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DESEJOS DO AMOR.
O inverno bate à porta
Garoa fina solta no ar
Frio começa a chegar.
Cobertores... Chocolate quente
Beijos e abraços envolventes
Corpos provocantes e carentes.
Madrugadas de agonia
Venta lá fora noite e dia
É o outono que se despede.
Nos entusiasmamos cheios de anseios
Vontades que superam os sussurros,
Muito além dos simples prazeres e murmúrios.
Nossos corpos que se tocam e se estremecem.
Calor do momento que nos possuem, unem.
Impregnados em nossa alma, feito refém.
Corpos de sonhos duelados
Espevitados... estamos trêmulos
Nós que nunca nos vimos despidos.
Meus lábios sussurram um "segredo"
Ventania, trovões...
São Pedro quebrando tudo
Meus braços másculos te confortando.
Você treme apavorada e a protejo.
Lá dentro do ninho lateja em labaredas a lareira
Nossa cama acenando nos espera sorrateira.
Ah, maravilhosa entre as deusas!
O seu corpo escultural que me proporciona nitroglicerina,
Me sinto descontrolado, fervendo.
Noite inteira nos amando
Corpos nus aquecidos... entrelaçados
Molhados, encharcados pelo suor.
Amor que embriaga... que enlouquece
Provocando emoções de prazeres,
Explosivos e intensos néctares.
Aquecendo-nos entre beijos envolventes
Abraços suaves, calados,
Acalorados e apaixonados.
Sua saliência predominando e dominando.
Desejos do amor sendo saciados,
Gemidos e burburinhos de lamento.
Embebidos pelas comoções...pelas chuvas
Ressurgimos entre a brisa dos prantos
Que dilacera a nossa pele em sentimentos.
Nosso amor que renasce do passado,
Num brando e caloroso envolvimento,
Volúpia que cobiço... que insisto.
E olhando lá pra fora, vejo o teu vulto
Fustigando à minha pele, as minhas entranhas...
Nossas almas saltitam alegres e serelepes pelo momento.
E neste encontro de toques e corpos
Acaricio seus seios que pedem por agrados.
Mamilos salientes e pontiagudos adornam o teu corpo.
Brinco nos teus pêlos enrijecidos,
Os teus olhos me fitam meio dolentes
Estamos completamente hesitantes.
Tua respiração me alucina...arde...provoca
Vislumbramos sensuais imagens...ventre, coxas, curvas
Puros e excitantes desejos de amor.
Orgasmo mágico... explode! Unidos... com ardor.
Duo: Graci/Hilde.
Edição e Montagem: Rosana Buarque.
* Poesia de Graciele Gessner e Hildebrando Menezes *
NOME DE FLOR
Menina com nome de flor.
Que vende margaridas.
Pra ganhar o pão.
Menina com sorriso no rosto.
Que esconde todo seu desgosto.
Menina Margarida.
Vendendo suas flores.
Vende junto seus sonhos.
E suas fantasias.
Menina Margarida.
Vendedora de belas margaridas.
O farol é seu jardim florido.
És a flor mais bela e perfumada.
Entre as suas margaridas.
Se destaca das demais.
Pois és a verdadeira margarida.
Menina Margarida.
Vendendo num farol aqui,
outro acolá.
Muitas vezes cai em devaneios.
E sonha! sonha ser criança.
Esquece do seu jardim de margaridas.
E como qualquer outra criança brinca.
Arrancando as pétalas da margarida.
Vai dizendo bem baixinho.
Bem me quer, mal me quer.
E vai desfolhando a margarida.
Pétala por pétala vão caindo.
Enfeitando assim os pés da
menina Margarida!
Direitos reservados*
Cecília-SP/03/2008*
*
* Saudação a poetisa Marisa Dinis=Salomé
*
*
Inspirado em "OS ÓRFÃOS"...
"Suavemente o apertou em meu peito, suas mãozinhas segurando as minhas,
E tentou apagar a devastadora dor, ninando-o, cantando-lhe uma doce canção,
Dando-lhe coragem e cobrindo-o do terno amor de uma mãe por seu filho..." Marisa Dinis.
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DEUS GUARDE MEU NETINHO!
Ó bela musa encantada internacional!
Ouvindo essa triste música meu netinho
Acordou sob esse acorde sensacional,
Percebi que estava um tanto assustadinho.
Não sei se por reação ao acorde musical,
Ou radiação que eu transmitia ao pequeninho,
Ou da inspiração deste estímulo espiritual,
A acordar várias vezes o meu menininho.
Será que por receber a radiação virtual,
Ou por sentir a vibração de seus amiguinhos,
Ou por sentir a mesma sensação residual,
Do seu avô que tenta responder ao órfãozinho,
Como tu poetisa e grande musa transcendental.
Doem em minh’alma as mortes desses pobrezinhos.
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(25.12.07 - carta enviada pela certeza, que pese embora todos os indicadores sejam contrários, o seu destinatário é a minha alma gémea ... M.)
(22.03.08 - questiono-me, o que terás sentido depois de teres cumprido esta viagem, convite aceite de me visitares em Blogue, e teres te revisto em tudo o que escrevo? Reviste a carta, essa carta que presa em minha garganta, permitiu soltar o meu sentimento em tudo o que a sucedeu... Sou tua, não sei de que forma, nem porque razão... Mistérios, tais como tu mesmo, meu querido M.)
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"Olá!
Agradeço a tua mensagem na noite de consoada, duas simples palavras podem ser a confirmação da nossa certeza. Adorei!
Preparado para mais um longo mail? Esta será uma "viagem" diferente.
Pese embora não esteja a ver o teu rosto neste momento, adivinho a sua expressão prazenteira e expectante. Tipo - O que é que ela preparou agora? Um discurso estouvado e radical? (pouco provável, parece já lhe ter passado essa fase). Um discurso apaixonado e eloquente? (não creio, não temos matéria presente para tal).
Pois é! Terás mesmo que ler.
Para que o entendas, convém que te diga que presentemente me sinto feliz com a vida, enfim muito confiante quanto ao meu futuro.
Se o recebes é porque foste um factor importante no meu crescimento e consolidação pessoal, que pese embora externo e alheio ao meu quotidiano, marcaste momentos decisivos no meu processo de crescimento, por isso compartilho contigo a alegria das minhas certezas. Vamos lá!
Quando penso na nossa história, vejo três períodos muito distintos:
Junho/Julho/Agosto - A idade da inocência.
O impacto de te ter conhecido, foi de facto avassalador, senti-me sem chão, sem rumo e sem razão. Nunca saberás como me lembro de cada momento em que teclávamos sem limites. Como ainda sinto o teu toque quando percorro a estrada a caminho do Meco, Como em cada viagem que faço, ao chegar á Portela, e ao passar o Check-In, me recordo das tuas sms quando partia para Creta...e onde me dizias " Vai e volta, eu estarei cá."
Como sinto presente o teu abraço, o teu cheiro e os teus beijos, quando passo pelo estacionamento onde nos encontrámos. Claro, que também não esqueço as minhas birras e infantilidades, as exigências sem legitimidade, e acima de tudo a tua longa ausência, essa, nem tenho como te dizer o quanto me doeu, tinhas saído da minha vida, e eu ... senti-me perdida, o resto tu assististe ... nem comento.
Agosto/Setembro - A procura
Este foi um período confuso, repleto e intenso. Sem ti, senti-me á deriva, e permiti-me um conjunto de novos conhecimentos que numa situação normal nunca ocorreriam, contudo não os lamento, só assim me foi possível efectuar uma avaliação da minha postura, corrrigir procedimentos e estabilizar. O que mais me marca deste momento, foi que em cada um dos indíviduos que cruzaram a minha vida, e que fiz que saissem tão rápido quanto tinham entrado, em todos sem excepção... eu te procurava a Ti.
Outubro/Novembro/Dezembro - As certezas
A nossa última, e longa, "conversa" via msn naquela madrugada de Outubro, foi a prova que a época de certezas estava em curso. Só dois seres humanos com uma avidez mental incomum, e com muita loucura paralela, poderiam potenciar um diálogo como o nosso, pois se simular uma nova personagem, como eu fiz, já era arrojado, ter vontade de viver essa situação como tu o fizeste, foi sublime! Nessa noite estivemos insuperáveis! Depois, novo periodo de ausência, que intui não como um abandono, mas como uma ausência devido á tua vida profissional, o que não me causou qualquer angústia. Estava certa! De Novembro em diante, criámos a última fase, um beija o outro provoca, um provoca, o outro ri-se e responde... Continuamos estranhos, mas tomara a muitos esta nossa sintonia. Sinto que se ligas o telemóvel é para receberes a mensagem que sabes que certamente lá estará, que te fará sorrir, responder ou não, mas que será especial ao ponto de voltares a fazer o mesmo gesto dias depois. Da minha parte, enquanto for valendo a pena, garanto-te o mesmo encanto, e a sedução nas respostas, como uma certeza.
Nunca nos vi como futuro, cheguei a acreditar num momento presente, e ontem ao pensar em ti fiquei surpreendida por ter consciência que existia um passado, do qual resultou uma estima que só por si já valeu por tudo.
Sinto claramente que me aprecias, nem tenho sequer dúvidas porque não fomos mais longe, pois quando dois seres humanos tocam as suas almas como nós já fizemos, ir mais adiante... pode mesmo ser aquilo que há dias chamaste de " Trapalhada ".
Mas quero que sintas que cada elogio e adjectivo que me atibuiste é reciproco, sinto-te igual a mim e isso é único e especial.
Reconheço a tua capacidade de conquista e sedução, pelo que, mesmo para ti sei ser recompensador tomares conhecimento da amplitude da tua importância, na vida de pelo menos uma das muitas mulheres que cruzaram a tua vida. Como não temo falar dos meus sentimentos, sempre ficas a conhecer mais que o "Nome da Rosa" ... (risos)
Presentemente, tenho a certeza que nada te peço, como nada te prometo, até porque tenho muita vontade de voltar a amar depois de amar-te e de viver depois de te ter vivido.
Sei que a vida, o universo e a minha vontade um dia me levarão para outros caminhos. Mas sopre o destino os caminhos que vierem, nunca te esquecerei.
Um beijo imenso."
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