Armadilhas

Foto de Zedio Alvarez

Eles estão de volta... CUIDADO!

A mídia mostra sua tática insana
Com o contexto do impressionismo
Os fabricantes de sonhos estão chegando
As fantasias voltam a povoar a inocência humana

São idolatrados como salvadores da Pátria
Começam a agregação famigerada
A alienação fica fácil e corrompe a mente
Com os discursos vazios, cheios de retóricas,
As falácias se embrenham no coração inocente.

Para convencer a massa com a razão,
A plataforma política é a mentira
As promessas brotam grotescamente
As armadilhas estão aí, a disposição...

Foto de sonhos1803

Esperança

Escoa,
A ave a toa,
A entortar,
A gargalhar,
Livre em loucura,
Na agrura de palavras nuas,
Nas assas que batem,

No ar que me abate,
Cheiro doce,
A cair,
Nas armadilhas,
De Serafins,
Risos,
De guizos,
Anjos suaves,

Na pele que fere,
No olhar que abranda,
Triste,
Suspiro e inspiro,
A mergulhar,

Adormecer,
No acordar do mundo,
Cheio de esperanças,

De um manto rasgado,
Na boca certo gosto amargo,

A esperar,
A cantar quando quer calar,
Maquiando,
Testando,
Um amor estranho,

Que me invade,
Nas assas dessa velha ave.
Destino torto,
Que se quebra,
Na espera de uma vela,
A queimar,
Apagando,
Enquanto vai amando.

Na boca,
A poesia,
Que me abate,
Nesta saudade, do poeta.....

Foto de Carlos Magno

Minha paz

Tua voz repousa em meus ouvidos
como se trouxesse a calma que preciso,
como se levasse de minha febre teu fogo.
Quando sinto teu toque mesmo que de leve,
desejo que me aperte contra teu corpo
como se fôra eu tatuagem repousando em tua pele,
como se fôra teu perfume de vinólia.
teus braços são armadilhas dos quais não fujo,
e calado fico à mercê de sua vontades...
Na guerra por minha paz,
venci a batalha de teus medos
e no duelo mortal de nossos lábios,
me rendi ao teu amor...
E quando a lua inunda nossos olhos,
deixo a noite desnudar nossos corpos
como faz uma borboleta abandonando teu casulo,
igual a uma árvore perdendo suas folhas no outono...
E assim sinto estar pronto a viver nosso nirvana; deixando minha paixão a ti se declamar dizendo:
Se eterno for o teu amor,
eterna será minha paz.

Por: Carlos Magno

Foto de Edson Rodrigues Simões Diefenback

Medo

Era uma palavra... Apenas uma palavra e, no entanto, os meus lábios selaram anos de inconformismo e dor.
Como se o organismo se recusasse a ser feliz, a fazer as coisas bem...
Sabes que deixar de ser "eu", para ser nós é um processo lento e nem sempre bem sucedido.
A mente é dona de estranhos buracos e armadilhas.
Penso que também sabes isso.
Por isso torna-se inútil dizer-te palavras que conheces e mesmo assim recusas entender.
Dói-me lembrar-te ajoelhado a meus pés a implorar perdão por um pecado que nem sabes que cometes. Dói-me porque queres apagar as minhas lágrimas com as tuas.
Era apenas uma palavra... uma palavra a negar a estranha necessidade de ser teu sem o ser.
Sabes que quis fugir? Fugir de ti, fugir do amor que te tenho e me prende as asas... Fugir de ti e consumir-me nesta infelicidade mórbida.
Ainda assim, agarraste-me com força, as lágrimas a escorrerem-te pela face, a desfazerem-te o coração.
Sabes que sou cobarde? Sim... profundamente cobarde.
Estupidamente cobarde e, no entanto, amas-me assim. Ou aprendeste a amar-me.
Qual das duas foi, interrogo-me... Mas por muito que o faça nunca vou descobrir.
Porque as tuas mãos se selaram em volta das minhas, os teus braços esmagaram a minha cobardia, o meu medo de amar.
Ser feliz nem sempre é fácil, sabias? Ser feliz, às vezes, também dói. Porque ter-te a meu lado é toda a minha felicidade, a minha única felicidade e, no entanto, por vezes, parece-me tão distante, tão hercúleo.
Mesmo quando abafas as minhas lágrimas nas tuas.
Já te disse que ficas lindo quando choras? Na infelicidade também existe poesia. Nos teus olhos perfeitos de lágrimas também existe amor. E, por isso, é belo.
É nas tuas lágrimas que vejo o meu coração. Porque ele está dentro de ti. Numa profundidade que só as lágrimas alcançam.
Sim... é em ti que vivo e no entanto quis fugir de ti, trazendo a morte no regaço.
Porquê, perguntas-me tu, e deitas-te em mim, e sufocas-me de beijos e amor.
Porque amar-te é a única coisa que não sei fazer. Porque me surpreendo a cada dia com este amor. Porque ele me ultrapassa e me enche de maresia.
E por isso amor, tenho medo. Medo da grandiosidade. Medo de precisar de ti mais do que precisas de mim. Medo de acordar de um sonho e morrer a recordar os teus lábios...
Medo do medo de amar.
E ainda assim, enlaças-me em ti.
Quero-te, dizes tu. E eu sei, estranhamente, que é verdade. Sei... e assim silencio o medo, apago as lágrimas e adormeço em ti.

Foto de LEOANDRADE

Uma Estação Chamada Amor (Leonardo Andrade)

O Amor é a estação final.

O nosso final de linha, nosso objectivo máximo, é onde sonhamos estar e quando chegamos queremos fincar raízes e nunca mais partir.

Para chegarmos a ela temos necessariamente que passar por várias paradas intermediárias como paixão, desejo, atracção, tesão, amizade, entre outras.



São paradas para descanso, reabastecimento e adquirir experiência (leia-se bagagem), uma espécie de preparação para o destino final, para o clímax. Não precisamos saltar em todas, podemos até pular algumas, desde que estajamos
cientes do que elas nos oferecem e nos sintamos confortáveis com o que temos em estoque.
O que não podemos é nos atrasar nas saídas , pois a perda do trem pode ser irreversível, não há novas composições marcadas nem prazos para isso.

É necessário partir, pois por mais conforto e comodidade que as estações nos ofereçam, elas só podem nos oferecer uma parte desse todo chamado amor, deste são apenas uma peça de um gigantesco quebra-cabeças.

Como toda regra tem sua exceção, existe o honroso caso da parada amizade, nesta podemos decidir permanecer e abrirmos mão de prosseguir a viagem, optando por vivermos uma relação diferente, com menos glamour, mas igualmente importante e por vezes até mais íntima e com menos espinhos, há quem chame a amizade de amor desapegado... É uma opção possível.
As estações intermediárias, no fundo podem se tornar armadilhas, pois travestidas de amor podem nos enganar e até exercerem provisoriamente sua
função, mas nenhuma delas tem força ou competência para manter essa encenação por muito tempo, com a queda das cortinas, nós nos levantamos da posição passiva da platéia e saímos para uma rua vazia e sem saída.
Quando o seu trem passar, não o perca, embarque, aproveite as estações,
aprenda ao longo da viagem e na estação final salte de corpo e alma disposto a começar a viver o que de melhor a vida pode te proporcionar.

Boa viagem !!!

Nota do autor : Claro que me refiro no texto acima a cada uma das supostas
histórias de amor que vivemos, pois quando em uma delas decidimos "abortar a
missão" permanecendo em uma estação, depois de um tempo pegamos o trem de
retorno e voltamos a estação inicial em busca de uma nova composição com
destino a estação final. Isso ocorre porque nenhuma das estações
intermediárias "vende" passagem de ida, se algum cambista aparecer lhe
oferecendo bilhete, ignore-o, é falso

Leonardo Andrade

Foto de LEOANDRADE

Nomenclaturas (Leonardo Andrade)

Ao longo da noite

no universo pleno dessa cama

Nos perdemos e nos achamos

Inúmeras vezes ...

Em múltiplos caminhos;

em trilhas sinuosas;

em curvas perigosas;

em armadilhas de prazer.



Em sabores exóticos;

em sussurros eróticos;

em mãos exploradoras;

em bocas famintas ...

Em jorros vulcânicos;

em gritos de dor e desejo;

no delicioso pecado da luxúria ...

Rompendo limites e barreiras ...

Não há fronteiras

nem entre lençóis ou travesseiros

Meros utilitários que não nos cobrem,

só provocam ...

Não há nada além

dos limites desse templo

onde me entrego a você

e a recebo absolutamente por inteiro

Numa mística cerimônia

de exaltação do amor

ritualizada na plena união de nosso corpos

que se encaixam e se atam perfeitamente

Se movem ritmicamente

e se entendem totalmente

falam a mesma língua

buscam a comunhão perfeita

Aqui ou em qualquer lugar

nesta ou em qualquer outra hora

regidos pelo brilho do sol ou pelos sortilégios da lua

qualquer hora é certa, qualquer lugar é perfeito .

Leigos ousam chamar de sexo,

eu prefiro nomear "fazer amor".

Leonardo Andrade

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