NÃO NEGO
:
:
:
Sinto saudades.
Não nego!
Do teu abraço
apertado.
Do teu olhar
sedutor.
Sinto saudades.
Não nego!
Do teu beijo
que arrepia,
o corpo inteiro.
Que tira a paz e
o sossego.
Sinto saudades.
Não nego!
Do toque das
suas mãos.
Da tua boca macia.
Das juras de
eterno amor.
Sinto saudades.
Não nego!
Das noites que
juntos passamos.
Olhando as estrelas
do céu.
Na imensidão
da noite e do mar.
Direitos reservados*
Cecília-SP/05/2008*
O lamento indígena.
Havia felicidade, havia alegria
Todo dia era dia
Caça, pesca e colheita
Havia música tambores e dança.
Éramos livres na terra de ninguém
Éramos felizes pois a terra era de ninguém.
Mas aí sem ninguém perceber
A liberdade se foi
A vida se acabou
A terra sem dono com dono ficou
E em terra de dono branco a infelicidade indígena se instalou
Nos perseguiu, nos feriu, nos refletiu um mundo doente
Um mundo carente, um mundo pobre injusto e imundo.
Na terra de ninguém a natureza era vívida
Na terra de alguém homem branco a tudo poluiu
A tudo destruiu
A tudo poluiu
A tudo desconstruiu.
Insatisfeito com a falta de propriedade capitalizou
Num mundo cheio de liberdade escravizou
E onde morava a paz guerreou e matou e matou.
Olhos verdes de minha inspiração
Contemplo a sua beleza infinita,
A cada brilho irradia o meu coração.
Olhos verdes que espalha a imensa alegria,
Me refugio neste brilhantismo constante,
Na espera de uma noite de fantasia.
Olhos verdes são a minha loucura sem limite,
Quando os vejo me entusiasmo de desejo,
Vou a sua direção a cobiçar-te.
Olhos verdes que continuo a admirar
Na expectativa que você olhe para mim,
Contemple os meus olhos que ficam a observar.
Olhos verdes minha fonte de sobrevivência,
Desejo-te como a liberdade do sol brilhante,
Da pureza de uma criança sem malícia.
Olhos verdes que tanto quero,
Não me deixe aqui esperando;
Venha logo ao meu encontro...
16.11.2006
©2006-2008 By Graciele Gessner.
CANÇÃO DO SOL
.
.
.
Entre os gira-sóis
o sol cantava.
Canto alegre,
e benfazejo.
Beijando os gira-sóis.
Um a um com seus
raios luminosos,
Ia cantando a mais
linda melodia.
Um panapaná
de borboletas.
Guiadas pelo
belo canto.
Surgiam como que
por encanto.
E bailam doce
e suavemente.
Num balé de
magistral beleza.
As nuvens pararam
para olhar.
Sem coragem de
ofuscar.
Tamanho brilho
e lindeza.
E a natureza
agradecida,
incentivava.
O astro-rei
à brilhar.
E nova canção
entonar...
Direitos reservados*
Cecília-SP/04/2008*
Clip musical / O SOL / Jota Quest
MÃE...
.........SEM PECADO...
:
:
Sei que hoje não é o dia das mães!
Mas pra mim, todo dia é o seu dia.
Hoje bateu-me uma doce saudade sua.
Resolvi lhe escrever esse poema!
Sei que deveria ter feito isso à muito
tempo atrás, mas só agora eu consigo.
Expressar meus sentimentos escrevendo.
Por mais que eu te amo, sei que te fiz sofrer.
Sei que mesmo sem querer te magoei, todo
filho acaba fazendo isso, eu bem sei!
Nunca te vi chorar, mas sei que por trás,
do seu lindo sorriso, escondia uma lágrima.
HOJE mais que ONTEM te comparo com a
Virgem Maria, mãe de todas as mães.
Em beleza, em grandeza, em abdicação,
sobretudo em coragem.
Pois ambas sofreram as mesmas dores.
Embalaram seus filhos nos braços.
Sofreram por eles, choraram por eles.
Quantas noites mal dormidas, vocês tiveram!
Sabe Mãe! Eu queria ter tido ONTEM a
maturidade que tenho HOJE.
Tenho certeza, que teria te amado muito mais!
Teria feito você sofrer, muito menos!
Teria aproveitado do seu aconchego, muito mais!
Hoje tenho plena certeza, que você como todas
as mães do mundo, jamais serão julgadas por Deus.
Pra você Mãe não existe o Ajuste Final.
Pois Deus sabe que Mãe, é uma alma sem pecado!!!
Direitos reservados*
Cecília-SP/02/2008*..
.
.
.
DESEJOS DO AMOR.
O inverno bate à porta
Garoa fina solta no ar
Frio começa a chegar.
Cobertores... Chocolate quente
Beijos e abraços envolventes
Corpos provocantes e carentes.
Madrugadas de agonia
Venta lá fora noite e dia
É o outono que se despede.
Nos entusiasmamos cheios de anseios
Vontades que superam os sussurros,
Muito além dos simples prazeres e murmúrios.
Nossos corpos que se tocam e se estremecem.
Calor do momento que nos possuem, unem.
Impregnados em nossa alma, feito refém.
Corpos de sonhos duelados
Espevitados... estamos trêmulos
Nós que nunca nos vimos despidos.
Meus lábios sussurram um "segredo"
Ventania, trovões...
São Pedro quebrando tudo
Meus braços másculos te confortando.
Você treme apavorada e a protejo.
Lá dentro do ninho lateja em labaredas a lareira
Nossa cama acenando nos espera sorrateira.
Ah, maravilhosa entre as deusas!
O seu corpo escultural que me proporciona nitroglicerina,
Me sinto descontrolado, fervendo.
Noite inteira nos amando
Corpos nus aquecidos... entrelaçados
Molhados, encharcados pelo suor.
Amor que embriaga... que enlouquece
Provocando emoções de prazeres,
Explosivos e intensos néctares.
Aquecendo-nos entre beijos envolventes
Abraços suaves, calados,
Acalorados e apaixonados.
Sua saliência predominando e dominando.
Desejos do amor sendo saciados,
Gemidos e burburinhos de lamento.
Embebidos pelas comoções...pelas chuvas
Ressurgimos entre a brisa dos prantos
Que dilacera a nossa pele em sentimentos.
Nosso amor que renasce do passado,
Num brando e caloroso envolvimento,
Volúpia que cobiço... que insisto.
E olhando lá pra fora, vejo o teu vulto
Fustigando à minha pele, as minhas entranhas...
Nossas almas saltitam alegres e serelepes pelo momento.
E neste encontro de toques e corpos
Acaricio seus seios que pedem por agrados.
Mamilos salientes e pontiagudos adornam o teu corpo.
Brinco nos teus pêlos enrijecidos,
Os teus olhos me fitam meio dolentes
Estamos completamente hesitantes.
Tua respiração me alucina...arde...provoca
Vislumbramos sensuais imagens...ventre, coxas, curvas
Puros e excitantes desejos de amor.
Orgasmo mágico... explode! Unidos... com ardor.
Duo: Graci/Hilde.
Edição e Montagem: Rosana Buarque.
* Poesia de Graciele Gessner e Hildebrando Menezes *
Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Carlos Drumond de Andrade
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"Soltos gemidos
Unidos
Intenso prazer...
Morre a saudade
Ressuscita o amor
teu sabor...
Minha’alma invade
Traz-me vida
Pura
como teu ser...
Que me respira
Inspira, Cheira
Beija, Deseja
Necessita
Respeita...
Nasce e renasce
Momentos...
Perde-se a noção do tempo
Anoitece ao amanhecer...
Pulsação
Sentimentos...
Me acolhe em teu peito
De um jeito...
Que só no amor
E por amor
Se faz..." (Rose Felliciano)
.
*mantenha a autoria do Poema*
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A mão tão ligeirinha
Sentiu e apreciou.
Num vai-e-vem
Se lambuzou!
Num coito gostoso,
Um carinho delicioso.
O inevitável, o gozo!
Uma mão de sabão
Abusada, mas contemplada.
Sentiu o néctar da satisfação.
22.04.2008
Copyright-©2008 Graciele Gessner.
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Rir da vida insana.
Rir do que já foi...
Rir do que já poderia ter sido.
Rir do que a vida nos presenteia.
Rir do sol a cada alvorecer.
Rir da alma desnuda.
Rir do que nos parece sem noção.
Rir da liberdade camuflada.
Rir do conteúdo sem inspiração.
Rir do que a imagem tenta transparecer.
Rir do que muitos se fazem de cegos.
Rir da hipocrisia dos infelizes.
Rir, apenas rir sem limite,
Com a satisfação da missão cumprida.
Rir dos que pensam que sabem.
Rir do controle que nos aprisiona.
Rir da vida que escolhemos.
Rir do destino que cultivamos.
Apenas a vontade louca de rir.
Rir ao amar, ou pelo menos tentar.
Rir pelo que você conquista.
Rir e vibrar por tudo insignificante.
Ria desta vida maluca!
21.04.2008
Copyright-©2008 Graciele Gessner.
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