O lamento indígena

O lamento indígena.

Havia felicidade, havia alegria
Todo dia era dia
Caça, pesca e colheita
Havia música tambores e dança.

Éramos livres na terra de ninguém
Éramos felizes pois a terra era de ninguém.

Mas aí sem ninguém perceber
A liberdade se foi
A vida se acabou
A terra sem dono com dono ficou

E em terra de dono branco a infelicidade indígena se instalou
Nos perseguiu, nos feriu, nos refletiu um mundo doente
Um mundo carente, um mundo pobre injusto e imundo.

Na terra de ninguém a natureza era vívida
Na terra de alguém homem branco a tudo poluiu
A tudo destruiu
A tudo poluiu
A tudo desconstruiu.

Insatisfeito com a falta de propriedade capitalizou
Num mundo cheio de liberdade escravizou
E onde morava a paz guerreou e matou e matou.

Comments

Retrato de Fernanda_Queiroz

Oi Robson

A mais pura verdade.
Parou de chover, pois não mais há dança da chuva.
A colheita diminuiu e os chás e ervas deram lugar às grandes descobertas, que hoje mais danificam o organismo do que trata o mal.
Gosto de poemas sociais, parabéns.
Bem vindo ao site de Poemas de Amor

Fernanda Queiroz

agradeço

obrigado pelo comentario, se for possível gostaria que olhasse os outros poemas que fiz!!!!!!!!! obrigado