Vago...
Perdido por entre as sombras escuras
Vagando na bruma tórrida do amanhecer
Sinto em meu peito enorme agonia
Meu pranto gélido escorre na face
Não sei por que choro
Apenas derramo incessantemente as lágrimas
Angustia profunda, canto mórbido...
Voz embaçada não consegue sair
Em volta, só solidão...
Escondida, guardada, a esperança sumiu,
Meu pranto incessante incomoda
Pois reflete a angustia da minha alma
Não quero sentir
Apenas sumir
Deixar de existir
O poço de erros
Tortura meu ser
Atolado, embaraçado
Não consigo sair
Lama suja, fétida do passado,
Não abandona meu corpo
Apenas permito que o tempo passe
Impotente, admiro seu passar,
E meu coração dói, amargamente...
Vago
Data de publicação:
Terça-feira, 2 Setembro, 2008 - 15:17
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