Morte

Foto de Osmar Fernandes

Pichador

Pichador
Em outros tempos, era um movimento social...
O artista expressava seu pensamento.
Sabia apontar seu chacal...
Protestava com sentimento.

Hoje em dia, no Brasil, é vandalismo.
Jeito mesquinho de aparecer na televisão...
Disputa entre gangs, revanchismo.
Desejo espúrio de competição.

Essa faccão não teve infância, nem diversão.
Comete o crime no delírio de sua euforia.
Pensando ser sua arte uma criação,
Espalha sua tinta como embolia...

Essa turma vegeta em constante adrenalina.
Não tem medo da morte.
Vive correndo da polícia.
Seu mundo é obscuro, sem norte.

Como vampiro, ataca de madrugada.
Onde põe sua marca faz o objeto chorar...
Virou vício, doença desalmada.
Sua assinatura é um lixo a lamentar.

Osmar Soares Fernandes
Publicado no Recanto das Letras em 26/02/2009
Código do texto: T1457855

Foto de Paulo Gondim

Estranha visão

ESTRANHA VISÃO
Paulo Gondim
24/02/2009

Escombros da alma
Gestos sem calma
Fúria do ser
Inóspita visão
Ignara ilusão
Abalado sofrer

Mergulho no escuro
Um feto imaturo
Que insiste em nascer
Mesmo que lhe aborte
O medo da morte
Precisa vencer

E a fúria se espalha
Em negra mortalha
Em gritos sombrios
Mistura de gozo
Num tom pavoroso
Em ecos tão frios

Rajadas de vento
Que se faz tormento
No frio açoite
Lamento se esvai
Em grito que vai
Afora, na noite

Foto de Joaninhavoa

Experiência de vida

*
Experiência de vida
*

E foi assim que o burro morreu!
Destino cruel e avassalador mas que fazer?! Nada a não ser
respeitar sua morte em silêncio e que a paz o acompanhe sempre
e depois pelo tempo fora lá no infinito.

Acontece que passou toda a vida à volta da nora...
E se alguém ousasse perguntar o que é uma circunferência?!

Experiência é o que fazemos com o que nos acontece...

Joaninhavoa
(helenafarias)
22/02/2009

Foto de luiz antonio

"Derrotas da vida"

Na vida perdi muitas coisas das quais poderia ter lutado mais para não perder.
Mais após cada perca sempre vem uma grande conquista que nos faz esquecer a dor de uma perda que era muito mais especial do que a nova conquista.
Perder e saber aceitar a derrota momentânea que faz parte do grande aprendizado que se chama amadurecer.

Por mais que a gente se prepare para a dor que causa a perda de algo ou alguém que amamos nunca aceitamos totalmente nem renunciamos a isto
De todas as derrotas e perdas da vida, a que faz sofrer lamentar amadurecer e morrer aos poucos a cada dia que passa e a dor da perda do seu grande e verdadeiro amor.

Mais mesmo longe sozinho e desesperado, o coração nos diz:

O verdadeiro amor levamos conosco para sempre porque o amor de verdade supera a vida e vai alem da morte. Porque no fim quando pensamos que tudo foi em vão percebemos que e todo o esforço que fizemos não foi desperdiçado por mero capricho do destino que conspira pra nos fazer desistir dos nossos sonhos e planos traçados em outra vida para serem idealizados num futuro muito próximo que do qual fugimos por ter medo de encararmos a maior realidade da vida que e aceitar todo que nos e imposto e anexado as nossas vidas simples e monótonas das quais estamos longe de converter de uma mera rotina para uma gloriosa restauração total dos valores e princípios que nos foi implantado ao nascermos e chegarmos ate este plano que nos traz tantas surpresas das quais não mais nos surpreendem por estarmos conectados a um propósito do qual não temos escolha e nem escapatória que se chama viver da maneira que nos e adequada e saber que não a nada a fazer enquanto a isto, a não ser conformar-se e esperar que amanhe esteja o mais lindo e ensolarado dia de nossas vidas.

Foto de Edevânio

UM NOVO MUNDO NO CAMINHO DAS ÍNDIAS

Edevânio Francisconi Arceno

AUPEX-UNIASSELVI

Estamos impressionados com os avanços tecnológicos, então indagamos onde o Homem vai parar? Acreditamos que a pergunta razoável seria: Onde o Homem quer parar? Dizemos isso porque cada dia mais limites são superados e quem afirmar categoricamente que a morte é o limite para o Homem, corre o risco mais tarde ser reconhecido como o Idiota que limitou a Humanidade. Entenderemos melhor estas afirmações se voltarmos no tempo para analisar as atitudes e estratégias adotadas pelo Homem diante das adversidades.

A convivência em grupo nasceu da necessidade de proteção, em virtude dos predadores. Através desta relação em sociedade, compreenderam que a união não só poderia deixá-los mais fortes tanto para defender-se como para atacar, tornando-se assim também predadores. Quando o Homem conseguiu impor sua superioridade diante das demais espécies, sentiu necessidade da disputa entre si, para descobrir quem é mais sábio ou forte. Desde então a força e o intelecto vem ditando regras entre a humanidade, no intuito de descobrir quem é o mais poderoso. Com o advento da escrita, todas as estratégias adotadas pelo intelecto e as proezas realizadas através da força, foram sendo registradas, propiciando ao Homem, aquilo que conceituamos progresso.

O Homem se organizou em Estado, após viver anos como sociedade tribal, ainda que existam sociedades tribais semelhantes, o Homem evoluiu, e quando a extensão territorial tentou-lhe impor limites, ele se lançou ao mar. Não demorou muito para perceber que o mar era uma grande oportunidade de ampliar seus poderes, com terras e povos a serem conquistados.

Deste modo os Fenícios, iniciaram aquilo que seria denominado de “Comércio Marítimo”. Segundo a Ilíada de Homero, as rotas comerciais do mediterrâneo foi o verdadeiro motivo de Agamenon ter unido toda a Grécia para lutar contra Tróia do rei Príamo, e não a desonra de Menelau, em virtude da paixão “avassaladora” de Paris e Helena. Por que tanto interesse de Agamenon e tantos outros, em monopolizar as navegações? A resposta parece obvia! Poder, isto mesmo, quem dominasse os mares e as rotas comerciais teriam mais poder sobre os demais. A soberania grega não levaria muito tempo, pois como todo império que se levanta, um dia cai, e assim tem sido durante toda a História.

No período medieval, outros povos dominariam o mediterrâneo, mas nenhum foi tão importante quanto às cidades italianas de Veneza e Gênova, que se transformaram nos centros comerciais mais ricos da Europa. Serviam de ponte entre os consumidores ocidentais e os produtores do oriente. Em virtude dos impostos aduaneiros, as mercadorias eram acrescidas de muitos juros. Depois da tomada de Constantinopla pelos turco-otomanos, sérias restrições foram impostas ao comércio no mediterrâneo, o que fez encarecer ainda mais as mercadorias. Para uma Europa Feudal, em fase de transição, a situação ficou calamitosa, em virtude da escassez do ouro e demais metais preciosos, o que dificultou ainda mais o comércio. A única alternativa era tentar uma rota comercial alternativa. Mas quem poderia aventurar-se em busca de uma nova rota em meio ao caos urbano, escassez de moedas, êxodo rural e uma eterna queda de braço entre nobres e burgueses?

Este era o Cenário em quase toda a Europa, com exceção de um pequeno país banhado pelo oceano atlântico, que recentemente havia conquistado sua independência e a consolidando com a histórica “Revolução de Avis”, que conduziu ao trono de Portugal D. João I. Este governante conseguiu unir os interesses dos Burgueses e a maioria dos nobres, com total apoio do povo. Isto fez de Portugal, o primeiro Estado nacional da Europa, dando-lhe estabilidade política e econômica necessária para dar inicio a Expansão Marítima, em busca de uma rota alternativa rumo às Índias.

O pioneirismo em navegar em mares nunca d’antes navegados, era antes de tudo uma prova de coragem e do espírito aventureiro deste povo.Pois a navegação em águas desconhecidas eram povoadas de crenças e lendas medievais sobre fabulosos monstros marinhos.Além disto, haviam registros escritos pelo navegador italiano Marco Pólo, com histórias e personagens pra lá de fantásticos. D. Henrique, o terceiro filho de D. João I, fundou a “Escola de Sagres”, onde reuniu a experiência marítima italiana, a ciência herdada dos árabes ao espírito aventureiro do povo português. A primeira investida Lusitana foi à conquista de Ceuta, cidade do norte da África, que era uma importante rota comercial, que mais tarde perdeu seu valor, em virtude da mudança de rota por parte das caravanas árabes.

Depois de Ceuta, foi a vez da Ilha da madeira, em seguida o arquipélago de Açores, e a cada expedição, mais informações eram mapeadas. Após várias tentativas, o navegador Gil Eanes ultrapassa o Cabo Bojador, um obstáculo à pretensão portuguesa de chegar às Índias. Junto com a gloriosa vitória pelo seu feito, Gil Eanes desembarca em Portugal com a embarcação cheia de negros, para serem vendidos como escravos, tornando-se uma mercadoria muito lucrativa.

Bartolomeu Dias traz para Portugal, a travessia do Cabo da Tormenta, que para o Rei, nada mais é que a Boa Esperança, de que a Índia está próxima. Instituindo Feitorias e demarcando o litoral africano para a glória de Portugal, Vasco da Gama chega com sua expedição a Calicute. Apesar de não ter êxito no contato diplomático com o Rajá (Governante) daquela cidade Indiana, Vasco da Gama oficializa a abertura de uma rota alternativa às Especiarias. Veja a narração de um trecho do poema “Os Lusíadas”, de Camões ao avistar Calicute:

Já a manhã clara dava nos outeiros
Por onde o Ganges murmurando soa,
Quando da celsa gávea os marinheiros
Enxergavam terra alta, pela proa.
Já fora de tormentas e dos primeiros
Mares, o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto melindano:
-Terra é de Calicute, se não me engano;
(RODRIGUE, apud Camões. p.103)

Nos relatos registrados no diário de bordo, Vasco da Gama faz menção de que ao afastar-se da costa africana em direção ao leste, percebeu a presença de aves, o que dava indícios da existência de terra não distante dali. (SOUZA; SAYÃO, apud Bueno, p.26)

No dia 08 de março de 1500, a maior e mais poderosa frota de Portugal, comandada pelo jovem fidalgo Pedro Álvares Cabral, composta por mais de 1.500 homens distribuídos nas dez naus e três caravelas, saiu em direção à Índia. Cabral afastou-se em direção leste da rota demarcada por Vasco da Gama. A mudança de itinerário causa polêmica até hoje, afinal, esta mudança foi proposital ou casual? Se foi prevista ou não, se houve tempestade ou não, estas respostas ficaram para sempre no campo das especulações, até que o Homem crie uma “Máquina do Tempo”e retorne até 22 de abril de 1500, dia que Cabral avista a Ilha de Vera Cruz, o nosso Brasil! Dez dias depois, ele retoma sua rota para a Índia, onde fez acordos comerciais muito lucrativos para Portugal e o Mundo.

Logo o pioneirismo português, faria seguidores. Os Espanhóis chegaram a América, sob o comando de Cristóvão Colombo, pois assim como Vasco da Gama, procurava um caminho alternativo para as Índias. Em seguida foram os Ingleses, Franceses, Flamengos e Holandeses. Ao dominar águas estranhas surgiram novas terras, que também foram dominadas, muitos mitos foram colocados abaixo e um novo mundo se formou.

Há muitas terras ainda a serem conquistadas, afinal a nossa Via Láctea, é apenas uma entre muitas, há ainda vários planetas a serem explorados e também novos povos ou seres a serem encontrados. Analisando o retrospecto do Homem, você dúvida que isto acontecerá?

REFERÊNCIAS

RODRIGUE, Joelza Ester. A História em Documento. 6ª Série. São Paulo. Ftd, 2006.

SOUZA, Evandro André; SAYÃO Thiago Juliano. História do Brasil Colonial. Indaial: ASSELVI, 2007.

Foto de eda

"O Adeus"

(P/ O Concurso)("Dizendo que te amo")
"O Adeus"
-Enquanto estiver no altar á espera de sua amada.
"Eu estarei deitada com quatros velas ao vento...
"E quando estiveres na cama ao lado de sua amada.
"Eu estarei deitada de baixo da quela terra fria e escura.
"E quando fores me visitar, no cemitério ao lado do meu túmulo,
estará uma pedra e nela esárá escrito as seguintes palavras:
"(Testemunho)"condenada á morte, por uma profunda paixão.
"Escrevo meu teste-munho numa imensa solidão!
"Aos amigos deixo á paz:
"Aos inimigos deixo a luz que ao mestre conduz:
"O meu sofrimento deixo ao vento.
"Minhas alegrias deixo ao mar, e a luz do luar.
"Minhas pobrezas ao céu.
"Minha vida as crianças, as flores e a natureza...
"Minhas lembranças á alguém!
"Que morri por amor e que para sempre vou amar...
"Se algum dia "Eu" soubesse que nunca mais veria você!
"eu lhe daria um abraço mais forte.
"Se eu soubesse que seria á ultima vez a ouvir a sua voz.
"Eu gravaria cada movimento e cada palavra para revelas na eternidade!
"Sempre acreditamos que haverá o amanhã, para coregir um descuido.
"Para ter uma segunda chance para aceitar.
"Será que haverá uma chance para disser:
"Eu te amo!!!
"Posso fazer alguma coisa por você?
"O amanhã não é garantido para ninguém, jovens, velhos, hoje pode ser,a ultima chance..."Desculpe, perdoe-me, obrigado.
"Eu perdou você.

Autora:Eda.S.L.M.S.

Foto de pttuii

Menina perfeita à chuva IV

Feliz de dia quem lamenta o que não fez à noite. Infeliz ao deitar ela. A menos esforçada alma transparente. Que sempre penteou os cabelos louros pensando que eles eram azuis. Que sempre pintou os lábios transparentes, esperando que eles fossem pretos. Negros de morte. Daquele desaparecimento espiritual que leva a pintura de vida de quem faz realmente falta entre os quatro cantos de um planeta esférico.
Teimava em acidificar, a chuva. Não seria um aguaceiro, porque o céu lembrava mar depois de naufrágio poluidor. Mas também não era o dilúvio, porque o fim do mundo sente-se.
Entranha os ossos sem ser chamado, e faz das lamentações sangue amarelado. Pasta que lambuza a cara dos sofredores, e deixa os felizes, contentes até ao fim do segundo que vem a seguir.Menina frustrada, à chuva. Lembrou quando aprendeu a ler. Foi uma festa. Uma tempestade de sabores que a vida brinda em bolo de aniversário.
(continua)

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

DE TI TALVEZ

DE TI TALVEZ

Liberta estas tu de ti
E de mim também;
E lutas contra todos
Teus tormentos
Entre tornar a si
Ou transportá-la, titubeias...
Por ser teimosa tentas até o fim.

Livra-te de ti
E de mim também;
Teu passado torto te transtorna
E te transforma
Metamorfose tensa
Traga dentro de ti
O que de ti te traga
Entregas a mim
Que de ti me compadeço
Não pranteia tristezas em vão.

Traída estás de ti
E por mim também
Tens por mérito tão sonhada sorte
Em me ter e torná-la a morte
Antes não tivestes
O que de ti tomastes
Liberta estás tu de mim
Mas de ti talvez.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Agosto de 2003 no dia 21
Itaquaquecetuba (sp)

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

CIGARRO AMIGO

CIGARRO AMIGO

De bituca em bituca
Nas calçadas desta vida
És falado mal nas bocas
Desta sociedade maluca.

És como eu;
Consumido a cada trago, e...
Queimando assim por dentro
Até que as cinzas nos separem
És assim como eu.

És comprado pelos bares
E eu pelas urnas
Causando a dependência
Da cabeça imatura
És comprado como eu
Pela falta de cultura.

Cigarro amigo;
A cada suspiro
Na cadeia de inimigos
És fiel até a morte
Do primeiro ao vigésimo
São tantos a serem consumidos.

Se te lanço dos meus dedos
É que não te quero nos meus lábios
Tua alma em fumaça dispensa da narina
Se te lanço dos meus dedos
És bituca, cigarro amigo...
Nas calçadas desta vida.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Maio de 2002 no dia 18
Itaquaquecetuba (sp)

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

AMOR UNIVERSAL

AMOR UNIVERSAL

O amor é eterno, fraterno
Despido ou de terno, belo;
O amor é gostoso, com gozo
Calmo ou nervoso, dengoso;
O amor é valente, contente
Sorrindo ou com dor de dente;
O amor é curioso, valioso
Do namorado ao esposo, tinhoso;
O amor é forte, de porte
Na vida ou na morte, na sorte;
O amor é suave, viajem
Da coragem ao covarde, invade;
O amor é certeza, beleza
Do mais pobre a realeza,tristeza;
O amor é cego, incerto
Vai do céu ao inverno, bem perto;
O amor é vaidade, saudade
Do que está preso ou em liberdade;
O amor é solidão, é paixão
Vai da bicicleta ao caminhão, é razão;
O amor é sufoco, deixa louco
Mesmo no muito ou no pouco, afoito;
O amor é sofredor, senti dor
Debaixo da cama ou cobertor, é calor;
O amor é sincero, venero
Pra quem é de carne ou de ferro, espero;
O amor é romântico, no cântico
No oceano pacífico ou atlântico;
O amor é universal, no coral
Nas vozes do bem e do mal;
No coração do homem ou do animal
Vai do ignorante ao intelectual
Este amor sofredor e universal .

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
16/outubro/2001 Itaquaquecetuba (sp)

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