Dor

Foto de Osmar Fernandes

O Repórter de São Pedro

O Repórter de São Pedro

Não perdia um velório. Era figurinha carimbada em todos daquela região metropolitana. Entusiasmado pelo clima fúnebre, anotava todo o acontecimento em sua caderneta. Sujeito excêntrico, sem amigos; gostava do que fazia. Chamava a atenção pelo seu trejeito e pelo traje que usava: uma túnica de cor branca, um cinto de pano vermelho amarrado em sua cintura e calçando uma alpargata desgastada e marrom.
Seu Leleco, que já o tinha visto em vários velórios, intrigado, aproximou-se, e, no pé do seu ouvido, perguntou:
- O senhor é parente do defunto?
O homem lhe respondeu, indiferente:
- Não é da sua conta!
Seu Leleco, irritado, então, disse:
- O senhor é muito mal-educado! Só estou lhe perguntando porque já o vi em muitos velórios. Sempre vestido desse jeito, esquisito, com esse livrinho relatando não sei o quê e com esses gestos inquietantes... Desse jeito o senhor incomoda todo o mundo. Chama mais atenção que o defunto. O senhor por acaso é policial, agente funeral ou agente de seguro?
O homem, franzindo a testa, respondeu, imediatamente:
- Não sou nem uma coisa, nem outra.
Seu Leleco insistiu e perguntou:
- Ah! Então o senhor é amigo do peito de Pedro, não é?
O excêntrico lhe respondeu na bucha:
- Do Pedro sim, mas, do defunto não.
Seu Leleco ficou com a resposta engasgada e, irado e meio confuso, persistiu:
- Como assim? Se o Pedro é o defunto e o senhor não é nem parente, nem amigo, então o que faz aqui?
Dessa vez, em tom menos agressivo, o homem de alpargata desgastada, respondeu:
- Não sou nem parente, nem amigo, nem nunca o vi nem mais gordo, nem mais magro em toda a minha vida. Estou aqui a serviço do céu.
Seu Leleco espantado com as respostas do excêntrico, dessa vez quase foi à nocaute, e, encabruado que era, respirou forte, impostou a fala e disse:
- O senhor está delirando... A serviço do céu?! O senhor quer dizer que não é deste mundo?
O homem de branco, percebendo sua gafe, meio desnorteado, fitou-o e disse:
- Não! Quer dizer, sim!... Já fui há muito tempo atrás. Hoje não pertenço mais a este mundo pecador, violento e desalmado.
De cabelos em pé, parecendo um espantalho, e com “a pulga atrás da orelha”, seu Leleco, trêmulo, mastigando a voz, falou:
- Então quer dizer que o senhor já viveu aqui, morreu, e agora é um espírito. Por isso, faz essas anotações. Prá quem? Por quê?
O homem, enfurecido, respondeu:
- Sim! Quer dizer, não!... É isso mesmo! Já vivi aqui, morri, e agora sou o Repórter de São Pedro. Tenho que anotar todo o acontecimento da história do falecimento. Desde o seu último instante de vida, às causas da morte, às lamentações... Tudo o que parecer interessante, curioso ou triste. Tenho que levar o relatório para o secretário de São Pedro, antes que a alma abandone o seu corpo.
Seu Leleco, assustado e já desconfiado dessa conversa, disse:
- O senhor está com lorota comigo, está blefando, só pode estar. Isto é brincadeira de mal gosto. É coisa impossível! Nunca ouvi ninguém dizer nada igual antes. Morto não volta pra contar histórias, nem fazer relatórios... Isso é uma piada mal contada. Nem na Bíblia Sagrada li nada igual. Esse é o maior absurdo que já ouvi em toda a minha vida. Fale que é mentira, pelo amor de Deus!
O repórter de São Pedro, enfaticamente, disse:
- Quem vê demais, ouve demais, nunca mais dorme em paz. Não estou brincando. O senhor está vendo o que realmente é.
Seu Leleco, que era manco, angustiado balançou a cabeça desaprovando aquelas palavras, e replicou dizendo:
- O senhor é muito estranho, não fala coisa com coisa. Se não quer chamar a atenção, venha vestido como todo mundo; seja um de nós, um igual. O diferente atrai, naturalmente, a curiosidade. Ainda mais em se tratando de um velório. Com uma conversa dessa, sem sentido, dizer que é Repórter de São Pedro e que a alma... Que besteira! Que loucura! Nem sei porque estou emprestando os meus ouvidos a tanta asneira.
O repórter de São Pedro, disse:
Já dizia o profeta: “Virá o Senhor daquele servo num dia em que não o espera, e à hora em que ele não sabe.” (Mt.24:50). Por isso, estou relatando a despedida do morto e revelando a reação de cada um aqui, inclusive a sua. Ser ou não ser diferente não é o caso. O caso é tão somente transladar o acontecimento para a minha agenda e endereçá-la depois para o meu superior... Nunca gostei de me aparecer quando era vivo, nem mesmo nas comemorações dos meus aniversários. Afirmo que somente o senhor está me vendo. Não sei o porquê, mas só o senhor pode me ver.
Engasgando-se nas próprias salivas, seu Leleco, arregalando seus olhos negros, surpreso, indagou-o:
- Puxa! Então o senhor é um anjo do céu mesmo? É aquele que veio buscar a alma do morto?!
O repórter de São Pedro, respirou, e disse:
- Não. Ainda não conquistei esse poder tão miraculoso. Quando olho ao páramo e o vejo tão lindo, entendo o poder de Deus. Estou trabalhando para que um dia eu possa alcançar esse objetivo. Estou numa dimensão divina, mas desejo a purificação total. Fiz boas obras na terra... Mas, adentrar a porta do céu é muito difícil, ela é muito estreita... ficar na fila já é difícil, mas, ser escolhido é quase impossível... depende muito da alma de cada um.

Nesse momento seu Leleco silenciou-se... e sua consciência lhe confidenciou: “Este homem não é doido. É um sábio ou um profeta, ou um santo; mas, doido não é.” E perguntou:
- Tire-me uma dúvida: como São Pedro pode ter o relatório de todos os defuntos do mundo? Afinal, são milhares por dia, não é? Morremos de tantas formas: de doenças, de fatalidades, de balas perdidas; e de tantas guerras: a da fome, a da frustração, a da ignorância, a do tráfico de drogas, a do trânsito e a de guerras de nação contra nação, enfim, são tantas formas de morrer por dia, como enumerá-las, registrá-las?
O repórter lhe respondeu, dizendo:
- O senhor tem toda a razão, não sou doido... Faço parte da O.N.E.C. – Organização Não Espiritual do Céu... Sou um voluntário a serviço de São Pedro. Todo voluntário, seja na terra ou no céu, é bem visto pelos olhos de Deus. Por isso, em cada velório, chovem candidatos. Para cada morto disputam, no mínimo, sete candidatos, um instrutor e dois ajudantes; um anjo só vem fazer este seviço quando se trata de um espírito superior... quando o caso é especialíssimo.
Seu Leleco, curioso que era, perguntou:
- Mas, o que o voluntário e o morto ganham com isso?
O repórter, enfaticamente, respondeu:
- Cada um ganha o que merece... O voluntário recebe uma espécie de bonificação dos pecados... O morto, através deste dossiê do adeus, que é uma espécie de folha corrida, ganhará ou não uma senha para entrar na fila do céu.
Seu Leleco enrugou a testa e disse:
- Mas, além do homem “bater as botas” ainda vai ter que passar por essa peneira... Coitado! O senhor não acha que todo o pobre deveria ir direto para o céu, sem passar por esse vexame?
O repórter, entendendo a simplicidade e a ignorância do seu Leleco, disse:
- Cada alma será julgada de acordo com o que semeou na terra. Afirmo para o senhor que felizes são aqueles que têm a chance de ir para a fila de São Pedro. Muitos desejam isso, mas, poucos conseguem entrar na fila, e somente os escolhidos, a dedo, conquistam esse direito. Nesse caso não conta a questão financeira, política, bens materiais, o que conta é o que foi o coração da pessoa, se foi bom ou mal.
Seu Leleco, de supetão, perguntou ao repórter:
- O senhor lê o pensamento de todo mundo?
O homem do além, meio encabulado, pego de surpresa, respondeu:
- Não. Nem sempre. Faço isso somente quando tenho a permissão do meu superior.
Aproveitando a oportunidade, seu Leleco perguntou:
- Dói morrer? Ou a passagem dói muito mais?
O repórter de São Pedro disse categoricamente:
- Dói muito. Mas, triste mesmo, é assistir ao sofrimento dos que ficam perfilados na rua do inferno, chorando, clamando perdão tardiamente... Essa é a pior dor, é dor infinita. A passagem é como uma viagem virtual, como um passeio, mas, que, ao despertar, vai conhecer a sua fila: ali começa o céu ou o inferno.
Seu Leleco, impressionado com essa resposta, pensou: Vou procurar uma igreja hoje mesmo, vou buscar a palavra de Deus para ser a minha luz, o meu guia e minha salvação.
O repórter de São Pedro, terminando o seu trabalho, disse para o seu Leleco:
- O corpo morto ficará no esquecimento. Na sepultura não terá momento. Não fará mais obras, nem indústrias, nem ciência, nem coisa alguma, porque não será mais existência. Tornar-se-á pó. Sua sorte estará lançada... Sua alma é que será julgada conforme sua encarnação. Que os vivos sejam inteligentes, porque é melhor ser um cão vivo do que um leão morto.
E, falando isso, desapareceu.

Foto de elcio josé de moraes

QUERO VOCÊ AGORA MEU AMOR

Ah! Se eu tivesse você neste momento,
Eu lhe daria todo este meu amor contido.
Ah! Quem dera fosse eu como o vento,
Para poder meu amor estar contigo.

Eu te daria todo o meu afeto e meu carinho,
E amar-te ia sem pensar no tempo.
Não me veria assim tão triste e sozinho,
Nem vagando com você em meu pensamento.

Envolveria teus abraços nos meus braços,
E te apertaria como fosse um grande laço,
E te ouvir você gemer sem sentir dor.

Quisera minha amada oh! Quem me dera,
Fosse eu a sua linda flor de primavera,
Pois por você eu vivo e morro de amor.

Escrito por elciomoraes

Foto de Carmen Lúcia

Ah...Como eu amei!

Hoje já não amo mais...
Mas, por amor, de tudo fui capaz.
Tropecei, me levantei, morri, ressuscitei,
Me despojei do orgulho, me entreguei,
Caí de quatro...Amei de fato!

Se fui feliz? Às vezes, sim...
O seu carinho me fazia bem...
Sentia-me amada, mesmo enganada,
Eternizava momentos em que me abraçava,
Dias intermináveis quando me deixava...

Conheci o inferno e o céu...
Chorei lágrimas amargas, cuspi sabor de fel,
Dancei por entre estrelas, corri por todo o céu!
Sorri feito menina...Fui dama de bordel!
Vivi todas as dores...Amei todos os amores.

Agora estou imune, meu coração parou,
Não sei se ele me pune ou me livra da dor,
De um mundo que oscila, amor e desamor,
Se sou feliz?Não sei...
Eu nunca mais amei!

Foto de home.enamorat

Medo de Amar

Medo de amar... Por quê?
Quase sempre esquecemos que nem todos os “pratos estão eletrizados”A+A-
Já é tarde da noite e lá fora há um silêncio rural, interrompido somente pelo vento, e que hoje está mais forte, anunciando uma nova estação. A impressão que tenho é que tudo está tranqüilo lá fora e aqui dentro de minha alma. Mas não seria só uma impressão?

O fato é que tenho em minhas mãos um livro que se tornou meu amigo e conselheiro nesses últimos dias. De autoria do pesquisador e escritor Roberto Shinyashiki e Eliana Dumêt – ele trata sobre diversos assuntos ligados ao relacionamento humano, inclusive o medo de amar. Paro na página que acabo de ler e começo a escrever como que a me certificar do que aprendi, mas também para partilhar com você, leitor, algo que, segundo imagino, lhe fará o mesmo bem que fez a mim. Você já sentiu medo de amar? De relacionar-se com profundidade? Sabe de onde vem esse medo?

O escritor narra um experimento realizado pela Psicologia, que responde, de forma figurada, a esta e a outras perguntas ligadas a este assunto: o amor. Um cientista colocou um ratinho em uma gaiola para avaliar o comportamento dele. Ele conta que, no início, o animal ficou passeando de um lado para o outro, movido pela curiosidade. E ao sentir fome, dirigiu-se ao alimento depositado lá. No entanto, ao tocar no prato, no qual o pesquisador havia instalado um circuito elétrico, o animalzinho levou um grande choque, tão forte que, se não desistisse de tocá-lo, poderia morrer.

Depois do ocorrido, o camundongo correu na direção oposta ao prato. Se pudéssemos perguntar-lhe se ele estava com fome, certamente responderia que não, porque a dor provocada pelo choque, com certeza, faria com que desprezasse o alimento naquele momento. Depois de algum tempo, porém, o ratinho entrou em contato com a dupla possibilidade de morte: pelo choque ou pela fome. Contudo, quando a fome se tornou insuportável, o animal, vagarosamente, foi novamente em direção ao alimento. Nesse meio tempo, no entanto, o pesquisador desligara o circuito. O prato não estava mais eletrificado. Porém, quando quase iria tocá-lo, o ratinho teve a sensação de que levara um segundo choque. Houve taquicardia, os pêlos ficaram eriçados e ele correu, mais uma vez, em direção oposta ao prato. Se lhe perguntássemos o que havia acontecido, a resposta seria: “Levei outro choque”. Embora a energia elétrica estivesse desligada, e ele não soubesse disso...

A partir desse momento, o ratinho vai entrando numa grande tensão e seu objetivo passa a ser o de encontrar uma posição intermediária entre o limite da fome e o da obtenção do alimento, para que tenha certa tranqüilidade. Este estado é chamado de ponto de equilíbrio, porque representa uma posição entre o se fazer alguma coisa, no caso, alimentar-se e, ao mesmo tempo, evitar um novo choque.

É provável que você esteja se perguntando: “Mas o que isso tem a ver com medo de amar?”

Eu diria: Tudo! Muitas vezes, vemos pessoas, ou até nos vemos a nós mesmos, “tomando choque”, sem nem mesmo tocar no “prato”. Basta analisar em quantas ocasiões sentimos vontade de convidar alguém para sair, conversar, ir à praia, ou ao cinema e não fizemos nada disso temendo levar o “choque” do não! Ou ainda, quantas vezes deixamos de dizer às pessoas o quanto elas nos fazem bem e as amamos, por medo de que o sentimento não seja recíproco e com isso nos sintamos rejeitados?

Segundo o pesquisador, isso é tomar um “choque sem tocar no prato”.

O fato é que experiências dolorosas do passado podem provocar um medo terrível de novos sofrimentos. Mas o pior é que quase sempre esquecemos que nem todos os “pratos estão eletrizados”, ou seja, nem todas as pessoas têm as mesmas inseguranças ou outras fraquezas que, algum dia, nos deram um “choque”.

Segundo estudos científicos, a compreensão do que sentimos, é o melhor estímulo de que precisamos para recomeçar.

Talvez, hoje, seja o dia propício para fazer uma pausa e pensar: “Será que alguma experiência dolorosa do passado continua exercendo influência sobre meu jeito de amar e sobre a profundidade de meus relacionamentos?”

Amar é a primeira condição para estarmos em constante comunhão com Deus. Não temos o direito de nos privar desta vocação maravilhosa que o Senhor imprimiu em nosso coração no ato da criação.

Foto de filipa felizardo

desabafo

podes segredar
podemos falar
podemos gritar
por mais coisas que se faça
nunca exprimimos o que sentimos

apenas com três letrinhas
se escreve o nome mãe
e a melhor do mundo
e o melhor que a vida tem

vida
vivida
sofrida
complicada
mas depois quando perdemos alguém
e que percebemos que nada vale nada

um beijinho para o josé
um abraço para o baptista
com eterna saudade e muita dor
este verso e para ti
para o meu avô josé baptista

a vida são dois dias
nem todos pensam nela
quando ela acaba
e que dao valor a ela

a palavra amizade
tem muito sentimento
quando temos amigos de verdade
ja nao tao ficamos preocupados

passamos a vida a lutar
mas quando alguém parte
a vida da nos
em que pensar

com duas se escreve
o teu nome a vista
este poema e para o meu querido avo
josé baptista

Foto de CarmenCecilia

NO LIMITE: POESIA SOBRE O AQUECIMENTO GLOBAL E SUAS CONSEQUÊNCIAS, O DESCASO COM O TRATADO DE KIOTO

NO LIMITE

SOMOS SOBRIVIVENTES
DESSE INSTANTE
POIS NADA SERÁ COMO ANTES
NÃO VIMOS O QUE ERA IMPORTANTE

E AGORA SOFREMOS AS CONSEQÜENCIAS
DE NOSSA DELIQÜIENCIA
NÃO CUIDAMOS
DO QUE AMAMOS

DESSE PLANETA AZUL
DESSE ANIL
E AGORA QUE SERÁ
O QUE VIRÁ?

NOSSAS CIDADES LITORANEAS ENGOLIDAS PELO MAR
NOSSO SUOR
TANTOS CATACLISMAS
ONDE NÃO RECONHECEREMOS MAIS CLIMAS

ONDE A PRIMAVERA PERGUNTARÁ AO VERÃO
O QUE FIZESTE DA MINHA ESTAÇÃO?
ONDE O INVERNO TAMBÉM QUESTIONARÁ AO OUTONO
SOBRE MAIS UMA NOITE SEM SONO

E COMO CONTINUAMOS MEROS EXPECTADORES
SEM CLAMORES
NÃO SOLUCIONAMOS QUESTÕES TÃO EVIDENTES... E...
NÃO QUEREMOS NEM SABER DO TRATADO DE KIOTO
VAMOS NOS ENGANANDO A CADA MOMENTO

E NÃO MAIS HAVERÁ VIDA
MAS QUIÇÁ SOBREVIDA
PARA NOSSOS DESCENDENTES
E TODA GENTE

AH! MAS AINDA HÁ TEMPO...
PRA RECUPERARMOS UM POUCO DO CONTRATEMPO
E DARMOS O EXEMPLO
PARA NÃO PARTICIPARMOS DESSE COMPLÔ E DESSA DOR...

CARMEN CECILIA

Foto de CarmenCecilia

NO LIMITE: POESIA SOBRE O AQUECIMENTO GLOBAL E SUAS CONSEQUÊNCIAS, O DESCASO COM O TRATADO DE KIOTO

NO LIMITE

SOMOS SOBRIVIVENTES
DESSE INSTANTE
POIS NADA SERÁ COMO ANTES
NÃO VIMOS O QUE ERA IMPORTANTE

E AGORA SOFREMOS AS CONSEQÜENCIAS
DE NOSSA DELIQÜIENCIA
NÃO CUIDAMOS
DO QUE AMAMOS

DESSE PLANETA AZUL
DESSE ANIL
E AGORA QUE SERÁ
O QUE VIRÁ?

NOSSAS CIDADES LITORANEAS ENGOLIDAS PELO MAR
NOSSO SUOR
TANTOS CATACLISMAS
ONDE NÃO RECONHECEREMOS MAIS CLIMAS

ONDE A PRIMAVERA PERGUNTARÁ AO VERÃO
O QUE FIZESTE DA MINHA ESTAÇÃO?
ONDE O INVERNO TAMBÉM QUESTIONARÁ AO OUTONO
SOBRE MAIS UMA NOITE SEM SONO

E COMO CONTINUAMOS MEROS EXPECTADORES
SEM CLAMORES
NÃO SOLUCIONAMOS QUESTÕES TÃO EVIDENTES... E...
NÃO QUEREMOS NEM SABER DO TRATADO DE KIOTO
VAMOS NOS ENGANANDO A CADA MOMENTO

E NÃO MAIS HAVERÁ VIDA
MAS QUIÇÁ SOBREVIDA
PARA NOSSOS DESCENDENTES
E TODA GENTE

AH! MAS AINDA HÁ TEMPO...
PRA RECUPERARMOS UM POUCO DO CONTRATEMPO
E DARMOS O EXEMPLO
PARA NÃO PARTICIPARMOS DESSE COMPLÔ E DESSA DOR...

CARMEN CECILIA

Foto de Carmen Vervloet

Protestando com Poesia


Protesto da Alma

No estalo do meu grito
Perdendo-se no infinito
O meu coração implora
Para que se comece nova história.
Uma história em outra dimensão
Onde honestidade, ética e liberdade,
Sejam de fato verdades
Num mundo onde tudo mudou
Onde só o poder tem valor
E nós só temos o que resta... Dor!
Os valores foram invertidos
Foram todos corrompidos
Pelo peso do vil metal.
O Poder se tornou canibal
Animal irracional
Perdeu a alma.
E nós a calma!
Está roubando a esperança
Dos jovens, velhos e crianças!
Diante de tanto desengano
Grito... Reclamo...
E proclamo para que se faça verdade
Esta ilusão
Neste Brasil sem dimensão
Onde a medida é o nosso amor.
Este Brasil de céu anil...
Este Brasil cheio de cor...
Este Brasil ensolarado...
Este Brasil tão amado...
Este Brasil gigante...
Destruído por ganância alucinante.
Quero de volta os reais valores
Guerra aos impostores.
Quero a honestidade, a ética, a verdade...
Quero para os corruptos, punição!
Quero paz e oração.
Quero homens exemplares...
Quero fartura nos lares...
Quero para todos, educação!
Quero o país em evolução...
Quero homens idealistas
E não meros alpinistas.
Quero voltar a ver o sorriso
Acendendo os rostos...
Quero os corações iluminados
Batendo de alegria, acelerados!
Quero voltar a ver em cada par de olhos,
A esperança!

Quero sentir das almas, a fragrância!
De rosas plenas, em exuberância!
Quero sentir no corpo, a aragem!
E do alto acariciar a folhagem...
E viver em paz
Num Brasil sem violência...
A Deus peço clemência!

Carmen Vervloet

Foto de Carmen Lúcia

Aperta o Play!

Aperta o play
E veja como fiquei
Ao congelar o filme
Que eu modifiquei
No ponto em que estava
Não mais me encontrava
Por isso eu o voltei...
Não finja que não viu
Pois ao clicar review
A história eu mudei
Até os personagens
A todos transformei
Com outro protagonista
Foi que contracenei
O enredo ficou ameno
Trata-se de um amor pleno
Sem dor, sem pranto ou rancor.
Imagens bem mais coloridas
Realçando mais a vida...
E os efeitos especiais
Suaves fundos musicais.
Reforma geral, mudança total,
O filme de minha vida
Ficou genial...

Foto de Sirlei Passolongo

Amor Insano

Hoje...
Quero estar a seu lado
Sentir seu doce afago
Ganhar seu beijo
Ser seu maior desejo!

Hoje...
Quero esse amor insensato
Quero esse amor ingrato
Mesmo que depois
só me reste a dor
De aliviar a saudade por uma
foto num porta-retrato.

Hoje,
Mesmo sabendo
Ser um amor alucinado
Quero viver esse amor errante
Ao mesmo tempo delicado
Livrar-me desse desejo delirante
Quero viver esse amor inconseqüente
Um tanto quanto insano
Com jeito meio cigano
Mesmo sabendo ser um amor
Até mesmo, um pouco doente.

Amanhã...
Prefiro sentir a dor
De vê-lo por um porta-retrato
com a certeza
Que vivi o meu amor tão sonhado
Prefiro chorar esse amor ousado
Mas ter tido você
ainda que por alguns instantes
Ao meu lado!

(Sirlei L. Passlongo)

Páginas

Subscrever Dor

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma