loucura

Retrato de Graciele Gessner

Desejos do Amor. (Dueto: Graci & Hilde / Edição: Rosana Buarque)

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DESEJOS DO AMOR.

O inverno bate à porta
Garoa fina solta no ar
Frio começa a chegar.

Cobertores... Chocolate quente
Beijos e abraços envolventes
Corpos provocantes e carentes.

Madrugadas de agonia
Venta lá fora noite e dia
É o outono que se despede.

Nos entusiasmamos cheios de anseios
Vontades que superam os sussurros,
Muito além dos simples prazeres e murmúrios.

Nossos corpos que se tocam e se estremecem.
Calor do momento que nos possuem, unem.
Impregnados em nossa alma, feito refém.

Corpos de sonhos duelados
Espevitados... estamos trêmulos
Nós que nunca nos vimos despidos.

Meus lábios sussurram um "segredo"
Ventania, trovões...
São Pedro quebrando tudo
Meus braços másculos te confortando.

Você treme apavorada e a protejo.
Lá dentro do ninho lateja em labaredas a lareira
Nossa cama acenando nos espera sorrateira.

Ah, maravilhosa entre as deusas!
O seu corpo escultural que me proporciona nitroglicerina,
Me sinto descontrolado, fervendo.

Noite inteira nos amando
Corpos nus aquecidos... entrelaçados
Molhados, encharcados pelo suor.

Amor que embriaga... que enlouquece
Provocando emoções de prazeres,
Explosivos e intensos néctares.

Aquecendo-nos entre beijos envolventes
Abraços suaves, calados,
Acalorados e apaixonados.

Sua saliência predominando e dominando.
Desejos do amor sendo saciados,
Gemidos e burburinhos de lamento.

Embebidos pelas comoções...pelas chuvas
Ressurgimos entre a brisa dos prantos
Que dilacera a nossa pele em sentimentos.

Nosso amor que renasce do passado,
Num brando e caloroso envolvimento,
Volúpia que cobiço... que insisto.

E olhando lá pra fora, vejo o teu vulto
Fustigando à minha pele, as minhas entranhas...
Nossas almas saltitam alegres e serelepes pelo momento.

E neste encontro de toques e corpos
Acaricio seus seios que pedem por agrados.
Mamilos salientes e pontiagudos adornam o teu corpo.

Brinco nos teus pêlos enrijecidos,
Os teus olhos me fitam meio dolentes
Estamos completamente hesitantes.

Tua respiração me alucina...arde...provoca
Vislumbramos sensuais imagens...ventre, coxas, curvas

Puros e excitantes desejos de amor.
Orgasmo mágico... explode! Unidos... com ardor.

Duo: Graci/Hilde.
Edição e Montagem: Rosana Buarque.

* Poesia de Graciele Gessner e Hildebrando Menezes *

Retrato de Graciele Gessner

Mão de Sabão. (Graciele Gessner)

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A mão deslizou
Danada feito sabão.
Atrevida escorregou,
Se deliciou e aprovou.

A mão tão ligeirinha
Sentiu e apreciou.
Num vai-e-vem
Se lambuzou!

Num coito gostoso,
Um carinho delicioso.
O inevitável, o gozo!

Uma mão de sabão
Abusada, mas contemplada.
Sentiu o néctar da satisfação.

22.04.2008

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

Retrato de Metrílica

Sem Pudor

Quero você assim, alma, corpo, semente,
Assim, sincero, meigo, inocente

Quero você assim, agora, já neste instante,
Assim, nesta fúria, paixão incessante,

Quero você assim, branco, sem rumo, sem alma,
Assim, sem pudor, profundo, que minh´alma acalma,

Quero você assim, nu, despido, sem armas,
Assim, no meu mântra, meu carma, meu dharma

Quero você assim, único, sem controle, desvairado,
Assim, intenso, completamente por mim apaixonado.

Quero você assim, louco, exaltado, com furor,
Assim, intenso, profundo, sem pudor.

Retrato de Miraene

A loucura de hoje

Hoje estou inspirada
Sinto minha alma ser renovada
E a alegria nascer
Sorrindo e pulando
Correndo e cantando
Não me vejo cerscer
Amadurecer, acho que jamais vai acontecer
Pois a criança que vive em mim se mostra forte
Na felicidade de sentir a brisa do norte
E de todas as direções
Dançando várias canções
Em uma só melodia
Chega a agonia de gritar
Eu to viva, viva, viva
Não me importa quem olhar
Não ouço ninguem falar
Só escuto meu coração
Que fala da paixão como se a sentisse todo dia
E ele a sente
A paixão de ser quem sou
De vencer o vencedor
E ser criadora da minha própria espada
A arma que vai destruir o mal
Que vai atravessar e estraçalhar o coração de pedra
Que vai pulsar em minha mão
Toquem mais uma vez a minha canção
Para bailar no salão
E olhar a luz no chão
E agora o cansaço toma conta dessa menina
Que adormece com a neblina
Da madrugada gelada
Sem medo de nada
Apenas cansada.

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