Apenas por você, deixaria de viver
Navegaria cada gota desse oceano
No balanço deste barco que deriva
Desfraldaria a vela e me entregaria
De ilha em ilha sem nada entender
Retomaria a rota procurando saber
Apenas por você, deixaria o insano...
Para senti-la poderoso e soberano
Desta ilha fria para ser teu destino...
Enfrentaria maremotos ao vê-la comigo
E este mundo sem sentido e ilusão...
Contigo ganharia beleza e sedução
Para emendar o leme desta canção
Entoada há mil anos em nosso coração
Apenas por você, deixaria o mundo...
Porque sem ti não suportaria um segundo
O meu tudo, para olhar nos teus olhos
Onde ali habita o belo e o mais profundo
E poder ver neles o meu nome a brilhar
Esculpido que foi... Em noites de luar
E este doce amor que nasceu para ser
Veio para ficar, crescer e enternecer...
Sim... Por você, largaria o ritmo do mar
Pelo prazer de aportar, ficar e te abraçar
Para poder te amar, te acariciar e sentir
A força intensa, delicada, sutil a soprar
Este sentimento que me lavra de emoção
Na doçura de duas almas em comunhão
Em qualquer momento de ilusão e suspiro
A presença nos unirá rompendo a saudade
Para que as profecias se tornem realidade...
Num só ser desfrutemos da eterna felicidade.
Dueto: Salomé & Hilde
Nota: Inspirado no poema ‘Suspiros’ da Salomé
Publicado: http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1146583
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 27/08/2008
Código do texto: T1148904
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1148904
Há no ar uma suave energia...
Que toca, vibra e contagia
Dá sentido e fecunda fantasia
Onde o sonho sempre se inicia
Inspira o poeta para a liturgia...
A alegrar as vidas mais sofridas
Assim cicatriza todas as feridas
Seduz e conduz almas perdidas
Pelo toque intenso e delicado
Pinta, tece, borda, transborda
Cenários, enredos, romances...
Dramas, comédias enternecem
A arte é sua meta e ferramenta
Dispõe de perícia e nela enfrenta
Com apurada técnica ele comenta
Suas peripécias logo emolduram
Para delírio dos olhares famintos
Por projetarem nele seus labirintos
Simbiose metafísica dos instintos
Onde a espécie acontece e aparece
Na pujança do amor que resplandece
E tudo fica tão belo e nos aquece
Até o rouxinol canta nas janelas
As flores se abrem em pétalas
Exala no ambiente um perfume...
Das narinas que navega pela pele
E o corpo todo pede por carícias
Não há como não quedar-se...
Diante do fascínio que inebria
Tanta beleza e pureza tão sadia
Que da lavra faz nascer a poesia.
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 26/08/2008
Código do texto: T1146745
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiastranscendentais/1146745
Desprendimento e dedicação.
Lealdade, inspiração, devoção.
Compreensão na dura solidão.
Suportar as cruéis decepções.
Sem amarguras no coração.
Estar sempre pronto ao perdão.
Simplicidade! Acima de tudo...
Autenticidade nas atitudes.
Fazer do outro a sua completude.
Elegância, delicadeza, solicitude.
Solidariedade... Amar em plenitude!
Saber que apreender é necessidade.
De quem busca sempre a verdade.
E de que ela... Tem múltiplas faces.
Está escondida, mas logo reaparece...
Num afago do abraço... No enlace!
Gesto de ternura... Simples toque.
Dar espaço para o imponderável...
Aceitar as pessoas e suas diferenças.
Com ouvidos atentos e confiança.
Sempre com o espírito de criança.
Sem temor ou sequer maledicência.
Não fazer uso da intransigência...
Saber que não é fácil a convivência.
Respeito ao velho e aberto ao novo.
Evitar as discussões fáceis e tolas...
De palavras ásperas que desapontam.
Que ferem... Machucam... Maltratam!
Amor como o sentimento profundo
Aquele que faz atravessar o mundo
Na percepção valiosa de um segundo
Quando se doa inteiramente a fundo
É intenso, é valente, é propenso...
Que dá um valor maior a vida da gente
É claro que há sempre muito mais...
Que se possa descrever num poema.
Aqui quero apenas abordar o tema.
Pelo traçado de algumas pistas...
Penso aguçar a nossa vista.
E aspirar a novas conquistas.
Na aprendizagem do dia a dia.
Que nos dá a fé e a alegria sadia.
Ajuda a dissipar as nossas tristezas...
Nos caminhos tortuosos das incertezas.
Saborear momentos com total sutileza.
Dando a vida... Intensidade e beleza!
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 21/08/2008
Código do texto: T1139285
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1139285
As palavras cruzam-se num ato de amor
E os leitores se aquecem
Os pensamentos florescem...
As letras se roçam
As vogais se coçam...
Os acentos sopram
As consoantes se espreitam...
As cedilhas deitam
As vírgulas ferem
Os pontos finais fogem...
E os tremas sobem
O vocabulário se esconde...
O verbo logo age
O sujeito aparece...
O parágrafo resplandece
O objeto se perde...
Entre o direto e o indiretamente passado
O dicionário é aberto
Para ver o mais que perfeito instalado
Mas o pretérito se explode!
E os adjetivos vibram!
Os subjetivos exageram
As interjeições promovem comoções
Na curiosidade das interrogações
Os pronomes dançam... Entre eu e você...
Os predicados são sacados
Os artigos ficam indefinidos
O presente e o futuro se confortam
As preposições arrasam...
E as silabas são seqüestradas...
Os sufixos ficam fixos
Enquanto os poemas dormem
Nos braços dos radicais
As reticências se insinuam
As conjunções não conjuminam
E os versos não terminam...
Porque brigam com as metáforas
E se assanham com as parábolas
Que insistem em fazer bagunça...
No namoro do prólogo ao epílogo
Tudo se enrola
A tese transa com a antítese
E nasce a síntese...
Então fica o dito pelo não dito...
E assim escrevemos mais um dueto
Ou será um soneto... Meio canhoto
Vai ver que é mesmo destro
Sem o respirar do ponto e vírgula
Ou o chapéu do circunflexo.
Estamos perplexos!
Mas será o Benedito?
Duo: Enise & Hilde
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 14/08/2008
Código do texto: T1128618
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1128618
Guardados num cofre
Os versos inspirados
Em papel lacre
O perfume que deles saem
Todos os instantes se esvaem...
Como areia entre os dedos
Pelos folguedos sem medos
Arremedos ébrios de segredos
É o salário do operário das letras
Que o poeta paga pelas estrofes
Ao tecer seus sonhos e anseios
Sua medalha olímpica no pódio
Grito de amor na espera
Grunhido solto da fera
No vôo das suas quimeras
Onde pinta e borda
Dorme e acorda
Sacode e transborda
Pelas cordas da garganta
Irradia e conforta...
Germina as suas dores
O mundo até pode fundir
Saltar do eixo e explodir
Passear pelas galáxias
Que tudo acontece em seu olhar
Pela pulsação mágica de criar
Na alegria de poder encontrar
Àquele que vá se sensibilizar...
Este é o alimento que o sustenta
Dá sentido e movimenta uma vida
E assim deixa as suas sensíveis poesias
Carimbadas pelos preciosos momentos...
Em que debruçou os seus sentimentos.
Hildebrando Menezes
Nota: Inspirado no poema 'Sensíveis' da Enise
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 14/08/2008
Código do texto: T1127330
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1127330
Frente a frente De: JRegia777
http://br.youtube.com/watch?v=6QVNQZ67Ncc&feature=email
No silêncio da noite fria
Quando a alma fica vazia
Quero falar do nosso amor
Da sua força incontrolável
Como se eleva e é louvável
Mesmo na dor mais insuportável
Não tem medidas... É imprevisível
Falta palavra por ser inatingível
Tudo em nosso amor se cala
É tanta ternura... Tanta loucura
Nada se compara a sua feitura
Só nasce, renasce, cresce, aparece
No olhar que ata e desata...
São toques que não maltratam
Na floração da inspiração
Frutos maduros da imaginação
No passo a passo da emoção
Choro a tua falta sofrida...
Ao lembrar a tua partida
Vejo a paisagem parada
Quero-te ver aqui amada
Nada se move ou locomove
Só a fé inquebrantável...
De sentir a tua... Tão amável
Pelo brilho radiante do teu riso
Ao fazer comigo uns improvisos
Com a sutileza e inteligência
Que marca a tua presença
Nas delícias puras e sem malícias
Que me sossega da tua ausência
Como esperança de uma criança
Escrevo estes versos que dançam
Para buscar-te... Ir ao teu encontro
E finalmente saciar-me aqui no canto
Secar as lágrimas deste pranto
Com a doçura dos teus encantos.
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 10/08/2008
Código do texto: T1121556
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1121556
Criação e montagem de Rosana Buarque
Texto: Hildebrando Menezes
Envolto em teu Corpo
http://br.youtube.com/watch?v=_KYu3lXXfn8
Escuto os ecos de tua alma
Que me assaltam os tímpanos
Invasora que me tira a calma
A oferecer a tua pele em chamas
Andas poderosa e sedutora... Inflamas!
Passeia teus prazeres em minha cama
Tudo em ti entra em mim e reclama
Exala o teu perfume... Estou tonto!
Entorpecido pelos teus encantos
Difícil não se render aos momentos
De estar envolto a esse teu corpo
À harmonia do teu suave toque...
Dos teus gestos sem retoques
É a plenitude das sintonias
Onde se encontram as magias
Em ti me realizo... Minha utopia!
Vago feito vagabundo pelo mundo
À tua procura em todos os sentidos
E não escondo o quanto sou guloso
Dos teus beijos... Lambidas e abraços
Do louco frenesi das tuas coxas
O vai e vem do nosso amor arrocha
Nem a saudade pode conter e afrouxa...
A volúpia que me enlouquece de te querer
Para te amar assim... Até morrer!
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 09/08/2008
Código do texto: T1120271
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1120271
Tão poucos dias nos separam...
Mas parecem anos de esperas
Pela tua presença, aqui e agora!
Minha amada que partiu mundo afora...
Saudade do gesto... Da palavra amiga que aflora
Ah! Como me faz falta o riso... Que foi embora
Anseio inquieto por qualquer de teus avisos
Rebobino a tua imagem... Tuas traquinagens
Tudo aqui se fez vazio... Após a tua viagem
Estou mutilado... Meio sem coragem
Imobilizado... Inerte... Desconsolado
Nem suspeitava... Ou sequer imaginava
O tanto quanto eu te amava
Estou faminto... Sedento de notícias
Engulo as horas... Revolvo a cachola
Sofro uma saudade louca... Moleca
Devolva a minha paz... Menina sapeca
Mate esta tristeza e reponha a alegria
O ar de meus pulmões... Minha emoção...
Tomara que chegues logo... Doce paixão!
Não suporto e sufoco com a tua ausência
Nem sei mais o que faço... Estou qual bagaço
Espero que retorne logo... Alivia este cansaço
Quero meu ‘eu’ de volta... Aqui neste pedaço
Será que você sente o mesmo por este moço?
Ou vai ver já me esqueceu e trocou por outro...
Nem se lembra mais das juras de amor eterno
Dos nossos versos trocados madrugada afora
Na boca calada e silenciosa das noites enluaradas
Ouvindo os acordes das nossas vozes roucas
Acompanhadas só pelas músicas e canções
Enquanto versávamos poemas e orações
Então... Venha aquietar as minhas pulsações...
Continuo e serei sempre teu em devoção
Aos teus pés quero ouvir uma declaração
Para que eu saiba que é meu o teu coração
E se os versos não te agradaram... Você é a culpada!
Quem mandou levar junto contigo a minha inspiração?
Hildebrando Menezes
Nota: Em homenagem à água que passarinho não bebe (Risos).
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 08/08/2008
Código do texto: T1118215
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdesaudade/1118215
Não tenho medo do amor...
Tenho medo é de amar errado
Do abandono... Vazio e solidão
Que vaga em minhas veias... Mas por fora incendiado
Medo que nasce e cresce...
Quando a solidão floresce...
Um medo que assusta... Aparece
Ajusta-se no vazio...
Das horas injustas... De frio
O medo do sem e seus poréns
O medo de quem e nada tem
E sela os caminhos das flores...
O medo que grita e clama
Que toda hora me chama
Atrás de quais amores?
Aqueles que não tive... Que não vivi
Por medo de amar alguém... Sofri
Todas as vezes que de medo morri...
De cada medo que fui... Reparti-me
E ainda estou aqui... Sem ir
Com medo de ficar ou partir...
Ao me dar... Vem o medo...
De ser o mesmo do receber...
Angustia puxa uma coragem...
Para não sentir qualquer medo
Ao fazer da vida um simples enredo
Que o medo vingue-se na vadiagem
Seja ali ou em qualquer viagem
Que eu faça para o além de mim...
Não quero encontrar o mesmo medo em você...
Assim... Assumo esta coragem de sentir o medo...
Entre os nossos segredos...
Tua valentia... Tão camuflada quanto a minha...
Arranca todos os medos... Vestidos de fantasias...
O medo vencido na entrega... Entorpecido
Será que o medo permeia o que não vejo?
Será que fui só arremedo do que solfejo?...
Será que sou...
Meu próprio medo...
Será?
Dueto: Enise & Hilde
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 03/08/2008
Código do texto: T1110247
http://recantodasletras.uol.com.br/duetos/1110247
O sol já desponta no horizonte
Seus raios aquecem o orvalho
E sinto o teu corpo presente...
Abraçado ao meu... Contente!
Uma paz absorve os momentos
Nossas almas voam suaves ao vento
Tocam-se... Protegem-se... Unem-se!
Na mais sublime comunhão do amor
É a harmonia bem perfeita e satisfeita
Que entoa... Dissipando dores inquietas
Meus olhos nos teus... Sussurram ternuras
Brilham os anseios da esperança mais pura
É inenarrável e indecifrável essa sinfonia
Escrita no pentagrama do nosso dia à dia
Pela sintonia fina que empresta empatia
Como uma só peça bordada nas poesias
Não consigo ficar indiferente aos teus recados...
Que chegam aos meus olhos e ouvidos apurados
Tal a força magnética dos teus versos delicados
Abraçam-me... Beijam-me... Para todos os lados
Homem algum foi e será assim tão amado
Nos teus poemas que me põe apaixonado
No silêncio ou barulho... Ecoa o teu grito
Que recebo como o oxigênio em meu peito
Você vive em mim! No passado e no presente
Lapidando um futuro promissor... Ali adiante!
Onde se dará seqüência ao fruto das sementes
Que plantamos comovidos e movidos... Sempre!
No inefável movimento inevitável dos sentimentos.
Hildebrando Menezes
Nota: Inspirado em “Esquecer e Viver...”
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdesaudade/1108664
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 02/08/2008
Código do texto: T1109640
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1109640
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