Não se inspirem em mim
Inspirem-se nos meus poemas
Oiçam as suas canções
A sua melodia em cada frase.
Não se inspirem em mim,
Inspirem-se em minhas palavras
Na suavidade de suas formas,
Quando algo quero dizer.
Não se inspirem em mim,
Não nos meus medos,
Não na minha revolta.
Inspirem-se na minha alegria,
Nas minhas frases sentidas,
Em tudo o que transmitem.
Não se inspirem em mim,
Inspirem-se em cada letra que está escrita,
Através destas singelas palavras.
Eu não sou poeta,
Apenas escrevo o que me vai na alma....
Uma felicidade crescente
Vai dominando, aos poucos, minha alma.
Sinto-me a flutuar acima do meu corpo,
Num estado entre a vigília e a semi-consciência.
Meus sentidos vão despertando
Para uma vida repleta de sonhos e magia,
Para uma vida, entre a realidade e a fantasia.
Meu mundo vai se construindo, aos poucos
E dou por mim a sonhar com um futuro encantado.
O Medo, aos poucos, abandona meu ser,
Deixando-me num estado de alegria quase completa.
Começo então, a identificar-me com aquilo que sou,
E esqueço-me, aos poucos, do que outrora fui.
Meus sentimentos começam a tomar forma,
E sinto um leve formigueiro a percorrer o meu corpo.
Então, uma sensação de paz invade meu coração,
E por momentos, esqueço-me das dores da vida.
Começo a organizar minha mente,
E passo em revista,
Todas as situações que vivemos,
Todas as histórias que criamos.
A calma percorre-me, aos poucos,
Meu corpo relaxa,
E meu sorriso espelha minha alma.
Aos poucos, apercebo-me de minha transformação,
Apercebo-me de como cresci
E de como meu universo mudou.
Então, dou por mim, sem me aperceber,
A olhar a lua e a imaginar o teu sorriso e o teu ar sonhador.
Aos poucos,apercebo-me que estou amando,
E que nada neste mundo é mais importante que o amor.
Apercebo-me que uma vida sem amor,
Morre antes de nascer,
Aos poucos.
Como é bom te ler pela manhã..
És o meu bem querer...
Realizo-me em cada texto teu...
E vivo um sonhar...
Ter-te nos meus versos e duetos,
dá-me confiança no compor...
Sem medo de errar, mesmo errando,
Pois lá está um pedaço do meu coração...
Quando componho é com amor e paixão
e me entrego de corpo por inteiro em cada verso do meu amar...
É como catar rosas no canteiro,
são lindas mas arranham a minha pele,
e furam os meus dedos...
após juntar um buquê para dar a quem amamos..
É poder te ler a cada poema, e me inspirar no meu poetizar...
É olhar no meu coração e ver, nele pulsa minha vida,
Em cada verso o meu amar...
Em cada poema o meu apaixonar...
Em cada dueto o meu realizar...
Obrigado por Existir na minha vida
És mui importante no inspirar de muitos poetas...
Deusa...
Catarina...
Anjo....
Mulher....
Foste feita num dia de inspiração da natureza...
És a minha eterna Deusa do amar...
Bjs e mimos de paixão
Do Von
Sentidos perdidos no meio
De um temporal de sonhos.
Corações renascidos por entre lágrimas de paixão.
Almas unidas e separadas,
Por um destino incerto.
E no meio deste turbilhão
Novas palavras renascem.
Novas frases se formam
Para dar sentido a uma nova existência,
Que nasceu dentro de mim.
Os dias passam, e no calor dos sentimentos,
Na esperança do que nunca foi,
Renasci para a vida,
Renasci para ti.
Reencarnei no espírito do amor,
Que sobrevoa um mar infinito de paixões incontroláveis.
Talvez, numa vida passada,
Eu tenha sido tua donzela,
O teu amor mais profundo.
Talvez, até tenha sido a tua alma gémea
Que viajou milhares de anos para te reencontrar.
Talvez assim, seja mais fácil compreender
Este sentimento que atordoa-me a vida
E faz-me querer-te sempre mais,
Faz-me amar cada centímetro de ti.
Talvez assim, eu consiga explicar
Este meu vício já descontrolado.
Este medo sem razão,
Este amor infinito que sinto que já não termina.
Talvez assim, eu consiga perceber
Porque minha alma morre lentamente,
Quando está junto de ti,
E porque o tempo não existe,
Quando nossos corpos unidos fazem magia.
Talvez, numa vida passada,
Por um momento esquecido,
Eu consiga perceber a razão deste fogo
Que se apaga quando não estás,
Para renascer de novo quando te vejo.
Esta sede de amor que arrebata-me a alma,
Esta existência sem sentido,
Nasceram deste sentimento infinito
Que atordoa-me a vida.
Nasceram num universo denso e constante
Dominado por sentimentos intensos
Que já não entendo.
Gostava de compreender meu amor, este meu vício,
Este desespero em te ter sempre junto a mim.
Esta ânsia louca que não passa com o tempo.
Gostava de entender,
Este sentimento que não se acalma
E não termina nunca.
Este sofrimento que me aterroriza
De cada vez que não estás comigo.
Esta dor que sinto no peito
Que arde meu coração e queima minha alma.
Esta felicidade infeliz que deixa-me hipnotizada,
Que quebra todos os meus sentidos.
Mas não entendo meu amor.
Não entendo este sentimento
Que me deixa neste estado já meio sem vida.
Não entendo esta alma que vive perdida em ti.
Não entendo esta existência,
Quase sobrenatural,
Que me faz amar-te cada vez mais...
E eu que pensava que não era possível
Amar desta forma...
Almas vividas em tempos passados,
Sorrisos escondidos,
Olhares apaixonados.
Dizem que a vida é só uma,
Que o passado ficou lá trás.
Dizem, que o amor nunca morre,
Mas nós morremos um dia.
Dizem que corações unidos são um só,
E no entanto, eles quebram-se.
Meu Deus, que é feito da vida agora desatinada?
Para onde vão os pobre de espírito,
Quando tudo acaba?
Para onde vão as histórias de encantar?
Eu escrevo poesia,
Escrevo sobre as dores do mundo...
Sobre as minhas dores.
Diz-me Meu Deus,
Que será de nós quando tudo terminar
E sermos apenas sombras que vagueiam pelo universo!
Oiço o respirar de teu peito
Agora colado ao meu.
Teu corpo suave,
Vibra em movimentos satânicos,
De encontro ao meu.
Viajamos, então para um paraíso inerte
Que não pertence a ele próprio.
Viajamos para destinos incertos,
Para lugares confusos, que não passam com os dias.
Tuas mãos, percorrem
Cada centímetro de meu corpo,
Teus dedos firmes, tocam minha pele já suada,
Já dominada pela paixão.
Na rua faz frio,
A chuva cai de mansinho
E nossos corpos
Acompanham em movimento ritmado
A canção da chuva....
Começo então a sentir-te dentro de mim...
Minha respiração torna-se mais pesada,
Meu corpo contrai-se com a paixão,
Com o prazer de um momento único.
Nossos sentidos já estão dominados pela fantasia,
Nossas almas possuídas,
Por um prazer sem limites,
Por uma desejo crescente,
Que mata qualquer ser humano.
Tu tocas-me suavemente, entao
Dizes-me que me amas,
Gritas meu nome...
E neste silencio em que estamos mergulhados,
Nossos corpos se amam
E se querem,
Num desejo louco, que já não tem fim!
Sem medo avanço pela vida,
Como se a vida nunca passasse por mim...
Avanço por caminhos incertos,
Por sítios desconhecidos.
Sem medo, sinto o ar que me rodeia,
A força que em domina.
Minha alma já dorida,
Pelos dias que passam
Avança num sentido que não quero.
Falo com ela, mas ela já não me ouve.
Segue seu destino, sofrida, magoada.
Sem medo, descobri-te neste horizonte de vida,
E fiz-te meu amor, meu senhor.
Fiz-te meu príncipe encantado.
Sem medo, disse-te que te amava,
Por palavras doces e cheias de vida.
Minha alma, meu corpo, pertencem-te.
A magia domou nossas vidas,
E deixaram-nos neste estado que já não muda.
Sem medo,
Apaixonei-me por ti..
Mesmo sabendo que era um amor proibido,
Mesmo sabendo que não tinha teu coração....
Mesmo sabendo, que nosso destino não era o mesmo.
Sem medo, segui em frente,
Apesar de muitas vezes, querer voltar para trás.
Contrariei minha forças,
Dominei meus pesadelos,
Segurei minhas lágrimas.
E embora com peso no coração...
Segui em frente.
Sem medo,
Perdi-me no teu corpo,
Entreguei-te minha vida.
Sem medo...
Amei-te até o mundo terminar,
E tudo por fim, perder o brilho.
Oiço o cantar das ondas,
Quando embatem na areia molhada,
E escrevo, sobre as suas maravilhas.
Vejo a lua lá no alto, brilhando
Beijando o mar, seu amigo,
E escrevo, sobre sentimentos de amor.
Oiço uma canção triste,
Que quase me leva a alma,
E escrevo sobre a revolta e a tristeza,
De tempos passados.
Vejo a chuva cair, bem de mansinho,
E beijar o chão seu companheiro,
E escrevo sobre nostalgia e sobre a vida,
Mas aquela vida, que deixamos passar por nós,
Aquela vida, que já não se vive,
Que espera-se simplesmente que termine,
Como se fôssemos simples espectadores,
De nós próprios.
Oiço o chilrear dos pássaros,
E lá começo eu, nas minhas divagações,
Sobre o amor,
Sobre sentimentos ausentes, perdidos,
Sobre a felicidade e a alegria.
Tenho alma de poeta,
E no coração levo o mundo,
Que tento transformar num lugar melhor.
Tenho um sentido de existência reduzido,
Que me faz amar e sofrer.
Escrevo sobre o que dói,
Sobre a felicidade e amor.
Sobre tudo o que me vai na alma...
Mas acima de tudo escrevo com alma,
Por isso,
Tenho alma de poeta.
Sentimentos perdidos no tempo,
Ausentes de sentido,
falhados em sua missão.
Sentimentos rebeldes,
Travessos,
Que dominaram um coração
Que já não sabe amar.
Sentimentos tortuosos,
Sofridos,
No calor de uma paixão
Que não conhece limites,
No calor,
De dois corpos,
Que se unem num completo frenesim.
Sentimentos dispersos,
Encontrados em camas
Desfeitas, refeitas,
Por uma paixão vazia.
Amores vividos,
Perdidos num sentido atónito.
Medos incertos,
perdidos, achados,
Pela força da vida.
E neste turbilhão de frases
Apenas uma única
Palavra...
Amor!
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