Olhar

Foto de Joaninhavoa

O MEU AMOR (Tem vezes…)

*
*
O MEU AMOR (Tem vezes…)

Ele chega devagar com um sorriso
nos lábios e um brilho no olhar...

o meu amor…

Subiu rua acima num passo ligeiro
e até compassado…

meu amor…

Pela rua abaixo vai que não vem
vai e segue cabisbaixo…

amor..

Pára! Hesita! Dá meia volta
e volta devolta…

mas..

Além, naquela rua, não passou
e não passa ninguém.

JoaninhaVoa, In “O Meu Amor”
(05 de Junho de 2008)

Foto de Lu Lena

BEIJO ROUBADO

paixão que sublimou e corroeu
meu corpo num desejo fremente
volatizou e no teu se perdeu...
meu olhos nos teus te enfeitiçou
percorrendo vãos em arrepios
soltei-me como uma fêmea no cio...
enrosquei-me em ti como serpente
minha língua veloz provocou
espasmos em teu sexo túrgido
pulsante e ardente...
sobre mim adentrastes
e sentistes...
minhas ancas que remexiam
nessa dança voluptuosa e erotizada...
do sexo entre o côncavo e o convexo...
na penumbra do quarto respiração ofegante
entre amassos tórridos vertigem de um gozo
jorrado em minhas entranhas como lavas
enfurecidas de um vulcão ...
numa sofreguidão em frenéticos movimentos
sincronizados...
fortuito olhar e mãos entrelaçadas...
caimos exaustos e satisfeitos...
um pra cada lado...
ato que culminou com a química orgástica
de um simples beijo roubado...

Foto de Gideon

Caminho do Amor

Um raio de luz brilhou
E não quer se apagar...
Tem estrada de barro iluminada
Que leva prá algum lugar...
Te encontro lá...
Se a pilha acabar...
Me ilumine com o brilho de seu olhar...

Tem galho caído na estrada...
Pule, Maria, foi o vento da paixão
Que encobriu esse luar...
Acende a lanterna pro meu amor passar....

Pegue a esquina sanfonada
Que desnuda uma praia abandonada...
É lá que o nosso amor está
Fazendo covas na areia prá nos acomodar...

Acende a lanterna, Maria.
Pro nosso amor andar...
Não pisque os olhos redondos
Nem deixe a boca fechar...

Quero um beijo no escuro
Prá sentir o amor inundar
Nossas almas sedentas de carinho,
De vida, de esperança
E de um ninho prá ficar

M.....a...r..ia
Pule o galho no chão
Que o vento da paixão
Varreu na escuridão.

Vamos amar na praia
Aonde o nosso amor nos aguarda
Prá em um devaneio nos levar
Em uma escuna sem fim
No mar, prá sempre navegar...

Vamos correndo, Maria,
De mãos dadas ao ar
Quem sabe não é lá, no Mar,
Que vamos o amor eterno, enfim, encontrar.

Foto de Graciele Gessner

Inconsequente Amor. (Graciele_Gessner)

Aquele dia, você perto de mim, se aproximando a cada passo que dava em minha direção.

O meu olhar não negava, queria você só para mim, ser possuída por você, pelo seu corpo másculo. Sentir o seu cheiro, as suas mãos percorrendo o meu corpo... A sua boca tocando meus lábios sedentos... Muito além da realidade, as fantasias me consumindo.

Você com esta aparência séria e sem muito diálogo, o seu mistério cativava a minha excitação.

Até que um dia tomei coragem e falei um “olá” bem simpático! Surpreendida, cordialmente você me respondeu igualmente.

Os dias se passaram e eu a cada novo amanhecer e anoitecer com os meus pensamentos ligados em você.

Um dia, finalmente tomei a devida iniciativa de ir ao seu encontro e relatar o que se passava dentro de mim.

Reparei que você ficou surpreso e com um olhar faiscante. A conversa desenrolou amistosamente com a revelação de que você também pensava em mim.

Decidimos matar este desejo que ambos estavam salientes... E descobrir o que de fato sentíamos um pelo outro.

Finalmente, o seu corpo colado no meu, a excitação tomando conta de mim... A "sua particularidade" logo tomou partida desenfreada. Deste momento em diante a agitação me controlava.

Sentia sua força de encontro ao meu corpo, seu cheiro e minhas fantasias sendo saciadas.

Naqueles instantes meu pensamento foi para muitos lugares e você sempre estava ao meu lado, ligado a mim. Até que tudo terminou. Foi gostoso enquanto durou.

Os dias se passaram e meus pensamentos dispersavam e voltaram àquele dia... Tudo aquilo foi uma loucura, inconsequência chamada de saudade.

23.05.2007

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Graciele Gessner

Faça da Vida Grandes Emoções! (Graciele_Gessner)

(*) Texto inspirado no filme “Desafiando os Limites”.

Enquanto muitos te invejam com sua persistência, você vai aos poucos conquistando o seu espaço, e seus sonhos vão se tornando realidade.

Temos que ter amigos leais ao nosso lado para nos manter firmes nos nossos objetivos. Persistir, ser determinado mesmo que os ignorantes não saibam valorizar seus valiosos esforços. Manter a confiança nos sonhos e jamais desistir de ter a coragem para prosseguir.

Enfrentamos e lutamos, vamos contra tudo e contra todos, mas a vida muitas vezes nos prega alguns contratempos. É preciso parar e olhar ao nosso redor e ver o que estamos fazendo, quais as sementes que estamos plantando para o nosso futuro e se for preciso, recomeçar é a melhor opção.

Não devemos jamais desanimar, o tal obstáculo tem a finalidade de nos ensinar alguma lição muito importante e permanecer nos nossos fiéis sonhos.

Enquanto os invejosos se alegram com sua derrota, outros sofrem com sua perda e torcem pelo seu sucesso.

Quando tomamos a decisão de “jogar a toalha”, como se tudo estivesse acabado, alguma nova ideia surge e acabamos ganhando novo fôlego para recomeçar e lutar. No final de cada túnel obscuro existe sempre uma saída, um novo recomeçar, uma nova vida, uma nova história.

Muitas vezes não devemos recuar no primeiro obstáculo que surge pelo nosso caminho e, sim, ser um bravo guerreiro e perseverante na batalha.

Sonhamos muitos sonhos na vida, alguns até impossíveis de serem alcançados e outros desejamos arduamente quando adultos. Enfim, hoje, somos adultos e nos deparamos com a vida e acreditamos que muito nos vale momentos pequenos do que grandes. “Você vive mais cinco minutos em cima de uma moto, do que algumas pessoas vivem a vida toda”.

“O perigo é o que tem de puro da vida. É preciso arriscar de vez em quando. É o que faz a vida valer à pena”.

Enquanto muitos duvidam da nossa capacidade de vencer, acredite que há alguém em algum lugar deste mundo torcendo por ti.

Pode o mundo inteiro estar contra nós, mas se existir alguém que acredita na nossa capacidade, a probabilidade em mostrar resultados positivos é grande.

“Quem não parti em busca de seus sonhos vive como vegetal”.

Quando tudo nos parece o fim, algo novo sempre vai brotar. A vitória não é tão importante quanto estar vivendo grandes emoções, isto sim, vale muito mais. Em algum momento vamos conhecer alguém que fará da nossa vida um grande espetáculo de emoção, e entenderemos que mais vale ter um amor a ser vivido do que ter uma vida solitária só de sonhos.

Aprenderemos que amar e sonhar é a grande emoção da vida!

22.05.2007

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Gideon

Morena linda do mar

Morena linda, morena brejeira
caminha na praia com jeito, sem jeito
o verde do mar lhe serve de espelho
as ondas se esmeram prá refletir os seus seios.

Linda morena que rouba o meu olhar
disfarçado me faço, com os olhos a laço
a vastidão do mar socorre o meu lapso
meu desejo não se contém, um poema faço.

Morena do mar, cabelos ao ar
passos gingados na cadência do mar
doce requebrado na indecência do olhar
de novo disfarço-me na vastidão do mar.

Morena, morena, linda do mar
quisera eu roubar uma gota somente
de seu sorriso saliente, nesta manhã quente
quiçá este poema não viesse me ocupar
perdido estaria em seu azul olhar.

Foto de Gideon

Um delírio

Ampliei a sua foto
Remexi cada cantinho de seu rosto
Enfiei-me pelos seus olhos redondos
Atirei-me em sua boca indecente.

Atraquei em seu pescoço...

Mordisquei nervoso suas orelhas
Queria o seu amor, o seu som
Busquei a sua respiração
Atravessei a sua pele e lá fiquei.

Ampliei o seu olhar com o fotoshop
Virei a cabeça prá melhor te observar
Balancei seu rosto prá seus cabelhos voarem
Agarrei os seus lábios, deliciei-me.

Busquei na mente resíduos de você...

Recitei poesias batidas, prá ti já oferecidas
Fiz declarações absurdas de amor impossível
Imaginei ter você, em toda a vida.

Desliguei o virtual...
Chega, apaguei você...
Sacudi o rosto e pela sala andei...
Esfreguei a cara com sabão
Prá calar o delírio da paíxão...

Não sei, não sei e não sei...

Ainda bem que vou prá longe
Lá de cima vou arremessar
Esse sentimento torturante
Prá um felizardo, coitado,
Cá em baixo encontrar.

Foto de Gideon

O Trem da minha sina

O sentido da vida
jamais poderemos saber,
os dias corridos e apressados
jamais poderemos reter.

Observo os outros, próximos,
que ao meu lado movem-se
pelo instinto do viver.
Vão e vêm sem perceberem
que uma sina oculta
cumprem sem merecerem.

Eu também da minha sina
não consigo fugir,
de tudo fiz, de tudo aprendi.
Faculdade de gente rica,
como diziam lá na vila,
profissão de família boa,
que não se consegue à toa.

Pois bem, por mais que tentasse
e tudo fizesse ao meu alcance,
cá estou em pé no trem parador
seguindo obediente pro meu labor.

A trilha do ruído dos trilhos
remete-me às histórias de meu pai,
que cumprindo por si também a sua sina
nos mesmos trens paradores e diretos
apertado e inconformado subia e descia.

Não, não entrego os pontos assim facilmente,
da bolsa de couro macio
saco a caneta e o caderno, paciente.
Anoto as expressões dos pobres coitados
e transformo-os em atores,
essa gente de recursos tão parcos.

Pelo vagão procuro feições tristes
prá rechear os meus tristes escritos,
mas sorrisos ingênuos e olhares candentes
surpreende a minh’alma de poeta reticente.

Volto-me para a minha própria condição,
passageiro desta tão pobre e nobre condução.
Na chupeta pendente agarro a minha mão,
pro balanço do trem não jogar-me na solidão.

Por de trás de meus óculos, disfarçado,
observo Maria de cabelos ondulados
e tosca roupa na moda dos rebolados.
Mastiga um chiclete já meio deformado.

Ela serve, quem sabe,
prá ser a minha heroína dum conto qualquer,
que insisto escondido ali existir,
e naquele cenário tão pobre
tento ainda alguma arte produzir.

Com uma das mãos sustento o caderno
com a outra a caneta retiro do terno.
Próximo à porta apoio as minhas costas.
As histórias de Maria
vou tentando dar forma
com letras tortas.

A sina da vida sofrida de Maria
insisto incluir no meu conto,
mas ela é bonita demais
e distraio-me com o seu encanto.

Um lugar prá Maria, enfim,
não encontro no meu conto.
Contudo logo percebo,
que o personagem que descrevo
sou eu mesmo,
que do trem da Central do Brasil
ainda é prisioneiro.

A sina da vida, insisto,
ainda quero incluir no meu conto.
Mas não é a realidade que de fato vivo?
Pergunto-me com desencanto.

O sofrimento do enredo
que sobrepõe a minha inspiração
vai desfazendo daquele conto
que não consigo continuação.

A minha sina parece que segue
no trem da minha vida
e cá estou de caderno fechado,
caneta no bolso borrado,
observando Maria que com charme
o chiclete ainda mastiga.

O balanço desse sofrimento
atormenta o meu coração
que é solitário de paixão,
Maria, quem me dera,
que prá ter o seu olhar tudo faria
mesmo que fosse por compaixão!

Na estação da Central
o meu sofrimento fita o chão.
O olhar de Maria se foi na multidão.
Meu caderno de escritos agora
descansa triste na minha mão.
Ainda ouço, ao longe, com emoção
o clamor da última pregação.

Anúncios saindo dos alto-falantes da estação
ecoam agora inundando o saguão.
Eu caminho apressado
esbarrando nos braços
de tantas marias
e em tantas mãos.

O poeta desce pro Metrô, frustrado,
e na escada rolante, agarrado.
desvia-se dos braços de esmola, esticados,
pendendo o seu corpo pro lado.

O conto sobre Maria
e o trem dos amontoados
ficarão prá outra viagem.
Quem sabe um dia sem esperar
a inspiração virá
e outras marias com outros penteados
serão heroínas do poeta,
que segue a sua sina
no trem dos desafortunados.

Foto de Sonia Delsin

PRESA A UM OLHAR...

PRESA A UM OLHAR...

Fiquei presa.
Irremediavelmente presa.
A um olhar.
Fiquei.
Presa.
Cativa.
Sem iniciativa.
De fugir.
Por que fugir do que dava novo sentido ao meu existir?
Neste olhar encontrei respostas para tantas dúvidas.
Encontrei razões...
Sensações.
Este olhar me conta das paixões.

Foto de Cecília Santos

FOTOS ESPALHADAS

FOTOS ESPALHADAS
.
.
.
Fecho os meus olhos, não quero
ver o tempo passar.
Sinto tanto a tua falta.
Sinto tanta saudades de você.
Espalhei suas fotos pela casa.
Na doce quimera, de que sofreria menos.
Ledo engano foi o meu,
pois a saudade só aumentou.
Pra todo lado que olho,
me deparo com teu lindo olhar.
A realidade foge pra longe,
dando lugar pra ilusão.
E nesse mundo ilusório,
tenho-te, ao alcance das mãos.
Posso tocar teus cabelos,
sinto teu perfume no ar.
Entre as brumas dos meus sonhos,
ouço tua voz a me chamar.
Nesse emaranhado de loucura,
você pra mim é tão real!
É como se o tempo voltasse,
e trouxesse você pra mim.
E nesse devaneio sigo,
com receio de acordar.
Pois quando meus olhos se abrirem,
sei que não vou te encontrar.
A única coisa que terei, são tuas fotos
espalhadas, a me olhar.

Direitos reservados*
Cecília-SP/06/2008*

Páginas

Subscrever Olhar

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma