Corpo

Foto de Arnault L. D.

A dama a quem devoto

Olha só, teu campeão ferido,
trôpego de lutas e em farrapos.
Esperando só te ver sorrindo,
armadura, arruinada, em trapos...

Sou assim, um cavaleiro errante,
a defesa da honra da dama,
mas, se encontra o bravo tão distante,
que apenas ele ainda a ama.

Mesmo assim, o apaixonado enfrenta,
justa inglória e duelos tantos...
No ostracismo, as vezes desalenta,
mas não rende-se, é como os santos.

A donzela, nele nem mais pensa,
mas a ela, zela a jura que fez.
A lágrima que cai e mais densa,
que todo sangue que ver-te em sua tez.

Sou o teu cavaleiro em pedaços,
a manter-me a ti fiel e nobre,
magro e marcado pelos aços,
Se me veres, vês somente um pobre...

Mas deixa assim pensar, a ignorar.
Cala em si, em segredo quem era,
segue sendo tal desconhecido...
Mas feliz, pois seu riso fizera.

Sou assim, teu campeão ferido,
a tombar por teu reino grandioso,
por amor, findo e não sou rendido
se morrer... Jardim farei viçoso.

Pois, meu corpo será ainda teu...
Para ti, fará a terra fecunda,
ao verde e à relva trarei apogeu,
grama fina, que a teus pés se afunda.

Foto de Carmen Lúcia

Morada da poesia

Ainda não sabia de poesia...
E seus olhinhos percorriam a fantasia.
Tudo podia...
Estar aqui ou alcançar estrelas
e sem nenhum esforço, conseguir tê-las.

Ainda não sabia de poesia...
E de seus passos, a mais linda coreografia,
de sua alma a expressão que traduzia
naquela dança, a vida que em si surgia.

Ainda não sabia de poesia...
Fixava seus olhos no desabrochar da flor
e a via pequena, gigante, de toda cor.
Nenhuma outra magia a tiraria desse torpor...

Ainda não sabia de poesia...
Seus pés descalços na água do mar
transformavam sal em açúcar
e as ondas brancas, golfadas de algodão-doce,
batizavam seu corpo de menina e moça.

Percebeu a poesia...
Ao descobrir o descompasso de seu coração.
Pulsações irreverentes, batidas diferentes,
e no papel
registrou o que sentia...

Sentiu a poesia...
Descobriu sua morada.
Por todos os cantos, recantos,
encantos e desencantos.
Viu-se cercada...

E a poesia mora
na lágrima que rola,
no sorriso que esconde a dor,
no riso anunciando amor.
No botão que se transforma em flor.

Ela está por toda a parte.
Basta apenas perceber
e do estado latente,
fazê-la acontecer.

_Carmen Lúcia_

Foto de betimartins

Se tu um dia, não me encontrares.

Se um dia tu não já me encontrares
Vejas que eu já parti para outra margem
Não vertas lágrimas algumas por mim
Apenas aplaudas a vida que eu vivi...

Mesmo os erros que eu tenha vivido
Aplaude não me critiques, por favor!
Foram eles que doeram até a alma
Mas que fizeram crescer e ser mulher...

Mesmo que este corpo já cansado
Outrora dono de pele macia, imaculada
De tons rosados e saudáveis, jovem
Recorda-me assim jovem e bonita...

Lembras da flor da açucena? Bela!
Imaculadamente pura jovem e viçosa
Que desabrochou do dia para a noite
Nos teus braços, repletos de beijos molhados...

Entre promessas de amor, provas e confidencias
Eu vou para a outra margem no barco sombrio
Onde a morte apenas é uma passagem da vida
E os meus pecados os remos do pesado barco...

Lembra-te amor, aquela ida ao cinema? Risos! Lembras?
Daqueles filmes de crianças, junto, com a nossa menina?
Recorda esse olhar que eu tive contigo, agradecendo-te
Por aqueles momentos mágicos, cheios de amor e partilha...

Lembra-te meu amor de meu cheiro, das minhas risadas
Lembra-te dos meus cozinhados, das piadas, das loucuras
Lembra-te dos meus poemas, das minhas cartas para ti
Pois é apenas isso que ficará aqui, as tuas memórias...

Não importa para onde eu vou, apenas que eu vivo em ti
Não importa que meu pó a terra volte é a lei da vida
Nem mesmo que meu corpo sirva de adubo aos campos
Onde os passarinhos irão encontrar a sua comida...

Apenas! Quando tu vires o sol se pôr e a noite vier
A brisa apenas resfriar o teu rosto. Sou eu, meu amor!
Que te venho dar, o meu beijo da despedida. Meu amor
Não me lamentes! Apenas guarda-me no teu coração...

Foto de ISRAEL FELICIANO

EU SUPER -HOMEM

E MAIS UMA VEZ SE TORNA TUDO DIFERENTE E APARENTE, UMA APARENCIA DESNUDA E CORROMPIDA PELAOS RAIS DO SOL, QUE CHEGAM A QUEIMAR AS LEVES E MACIAS PONTES DOS POROS QUE EXCEDE OS LIMITES DA PELE , PALIDA E FRIA .
ASSIM ESTAVA LÁ SO E AREJANTE, UM CORPO SEM IGUAL, LINDO, E AGORA DOURADO PELO QUE SE CHAMA VITAMINA D, QUE PENETRA E VAI ATE OS OSSOS, E RSETAURA, COMO O SUPER-HOMEM QUE SE ALIMENTA DESSA TAL VITAMINA, DOS RAIOS DE SOL, SOMOS ASSIM MEIO QUE INCORRUPTIVEL MAIS CORRUPTIVEL.
O SUPER-HOMEM PERDE PARA CRIPTONITA, E NÓS PARA UM SIMPLES PARECR DE NÃO QUERER REAGIR, UMA FLOR DESABROXA, E LIBERA SEU AROMA, E ESCEDE OS SEUS LIMITES DE FLOR ENCANTANDO UM AMOR.
O SUPER HOMEM SE EM CANTA, VOCÊ ME ENCANTA, E ME FAZ TER UMA VISÃO DE RAIOS-X QUE VAI ALEM DE TUDO VAI ALEM DE MIM, E DE VOCÊ ESSE É VOCÊ E ESSE SOU EU!

Foto de José Pessoa

Tu, amor

Na minha mente em ti penso
Nos meus sonhos em ti sonho
Meu mar,
Meu amor,
Meu sonho.

Penso em ti quando
Sonho, Choro, Rio...
Nos meus sonhos te procuro
Na vida te encontro

Nos dias gelados e quentes 
Em ti penso
Nos dias bons e maus
Em ti sonho,
meu amor...

Nos teus olhos 
Vejo a tua vida,
No teu corpo
Minha paixão.

Foto de José Pessoa

Tu, amor

Na minha mente em ti penso
Nos meus sonhos em ti sonho
Meu mar,
Meu amor,
Meu sonho.

Penso em ti quando
Sonho, Choro, Rio...
Nos meus sonhos te procuro
Na vida te encontro

Nos dias gelados e quentes 
Em ti penso
Nos dias bons e maus
Em ti sonho,
meu amor...

Nos teus olhos 
Vejo a tua vida,
No teu corpo
Minha paixão.

Foto de Carmen Lúcia

Passou...

Passou feito canção,
sem deixar rastros ou marcas,
só o som de melodia
da mais doce sinfonia.

Passou feito um sussurro,
um murmúrio de riacho,
calmo,carregando a lua,
refletida em seus braços.

Passou feito uma brisa,
leve carícia em meu corpo,
suave, soprou meus cabelos,
secou o suor de meu rosto.

Passou feito o raiozinho,
último do sol poente,
que aquece de mansinho
deixando a alma contente.

Passou feito uma pluma
tocada pelo vento,
rodopiou com leveza,
tendo que ir, não querendo.

Passou deixando poeira,
brilho de estrela cadente,
traçando no espaço um esteira,
espetáculo comovente.

Passou deixando poesia,
paz, lirismo, fantasia,
sem pressentir que passava
falou-se em harmonia.

Passou deixando no ar
perfume de pura essência,
quem o sentiu reviveu
o seu tempo de inocência.

Passou percorrendo o mundo,
pedindo socorro e guarida,
muitos não viram que era
o Amor...Simbologia da Vida!

_Carmen Lúcia_

Foto de Maryluce

Onde Há Inveja, não Há Amizade

Grande trabalho é querer fazer alegre rosto quando o coração está triste: pano é que não toma nunca bem esta tinta; que a Lua recebe a claridade do Sol, e o rosto, do coração. Nada dá quem não dá honra no que dá: não tem que agradecer quem, no que recebe, a não recebe; porque bem comprado vai o que com ela se compra. Nada se dá de graça o que se pede muito. Está certo! Quem não tem uma vida tem muitas. Onde a razão se governa pela vontade, há muito que praguejar, e pouco que louvar. Nenhuma cousa homizia os homens tanto consigo como males de que se não guardaram, podendo. Não há alma sem corpo, que tantos corpos faça sem almas, como este purgatório a que chamais honra; donde muitas vezes os homens cuidam que a ganham, aí a perdem. Onde há inveja, não há amizade; nem a pode haver em desigual conversação. Bem mereceu o engano quem creu mais o que lhe dizem que o que viu. Agora, ou se há-de viver no mundo sem verdade, ou com verdade sem mundo. E para muito pontual, perguntai-lhe de onde vem; vereis que algo tiene en el cuerpo, que le duele. Ora temperai-me lá esta gaita, que nem assim, nem assim achareis meio real de descanso nesta vida; ela nos trata somente como alheios de si, e com razão:

Pois somente nos é dada
para que ganhemos nela
o que sabemos.
Se se gasta mal gastada,
juntamente com perdê-la,
nos perdemos.

Enfim, esta minha Senhora, sendo a cousa por que mais fazemos, é a mais fraca alfaia de que nos servimos. E se queremos ver quão breve é,

ponderemos e vejamos
que ganhamos em viver
os que nascemos:
veremos que não ganhamos
senão algum bem fazer,
se o fazemos.

E, por isso, respeitando

que o porvir tal será,
entesouremos ;
porque [ao certo] não sabemos
quando a morte pedirá
que lhe paguemos.

Nunca vi cousa mais para lembrar, e menos lembrada, que a morte; sendo mais aborrecida que a verdade, tem-se em menos conta que a virtude. Mas, contudo, com seu pensamento, quando lhe vem à vontade, acarreta mil pensamentos vãos; que tudo para com ela é um lume de palhas. Nenhuma cousa me enche tanto as medidas para com estes que vivem na maior bonança, como ela; porque quando lhe menos lembra, então lhe arranca as amarras, dando com os corpos à costa; e se vem à mão, com as almas no inferno, que é bem ruim gasalhado:

E pois todos isto temos,
não nos engane a riqueza,
por que tanto esmorecemos,
e trás que vamos;
já que temos a certeza
que, quando mais a queremos, a deixamos.

Gastamos em alcançá-la
a vida; e quando queremos
usar dela,
nos tira a morte lográ-la;
assim que a Deus perdemos
e a ela

Foto de cnicolau

Chegada a hora

Tantas coisas pra falar,
e nada sai da boca.

Tantas coisas pra sentir,
e nada consigo provar.

Tantas coisas pra viver,
e só consigo trabalhar.

Os Pensamentos ainda
buscam entender,
O Coração ainda
busca bater,
a Alma sente-se
desprendida do corpo...

É chegada a hora.
A hora de colocar os pensamentos
em ordem, em sintonia.

Tudo que vivencio tem sido
forte, majestoso e intenso.

Desejo conseguir lutar contra esses
entendimentos que sei não terem resposta,
pelo menos, não a resposta que anceio.

Devo seguir a caminhada constante,
rumo ao Crescimento e Aprendizado,
sem olhar para traz, sem pensar
muito, apenas vivendo o hoje...

Obrigado meu Pai, por estar me
auxiliando nesse processo que sei
ser para o meu bem.

Cleverson Luiz Nicolau
21/06/2011

Foto de Marilene Anacleto

Quando Ele Chega

Ele chega de noitinha.
No céu, a argêntea lua cheia
Então, tudo já sai da rotina
Corpo e alma, sua luz faisqueia.

Tira meu coração do peito,
Respirar eu já não posso.
Revira-me avesso a avesso,
Nem sei se sou corpo ou vento.

No beijo, derreto em seus braços,
E depois já não sei se acontece
É alegria, amor ou de esperança.

Só sei que em meio a uma dança
Entre suspiros de côncavo e convexo
Já não sei se sou eu ou se é o universo.

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