o blogue de Carmen Vervloet

Retrato de Carmen Vervloet

NEGO-ME A DIZER ADEUS (PARA SALOMÉ)

ATÉ-LOGO, AMIGA

Não importa quem tu és
Nesse espaço virtual
És para mim Salomé
Alma cheirando a café.

Nosso cheiro brasileiro
Impregnou sua alma e corpo
Fez florescer neste horto
A sua semente
Sua alma viajante
Sua poesia itinerante!

Flor que se abriu sensual
Com sua magia sideral
Andorinha migrante
Que aqui pousou
E a todos encantou!

Vá minha amiga,
És cidadã do mundo
Seu coração é fecundo
Abriga muitas nações
E todas as emoções!

Mas lembre-se sempre
Deste cantinho
Que a recebeu com carinho
Que se nega a dizer
Adeus!

Carmen Vervloet

Retrato de Carmen Vervloet

Amar... Amar... Amar...

Amar... Amar... Amar...

Acorde, amor!
Ouça a poesia que de mim nasceu
Enquanto a noite adormeceu
Embalada nos meus versos!

Acorde, amor!
Sinta o perfume da flor,
A beleza da aurora,
Veja a noite ir embora!

Acorde, amor!
Já raiou a madrugada
E da nossa janela escancarada
Ouça o gorjeio do sabiá!

Acorde, amor!
Ouça o Baden ao violão
Arranjando a canção
Para alegrar seu coração!

Acorde, amor!
Sinta este clima embriagador
Que alivia qualquer dor
Que dá brilho ao amor!

Acorde, amor!
Já não consigo esperar
É tempo de te abraçar
A sua boca beijar
E amar... E amar... E amar...
Você!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.

Retrato de Carmen Vervloet

REALIDADE

REALIDADE

A realidade é nua e crua.
Mostra-se sem disfarces
caminha armada pelas ruas
tintas de sangue.

A violência é rainha
coroada pelos brutos!
Tantas mães sofridas
chorando seu luto!

Tiros pipocando no ar
gente matando gente,
gente roubando gente
e os valores cada vez
mais ausentes!

Jornais nas calçadas,
berço de tantos inocentes,
sofridos, perdidos, indigentes,
invisíveis para tantas lentes!

O céu chora a sua dor
e a chuva que dele escoa
transforma-se em gelo
que resfria os corpos tiritantes,
mãos estendidas em apelo!

Mas o poder é surdo e cego
nada faz por esta gente
satisfaz apenas seu próprio ego
na sua cobiça indecente!

Este poder me causa asco!
Seus olhos só vêm o vil dinheiro
seu deus e conselheiro!
Dos miseráveis só querem o voto
deixam-lhe uma cesta básica,
um panfleto com foto
e o compromisso do voto.

E assim vão se elegendo
na arquitetada ignorância dos pobres
usando da sua premente privação,
junto à dor e aflição
neste eterno troca-troca
das suas nauseantes engenhocas!

E depois, irmão...
Só na próxima eleição!
Surgirão outras ardilezas
Disfarçadas em delicadezas.

A realidade mostra-se sem disfarces
NUA E CRUA
Só não vê
quem vive no mundo da lua!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.

Retrato de Carmen Vervloet

MEDITAÇÃO

Meditação

O silêncio é água fresca
que alivia a sede do espírito!

Necessito esvaziar minha mente.
Nada pensar e assim avivar a intuição
nesta meditação transcendental.
Repito o mantra
que alavanca minha alma!
Entro em coesão com o universo.
O mundo deixa de ser perverso.
Flutuo no vazio desconhecido,
agora tão íntimo!
Meu corpo quieto
libertou do seu amplexo
meu espírito livre,
que leve, numa comunicação breve
mostra-me o caminho da paz.

Sou partícula integrada ao todo.
Deixo para trás as mazelas.
Sou parte desta aquarela
pintada pelo Divino!
Volto a ser menino
feliz, puro, solto,
cabelos revoltos,
inocência no olhar!
Brinco entre estrelas e luar!

E então volto pacificado
para meu corpo,
templo da vida!
Minha intuição agora aguçada
para mais uma jornada
atrás das curvas da estrada
que escondem o que está por vir!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.

Retrato de Carmen Vervloet

FESTA NO ARRAIÁ DI SEU DOGO

Festa No Arraiá Di Seu Dogo

A sanfona ábri a festa
no arraiá de São João!
Síntu um fríu isquisítu
e por dentro sórto um grítu!

Pipoca, minduím e quentão...
Fuguêra ardendo no terrêro
aquece meu friu isquisitu,
trupica meu coração!

Mi sobi um calor tão istranho
Olhando ocê tão bunito!
Sou tomada di assanho...
Ai Jesuis! Eu tô é frito!

O povo si trumbicando,
Correndo do busca-pé
Minina, di saia rodada, dançando
I os homi gritando olé!

Barraquinhas cheinha de prenda...
Tiro ao arvo i pescaria
Cocadas feitas na venda
du Nerson, da dona Maria!

A quadria pega fogo,
Dança homi, dança muié!
Chega di surpresa seu Dogo
I fraga a dona Duzé
dançando com um pião,
cheia di assanho i tesão!

I ta feita a confusão
O padre querendo acarmá
E o efeito do quentão
Fazendo o povo atiçá!

Fica lôco o seu Dogo
Sorta brasa, ispalha fogo
Quer acertá o machão
Que bulinou seu mueirão!

Seu Dogo pega a garrucha
I começa a atirá...
Mas são balas di festim
Para o povo alegrá!

Era só uma brincadeira,
Prá isquentá o festão
E o bate-cocha continua
Sem aperreio, sem questão!

Carmen Vervloet
Todos direitos reservados à autora

Retrato de Carmen Vervloet

AUTO-RETRATO

AUTO-RETRATO

Atrevo-me em fazer
um auto-retrato,
que em tinta traço.

Pinto-me flor...
Colorida, cheia de cor!
Depois, pinto-me semente...
Mas logo apago descrente!

Pinto-me árvore frondosa,
Violeta mimosa...
E depois fogo ardente,
afinal sou gente!

Tenho oscilações
e muitas emoções!
Rabisco tudo sem receio
e volto ao devaneio!

Agora sou beija-flor,
sugo o néctar do amor!
Bato asas... Equilibro-me no ar!
Amo a liberdade de voar!

Sou dançarina delicada,
parto em revoada
Sem rota, nem direção...
Sou bailarina da ilusão!

Agora, pinto-me criança,
boneca da esperança!
Boneca de louça, de trapo, de pano,
boneca da vida, cheia de enganos!

Boneca de pano encardido,
trapo velho, corroído,
galopando na garupa do tempo...
No rumo do vento!

Mas tudo não passa
de errônea interpretação...
Fantasias da minha imaginação!
Apago tudo, sem restrição!

Pinto em pastel a minha alma!
Em paz... Calma!
Essência da minha vida
Jamais corrompida!
Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora

Retrato de Carmen Vervloet

Dia Mundial do Meio Ambiente

ÁGUA – ESSÊNCIA DA VIDA

Em louco acometimento
o homem
esmaga a esperança,
sem dó, nem sentimento...
Polui as cristalinas
doces águas da vida...
Invalida
a decência
na sua demência...
Não ouve o pedido
de clemência
das agonizantes águas,
cheias de mágoa...
Existência...
Essência...
Sopro da terra...
Em guerra
com poluentes...
Rios doentes...
Com lixo...
Esguichos
De loucura...
Tortura...
Com esgotos que adentram
ao seu leito...
Triste pleito!
Levando saúde...
Sonhos... Vida...
Deixando o planeta
sem saída...
Apagando em trevas
um futuro risonho...
Matando a mão armada...
Águas esparramadas...
Poluídas... Perdidas...
Na terra ressentida...
Que grita por
VIDA!

Carmen Vervloet

Retrato de Carmen Vervloet

CANÇÃO DO AMOR

CANÇÃO DO AMOR

Ponha sua mão na minha mão
e vamos sair por aí...
Ponha seu violão debaixo do braço...
Some ao meu, o seu coração,
componha nossa canção
de amor
no solfejo do vento nordeste,
sob o céu azul celeste!

Céu pontilhado por estrelas brilhantes
Que iluminam nosso amor cintilante,
que ofusca o luar!
Que dá tom à vida!

Das cordas do seu violão
brota a canção
dedilhada na beleza
deste nosso amor sem fim...
Entre as rosas do nosso jardim!

Você me chamando... “Querida!”
Eu respondendo... “Minha Vida!”
E o mundo a girar
envolvendo nosso doce amor!
Sentida emoção,
Nos acordes do seu violão!

Somos atemporais,
a idade ficou para trás!
Lá longe esquecida...
Em tantas auroras da vida!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.

Retrato de Carmen Vervloet

CORRENTE EM VERSOS

CORRENTE EM VERSOS

Poetas,
Esta é a hora!
Vamos formar uma corrente,
Unir nossos versos em elos,
Fortes, resistentes,
Corajosos, valentes!
Vamos desmascarar
Os políticos desonestos,
Perversos,
Tirando-lhes o voto,
Acesso ao sucesso,
Ao dinheiro público mal usado,
Usurpado do bolso de trabalhadores
Suados, cansados, desesperançados!
Dinheiro subtraído com impostos exorbitantes!
Gastos sem critério,
De forma irresponsável e alucinante!
Hospitais Públicos falidos... Sem recursos,
Recebendo verbas insuficientes,
Sem atender aos doentes
Que morrem sem socorro,
Jogados como cachorros
Sem dono... No abandono!
Ah!... Poetas... São seres humanos
Que moram nos morros,
Em favelas, na miséria da periferia,
São Pedros e Marias
Que moram em barracos,
Vestem-se em trapos,
Engolem muitos sapos,
Em vez da comida que alimenta!
Sem acesso à educação,
Sem esperança no amanhã!
Qual será o seu futuro?
Algemados atrás das grades,
Escola da bandidagem?
Vamos tirar o povo deste covil
Que assusta, mata,
Menospreza, desacata!
Destes homens e mulheres carreiristas,
Indesejáveis oportunistas,
Com gana de poder!
Apareçam patriotas idealistas!
Ouçam o nosso grito!
Queremos um novo Brasil!
Um Brasil sem corrupção,
Onde o Povo é respeitado,
Num horizonte expandido,
Por Deus abençoado!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.

Retrato de Carmen Vervloet

MEU ETERNO NAMORADO

MEU ETERNO NAMORADO...

Por você, meu amor será atento!
E o meu sentimento
estará eternamente presente
ligado ao seu coração
por correntes
de ternuras e afetos,
um jardim completo,
de carinhos concretos!

Mimos que vem e vão...
Que saem do céu
e chegam ao chão!
Cobertos por pétalas
acetinadas de rosas!
E eu menina dengosa,
insinuante, toda prosa,
declamando minha poesia,
com muita ousadia,
em deleite e alegria!

Poesia que para você criei
E nesta data lhe ofertei!
Meu eterno namorado,
amor por chamas incendiado
nesses versos apaixonados!
Amor, sem data de vencimento,
pleno de encantamentos!
Como o sol no seu renascer
espero a luz acontecer
em cada novo amanhecer!
E assim vou lhe amando
Até morrer!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora

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