Flores

Foto de YUSTAV

ÚLTIMO ARTIFÍCIO

Vídeo-Poético:"Último Artifício" by Gustavo Adonias & Raiblue

ÚLTIMO ARTIFÍCIO

"As flores vermelhas
No vaso sobre a mesa
Sangue rubro e quente
Vinho tinto indiferente
Já não deliro
Viajar já não é preciso
Viver também
Restam-me apenas segundos
Neles não cabem absurdos
Nem mesmo um grito
Já não convêm
Bebo o silêncio
Único antídoto
Último artifício
De um sonhador..."

(Gustavo Adonias / Raiblue)

Foto de Logan Apaixonado

4 Estações

Quando o verão passar...
Ficaremos nós dois, sentados na varanda...
Olhando o céu azul e vendo as folhas das árvores ao chão...
Quando o outono chegar...
Seremos artistas dançando uma coreografia melancólica...
Teremos a certeza que o amor é maior...
Saberemos que a vida é bela e serena...
Quando o inverno chegar...
Quero pensar em deixar...
Todas as torturas da vida...
E somente estar ao teu lado...
Sentindo teu toque macio...
No aconchego do nosso lar...
Quando a primavera chegar...
Flores irão te enfeitar...
Perfumes irão exalar...
Teu pranto não irá rolar...
Nuvens irão passar...
E meu amor irá eternizar...
Quando o verão novamente chegar...
Teremos a certeza...
Que nossas vidas entrelaçadas...
Tendem a nos aproximar...
E iremos nos encantar...
Com a beleza da vida...
Com a doçura do amor...
E seremos felizes...
Por estarmos lado a lado nesta existência....

Foto de Carmen Lúcia

Margarida e margaridas

Uma figura sinistra, simbólica,
Que ainda trago na memória
Que fez parte de minha história...

Metódico e irreverente, despojado e carente
Um sábio, um indolente, um infeliz, um demente...
Lembrava Cristo, fisicamente,
Vestes rasgadas, cabelos longos, barba mal aparada
Ou quem sabe, um anti-Cristo,
Oscilando entre o normal e o descomunal
Às margens do convívio social.

Andava pelas ruas e calçadas,
Fazendo gestos, sempre balbuciando
Palavras distorcidas, sem nexo,
Aproximando-se das pessoas
Que corriam assustadas.

Sempre um buquê de margaridas
Alvas, brancas, cultivadas,
A todos ele ofertava (e se orgulhava)
Pois, por ele eram plantadas
Em terras baldias, abandonadas...
Flores por todos ignoradas.

Havia momentos de agitações...
Delírios, alucinações, comoções...
Então ele era rei, poeta e compositor,
Erguia o cabo da vassoura e era imperador!
-Camisa de força para o louco, o agitador!
Ao som da sirene era levado a um abatedor ...

E num desses manicômios,
Tratamento de choque, reativar neurônios,
Encontrou sua Margarida, sua amada, sua vida
E como lúcidos, amaram-se loucamente...
Amor que surpreendeu a muita gente
Pela doçura, pela brandura de dois doentes.

Porém um dia, não mais a encontrou,
Levaram-na dali, outro rumo tomou,
E transtornado pela dor, o louco chorou.
Não mais quis ser rei, nem imperador.
Somente poeta pra cantar a sua dor...

Até que um dia pra sempre se calou.
E numa cova fria, em pó se transformou,
Ou foi ao encontro de seu amor...
Ao passar o tempo, viram lá nascer
Fazendo a cova triste resplandecer
Risonhas e brancas margaridas,
Vida, paixão e morte restabelecidas.

Foto de Cecília Santos

VÍDEO POEMA (CINZAS AO VENTO)

CINZAS AO VENTO

Pedra Grande, a cidade inteira, a seus pés,
Vento cantando, e o sol intenso a brilhar.
E nesse recanto tranquilo, e mágico que a natureza criou.
Você se transformou, em milhões de pontos cintilantes.
Cada partícula de cinza, do que se transformou seu corpo,
Foi levado pelo vento, livre e solto pelo ar.
Nas asas transparentes, de um anjo lindo à voar.
E recebendo os raios do sol, ia se transformando.
Em milhares de borboletas coloridas, que voavam pelo céu.
Nesse lugar lindo e imenso, que quase se mistura ao céu.
Com certeza você, vai continuar a voar,
por entre as nuvens brancas de algodão.
Por entre as pedras esculpidas, pelo força da chuva, e do vento,
Vai cantar e dançar, com a brisa leve, e perfumada.
Fará parte do dia, da noite, do sol, e será arco-íris colorido.
Depois que a chuva cair, como uma gigante gota transparente,
Flores nascerão por entre as pedras.
E a vida vai permanecer, sobre esses rochedos.
Assim como as ervas daninhas, e as flores, você também viverá.
Pois o espírito não morre nunca, é eterno.
E no espaço, e no tempo, você se eternizou.
Reluzirá em cada raio do sol, todos os dias.
E cada estrela do céu, terá o seu brilho.
A brisa será leve, e perfumada como seu riso.
As chuvas que cairem, serão suas lágrimas,
que apagará o pó, e aliviará a alma sofrida!
Você será isso, e muito mais...!
Você será a própria existência...!

Direitos reservados*
Cecília-Poema feito p/minha filha Fernanda em 10/04/07*

Agradeço à Fernanda Queiroz, que me presentou coma a elaboração
desse vídeo poema, no qual muito me emocionou.
Beijos a você querida amiga, te amo!
Cecília

Foto de Elias Dall Agnol

Pré-Conceitos

Vejo, por entre as frestas, seres abaulados por toneladas de pré-conceitos, estes mesmos, poluem a mente humana falseando a realidade nua e crua disposta diante dos olhos.
Muitos entorpecem-se com diversas regras e normas que existem apenas com este mesmo intuito, impedir que se viva a vida da maneira que deve-se viver, ficam tão alucinados cumprindo protocolos inúteis e fúteis que tudo acaba se tornando um calvário doloroso. Entendo perfeitamente porque inúmeras pessoas são arrancadas do nosso meio pelas garras do suicídio, é claro, é óbvio e é lógico. Se tudo é feito para estar em evidência, se tudo gira em torno de status e suposto sucesso, é lógico que tudo se torna um árduo sacrifício, até mesmo as amizades, os relacionamentos, a profissão, etc... tendem a ser apenas para “manter aparência” e não para dar prazer, o que é lastimável. Vivamos agora a vida que se tem que viver, curtam seus filhos pequeninos crescendo aos poucos debaixo do seu nariz, não deixe para curti-los quando estes estiverem adultos pois aí eles terão outras coisas a curtir. Curtam o romance que se aponta ao conhecer uma pessoa interessante, viva isto intensamente, dê flores, passeie, viaje, viva. Curta o seu Clube sendo campeão ou mesmo sendo derrotado mas curta a emoção de torcer por um Clube porque é para isso que eles existem, para que você sinta, se emocione, chore, sorria, etc... Emoções... Se não fossemos feitos dela, Jesus teria vindo, ditado uns 100 ou 200 procedimentos e todos seríamos felizes, mas não é assim, até a fé é emoção. Precisamos dela, precisamos senti-la, dizem, hoje em dia, que o stress é a doença do século e é mesmo, pois a cada dia que passa somos obrigados a nos submeter a situações das quais nós não queremos, não gostamos ou não suportamos passar. Este é o prazer da vida, deixar a sua emoção falar também, nem mais nem menos do que a razão, só não podemos silenciar esta voz gritante que emana do fundo da nossa alma, não podemos ignorar seu grito porque aí sim estamos ignorando nossa própria existência na terra e nos tornando máquinas de carne e osso, não pensando, não arbitrando as nossas vidas e sim, apenas cumprindo o programado, não por Deus, mas pela sociedade mecânica que nos rodeia. Liberte-se, eu já dei o primeiro passo, você vem comigo ?????

Foto de Carmen Lúcia

Visconde de Mauá

Um recanto de encantos,
De magia, misticismo,
Desenhado nas entranhas
Da Serra da Mantiqueira,
Pelo Artesão da Vida;
Eis, Visconde de Mauá...
Quem não crer, vá até lá!

Cachoeira Véu da Noiva,
Festival dos festivais!
A grinalda pura e branca
Se desliza pela serra,
Espumando sobre a terra
De Visconde de Mauá...
Quem não viu, vá até lá!

No morro Pedra Selada,
Lugar de mata fechada,
Onde as trilhas são mistérios,
Os caminhos têm fascínios,
De duendes e regatos,
De cipós, jacus, macacos.

Rio Preto corre manso,
Contribui com o descanso,
Mas, se cheio, as corredeiras
Dão vazão para a coragem,
Estimulam à canoagem.

Um rincão onde o poeta
Busca sua inspiração...
E foi lá, se não me engano,
Com lirismo e eficácia,
Que da alma de Caetano
Nasceu "...Choque entre o azul
e o cacho de acácias..."

Nas flores, em exuberância,
Há um toque de arrogância,
Exalando pelos ares
Suas essências e fragrâncias...
Como ornatos, pelos matos,
Brincam as cores das begônias,
Revelando esconderijos,
As marias-sem- vergonha.

Quando o sol pinta cedinho,
Degelando a geada,
Passarada deixa o ninho,
Principia um escarcéu...
Maritaca, gralha-azul,
Fazem baile lá no céu.

Chega a noite, branca e nua
Vem a lua se mostrando
E na fusão dos pisca-piscas
De estrelas e pirilampos,
Só se vê pra todo canto
Mil pontinhos cintilando.

Num lugar onde a beleza
Vai de encontro à natureza,
Tecnologia se esconde,
O progresso...nem de longe!
Só ar puro em demasia,
Tanta diversidade em harmonia
Onde mora a poesia,
Eis, Visconde de Mauá,
Quem não foi...vá até lá!

Foto de Carmen Vervloet

Valsando

Valsando

Meu coração está recluso...
Minha alma em oração...
Silêncio!... Procuro a paz...
No sorriso da criança...
No volteio de uma dança...
Silêncio!... Procuro a paz...
Na alegria do idoso...
No miosótis mimoso...
No vôo do passarinho de volta
Ao aconchego do ninho...
Silêncio!... Procuro a paz...
Fecho a porta de expostas feridas...
Abro a janela pra vida...
Surge a aurora colorida...
Trazendo o bálsamo da cura...
Só a esperança perdura...
Flores desabrocham em profusão
Inseminando a semente do perdão
No meu fértil coração
Agora em festa
Ritmado pela orquestra
Regida com maestria!
Em harmonia
Valsam o amor
E a paz encontrada!...

Carmen Vervloet

Foto de Maria Flor e Rabiscos

Por você...

aceito trocas
barganhas
compro
faço escambo
canto
danço
sambo
.
vou em domicilio
pergunto
procuro
ando o que for preciso
como uma andarilha
.
me perco
e volto no mesmo sorriso
bato em portas fechadas
telefono
chamo
grito
.
mando cartas
flores
desaforos aflitos
poemas
fico dias e noites
acordada esperando
um telefonema
.
pego aviões e barcos
vôo
navego
o quão longe for
tudo pra ter você
por uma noite de amor...

Foto de Marta Peres

Morte

Lá fora ouço a canção serena do vento,
O sol quente ilumina, aquece tudo,
Dentro de mim não mais existe o inferno
Sopro luminoso mostra o que é viver.

Livre como pássaro vôo, liberdade,
Som que canta no pensamento
Escorre pelas veias...

Tormenta acabada, fim de solidão,
Descaso e inquietação,
Ferida disforme que cicatriza
Momentos duros que findam.

Apenas lágrimas lavam a alma,
Já me sinto leve como pluma ao vento,
Tudo é alvo e calmo, árvores frondosas
Em jardim colorido pelas flores, pela grama
Chego ao descanso infinito!

Marta Peres

Foto de Soninha Porto

CHORO DA PATATIVA

Queimam florestas...
Jequitibás centenários
retorcidos pelo fogo
caem aos pedaços
gramíneas somem
lambidas pelas chamas
meus verdes, meu ninho
desaparecem
flores caem sentidas
a dor se espamarra
morrer é o que nos resta...

A fumaça priva meu respirar
o Azulão coitado
como eu, tenta o vôo da fuga
as asas ficam presas
saltam coelhos, veados,
sapos e macacos
por todos os lados
numa louca retirada
quero cantar
ninguém escuta meu rogo
o calor me suga
meu canto fica rouco...

No ar funesto brilho
choro de tristeza
a mata tenta resistir
sou seu pequeno filho
sangram suas raízes
tento um belo pouso
de nada adianta...
Quem é este bicho
que mata a natureza?

soninha porto

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