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Não estou na escuridão, pois tenho tua alma a me iluminar,
Sim meus lábios tremem, a cada vez que te chamo amor.
Nunca te toquei carnalmente, mas me sinto a te acariciar
Com a volúpia de meus olhos que te vêem com ardor.
Não são pecados sentimentos e desejos de te beijar,
São apenas reflexos da excitação que vejo no esplendor
De teus olhos esverdeados cuja íris fustigam a brilhar,
Lançando o lume estrelar de tua alma que com fulgor,
Atrai-me, chama- me e alucina-me como estivesse a gritar,
Por meu nome num profundo grito ensurdecedor,
Que vara a madrugada e a distancia e me chama para te amar
E faz que imediatamente me acorde e sem destemor
Procure-te e encontre fragmentos, algo para te alcançar
No cume de teu leito celestial e onde me aguarda amor.
Quero brincar pelo teu corpo...
De correr para os teus braços,
De esconder em teu pescoço,
De cantar pro seus ouvidos,
De jogar você na cama,
De soltar os teus desejos,
De adivinhar teus pensamentos,
De escorregar pelos teus lábios,
De pegar na sua mão,
De pular todos teus medos,
De conquistar seu coração...
Denise Viana / Psico-Poeta
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DESEJOS DO AMOR.
O inverno bate à porta
Garoa fina solta no ar
Frio começa a chegar.
Cobertores... Chocolate quente
Beijos e abraços envolventes
Corpos provocantes e carentes.
Madrugadas de agonia
Venta lá fora noite e dia
É o outono que se despede.
Nos entusiasmamos cheios de anseios
Vontades que superam os sussurros,
Muito além dos simples prazeres e murmúrios.
Nossos corpos que se tocam e se estremecem.
Calor do momento que nos possuem, unem.
Impregnados em nossa alma, feito refém.
Corpos de sonhos duelados
Espevitados... estamos trêmulos
Nós que nunca nos vimos despidos.
Meus lábios sussurram um "segredo"
Ventania, trovões...
São Pedro quebrando tudo
Meus braços másculos te confortando.
Você treme apavorada e a protejo.
Lá dentro do ninho lateja em labaredas a lareira
Nossa cama acenando nos espera sorrateira.
Ah, maravilhosa entre as deusas!
O seu corpo escultural que me proporciona nitroglicerina,
Me sinto descontrolado, fervendo.
Noite inteira nos amando
Corpos nus aquecidos... entrelaçados
Molhados, encharcados pelo suor.
Amor que embriaga... que enlouquece
Provocando emoções de prazeres,
Explosivos e intensos néctares.
Aquecendo-nos entre beijos envolventes
Abraços suaves, calados,
Acalorados e apaixonados.
Sua saliência predominando e dominando.
Desejos do amor sendo saciados,
Gemidos e burburinhos de lamento.
Embebidos pelas comoções...pelas chuvas
Ressurgimos entre a brisa dos prantos
Que dilacera a nossa pele em sentimentos.
Nosso amor que renasce do passado,
Num brando e caloroso envolvimento,
Volúpia que cobiço... que insisto.
E olhando lá pra fora, vejo o teu vulto
Fustigando à minha pele, as minhas entranhas...
Nossas almas saltitam alegres e serelepes pelo momento.
E neste encontro de toques e corpos
Acaricio seus seios que pedem por agrados.
Mamilos salientes e pontiagudos adornam o teu corpo.
Brinco nos teus pêlos enrijecidos,
Os teus olhos me fitam meio dolentes
Estamos completamente hesitantes.
Tua respiração me alucina...arde...provoca
Vislumbramos sensuais imagens...ventre, coxas, curvas
Puros e excitantes desejos de amor.
Orgasmo mágico... explode! Unidos... com ardor.
Duo: Graci/Hilde.
Edição e Montagem: Rosana Buarque.
* Poesia de Graciele Gessner e Hildebrando Menezes *
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A mão tão ligeirinha
Sentiu e apreciou.
Num vai-e-vem
Se lambuzou!
Num coito gostoso,
Um carinho delicioso.
O inevitável, o gozo!
Uma mão de sabão
Abusada, mas contemplada.
Sentiu o néctar da satisfação.
22.04.2008
Copyright-©2008 Graciele Gessner.
Eu sabia que um dia me aparecerias!...
E tu vieste!..
De onde meu amor, de onde tu vieste?!
Do coração da noite?
Dos braços da manhã?
Dos bosques do outono?
Tu vieste meu amor!..
E doem-me tanto os braços por não te poder abraçar
E tenho a boca desfeita por não te poder beijar
Espero-te
E esperar-te-ei
porque gosto muito de ti
Quero você assim, alma, corpo, semente,
Assim, sincero, meigo, inocente
Quero você assim, agora, já neste instante,
Assim, nesta fúria, paixão incessante,
Quero você assim, branco, sem rumo, sem alma,
Assim, sem pudor, profundo, que minh´alma acalma,
Quero você assim, nu, despido, sem armas,
Assim, no meu mântra, meu carma, meu dharma
Quero você assim, único, sem controle, desvairado,
Assim, intenso, completamente por mim apaixonado.
Quero você assim, louco, exaltado, com furor,
Assim, intenso, profundo, sem pudor.
*
* Homenagem à Poetisa Portuguesa: Margusta
*
Eu sou feliz por que tenho você para amar,
Eu sou feliz, pois tenho você para ver,
Choro só com a sensação de ter perder,
Imploro, fiques, preciso sempre te olhar.
Sem você não sei como fazer para viver,
Sinto-te como o sol, a água e o ar,
No vento e na luz que ilumina o meu querer
E traz na flor o teu perfume para eu cheirar. ( Dirceu Marcelino)
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"Eu tenho o cheiro de maresia,
Vivo feliz, tenho amor no peito,
Jorra luz de mim, por tanto amar.
Eu sei que tudo, termina um dia,
Até os sonhos, em que me deito
Mas mesmo assim, não vou chorar! ( Margusta)
*
* PRINCESA DO JOGO DE XADREZ
*
"Ah, esse jogo insano,
peças se arrastam delicadamente,
ao toque das mãos,
deslizam, pulam, encaixam
e comem deliciosamente...
Não importa quem venceu,
olhares cruzados, beijos roubados,
corpos abraçados, desejos saciados.
Nessa luta não há vencedores,
somente vencidos,
pelo cansaço, pelo amor,
enternecidos." (Civana)
**************
PRINCESA DO XADREZ
Acordei em tua cama
Coberto pela colcha de cetim
Que colocaste sobre mim
Enquanto cochilava.
Levantei-me:
Fiz as necessidades primárias
E fui para a área.
De tua bela casa,
Onde em uma mesa branca
Estavam as peças enfileiradas
Do nosso jogo preferido.
O xadrez.
Sentei-me a mesa,
Peguei o jornal e nem sei se o li
Pois, estava pensando
Na nossa última
Jogada.
Enquanto sonhava
Nem percebi tua chegada
Só senti o teu perfume
E o calor que me transmites.
Sentas-te à minha frente
E mudas, calmamente,
A primeira peça branca,
O peão da ala do Rei Branco,
E, automaticamente, mudo a preta,
Da ala correspondente.
Imediatamente, muda outra branca,
Eu, outro peão preto.
Mas, na próxima
Atacas-me com o cavalo.
Tive que prestar mais atenção,
Senão capturarias o meu bispo,
Pois, os teus cavalos são de raça,
Verdadeiros puros sangues,
Corcéis Negros, do haras,
De Carmem Cecília.
Ah! Como gosto de brincar com isso!
Foi assim a minha primeira “cantada”,
Disse-te para me atacar com a Rainha,
Pois, é essa que gosto de comer
E me advertiste, por usar
Termo tão chulo.
Eu, também, acho,
E, em então não falo mais,
Mais cada vez que eu te ataco
Não sei por que é isso que eu falo,
E tu, nunca mais o rejeitaste,
Como vou falar agora,
Como fiz ontem
Ao vê-la nesse vestido
Vermelho reluzente,
Marcante e sedutor,
Mostrando as tuas curvas
Os teus vales e teus montes,
Desde as falésias até o de Venus,
Os dois colossos e teus dotes.
E num racho cativante
Uma das colunas de alabastro
A mesma em que me encaixo
E ajeito-me o meu inchaço
E te abraço e te amasso,
E te levo e me segues
Suavemente.
Estou pensando, mas,
Isto foi ontem.
O teu colo
É um verdadeiro
Protocolo.
Suave,
Bronzeado,
Não se sabe pelo sol,
Ou pelo dom que lhe foi dado
No dia em que nasceste
E teve todo o corpo
Modulado...
Sarado.
Do jardim
Que nos rodeia
Exala-se um perfume sem igual,
Talvez, provocado pelo sol,
Em uma mágica da natureza
Que faz abrir as flores
E cantar o rouxinol.
Vejo inúmeras flores,
Mas sempre destaco as rosas,
Levanto-me, no exato momento
Em que me atacas com a Rainha
E apanho a mais bela rosa
Uma exuberante vermelha,
Mas vejo que teu vestido
E fechado por detrás
Com cinco botões
Em formato
De rosinhas,
Cor de rosas.
Então, me aproximo,
E te pergunto num sussurro:
“_Queres que te coma novamente?”
Pois, nessa posição, será fácil a captura,
E, não terás mais saída, pois, essa jogada é muito dura,
Ou te como a Rainha, ou capturo o teu Rei,
Como sou o Rei Negro, vou dar-lhe essa
Chance, mas tens de mudá-lo primeiro.
E foi o que fizeste,
E então se levantaste,
Demonstrando preocupação,
Como se a noite toda comigo não estiveste,
Ficou à minha frente, em pé,
Tremula e excitante,
E, então,
Carinhosamente,
Afaguei-lhe o pescoço,
Encostei-me suavemente
E dedilhei o primeiro botão,
Enquanto, levemente,
Fui acompanhando
Os teus passos,
E te beijando
Ternamente,
Abrindo o
Segundo,
E mordiscando teu pescoço,
No terceiro,
Já estávamos dentro da sala,
E toda sua costa exposta,
Não precisaria nem
Abrir os demais,
Pois, já deixastes cair
Teu lindo vestido vermelho
Até a cintura.
Então te beijo mais sensualmente,
Alisando com meus lábios,
Aquela pele reluzente e macia
Com gosto de quero mais.
Aquela rosa de pétalas felpudas,
Vermelha e sensual
Ainda está em teus cabelos
E por isso imagino em abrir os outros dois botões,
Nos dentes e te levo para o quarto,
Pois, com certeza, com eles abertos,
Vai desabrochar a rosa mais formosa
E é essa, justamente, a que quero.
*
* Santos - SP
*
Oh! Minha bela pequena!
Eu pensei que tu me amaste
Em outra vida terrena
E por isso me marcaste.
Vendo-te assim tão serena,
Logo depois que chegaste,
Ouvi tua voz amena,
Senti que tu me encontraste.
Veio-me antiga ansiedade:
Como antes, senti, agora,
Aquela imensa vontade,
Soltar a minh’alma afora
E acabar com a saudade
Que sinto dos dias d’outrora.
Cito teu texto “en Español”,
“En El Torero”, para te homenagear
Ó Musa Internacional = Salomé.
***
"En medio de una cancion que llora,
La bella gitana baila com emocion...
Envuelta en el mistério de su tristeza
Sus ojos... huecos de eterna belleza
Que encantan, hechizan en su antro
Su cuerpo se mueve con melancolia,
Bajo los lamentos de la triste melodia
Encajando-se a su cuerpo, seduzindo
Tu corazon... con la promesa sedianta
De la rosa roja que, en su pelo lleva..." (Marisa Dinis)
TRADUÇÃO DO “POEMA LLORAR”
CHORAR - DUETO
Dizem que o homem não deve chorar
Pela mulher de sua vida.
Mesmo que ela seja uma rainha, uma mulher vivida.
"_O abismo secreto que o condena
O poeta se perde em seu delírio”
Havia prometido não lamentar,
Não derramar nenhuma lágrima, com sua despedida,
Mas não o consigo e começo a chorar
Pois, foste um momento da minha vida.
Agora é difícil tirar te do meu coração,
Entreguei-te minhas poesias... ao final parte de minha vida,
Temo não poder agüentar essa emoção,
Que me afoga, me escraviza, sem perdão.
“_Chora poeta chora...
As lágrimas deslizam por sua face...
E com elas sua dor aumenta.
As lembranças voltam e ficam
Mas são lágrimas de um homem que sofre”.
...Se isto é um jogo! Diga-me a verdade querida...
Você foi a sublime força de minha inspiração
Um desvario delirante...embriagante
Nascida no fundo do meu coração.
_”Poeta deixe que a caneta colha suas lágrimas...
Gota por gota, deslizando sobre o papel
Como a mais terna emoção que acaricia a dor do seu coração”.
“Versos fluem pela caneta afogando suas feridas
Docemente te seduzem com sua própria inspiração...”
“Gota por gota, a dor pela musa se acaba
E o homem em sua nobreza ficou...”
Do Poema Original "Llorar" de Dirceu/Marcelino
Duet de Dirceu/Marcelino e Salome/Marisa
Tradução: Dirceu Marcelino e Carmen Cecilia
NB. Existe vídeo-poema correspondente elaborado por CARMEM CECÍLIA - POEMA LLORAR "in You Tube
http://www.youtube.com/watch?v=6HPnM9F2bx0&feature=related
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