mas não tinha fôrças, estava paralisada, os músculos não correspondiam, não obedeciam às ordem do meu cérebro.
Eu realmente estava confusa, minhas idéias não estavam claras, mas sabia que algo estava errado,muito errado, só podia estar.
Fiquei ali deitada e lutando contra mim mesma.
Foi quando ouvi aquela voz,……….calma,macia,tranquilizante:-
Não lutes mais, não se desespere, relaxe, deixe-se flutuar e pare de lutar contra sua própria consciência, entregue-se, acalme seus anseios e deixe que os homens de branco trabalhem em seu corpo.Foi então que percebi que me encontrava em uma sala de hospital.E as coisas começaram a se encaixar em minha cabeça.Mas ainda não compreendia, o que tinha saído errado., tudo estava muito confuso.
Atendi àquela voz tão doce e me entreguei, mesmo por que não tinha fôrças para lutar.
Tentei novamente perguntar o que acontecera,queria ter certeza, mas ouvi um ssssssssshhhhhhhhhh, fique quietinha que tudo isso logo passará, lá estava aquela voz outra vez, me acompanhando e me acalmando.Tentei pelo menos virar a cabeça para ver quem era, mas não pude,meu corpo continuava não me obedecendo.
Fiquei envôlta naquele turbilhão, não sei por quanto tempo, quando de repente, numa fraçao de segundos…as agulhas, o oxigênio, as máquinas, o choque e minha vida de volta, tudo de volta, minha respiração, o meu soluçar, o meu desespêro, a minha angústia, a minha dôr, a minha tristeza.
Tristeza sufocante que nunca se acaba!!!!!!!
E a voz? Onde estava o som daquela voz calma e confiante em meus ouvidos?Não a ouviria mais?
Aí sim, o desespêro realmente tomou conta de mim.
Foi quando ouvi a voz novamente, uma voz masculina, nítida e clara:-
Procuras por mim?Não se desespere, estou aqui, nunca te deixei,e nunca te deixarei, somos parceiros a muito tempo, à muitas vidas, não te lembras agora, mas uma vez tú fôstes meu anjo salvador, e hoje eu sou o vosso, e agradeço ao Criador poder estar aqui contigo e ser para ti o anjo bom que me fôstes no passado.
Sempre que se desesperares e sentir-se triste, lembre-se de mim, de minha voz, eu hoje sou teu anjo companheiro assim como um dia, tú com muito amor e dedicação fôstes o meu.
Toda vez que o amor próprio te faltar, lembre-se de mim, que te amo sem restrições e lembre-se de todo esse amor que existe dentro de tí pelos teus irmãos, use-o para sí mesma e não se preocupe, não estarás sendo egoísta, tú o tens no coração em grande quantidade, e como tú mesma o dizes sempre:-
Todo ser humano precisa amar a sí próprio.Se não ama a sí próprio, jamais poderá amar alguém.
Não é sempre isso o que dizes minha menina?Pois então, o nosso Pai Celestial quer muito que tú vivas e que tú te ames assim como amas a todos, e como ELE a ama.Entendes?Pense nisso!Use suas próprias palavras para tí mesma!
Vamos silenciar agora pois precisamos orar e agradecer mais uma vez pela tua vida que ainda têm muito por fazer e por amar.Sua menina, a sua filha prometida também está aqui, encontra-se a teu lado.Tú não a podes ver nem ouvir, mas a podes sentir, e digo-te que:-
É uma criança formosa, linda como tú o és, tem o calor do sol e irradia o brilho dourado da lua, e está aqui hoje por que também a ama muito, é o amor puro de um anjo.Vocês ainda se encontrarão.Aliás quero dizer-te que:-
Um dia estaremos todos juntos como a família que fomos no passado, dividiremos outra vez em terra, o mesmo amor que vivenciamos um dia.
Oramos juntos, os três, fui sentindo uma paz interior muito grande, tudo começou a clarear, uma luz muito forte tomou conta do ambiente, senti que uma mão morna me alisava a fronte e muito sutilmente como uma brisa leve do vento, uma mão pequena, mão de criança tocava-me os lábios como a pedir um beijo.Foi um momento muito sublime.
Fui aos poucos saindo daquele torpor e senti sono, um sono pesado, não tinha como manter os olhos abertos.
Finalmente depois de muito tempo eu dormiria, e dormiria em paz, e não estava só.Sentia-me recompensada de alguma maneira por uma grande perda que sofrera, a perda de mim mesma.
Finalmente eu estava voltando para casa.De volta ao meu corpo.O corpo que nunca pretendi deixar!
As desavenças, as desilusões da vida, os males pelos quais passamos, todos os maus momentos, não nos acontece por acaso, tudo tem um sentido, tudo tem um valor, tudo serve como lição.
Precisamos recorrer ao Pai quando nos sentimos ameaçados.Esse Pai que tudo faz pelos seus filhos, o Pai que nos criou e deu vida, para que amassemos e produzíssemos por nós mesmos e por nossos irmãos, para que lutássemos juntos, para que um dia fôssemos todos juntos uma grande nação.
Somos apenas fagulhas de uma grande fogueira.
Não nascemos para sofrer ou sermos infelizes, e se o somos, é por que às vezes não conseguimos resistir aos maus pensamentos ou quando permitimos que a tristeza nos domine num momento de fraqueza.
Temos que elevar o pensamento ao nosso Pai Celestial todos os dias e agradecer a oportunidade de servir e também agradecer esse presente tão grande que recebemos chamado VIDA.
Que Deus nos abençoe a todos.
Paz
Sempre-Viva

Retrato de Sempre-Viva

A Dança

Sempre me sorris,
E eu sem medo,
Me entrego ao calor
Do seu aconchego

Um beijo, um abraço,
Um sussurro, um carinho.........
E o amor se faz devagarinho

De corpo e de alma,
No toque das mãos,
Enquanto no radio
A nossa canção
Entoa as notas do coração

Corações que juntos palpitam,
No mesmo ritmo,
Na mesma rima,
Noite adentro ,
bem devagar
Dançamos o amor
Ate o sol raiar

Retrato de Sempre-Viva

A Realidade de Cada um.....

Após dia proveitoso na escola, o menino vai para casa pensativo, pensava em tudo que a professora havia dito, aprendera tanto naquele dia, a professora falava tão bem, tão bonito, ele se encantava sempre ,queria aprender muito, queria saber de tudo, era um garoto interessado em todas as matérias.
Ia cabisbaixo pensando no trabalho que a professora havia pedido.
Primeiro , a professora conversou com a classe, e o tema era “realidade” , percebeu que poucos sabiam sobre o que falava, alguns a olhavam com aquela expressão interrogativa de “ o que é isso professora?” , outros nem prestavam atenção, assim sendo resolveu pedir uma redação a respeito de “ realidade” , deu um tempo razoável para que pesquisassem, sugeriu até que perguntassem ‘as sua mães, ainda disse:- perguntem à ela, mãe sempre sabe de tudo, vai poder ajudar.
As crianças sentiram que a “ realidade” era algo importante, resolveram nomear o trabalho de “projeto especial”, assim pareceria mais importante ainda.
E lá ia o menino pensando...pensando......no que escreveria, o que sabia ele sobre a realidade? Era uma criança, não sabia nada da vida era apenas um menino, e para ele, meninos nunca sabiam quase nada.
Ao chegar em casa, guardou o material de escola,faria os deveres mais tarde, trocou de roupa e foi para a cozinha rodear a mãe, que fazia a janta sem imaginar as perguntas que viriam.
O menino não esperou muito e foi dizendo:
- sua benção mãinha.....
- Deus te abençoe fio.....
- Mãinha, a sinhora foi pá iscola quando era criança?
- Fui fio, mas fui pôco, tinha que ajudá painho na roça, tinha que trabaiá pá ajudá nu sustentu da casa eu era a mais véia dus irmão....
- Ahhhhh , e a sinhora aprendeu muito?
- Prindi naum, só tive tempo di prendê iscrevê meu nome e logo saí, a famia era grande e o painho percisava di mim....
- Ahhh, a sinhora acha que podi mi ajudá? A fessora pidiu pá nóis iscrevê sobre a “ realidade”, a sinhora sabi o que é isso?Tô sem sabê o que iscrevê.......
A mãe parou o que estava fazendo, olhou para o filho,olhinhos brilhantes esperando por uma resposta.....
- ah fio, realidade é tudo que é real ué...é só isso que eu sei.
O menino disse :- tá bom mãinha, brigadu da resposta...e foi saindo cabecinha baixa ....quando a mãe completou :-pregunta pro seu pai, ele deve di sabê !
O menino saiu pensativo.....achava que o pai também não saberia, a mãe sabia pelo menos escrever o nome, o pai nem isso sabia, nunca tinha ido à escola, sempre trabalhou desde pequeno como ele, nunca teve chance, por isso que fez questão que os filhos fossem à escola.
Saiu à procura do pai, e o encontrou sentado numa árvore tombada que havia no quintal, frente à porta da cozinha.
Ficou alí olhando aquela figura tão importante em sua vida, aquele homem, pele morena, ressecada , castigada pelo sol quente, mãos calejadas pelo árduo trabalho na roça.....ficou alí observando e naquele momento lhe bateu fundo no coração que podia não saber nada sobre realidade, mas havia aprendido muito sobre amor e dedicação e aprendera com aquele homem que mesmo com todos os problemas que a vida lhe trazia, era sereno , calmo.
Aquele homem era a sua segurança na vida.Aquele homem fazia parte da sua realidade, estava começando a compreender o que a professora queria dizer.
Foi andando e pensando...será que o pai saberia responder?
- Oi fio.......
- Sua benção painho.....
- Deus te abençoe fio.........
- Pai, o sinhô pode proseá mais eu?
- Posso sim fio....vem cá, senta aqui do meu lado.......
- Tá tudo bem fio?
- Tá sim painho.....
- Teve um dia bão?
- Tive sim painho, brigadu por perguntá.
- Intão, qual é o pobrema? O que te afrige? Ocê tá cuma carinha di priocupadu!!!!
- Ahhh pai a fessora deu uma tarefa pá nóis hoje na iscola, pá fazê em casa, disse qui num tem pressa, mais eu queria fazê o meu logo....
- e o que ocê tem que fazê?
- Ela pidiu pá nóis iscrevê sobre a “ realidade”, e eu num sei o que iscrevê!
- Ela disse pá nóis priguntá pá nossas mãe que mãe sempre sabe de tudo, e eu preguntei pá mãinha, mas ela num sabe di nada não..........disse pá eu vim priguntá pu sinhô!
O pai sorriu para o filho, prestou tenção àquele rostinho tão amado, olhou para os lados, olhou para o céu, ....sempre pensativo, olhou para o filho novamente e pensou no que iria dizer, ele que era um homem da terra, da roça, sem estudos, o que poderia dizer ao filho, mas ao mesmo tempo, pensava que não poderia falhar, esse era um momento importante para o garôto, ele era o responsável por aquela pessoinha, que nunca havia lhe perguntado e nem pedido nada nada, essa era e primeira vez.
Olhou para o céu novamente, pedindo auxilio ao Pai Celestial que nunca havia falhado, todas as vêzes que precisava, recorria àquele com quem aprendera todos os caminhos da vida, àquele que nunca falhara nas respostas, precisava de uma luz que o iluminasse.
Neste momento sua esposa sai de dentro de casa,cantando como sempre, ia pendurar a roupa no varal, ela sempre fazia isso quando começava anoitecer,chegava da roça,lavava as roupas, fazia a janta e depois pendurava a roupa no varal para que estivessem secas pela manhã, depois disso iam jantar.
Olhou aquela figura tão querida, pés descalços, vestido desbotado,cabelos desalinhados, pele envelhecida pelo sol, pensava no quanto a amava, tantos anos juntos, batalhando pela vida, pelos filhos, sem nunca reclamar, e alí estava a resposta que precisava, a certeza lhe bateu tã forte que não deu margem à duvidas, olhou para o filho e perguntou:
- fio, cê tá venu sua mãe alí trabaianu?
- Tô pai.....
- ocê tá iscuitanu ela cantá?
- tô sim painho......
- intão fio......realidade é isso aí que ocê vê i iscuita..... é tê uma muié que nem ela....que levanta cedinho, antes do sol aparecê, cuida de nóis, do nosso café, da nossa comida, cuida da casa, trabaia na roça, num tem discansu e ainda canta....
- realidade fio, é amá uma pessoa assim, é tê alguem que ocê conhece novinha, tira da famia, pá casá, pá te segui pela vida todinha, cuida docê e nunca recrama...sempre diz que tudo tá bão.......
- é ocê vê essa pessoa envelhecê junto cocê, os cabelo esbranquecê divagá, ela engordá, os dente caí tudo, mas ela nunca deixa de sorri pro cê.......
- realidade fio, é ocê tê um fio assim comocê, que vai pá iscola e ainda ajuda o pai e a mãe na roça...
- a realidade é a gente tê o corpo são pá podê trabaiá de sol a sol que nem nóis faiz,
- realidade fio, é a gente podê trabaiá a semana todinha debaixo do solão quente e no domingo andá 5KM inté a igreja e podê louvá e agradecê a Deus Nosso Sinhô toda as graça que recebemu na semana.....é podê agradecê, nossa famia, nosso trabaio, nossa saúde, fio, a gente tem sempre que agradecê...nunca sisqueça de agradecê viu? Agradeça mesmo pela mãe que não soube te dizê o que é a realidade............
- realidade também é o sol, a chuva, , a lua e as estrela, por que tudo isso ajuda na nossa coieita.......
- ah meu fio querido, realidade é tamém eu podê me ajueiá aqui nessa terra vermeia, oiá pro céu e agradecê por essa vida que me deu muitas tristeza, mas também me deu tantas realidade preciosa, como sua mãe, ocê e seus irmão, me deu uma vida saudáve, é podê sentá aqui nessa tardinha linda, nessa árve caída, e ouvi sua mãe cantá, e podê falá pro meu fio que “Realidade é a maior verdade que existe na vida”.

** E você, qual é a sua realidade?

Sempre-Viva

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